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        <title>Site de Poesias</title>
        <link>https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca</link>
        <description>O Site de Poesias é um centro de poemas, de alguma forma, significativos; seja pelo conteúdo, pela métrica, pelas rimas... Mas principalmente pelos sentimentos que a boa poesia evoca na alma: tristeza, alegria, saudade, felicidade, amor, Deus. Porque escrever é uma arte: é traduzir o intraduzível!</description>
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        <title>Site de Poesias</title>
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          <item>
          <title>O Beco</title>
          <pubDate>13/08/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/47023-o-beco</link>
          <description><h4>O Beco</h4><p><![CDATA[<span><br />Eu s&oacute; vejo o beco, parado, im&oacute;vel, diante de minha dor<br />Ele n&atilde;o se importa com esperan&ccedil;as, com dores, com amores. <br />O Beco s&oacute; se importa com o Beco.<br />E &eacute; isso o que o Beco &eacute;. [<strong>V</strong> a z i o]</p><p><br />N&atilde;o h&aacute; tantas sa&iacute;das para tal amado senhor<br />Preso num quarto, sufocado entre meu amor e minhas dores.<br />O Beco de si mesmo &eacute; o beco de mim pr&oacute;prio.<br />E &eacute; isso o que o Beco &eacute;. [<strong>I</strong> n c o m p l e to]</p><p><br />Portas por todos os lados, num parede decorada com um &uacute;nico quadro de flor<br />Vermelhas, brancas e negras, todas rodeadas na &iacute;ntima atmosfera de terrores.<br />O Beco n&atilde;o se importa com o senhor.<br />E &eacute; isso o que o Beco &eacute;. [<strong>E</strong> s c u r i d &atilde; o]</p><p><br />Em uma casa onde jardins floreiam apenas um corredor. <br />&Eacute; onde corre tal pequena menina fugindo de meus piores temores. <br />O Beco s&oacute; quer sua inoc&ecirc;ncia. <br />Pois &eacute; apenas isso que o Beco &eacute;. [<strong>P</strong> &acirc; n i c o]</p><p><br />O Corredor me leva a um Beco sem sa&iacute;da, eu n&atilde;o posso fugir. <br />Lentamente, aprisiona-me, e deixa-me partida, eu n&atilde;o posso gritar. </p><p><br />O Beco nada mais &eacute; o que o Beco em seu cora&ccedil;&atilde;o. <br />E por mais que o magoe, ele jamais me pedir&aacute; perd&atilde;o. </p><p>Pois o Beco nada mais &eacute; do que o Beco do homem.<br />O Beco interior, o vazio, sem defesa. </p><p><br />Em um corredor preenchido de portas negras por todos os lado, h&aacute; um criado fi&eacute;l. <br />D&aacute;-me as costas, d&aacute;-me tortos sentimentos, d&aacute;-me nada de nada mais.<br />O Beco grita-me palavras dolorosas. <br />O Beco &eacute; teu, e nada mais. </p><p><br /><em>O Beco grita-me palavras amorosas, pelos l&aacute;bios de um criado cruel. <br />H&aacute; uma sa&iacute;da de um beco sem sa&iacute;da, viro-me contra ele sem enfrent&aacute;-lo jamais.</em> </p><p><br />O Beco enfrenta-me com seus olhos negros, pede-me para enfrent&aacute;-lo. <br />O Beco n&atilde;o se importa com minha dor.</p><p><br /><em>O Beco encara-me silenciosamente, em sua face p&aacute;lida de vermelho, pede-me para enfrent&aacute;-lo. <br />Sigo em frente, passo por ele, e &nbsp; </em>n a d a&nbsp; m a i s<em>. </em><br /></span>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />13/08/2009</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Canção para as Flores</title>
          <pubDate>23/05/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/43636-cancao-para-as-flores</link>
