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<title>Site de Poesias - Luc Gabriel</title>
<link>http://sitedepoesias.com.br/</link>
<description>O Site de Poesias é um centro de poemas, de alguma forma, significativos; seja pelo conteúdo, pela métrica, pelas rimas... Mas principalmente pelos sentimentos que a boa poesia evoca na alma: tristeza, alegria, saudade, felicidade, amor, Deus. Porque escrever é uma arte: é traduzir o intraduzível!</description>
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<title>Site de Poesias</title>
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  <title><![CDATA[SOLIDÃO]]></title>
  <pubDate>16/06/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/29842</link>
  <description><![CDATA[<h4>SOLIDÃO</h4>
	<p>
		<br />&Eacute; o &ldquo;eu&rdquo; cortante,</span><br />Sem aparas,</span><br />A desnudar o l&iacute;rico,</span><br />Numa verdadeira carnificina.</span><br />&nbsp;</span><br />Do &ldquo;absurdo&rdquo; de <em style="mso-bidi-font-style: normal">Camus</em>,</span><br />Cuja premissa &eacute; o rid&iacute;culo <em style="mso-bidi-font-style: normal">S&iacute;sifo</em>,</span><br />Remanesce o porqu&ecirc;,</span><br />Na tentativa de racionalizar a jornada.</span><br />&nbsp;</span><br />A sobreviv&ecirc;ncia no deserto</span><br />Independe de savanas;</span><br />O importante s&atilde;o as miragens,</span><br />A iludir a raz&atilde;o.</span><br />&nbsp;</span><br />Tr&ocirc;pego o racioc&iacute;nio,</span><br />Acentua-se a covardia,</span><br />Na inconveni&ecirc;ncia de encarar</span><br />A dura realidade.</span><br />&nbsp;</span><br />A dor do s&oacute;,</span><br />Sentida pelos fracos,</span><br />&Eacute; o absurdo</span><br />Do roteiro certo;</span><br />&nbsp;</span><br />Do destino inescap&aacute;vel,</span><br />Do tra&ccedil;o tra&ccedil;ado.</span><br />O esquete romanesco</span><br />No teatro da vida.</span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		16/06/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[POR ONDE ESCORRE O MEU AMOR]]></title>
  <pubDate>09/02/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/26121</link>
  <description><![CDATA[<h4>POR ONDE ESCORRE O MEU AMOR</h4>
	<p>
		<br />Meu amor escorre pelos poros,</span><br />Incessante e molhado,</span><br />Mas hoje, com um cheiro agridoce</span><br />Da perda.</span><br />&nbsp;<br /></span>Ela &eacute; compensada com minhas baforadas de cigarro;</span><br />Fechado no meu casulo,</span><br />Na escurid&atilde;o da desilus&atilde;o,</span><br />No breu que se tornou minha vida.</span><br />&nbsp;</span><br />Os percal&ccedil;os no caminho me fizeram fraquejar.</span><br />O amor me pareceu et&eacute;reo</span><br />E me deu coragem para decolar</span><br />Num v&ocirc;o cego.</span><br />&nbsp;</span><br />Evidentemente n&atilde;o consegui decolar;</span><br />E do alto da minha arrog&acirc;ncia,</span><br />Comecei a cair</span><br />E me destrocei no ch&atilde;o da m&aacute;goa.</span><br />&nbsp;</span><br />Ego partido,</span><br />Parti para o desespero,</span><br />Colocando tudo a perder.</span><br />Destempero de Homem-p&aacute;ssaro ferido.</span><br />&nbsp;</span><br />Recomposto,</span><br />S&oacute; consigo sentir o cheiro agridoce</span><br />Do meu amor,</span><br />Que n&atilde;o quer cessar.</span><br />&nbsp;</span><br />O odor me remete aos meus erros;</span><br />Ao que perdi</span><br />Quando alcei o v&ocirc;o cego,</span><br />Acreditando que buscava minha felicidade.</span><br />&nbsp;</span><br />A felicidade ficou para tr&aacute;s,</span><br />Do alto da onde saltei,</span><br />E me deu as costas;</span><br />N&atilde;o consegue mais me amar.</span><br />&nbsp;</span><br />Cora&ccedil;&atilde;o partido,</span><br />Reminisc&ecirc;ncias,</span><br />O amor e o cigarro, </span><br />&Eacute; tudo o que me resta.</span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		09/02/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[OLHOS PEDANTES]]></title>
