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<title>Site de Poesias - Davi Roballo</title>
<link>http://sitedepoesias.com.br/</link>
<description>O Site de Poesias é um centro de poemas, de alguma forma, significativos; seja pelo conteúdo, pela métrica, pelas rimas... Mas principalmente pelos sentimentos que a boa poesia evoca na alma: tristeza, alegria, saudade, felicidade, amor, Deus. Porque escrever é uma arte: é traduzir o intraduzível!</description>
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<title>Site de Poesias</title>
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  <title><![CDATA[Ecce Homo]]></title>
  <pubDate>24/11/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/35590</link>
  <description><![CDATA[<h4>Ecce Homo</h4>
	<p>
		Sou um enigma,</p><p>Um rastro de sereno,</p><p>Que se apaga com os raios de meu pensar;</p><p>Evaporando-se para fazer parte das nuvens;</p><p>E l&aacute; das alturas contemplo a planura</p><p>Onde esbo&ccedil;o o rascunho de minha liberdade.</p><p>Sou o que sempre fui deixando de ser...</p><p>Sou uma cris&aacute;lida, uma metamorfose</p><p>Sou fogo, sou ar, sou terra, sou &aacute;gua;</p><p>Sou um rio que flui sereno</p><p>Em dire&ccedil;&atilde;o ao mar e ao abismo;</p><p>Onde se desfazem minhas utopias e meus medos...</p><p>Sou claridade, sou confus&atilde;o</p><p>Sou paz, sou guerra.</p><p>Sou finito, sou imensid&atilde;o...</p><p>Brotam em mim ver&otilde;es, primaveras e outonos</p><p>Onde renovo minha aurora.</p><p>H&aacute; inda em mim muito inverno e lareira,</p><p>Mas sobra espa&ccedil;o para aconchego e prosa</p><p>Em fuga diante da madrugada matreira.</p><p>Pois minha mente nietzscheana est&aacute; gr&aacute;vida;</p><p>Gr&aacute;vida de id&eacute;ias;</p><p>Um dia darei &agrave; luz;</p><p>A uma estrela pensante.</p><p>Nesse dia,</p><p>Todas as ilus&otilde;es e utopias,</p><p>Religi&otilde;es e deuses cair&atilde;o.</p><p>Mas, minha mente sabe,</p><p>Que se erguer&atilde;o outros &iacute;dolos;</p><p>Outras irracionalidades;</p><p>Pois o homem &eacute; uma crian&ccedil;a perdida</p><p>Dos caminhos de si mesma...</p><p>E ao encontrar uma pedra,</p><p>Nas trevas de sua ignor&acirc;ncia volunt&aacute;ria,</p><p>Aos prantos dobra os joelhos,</p><p>E a chama de pai, lhe rendendo gra&ccedil;as...</p><p>Pois esta crian&ccedil;a grande</p><p>N&atilde;o sabe navegar em outro mar...</p><p>Se n&atilde;o for o de suas ilus&otilde;es...	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		24/11/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[MENINO HOMEM]]></title>
  <pubDate>17/11/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/35268</link>
  <description><![CDATA[<h4>MENINO HOMEM</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Um menino me chama</p><p>Para dan&ccedil;ar ao vento.</p><p>Um menino de sorriso distante</p><p>Um olhar tristonho, amargurado</p><p>Por estar esquecido</p><p>Pelos afazeres soterrado.</p><p>&nbsp;</p><p>Um menino...</p><p>Apenas um menino</p><p>Quer brincar, quer a vida de volta</p><p>Quer os dias intermin&aacute;veis...</p><p>Quer liberdade, quer viver</p><p>Quer amor e alegria dur&aacute;veis...</p><p>&nbsp;</p><p>Um menino escreve na lousa</p><p>"Se queres ser feliz!!!</p><p>N&atilde;o deixe de ser menino,</p><p>Brinque, extravase, no m&iacute;nimo</p><p>Pois ser adulto, n&atilde;o significa</p><p>Deixar de ser menino."</p><p>&nbsp;</p><p>O homem quando menino brinca, diverte-se</p><p>E adulto perde essa magia,</p><p>Mas, a ess&ecirc;ncia do menino reina dentro de n&oacute;s,</p><p>De uma forma sufocada</p><p>Nos aguardando sem perder a esperan&ccedil;a</p><p>De que iremos um dia resgat&aacute;-lo.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		17/11/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[O andarilho e sua sombra]]></title>