          <description><h4>Canção para as Flores</h4><p><![CDATA[As Flores est&atilde;o correndo para todos os Amores.<br />Calmamente, est&atilde;o fugindo de todas as Dores.<br />E ent&atilde;o sobram-me apenas os Temores. </p><p>Belas flores encantam a todas as cores<br />Pois Cores s&oacute; se baseiam em Dores.<br />As Dores nada mais s&atilde;o que belos Terrores.</p><p>Belas Flores partem meus Amores<br />Eu j&aacute; n&atilde;o sei se vou ficar<br />Neste quarto de Temores.</p><p>S&atilde;o as Dores que matam essas Flores.<br />S&atilde;o t&atilde;o belos tais Amores<br />Neste pacto de Temores.</p><p>E os Senhores que trazem essas Dores.<br />J&aacute; n&atilde;o basta mais sangrar<br />Por causa dessas Flores.</p><p>Est&atilde;o nos Penhores todos os meus Valores<br />Roubados por t&atilde;o belos Senhores<br />Num sonho de Amores</p><p>E meus Valores s&atilde;o as belas Flores<br />Num quarto rodeado de Amores<br />N&atilde;o h&aacute; terrores, nem senhores e penhores<br />Apenas Dores das belas Flores.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />23/05/2009</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Locus horrendus</title>
          <pubDate>11/05/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/42915-locus-horrendus</link>
          <description><h4>Locus horrendus</h4><p><![CDATA[&nbsp;<br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Sou modista e me baseio no que est&aacute; no atual.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">N&atilde;o me importa ser atual. Isso &eacute; coisa do passado.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Para que ser anormal quando se pode ser normal?</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Leio o que &eacute; in</i>, e ignoro o que &eacute; out</i>. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">N&atilde;o me importa a qualidade, vou ler apenas porque almejo ser legal.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Isso porque eu vou apenas dar a &lsquo;social&rsquo;. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Vou gastar meu Money</i> com a roupa que elas querem que eu use.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">A cal&ccedil;a colada, a bota bonita e a blusa que deixa o &uacute;tero aparecer.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E nada mais, mas quem sabe gastar dezenas no cabelo.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">N&atilde;o ou&ccedil;o Cazuza, e n&atilde;o leio Cam&otilde;es, jamais admirei Renoir.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Nunca ouvi falar de Sheldon, e para que me serve o dicion&aacute;rio? </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Vou saber apenas ingl&ecirc;s, e fazer Marketing. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Porque eu sou in</i>. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Matarei o portugu&ecirc;s correto, jamais acentuarei id&eacute;ias. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E jamais pronunciarei conseq&uuml;&ecirc;ncias. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Porque eu nada mais serei do que atual. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E se escrevo, meus homens ser&atilde;o gays.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E ent&atilde;o escrevo, meus homens ser&atilde;o mulheres.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E minhas mulheres hero&iacute;nas. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Vou ser veggie</i> porque &eacute; in, carne &eacute; para pessoas out. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Vou dan&ccedil;ar at&eacute; o ch&atilde;o, cair e quebrar a cara. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Namorar o bonit&atilde;o, loir&atilde;o, gostos&atilde;o. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E ent&atilde;o, lerei vampiros brilhantes, lerei homens femininos.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Lerei mulheres fant&aacute;sticas, lerei qualquer bosta que a moda disser. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Pois serei apenas eu e a maldita moda.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Ignorarei os mestres, abdicarei ao meu passado moral.