  <pubDate>14/08/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/21780</link>
  <description><![CDATA[<h4>OLHOS PEDANTES</h4>
	<p>
		Olhos pedantes,<br />Sem o ser;<br />De um d&oacute; indigno,<br />Altivos que s&atilde;o no viver.<br />&nbsp;<br />Olhos negros;<br />Rio de emo&ccedil;&otilde;es declaradas,<br />Turvos de profundos sentimentos,<br />Invariavelmente expressos &agrave;s claras.<br />&nbsp;<br />Olhos vivos;<br />Amantes do sorriso maroto,<br />Moleque de recados da alegria,<br />Saboroso &eacute; contemplar sua folia.<br />&nbsp;<br />Olhos ardentes;<br />Lascivos, pecaminosos e provocantes;<br />Se escondem para s&oacute; entreter,<br />Camuflados em gemidos de prazer.<br />&nbsp;<br />Olhos meus,<br />Que sem me deixar enxergar os vejo;<br />Sem me fazer sentir os sinto;<br />Sem me dar a luz, ilumina minha vida.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		14/08/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Um trago e um cigarro]]></title>
  <pubDate>02/08/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/21491</link>
  <description><![CDATA[<h4>Um trago e um cigarro</h4>
	<p>
		&nbsp;<br />S&oacute;...<br />Com a intensidade do nada ao redor,<br />A densificar a solid&atilde;o.<br />S&oacute;...<br />&nbsp;<br />Um cigarro e um trago,<br />N&atilde;o nessa ordem,<br />O trago vem sempre antes,<br />Depois o cigarro e a poesia.<br />&nbsp;<br />Poderia mentir;<br />Dizer que o instante &eacute; de contempla&ccedil;&atilde;o;<br />Momento m&aacute;ximo do eu;<br />Mas seria transfigurar a solid&atilde;o.<br />&nbsp;<br />De aprendizado,<br />Nada;<br />Fica a espera do teu retorno,<br />A findar o s&oacute;; o eu; a solid&atilde;o.<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		02/08/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[LUC GABRIEL]]></title>
  <pubDate>22/06/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/20642</link>
  <description><![CDATA[<h4>LUC GABRIEL</h4>
	<p>
		<br />&nbsp;Sou um heter&ocirc;nimo;<br />O mais mordaz e angelical;<br />Porque sou Luc,<br />E tamb&eacute;m Gabriel.<br />&nbsp;<br />Trago leveza de esp&iacute;rito,<br />Aus&ecirc;ncia de amarras,<br />Escrita liberta,<br />Todas as ideologias em meu peito e nenhuma em minha cabe&ccedil;a.<br />&nbsp;<br />Acendo velas para Jesus,<br />N&atilde;o esque&ccedil;o de Iemanj&aacute;,<br />Troco favores com Sete-Flechas,<br />Transitando no meu ate&iacute;smo sincr&eacute;tico,<br />&nbsp;<br />Quando ent&atilde;o sou mais fervoroso<br />E quase retorno &agrave;s origens.<br />Pesaroso de culpa,<br />Impregno de retic&ecirc;ncias a linguagem.<br />&nbsp;<br />Mais volto a me soltar,<br />Porque n&atilde;o tenho compromissos,<br />A n&atilde;o ser a express&atilde;o do sentimento,<br />Afinal sou simplesmente um heter&ocirc;nimo.<br />&nbsp;<br />Apenas Luc Gabriel.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		22/06/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[NEVE]]></title>
  <pubDate>29/01/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/17397</link>
  <description><![CDATA[<h4>NEVE</h4>
	<p>
		<br />Por vezes,<br />A queda da neve espessa<br />Bloqueia caminhos,<br />Isolando o mundo exterior.<br />&nbsp;<br />Nesta esta&ccedil;&atilde;o escura,<br />Batalha de sensa&ccedil;&otilde;es se trava,<br />Sem vencedor a merecer louro;<br />Nem perdedor a desdenhar segundo lugar.<br />&nbsp;<br />No retiro for&ccedil;ado,<br />O rio &eacute; mais profundo<br />E a montanha aparenta elevada altitude,<br />Mera miragem da nova condi&ccedil;&atilde;o.<br />&nbsp;<br />As emo&ccedil;&otilde;es se cristalizam,<br />Propiciando a depura&ccedil;&atilde;o,<br />O conhecimento da dor;<br />A saudade da felicidade.