  <pubDate>22/10/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/34191</link>
  <description><![CDATA[<h4>O andarilho e sua sombra</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Amanheceu o &aacute;trio de meu cora&ccedil;&atilde;o</p><p>Desde que parti no longo caminho</p><p>Na explora&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria raz&atilde;o,</p><p>Deixou de engolfar a desilus&atilde;o</p><p>Mergulhada na penumbra do cadinho</p><p>De fastio e loucura.</p><p>&nbsp;</p><p>Tenho j&aacute; a angustia em n&atilde;o poder tocar</p><p>E pegar o que parece fugir do pensamento;</p><p>Afli&ccedil;&atilde;o pela descoberta cotidiana de novos</p><p>Conceitos e mundos desconhecidos</p><p>A vida prossegue em transforma&ccedil;&atilde;o</p><p>Dias se transformando em anos</p><p>E minutos em imensid&atilde;o.</p><p>&nbsp;</p><p>Assim vai o andarilho e sua sombra</p><p>Descortinando novos horizontes</p><p>Onde brotam can&ccedil;&otilde;es novas</p><p>Gr&aacute;vido de id&eacute;ias e cambaleante</p><p>Dan&ccedil;ando com o ribombar da brisa</p><p>A rebater seus cabelos esvoa&ccedil;antes.</p><p>&nbsp;</p><p>Portos, chegadas e partidas</p><p>Sem rumo, sem destino</p><p>A procura de uma estrela guia</p><p>Que lhe encaminhe a si mesmo</p><p>Em busca de uma centelha de liberdade</p><p>Onde possa descansar das caminhadas</p><p>E conquistas nas escadas da vida.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		22/10/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[LIBERDADE]]></title>
  <pubDate>21/10/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/34115</link>
  <description><![CDATA[<h4>LIBERDADE</h4>
	<p>
		&nbsp;<br /><strong>Ave que voa</strong></p><p><strong>A planar</strong></p><p><strong>Em liberdade</strong></p><p><strong>Nos c&eacute;us.</strong></p><p><strong>Invejo-te!</strong></p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>Ave sem hora</strong></p><p><strong>Veja!</strong></p><p><strong>Meu desalento.</strong></p><p><strong>T&atilde;o atarefado;</strong></p><p><strong>Escravo do tempo.</strong></p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>Ave!</strong></p><p><strong>N&atilde;o h&aacute; luxo</strong></p><p><strong>Em teu ninho.</strong></p><p><strong>E eu em sacrif&iacute;cio</strong></p><p><strong>Por arminho.</strong></p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>Ave livre.</strong></p><p><strong>Vejo que n&atilde;o</strong></p><p><strong>Tens religi&atilde;o.</strong></p><p><strong>E eu estigma</strong></p><p><strong>De pag&atilde;o.</strong></p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>Ave, n&atilde;o te preocupa</strong></p><p><strong>Com o amanh&atilde;.</strong></p><p><strong>E eu, </strong></p><p><strong>passado, presente &nbsp;e futuro; </strong></p><p><strong>Grudado no calcanhar.</strong></p><p><strong>&nbsp;</strong></p><p><strong>Oh ave!</strong></p><p><strong>Quanta vaidade</strong></p><p><strong>Em minhas plumas;</strong></p><p><strong>Voar n&atilde;o posso;</strong></p><p><strong>Peso demasiado</strong></p><p><strong>A favor da gravidade. </strong>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		21/10/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Beleza]]></title>
  <pubDate>16/10/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/33922</link>
  <description><![CDATA[<h4>Beleza</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Afinal o que &eacute; beleza?</p><p>&nbsp;Ser&aacute; o feio, o lindo,</p><p>O real, o abstrato,</p><p>Uma flor abrindo?</p><p>Depende do objeto</p><p>E de quem o veja.</p><p>&nbsp;</p><p>N&atilde;o existe o belo</p><p>Por absoluto.</p><p>Digo com clareza</p><p>Ao polido e ao matuto,</p><p>Que h&aacute; gente que v&ecirc; Beleza,</p><p>Num traje de luto.</p><p>&nbsp;</p><p>Se n&atilde;o acreditas</p><p>No que nas linhas falo.</p><p>Pergunte ent&atilde;o ao sapo:</p><p>Oh anf&iacute;bio voltairiano,</p><p>O que &eacute; o belo?</p><p>E ele dir&aacute; em curto relato:</p><p>&Eacute; a sapa! Fim do cavaco.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		16/10/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Claridade]]></title>