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">N&atilde;o me importarei com fome ou com guerras.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">A minha dedica&ccedil;&atilde;o ser&aacute; o espelho trincado.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E no final, qual ser&aacute; a pena? Pois de tanto ler apenas o atual</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">N&atilde;o me valer&aacute; nada, porque este &eacute; o normal</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E o normal nada mais &eacute; do que o conceptual.</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">&nbsp;</span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E quando a passarela tiver seu fim, eu encontrarei o meu. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">Culturei-me com merda, meu jardim astral estar&aacute; podre. </span><br /><span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;">E serei mais um manequim que o meu humano</i> deteriorou. </span>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />11/05/2009</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Doutor, Doutor!</title>
          <pubDate>17/03/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/40132-doutor-doutor</link>
          <description><h4>Doutor, Doutor!</h4><p><![CDATA[Doutor! Doutor! Estou com uma emerg&ecirc;ncia!<br />Uma doen&ccedil;a pegou-me ligeira! Meu Deus, doutor! Cure-me!</p><p><br />Diga-me o rem&eacute;dio, ela d&oacute;i! Ela d&oacute;i, doutor!<br />Esta doen&ccedil;a est&aacute; me matando aos poucos!</p><p><br />Doutor, doutor! Salve-me! Eu estou morrendo desta doen&ccedil;a!<br />Ela d&oacute;i! Parte-me inteiro! Passo as noites chorando, passo-as em claro!</p><p><br />Em meu alento! Mal saio na rua! Doutor, doutor! Salve-me deste pesadelo!<br />J&aacute; mal posso abrir os olhos e as l&aacute;grimas v&ecirc;m!</p><p><br />Doutor! Prescreva-me um rem&eacute;dio! Uma opera&ccedil;&atilde;o! D&aacute;-me a cura!<br />Estou com uma emerg&ecirc;ncia! Ela est&aacute; me matando por dentro!</p><p><br />Dona Ambul&acirc;ncia! Socorra-me! Estou ca&iacute;do na rua! <br />Maca branca me ampare neste momento crucial!</p><p><br />Eu estou perdido! Eu estou morrendo, ela est&aacute; me matando.<br />Sr. Policial! Isto &eacute; homic&iacute;dio! Como fa&ccedil;o? Como fa&ccedil;o para culp&aacute;-la?!</p><p><br />Sou v&iacute;tima, Sr. Policial! Ajuda-me! Proteja-me que &eacute; seu dever! <br />Prote&ccedil;&atilde;o, qualquer coisa, Sr. Policial, apenas proteja-me desta doen&ccedil;a!</p><p><br />Homic&iacute;dio Qualificado! Homic&iacute;dio Doloso! Homic&iacute;dio Culposo! <br />Triplo! Eu, meu corpo e eu novamente!</p><p><br />Doutor Advogado! Ou&ccedil;a-me! Estou s&atilde; de mente e mau de corpo! <br />Sou uma pessoa justa e quero minha justi&ccedil;a.</p><p><br />Doutor Advogado, ajuda-me! Quero-a longe de mim! <br />Fiz meu dever, cumpro meu dever! Sou cidad&atilde;o!</p><p><br />Tenho meus direitos e meu deveres! Voto em elei&ccedil;&otilde;es!<br />Limpo minha cal&ccedil;ada! Reciclo pl&aacute;stico! Pago meus impostos, nossos impostos!</p><p><br />Sr. Juiz! Mande-a para a pris&atilde;o! Ela merece c&aacute;rcere eterno! <br />Escuta-me, eu sou a v&iacute;tima! Fiz com o meu dever!</p><p><br />Tenho total inoc&ecirc;ncia neste caso! Eu sou uma v&iacute;tima passiva!<br />Acreditem-me, Srs. Jurados! A Lei est&aacute; do meu lado!</p><p><br />Doutor! Cure-me! <br />Dona Ambul&acirc;ncia! Socorra-me!<br />Sr. Policial! Prenda-a!<br />Doutor Advogado! Atue-me! <br />Meret&iacute;ssimo Juiz! Escuta-me!</p><p><br />Essa doen&ccedil;a est&aacute; me matando! Acabe com ela! <br />Chegou de fininho, como quem n&atilde;o quer nada! <br />Passou por mim, foi &agrave; segunda vista! <br />Foi lindo, Meret&iacute;ssimo! Foi lindo! <br />Disse-me coisas lindas! Disse-me coisas bel&iacute;ssimas!