<br />&nbsp;<br />A lama, g&ecirc;nese do autoconhecimento,<br />M&atilde;e da humildade e pai da compreens&atilde;o,<br />Ajuda no desvendar do outro<br />E humaniza a f&oacute;rceps.<br />&nbsp;<br />Sua textura de terra e &aacute;gua,<br />Nada mais &eacute; que o passamento da neve,<br />Que, perdendo a candura,<br />Impinge aprendizado.<br />&nbsp;<br />O retorno do sol,<br />Ilumina paisagens esquecidas<br />E as marcas do per&iacute;odo soturno,<br />Tudo a brilhar com a mesma intensidade.<br />&nbsp;<br />No novo caminhar,<br />Regozija-se a sabedoria,<br />Que, plena, aguarda<br />A nova tempestade.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		29/01/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[PONTIFICADO]]></title>
  <pubDate>10/08/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/13477</link>
  <description><![CDATA[<h4>PONTIFICADO</h4>
	<p>
		Com a culpa que tu me emprenhas<br />Dou-te a fé,<br />Parida a fórceps,<br />Suplicando, aos berros, o perdão.</p><p>Pra ordem que me impões,<br />Brindo-te com a irreverência,<br />A mais chula,<br />Como sabes, bem ao meu gosto.</p><p>Nessa putaria de cotidiano,<br />O difícil é escolher o círculo.<br />Dante, Dante, Dante...<br />Cartógrafo do fim da humanidade.</p><p>E vamos de culpa, muita culpa;<br />E dá-lhe oração, muita oração;<br />E pro perdão,<br />Dez Ave-Marias,</p><p>Pra poder voltar ao metiê;<br />Michê da palavra,<br />Prostituto da letra,<br />“Sem vergonha” da expressão.</p><p>Se a poesia é libertária,<br />O estupor se alforria;<br />Alegre ou triste?<br />Que importa!?</p><p>O importante é a revelação,<br />É quebrar paradigmas,<br />É gozar...<br />O que importa é gozar...</p><p>O resto é pano de fundo;<br />É eufemismo barato pra escapar do pecado;<br />Tintura rosa para pincelar a culpa,<br />A filha-da-puta das sensações.</p><p>O elo deve ser quebrado.<br />Dá conversa na canoa,<br />Segundo Saramago,<br />Os fodidos somos nós.</p><p>Eternos proletários do intelecto,<br />Subalternos do pensar,<br />Concubinos da culpa,<br />O cônjuge fiel da mediocridade.</p><p>Mas tens opção.<br />Queres agarrá-la?<br />Não!?<br />Então, dez “Pais-Nosso”.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		10/08/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[DUETO]]></title>
  <pubDate>17/07/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/12963</link>
  <description><![CDATA[<h4>DUETO</h4>
	<p>
		A luz,<br />Que resplandece,<br />N&atilde;o &eacute; a inspira&ccedil;&atilde;o,<br />&Eacute; o meu amor,<br />Que brilha,<br />Faceira,<br />Ao meu lado.</p><p>Chama graciosa<br />De alegria e calor,<br />A bailar o som da vida,<br />Gingando irrespons&aacute;vel e laranja,<br />Doce pirilampo,<br />Num ziguezague ing&ecirc;nuo,<br />Celebrando a paix&atilde;o.</p><p>A poesia &eacute; pra voc&ecirc;,<br />Esse &eacute; o nosso dueto,<br />Da minha parte o vern&aacute;culo med&iacute;ocre,<br />A sua, a gra&ccedil;a infinita,<br />O cheiro carmim,<br />A ess&ecirc;ncia,<br />Que preenche a minha vida.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		17/07/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[SONETO DA CREDULIDADE]]></title>
  <pubDate>08/05/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/11533</link>
  <description><![CDATA[<h4>SONETO DA CREDULIDADE</h4>
	<p>
		Finda a experiência,<br />Não acredito no porvir,<br />Por isso,<br />Meu velório é totalmente dispensável.</p><p>Mas se ele vier,<br />O porvir,<br />Espero todos vocês lá,<br />Sofrendo muito (e conclamando quão bom homem eu fui em vida).</p><p>Depois, às piadas,<br />E esqueçam as pudicas,<br />Que me interessam somente as apimentadas.</p><p>Para maior conforto,<br />Tragam vinho do bom.<br />A névoa de Baco se encarregará da aconchegante acomodação.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		08/05/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[IRAQUE]]></title>