  <pubDate>17/03/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/27197</link>
  <description><![CDATA[<h4>Claridade</h4>
	<p>
		&nbsp;<br />Vem j&aacute; aurora cor de rosa<br />Desfraldar a incans&aacute;vel chama<br />Astro dispersador de meus medos;<br />Ampliador de meus olhares;<br />A contemplarem as cores<br />Que tingem o horizonte.<br />&nbsp;<br />Venha aquecer-me luz de minha esperan&ccedil;a<br />Venha acariciar-me as madeixas<br />E os sonhos que brotam de minha insanidade...<br />Venha dar-me teus raios, que d&aacute;s a todos<br />Sem importar a natureza.<br />&nbsp;<br />Venha debru&ccedil;ar-se em meu cenho calejado<br />Senhor incondicional e ben&eacute;volo<br />Que repartes os dias que alimentam o tempo<br />Com a noite, que me a&ccedil;oita com mil tormentos.<br />&nbsp;<br />Venha imprescind&iacute;vel flamejante<br />Enxugar-me as l&aacute;grimas<br />Pelo que o tempo comeu distante.<br />&nbsp;<br />Venha, venha aquecer com tuas centelhas...<br />Este irm&atilde;o de Di&oacute;genes...<br />&nbsp;<br />Venha g&ecirc;nio sol, resgatar-me da miragem humana...	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		17/03/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Mulher de 40]]></title>
  <pubDate>15/03/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/27107</link>
  <description><![CDATA[<h4>Mulher de 40</h4>
	<p>
		&nbsp;<br />Quarenta primaveras enumeram experi&ecirc;ncias,<br />Em escultura de Afrodite contempor&acirc;nea,<br />Esculpida no atelier da viv&ecirc;ncia. <br />&nbsp;<br />Quarenta ver&otilde;es se passaram em perfeita constru&ccedil;&atilde;o de tua nobre alma,<br />Forjada &nbsp;na suavidade de um raio de sol a cada amanhecer,<br />Concebendo o amor em teu cora&ccedil;&atilde;o numa chama.<br />&nbsp;<br />Quarenta outonos desfolharam-te amareladas folhas,<br />Para brotar em teus ramos novos dias em flores,<br />Que te fazem mais esplendida.<br />&nbsp;<br />Quarenta invernos recolheram-te a meditar no aconchego de teu cora&ccedil;&atilde;o,<br />Este manancial de amor e tranq&uuml;ilidade, tecidos na experi&ecirc;ncia,<br />Que te fazem, mulher verdadeira por excel&ecirc;ncia.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		15/03/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[MULHER]]></title>
  <pubDate>29/02/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/26729</link>
  <description><![CDATA[<h4>MULHER</h4>
	<p>
		&nbsp;<br />Gretou-se um dia do alto c&eacute;u<br />Entre a nuvens uma alma de anjo.<br />Sem asas, mas capaz de voar por amor.<br />Uma leoa, uma fera em doce mel.<br />Um ser magistral, com forte engancho<br />Reluzindo paz em seu cora&ccedil;&atilde;o consolador<br />&nbsp;<br />Mulher traz em tua ess&ecirc;ncia<br />Tra&ccedil;os de anjo em nuan&ccedil;as<br />Que te fazem eterna crian&ccedil;a<br />Portando magia e temperan&ccedil;a,<br />Construindo em teu imo a beleza<br />Que at&eacute; os seres brutos encanta.<br />&nbsp;<br />Mulher, eterno diamante.<br />Tens sagrado encargo<br />Como m&atilde;e, conselheira;<br />Companheira e amante.<br />Hoje, mesmo com lutas<br />E incumb&ecirc;ncias modernas,<br />Traz teus amados junto a ti,<br />Guardados em tua alma terna,<br />Guardi&atilde; de infinda bonan&ccedil;a.<br />&nbsp;<br />Mulher, quanta vida<br />Verte de teu ventre,<br />Quanta seiva am&aacute;vel<br />Em teu seio &eacute; absorvida;<br />Para constru&ccedil;&atilde;o<br />Biol&oacute;gica de teus entes,<br />Que encontram<br />Em tua pele macia,<br />Toda a suavidade do calor,<br />Que forja amores pela vida;<br />Aos que chamam-te de m&atilde;e querida.