</p><p><br />Mas, Meret&iacute;ssimo! Iludiu-me! Matou-me aos poucos! <br />E c&aacute; estou, morrendo da Silva! Moribundo da Silva!<br />Tudo culpa dela! Dela, Merit&iacute;ssimo! <br />Sou inocente, sou v&iacute;tima dela! N&atilde;o tenho culpa! <br />Dissimulou-me! E veja que bonita palavra!</p><p><br />Pe&ccedil;o, Meret&iacute;sismo, uma pena cruel! <br />N&atilde;o merece estar &agrave; solta, e atacar puras almas como eu!<br />N&atilde;o merece luz solar! N&atilde;o merece alimento.<br />Meret&iacute;ssimo, por favor, mate este amor. <br />&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p><i>- A V&iacute;tima aceita colocar um pouco de amor nisso? </i>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />17/03/2009</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Flores do Campo</title>
          <pubDate>14/01/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/39256-flores-do-campo</link>
          <description><h4>Flores do Campo</h4><p><![CDATA[Flores no campo gritam alegrias</p><p>Sinceramente, como se desejassem isso.</p><p>Voz a  voz, lentamente.</p><p>&nbsp;</p><p>Coloridas ou partidas, n&atilde;o me importa.</p><p>O cheiro que elas carregam, o aroma de arrancar.</p><p>Cheiro a cheiro, delicadas.</p><p>&nbsp;</p><p>H&aacute; flores gritando amores por todos os lados (Agonias!)</p><p>Algumas me olham, eu vivo.</p><p>Ver a ver, com flores na minha janela.</p><p>&nbsp;</p><p>Existe uma voz gritando &quot;Eu choro&quot;</p><p>Ent&atilde;o eu grito &quot;Eu amo!&quot;</p><p>N&atilde;o sou vazio, estou apenas oco.</p><p>&nbsp;</p><p>P&eacute;talas de rosas em todas as &aacute;guas</p><p>Perto de mim, perto de voc&ecirc;</p><p>Juntos, as flores me desejam.</p><p>&nbsp;</p><p>Uma a uma, elas falam</p><p>Desejo te amar, desejo de amar!</p><p>Flores no campo precisam de amor.</p><p>&nbsp;</p><p>Sorria se sua vida &eacute; bela.</p><p>Sorria se sua vida &eacute; perda.</p><p>Sorria se sua vida &eacute; algu&eacute;m.</p><p>&nbsp;</p><p>Sorria se voc&ecirc; tem algu&eacute;m para amar.</p><p>Sorria pois flores s&atilde;o belas.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />14/01/2009</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Meu Demônio Interior</title>
          <pubDate>24/02/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/39184-meu-demonio-interior</link>
          <description><h4>Meu Demônio Interior</h4><p><![CDATA[&nbsp;</p><p>Arrasta-se por dentro de mim, me devora, faz-me sentir todo aquele pavor.</p><p>Corre por minhas veias, ilude-me, d&aacute;-me toda aquela vontade de mais.</p><p>Aaah, meu dem&ocirc;nio interior rasteja por meus &oacute;rg&atilde;os, come todas as minhas c&eacute;lulas.</p><p>E ele olha meu cora&ccedil;&atilde;o.</p><p>&nbsp;</p><p>Despeja aquele terror em meus circuitos, grita e meu corpo inteiro treme.</p><p>Meu Dem&ocirc;nio interior est&aacute; com fome.</p><p>&nbsp;</p><p>Usa meu cora&ccedil;&atilde;o como travesseiro, meus ossos como meus talheres.</p><p>E faz-me sofrer. E mata-me.</p><p>V&ecirc; o mundo por meus olhos, sente o sabor do mundo por meus l&aacute;bios, e beija-me.</p><p>Terr&iacute;vel Dem&ocirc;nio interior, e mata-me com sua sede de prazer.</p><p>&nbsp;</p><p>E multiplica-se, dobra o valor de si mesmo, dobra o meu medo.</p><p>Procria dentro de mim, d&aacute;-me seus filhos, atormenta-me ainda mais.</p><p>&nbsp;</p><p>Meu Dem&ocirc;nio Interior est&aacute; com fome, ele vai me comer.</p><p>Devora-me, lentamente, com todo o prazer do mundo.</p><p>Quebra-me inteira, parte-me aos peda&ccedil;os.</p><p>Rasga-me.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>Ele ir&aacute; comer a n&oacute;s dois. Partes por peda&ccedil;os, Carne por Ossos.</p><p>N&oacute;s dois. Eu e voc&ecirc;, chamo-o de cora&ccedil;&atilde;o. Chamo-o de amor.</p><p>Meu Dem&ocirc;nio Interior vai nos comer, lentamente, minhas partes e seus peda&ccedil;os.