  <pubDate>09/03/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10316</link>
  <description><![CDATA[<h4>IRAQUE</h4>
	<p>
		O gorjeio soava alto;<br />O cen&aacute;rio montado;<br />Luz, c&acirc;mera, a&ccedil;&atilde;o:<br />Transmiss&atilde;o simult&acirc;nea para o mundo.</p><p>Mas o canto ...<br />Impregnava o ambiente de uma sensa&ccedil;&atilde;o estranha,<br />De um sentimento de paz!<br />Como no amanhecer de outro dia repleto de normalidade.</p><p>A chuva de chumbo em contagem regressiva,<br />E aqueles seres abomin&aacute;veis a cantarolar,<br />Destoando no quadro,<br />Retirando-nos a apreens&atilde;o.</p><p>Os p&aacute;ssaros n&atilde;o foram avisados!<br />Na esquete montada,<br />Esqueceram dos p&aacute;ssaros,<br />Que continuaram a entoar suas can&ccedil;&otilde;es!</p><p>Mas era natural que o fizessem,<br />Pois assim procedem todos os dias;<br />Errados est&aacute;vamos n&oacute;s<br />Que n&atilde;o os informamos.</p><p>Afinal, a can&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita era nossa;<br />Com voz esgani&ccedil;ada,<br />Letra ressentida<br />E m&uacute;sica imbu&iacute;da do mais puro esp&iacute;rito humano.</p><p>A partitura era &uacute;nica:<br />Densa e monocrom&aacute;tica,<br />Descompassada e alucinante,<br />Mas com brilho; muito brilho; exultante pirotecnia.</p><p>E eles quase estragaram tudo.<br />Gorjeavam alto;<br />Mas sem culpa;<br />N&atilde;o foram avisados.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		09/03/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[POESIA LIBERTÁRIA]]></title>
  <pubDate>20/02/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10024</link>
  <description><![CDATA[<h4>POESIA LIBERTÁRIA</h4>
	<p>
		Ausente de amarras,<br />Flui a poesia<br />Impregnada da pura sensibilidade do criador,<br />Que retrata o idiossincrático<br />E desafia o convencional,<br />Não raro, desfechando o despercebido,<br />Apresentando a beleza do ignorado,<br />Ganhando a repulsa dos ressentidos puritanos.</p><p>Sem medos.<br />Assim se desenvolve a poesia libertária.<br />O singelo toque da caneta no papel,<br />Num gozo de idéias irrefreáveis<br />Despidas de qualquer pré-conceito,<br />Expondo o íntimo desguarnecido do poeta,<br />Sujeito a todo tipo de vis ataques<br />Do sabre débil da incompreensão.</p><p>Com fé na ausência,<br />No nada, no tudo, no conveniente;<br />Profanando o estabelecido,<br />A Lótus extasia e enraivece.<br />Libertária, sempre libertária,<br />Colorindo de preto e branco<br />A mesmice cotidiana<br />Das verdades direcionadas.</p><p>Pássaro em busca do horizonte,<br />Assustado e contemplativo,<br />Viajante do mundo das sensações,<br />Angustiado pelo gigantismo parasita das convenções.<br />Mas livre! Indubitavelmente livre!<br />Como há de ser o poeta.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		20/02/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[SONETO CANSADO]]></title>
  <pubDate>15/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8869</link>
  <description><![CDATA[<h4>SONETO CANSADO</h4>
	<p>
		A mente vazia<br />Deixa inerte o corpo,<br />Que não responde a comandos<br />E se prostra perante o vazio.</p><p>A força da caneta,<br />A espremer a inércia,<br />Busca no latim chulo<br />Qualquer princípio de reação.</p><p>Da minha janela não passa nada;<br />Só gente desinteressante num vai e vem despótico,<br />E sem tabacaria a mirar.</p><p>No final do dia um acalento;<br />O bonito pôr do sol vermelho,<br />Mesmice diaba dum novo (mesmo) ciclo.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		15/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[A NOVA INQUISIÇÃO]]></title>
  <pubDate>13/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8827</link>
  <description><![CDATA[<h4>A NOVA INQUISIÇÃO</h4>
	<p>