<br />&nbsp;<br />Mulher, quanta l&aacute;grima<br />J&aacute; derramaram teus olhos;<br />Nas alegrias e incompreens&otilde;es,<br />Mergulhados nos grilh&otilde;es<br />De um mundo de lastimas,<br />Repleto de desconsidera&ccedil;&otilde;es<br />E preconceitos caolhos<br />A que te submetem<br />Os cr&aacute;pulas mach&otilde;es.<br />&nbsp;<br />Mulher, ser sens&iacute;vel<br />Que muitos n&atilde;o entendem<br />O gosto por poesia e flores.<br />N&atilde;o sabem que em tua alma<br />Denota rima do amor em vida<br />Consoante em cada nota<br />&nbsp;<br />Mulher, quanta estrada<br />Inda tens a tua frente;<br />Ser&atilde;o tantas caminhadas,<br />Embates e conquistas<br />Como as que fazem<br />Parte de teu hoje,<br />Abandonando a vida servil<br />E a cozinha enfuma&ccedil;ada<br />Para resgatar teu lugar<br />Entre as flores no horizonte.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		29/02/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[O vôo da águia]]></title>
  <pubDate>18/02/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/26449</link>
  <description><![CDATA[<h4>O vôo da águia</h4>
	<p>
		Todo o ser humano tr&aacute;s dentro de si uma &aacute;guia. Toda &aacute;guia tem uma hist&oacute;ria.</p><p>Mas do que vale uma hist&oacute;ria, se estiver sujeitada ao contradit&oacute;rio de um anseio de liberdade.</p><p>Uma &aacute;guia n&atilde;o pode ter seu espa&ccedil;o delimitado, precisa de espa&ccedil;os amplos para seus rasantes.</p><p>Ave enjaulada canta, mas seu canto &eacute; vontade de de ser livre.</p><p>Quantas gaiolas dentro de gaiolas inda &eacute; preciso quebrar para se assenhorear de horizontes...</p><p>Qu&atilde;o dif&iacute;cil se torna para uma &aacute;guia deixar que a depenem, abrindo m&atilde;o de suas mais resplandecentes plumas.</p><p>Nada impede o dom&iacute;nio, vaidade e inclina&ccedil;&atilde;o ao poder que h&aacute; em cada ave e fora dela, pressionando e corrompendo sua fr&aacute;gil carne.</p><p>De que valem as asas, se o ar e as paisagens encontram-se insalubres, desde que alguns anus se proclamaram representantes do alto sobre a terra...</p><p>Para sobreviver nessa escurid&atilde;o, &eacute; preciso descortinar um horizonte de estrelas e alimentar-se de suas luzes.</p><p>H&aacute; um monstro dentro de cada ave homem, impedindo-a de al&ccedil;ar as alturas ao dizer-lhe: veja o ninho onde nasceste! Em contra partida um velho capenga e de voz firme redarg&uacute;i: que importa o ninho para quem se alimenta de horizontes...</p><p>Todo &aacute;guia ocidental tr&aacute;s dentro de si a sombra de uma ratazana que lhe corroe as estranhas, tornando-lhe constantemente um doente. Seu nome: Filho do inexistente...</p><p>&Eacute; preciso arranjar for&ccedil;as para limpar os ulceras e remediar a carne apodrecida. O balsamo indicado para a cura chama-se: Leitura,Raz&atilde;o...</p><p>&Eacute; preciso reagir ave homem, pois ave convalescente n&atilde;o voa! Acomoda-se com o alpiste paralisante do Crucificado...</p><p>Ave homem, quanta solid&atilde;o nos horizontes para al&eacute;m de si mesmo. S&oacute; sabe, s&oacute; sente quem audaciosamente ultrapassa os limites da sandice e da ilus&atilde;o...</p><p>Querem impedir-te de voar ave homem, porque das montanhas se v&ecirc; toda a imundice e p&uacute;trido que comp&otilde;em as paisagens e os jardins das aves resignadas, que mendigam o alpiste de um deus indiferente.</p><p>Ave, uma &aacute;guia n&atilde;o deve comer alpiste! Deve comer coelhos e outros animais imprevidentes e posteriormente estercar os jardins para que resplande&ccedil;am em suas reais plenitudes.</p><p>Ave homem, Somente l&aacute; das alturas se contempla tanta &aacute;guia insolente voando como urubu no calor das correntes, a procura de carni&ccedil;a.