</p><p>&nbsp;</p><p>Arrasta-se por meu corpo, devora minha sede, bebe a minha fome.</p><p>Diverte-se por meu corpo, quebra minha carne, dilacera meus ossos. .</p><p>&nbsp;</p><p>Vive dentro de mim, piora minhas feridas, sou sua boneca.</p><p>Devora meu cora&ccedil;&atilde;o.</p><p>Devora-me.</p><p>&nbsp;</p><p>Existe dentro de mim, espalha minha dor, sou seu fantoche.</p><p>Parte meu cora&ccedil;&atilde;o.</p><p>Parte-me.</p><p>&nbsp;</p><p>Permanece dentro de mim, concretiza meus pesadelos, sou seu compartimento.</p><p>Aniquila meu cora&ccedil;&atilde;o.</p><p>Aniquila-me.</p><p>&nbsp;</p><p>Em meus sentimentos, devorando todo o ben&eacute;fico.</p><p>Deixa-me o mal, enche-me de cinzas.</p><p>Afoga-me em suas maldades, nossos pesadelos, meus sofrimentos.</p><p>&nbsp;</p><p>Apaga-te de mim, enlouquece meus sentidos.</p><p>Afasta-o, afaste-se! Cubra seus olhos, cubra-me no medo.</p><p>Apague-me, apague este sentimento, apague-me de ti.</p><p>&nbsp;</p><p>Bebe minha carne e come meu sangue.</p><p>Peda&ccedil;os.</p><p>Bebe minha fome e devora minha sede.</p><p>Migalhas.</p><p>&nbsp;</p><p><em>Meu Dem&ocirc;nio Interior ir&aacute; comer voc&ecirc;.</em>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />24/02/2009</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>De você, Para mim</title>
          <pubDate>02/12/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/36055-de-voce-para-mim</link>
          <description><h4>De você, Para mim</h4><p><![CDATA[H&aacute; uma caixa posta h&aacute; uma grande dist&acirc;ncia. (De mim)<br />Eu n&atilde;o sei o que ela guarda, mas eu sei que eu a quero. (Para mim)<br />J&aacute; n&atilde;o me restam d&uacute;vidas de que eu estou partida, mas eu estou inteira. (Por enquanto)</p><p><br />Houve uma clar&atilde;o dourado e depois s&oacute; choveu, sangue. (E meu)<br />N&atilde;o havia pessoas mortas, mas havia nuvens vermelhas. (E eu)<br />N&atilde;o h&aacute; coisas o suficiente para satisfazer uma fome que n&atilde;o come. (Agora)</p><p>H&aacute; um c&eacute;u escuro l&aacute; fora, ele despeja um choro. (Seu)<br />H&aacute; tantas luzes nesta cidade que eu mal sei quais s&atilde;o estrelas (Minhas)<br />E h&aacute; tantas pessoas que a minha contagem de l&aacute;grima passou a contagem de corpos. (Seus)</p><p>Um momento para o choro virar sangue.<br />Dois momentos para o sangue virar ouro.<br />Tr&ecirc;s infinitos para o ouro virar morte.</p><p><br />&Eacute; um castelo de areia onde eu jogo minha dor. (De B. para M.)<br />Centenas de quadros pintados, mas s&oacute; um &eacute; voc&ecirc;. (Para M. por B.)<br />Com caixas em todos os quartos, mas a ang&uacute;stia est&aacute; em mim. (De voc&ecirc; para mim)]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />02/12/2008</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Confissões de um Invisível</title>
          <pubDate>30/10/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/34634-confissoes-de-um-invisivel</link>
          <description><h4>Confissões de um Invisível</h4><p><![CDATA[Te olho, te vejo, me apaixono.<br />Te esque&ccedil;o e te abandono!<br />Te olho na rua, com todas as mo&ccedil;as.<br />Te dou o meu amor.</p><p><br />Te pego na escada, suas cal&ccedil;as nas botas.<br />Te dou o meu amor.<br />Te prometo o futuro, acabo com tudo.<br />Te quebro as unhas, rasgo pinturas, atraso o rel&oacute;gio. </p><p><br />Te morto o peito, te dou desejo, te encho de ilus&otilde;es.<br />Eu risco seus discos, eu queimo seu dinheiro.<br />Destruo suas roupas, quetro suas x&iacute;caras.</p><p><br />Te olho do outro lado da rua, te noto.<br />Te beijo calorosamente e nem percebes, me apaixono.<br />Te dou adeus e tu nem sentes falta, eu sigo meu caminho de Deus.</p><p>&nbsp;</p><p><br /><em>Te abandono! </em>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />30/10/2008</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Partida E Dolorosa</title>
          <pubDate>27/10/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/34370-partida-e-dolorosa</link>
          <description><h4>Partida E Dolorosa</h4><p><![CDATA[<span><br />Ela se <em>senta</em> na janela e observa a Lua cobrir seu rosto.<br />Ela s&oacute; <em>observa</em>, a Boneca com Cora&ccedil;&atilde;o Pulsante.<br />Ela <em>balan&ccedil;a</em> o p&eacute; no r&iacute;tmo da melodia que o piano grita.</p><p>Ela <em>sapateia </em>ao que sente o vento lhe tocar os cabelos.<br />Ela s&oacute; <em>escuta</em>, a Boneca com Cora&ccedil;&atilde;o sangrento.<br />Ela <em>pede</em> para sua torre um cora&ccedil;&atilde;o de papel.</p><p>- Eu nunca sonho.</p><p>Um sussurro que escapou de seus l&aacute;bios vermelhos.<br />Um piscar que fez seus olhos de bot&otilde;es.</p><p>- Eu sou sua Boneca.</p><p>Ela se <em>machuca</em> no precip&iacute;cio de sua Torre.<br />Ela s&oacute; <em>sangra</em>, a Boneca com Cora&ccedil;&atilde;o partido.<br />Ela <em>implora</em> por l&aacute;grimas cristalinas.</p><p>Ela <em>cai </em>no ch&atilde;o de pedra que a rodeia a todo instante.<br />Ela s&oacute; <em>espera</em>, a Boneca com Cora&ccedil;&atilde;o doloroso.<br />Ela <em>grita</em> porque ela j&aacute; cansou de ser a Boneca da Estante quando pode ser a Boneca do Lixo. </p><p><br />Ela se <em>sentou</em>, <em>observou</em> e se <em>balan&ccedil;ou </em>ao que sentia cada amor em seu Cora&ccedil;&atilde;o Pulsante.<br />Ela s<em>apateou</em>, <em>estutou</em> e <em>pediu</em> para ser a mais bela da estante em seu Cora&ccedil;&atilde;o Sangrento<br />Ela se <em>machucou</em>, <em>sangrou</em> e <em>implorou</em> para parar de sentir aquilo que chamam de dor em seu Cora&ccedil;&atilde;o Doloroso.<br />Ela <em>caiu,</em> <em>esperou</em> e <em>gritou</em> enquanto via o seu lado interior ser jogado no Lixo.</p><p>A Boneca Dolorosa permanece na estante, quieta, chorosa por sentimentos de gente.<br />A Boneca Partida permanece no lixo, risonha, alegre por ter sa&iacute;do da sua vida de falsas belezas.</p><p>- Eu sou a Boneca de sua estante, mas eu tamb&eacute;m sou a Boneca de seu lixo emocional.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>A Boneca <em>Dolorosa</em> e a Boneca <em>Partida</em>.<br /></span>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />27/10/2008</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Congelamento em Culpa</title>
          <pubDate>01/10/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/33311-congelamento-em-culpa</link>
          <description><h4>Congelamento em Culpa</h4><p><![CDATA[A porta se manteve trancada por tempos indetermin&aacute;veis.<br />E eu j&aacute; n&atilde;o queria contar a verdade.<br />Trancada para eles n&atilde;o entrarem novamente e ferirem.<br />Porque eu sei que eu jamais poderia sentir.</p><p><br />O vazio que havia al&eacute;m da porta, era aquilo, era o fim.<br />Porque eu tamb&eacute;m tenho um vazio.<br />O vazio era um sentimento t&atilde;o feio, mas t&atilde;o lindo.<br />E eu j&aacute; me cansei de ser o vazio.</p><p>&nbsp;</p><p>E era o vazio e era a culpa dentro de um mesmo ser.<br />Porque nada mais importa quando o frio toma conta de um m&uacute;sculo card&iacute;aco.</p><p>Porque quando o m&uacute;sculo card&iacute;aco est&aacute; congelado em culpa,<br />&eacute; quando j&aacute; n&atilde;o basta mais nada.<br />Por veneno e cortes por culpas e vazio,<br />aquele sentimento ficou trancado do lado de dentro.</p><p><br />Por um vazio cheio de culpa onde cortes e venenos n&atilde;o s&atilde;o o bastante,<br />eu posso sair por onde eu quiser,<br />eu posso conhecer...</p><p><br />Eu posso conhecer novos sentimentos, eu posso sentir,<br />eu posso procurar por &oacute;dio,<br />posso procurar por felicidade.</p><p>Eu posso procurar por<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<em> voc&ecirc;</em><br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; em uma pilha de sentimentos descart&aacute;veis,<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; mas nesse momento eu acho que meu conto de fadas<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; j&aacute; virou meu pior <em>pesadelo</em>.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />01/10/2008</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Perfeito Imperfeito</title>