</p><p>&Aacute;guia, bem sabes que para chegar ao cume &eacute; preciso gastar as garras e o bico escalando os pared&otilde;es da ignor&acirc;ncia e ao atingir o topo, bicar at&eacute; a morte o monstro de terno e a sotaina que abastecem as nascentes da estupidez...</p><p>Oh! Ave homem, prepare-se, h&aacute; tanta tempestade e frio no &aacute;pice da montanha. &Eacute; preciso ser um urso para n&atilde;o retroceder como uma gazela quando encontrar frente a frente um le&atilde;o que traz em seu peito &quot;meu nome solid&atilde;o&quot;...</p><p>Oh! Ave homem, &eacute; necess&aacute;rio ter um cora&ccedil;&atilde;o forte o bastante para oxigenar o sangue na plenitude rarefeita. Cora&ccedil;&atilde;o fraco explode no menor aclive, onde ainda te atormentam os fantasmas de tuas antigas ilus&otilde;es...</p><p>Oh! Ave, quando mais alta a montanha, mais pr&oacute;xima est&aacute; &agrave; loucura; mais se define o nada; mais n&iacute;tidas se v&ecirc; abaixo na terra dos homens as ilus&otilde;es...</p><p>Oh! &Aacute;guia, a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; voar, voar cada vez mais alto, sempre em dire&ccedil;&atilde;o ao horizonte onde um dia sumir&aacute; na escurid&atilde;o da noite como some o sol, quando se entoja dos homens...	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		18/02/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Mulheres]]></title>
  <pubDate>16/02/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/26376</link>
  <description><![CDATA[<h4>Mulheres</h4>
	<p>
		Mulheres!!!<br />Deusas disfar&ccedil;adas na fragilidade.<br />Com apenas um olhar<br />S&atilde;o capazes de destruir<br />E reconstruir a humanidade.<br />&nbsp;<br />Deve ser por isso<br />Que os homens recalcados<br />As prenderam em um livro<br />Como inventoras<br />Do pecado.<br />&nbsp;<br />Desde ent&atilde;o est&aacute; guardada a luz<br />De todas as estrelas e sois <br />Longe paira verdadeira felicidade <br />Que a paz conduz nos bra&ccedil;os de<br />Seus olhos radiantes cheios de vida...<br />&nbsp;<br />Tantos anos no por&atilde;o <br />Da cozinha as fizeram<br />Diminu&iacute;das, escabeladas<br />Desacreditadas da pr&oacute;pria <br />Divindade inata...<br />&nbsp;<br />&Eacute; assim, que os machos as querem<br />Subjugadas, medrosas e submissas<br />A uma ordem, a uma ilus&atilde;o desenhada<br />Para cont&ecirc;-las presas<br />Na pr&oacute;pria claridade.<br />&nbsp;<br />Evas contempor&acirc;neas;<br />M&atilde;es de cains e ab&eacute;is desenfreados<br />Vassalas de ad&atilde;es desmiolados...<br />J&aacute; &eacute; hora de iluminar o mundo<br />Com seus predicados...<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		16/02/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Noite]]></title>
  <pubDate>05/02/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/26027</link>
  <description><![CDATA[<h4>Noite</h4>
	<p>
		Noite dama suprema das estrelas<br />Embebida de claridade em teu longo vestido<br />Que veste quando o sol se cansa dos humanos.<br />Ainda bem que existes, princesa da escurid&atilde;o,<br />M&atilde;e dos poetas, b&aacute;lsamo de ilus&atilde;o.</p><p>Noite fiel companheira e sil&ecirc;ncio<br />Respeitosa inclina-te ao som das cachoeiras<br />E ao v&ocirc;o da coruja sentinela;<br />Contemplo-te de meu &aacute;trio risonho<br />Ou do encosto de minha janela.</p><p>Noite avatar de minha inspira&ccedil;&atilde;o<br />Em teus cabelos negros mergulho<br />Num mar de paz e contempla&ccedil;&atilde;o;<br />A ti espero, a ti quero<br />Para escrever com alma e cora&ccedil;&atilde;o.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Davi" title="Biografia do Poeta: Davi Roballo"><b>Davi Roballo</b></a>

			
		05/02/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Davi Roballo]]></author>
  </item>
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