          <pubDate>01/10/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/33310-perfeito-imperfeito</link>
          <description><h4>Perfeito Imperfeito</h4><p><![CDATA[<span><br />Se eu tentasse amar,<br />Se pudesse esquecer,<br />Se eu amasse odiar.</p><p><br />Eu jogaria minhas palavras fora<br />Me deixaria no frio e no fogo.</p><p><br />Eu passaria a penetrar a dor na faca,<br />Eu seria o perfeito que &eacute; o imperfeito.</p><p><br />... Se eu tentasse esquecer.<br />Se continuasse a amar,<br />Se eu odiasse sofrer.</p><p><br />Eu deixaria a pena vazia escrever minha can&ccedil;&atilde;o...<br />Me odiaria por tanto tempo que as muralhas virariam p&oacute;.</p><p><br />Mas n&atilde;o bastaria, e as flores morrem,<br />Vazias e perfeitas, e a can&ccedil;&atilde;o nos l&aacute;bios de mortos.</p><p><br />Se eu amasse estar.<br />... Se imaginasse te ver.<br />Se eu pudesse desconhecer...</p><p><br />O futuro de minhas m&atilde;os sombrias e amargas,<br />Como o fruto da carne que preenche a dor.</p><p><br />O perd&atilde;o da can&ccedil;&atilde;o da Lua.<br />Como aquela que o vento tr&aacute;s a todas as luas, para os meus l&aacute;bios e para o meu papel e caneta.</p><p><br />Mas n&atilde;o bastaria,<br />Pois sou de papel<br />Fraca e Delicada, como a can&ccedil;&atilde;o que sai de meus l&aacute;bios.</p><p><br />Para o papel morto que morre,<br />Onde eu j&aacute; perco todas as esperan&ccedil;as de continuar a...</p><p><br />... Tentar amar <br />Puder esquecer<br />Amar odiar.</p><p><br />... Tentar esquecer<br />Continuar a amar<br />Odiar sofrer</p><p><br />... Amar estar<br />Imaginar te ver<br />Puder desconhecer.<br /></span>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />01/10/2008</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
                </item>
          <item>
          <title>Amores de Lua</title>
          <pubDate>25/08/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/33224-amores-de-lua</link>
          <description><h4>Amores de Lua</h4><p><![CDATA[<span><br />A Lua quase completa preenche esse quarto de luz prateada. <br />As mem&oacute;rias por tr&aacute;s dela n&atilde;o s&atilde;o boas.<br />S&atilde;o um dilema.<br />Mas, hey amor doloroso, j&aacute; n&atilde;o faz tempo desde a &uacute;ltima punhalada?</p><p>&nbsp;</p><p><br />Eu gosto de ser Deus, eu sou.<br />Eu governo este mundo, eu governo meus sentimentos.<br />Com a punhalada imagin&aacute;ria em um &oacute;rg&atilde;o vital, eu chorei por dias.<br />Mas, hey amor infinito, nem todos os&nbsp; contos t&ecirc;m um final feliz.</p><p>&nbsp;</p><p><br />O vento da noite celebra o velho sofrimento de meus ossos em p&oacute;.<br />Meus sentimentos dolorosos voam pela noite a fora, voam para longe de mim, longe.<br />Pois o vento e o tempo levaram a minha dor para longe de mim, longe.</p><p>&nbsp;</p><p><br />A Lua quase cheia me encara de seu majestoso trono negro.<br />Ela sorri para mim, n&oacute;s somos confidentes de um cruel e sofrido segredo.<br />N&oacute;s sabemos que a parte que falta em n&oacute;s, em mim, nela &eacute; <em>voc&ecirc;</em>.<br /></span>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/Boneca' title='Biografia do Poeta: Maria Júlia'><b>Maria Júlia</b></a><br />25/08/2008</p></description>
          <author>Maria Júlia</author>
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