		Na Nova Inquisição,<br />Soerguida com outras caras,<br />Os valores permanecem os mesmos:<br />O ataque atroz ao audaz.</p><p>Aos que ousam contrariar o estabelecido,<br />Violando os procedimentos outorgados pelos cruzados,<br />Recai a fera da incompreensão;<br />A não aceitação que requer a pena máxima.</p><p>À pira com o vagabundo<br />E que o arder de sua carne,<br />Pós requintada execração pública,<br />Purifique a alma do indolente pecador.</p><p>Que o odor fétido do seu corpo putrefeito,<br />Perfume da ira,<br />Aplaque a ânsia dos algozes,<br />Saciando a sede das suas verdades absolutas.</p><p>E que sirva de lição<br />Àquele que atenta contra a cartilha.<br />Liberdade, sim, mas nos limites...<br />Nos limites conferidos pelos supremos cruzados.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		13/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[TE BATO PORQUE TE AMO!]]></title>
  <pubDate>08/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8765</link>
  <description><![CDATA[<h4>TE BATO PORQUE TE AMO!</h4>
	<p>
		Te bato porque te amo.<br />Um amor incompreendido;<br />Ignorante, é certo,<br />Mas porque sempre precavido.</p><p>Te bato para que me escutes<br />(Não consigo expressão distinta),<br />E a força da minha pancada,<br />Te machuques para que não a vida.</p><p>Te bato porque te amo<br />E porque você revida;<br />Desdenha do meu carinho,<br />Ralha de forma atrevida.</p><p>Te bato porque preciso<br />Aplacar a preocupação,<br />E afagar o protetorado<br />Que te enclausuras nessa prisão.</p><p>Te bato porque a ti não me assemelho,<br />Me falta a imensidão azul.<br />E apanhas porque ao meu querer é ausente um arquejo,<br />Valsa bailada ao som cortante do bambu.</p><p>Te bato porque sou besta,<br />Porque me falta o vernáculo,<br />Porque desprovido de tato,<br />Mas, sobretudo, porque te amo.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		08/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[DESFALECIDA E BELA]]></title>
  <pubDate>21/10/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7624</link>
  <description><![CDATA[<h4>DESFALECIDA E BELA</h4>
	<p>
		No chão.<br />Desfalecida.<br />Desfalecida, ignorada e bela.<br />A pobre sem alma (de acordo com o padre).<br />Porque para ser digno de alma<br />Deve-se perder a inocência.<br />Do contrário,<br />O fim é o da pobre.<br />Ignorada e desfalecida.<br />Não obstante bela e sem alma.</p><p>Mas de que lhe vale sua inocência?<br />Acreditar que é livre?<br />Dona do azul infinito?<br />Se o provido de alma<br />Vem encurtar o sonho de vida<br />Do “desalmado” símbolo da paz.</p><p>Mas ao dar cabo à paz,<br />Ode se faz ao conflito?<br />Claro que não!<br />Outros símbolos se encontrarão,<br />Mais alvos e eretos,<br />Menos desfalecidos,<br />Porém igualmente sem alma.</p><p>E de que vale ser símbolo?<br />Qual respeito merece o desprovido de alma?<br />Depende do interesse...<br />O respeito de uma besta de mira,<br />Quando para diversão,<br />Para extravasar o sadismo inerente à humanidade.<br />E o respeito cerimonial,<br />Quando a função incumbida é de emocionar,<br />Demagogicamente umedecer a visão da massa.</p><p>Mas passado o momento,<br />Já podemos retornar ao que importa,<br />À nossa verdadeira essência.<br />E lá está ela novamente, desfalecida,<br />Bela e ignorada (no chão).</p><p>Viva nossa índole.<br />Viva nossa alma.<br />E viva a pureza dos que não a tem,<br />Propiciando-nos tanta alegria e diversão.</p><p>Provido de alma que sou,<br />Tenho permissão para ignorar a pobre,<br />Que irá permanecer lá (no chão),<br />Desfalecida e bela,<br />Enquanto vou comprar pão.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		21/10/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[ÓCIO IMPRODUTIVO]]></title>
  <pubDate>30/08/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/6650</link>
  <description><![CDATA[<h4>ÓCIO IMPRODUTIVO</h4>
	<p>
		No limbo doce do ócio improdutivo,<br />Rearranjo palavras<br />E construo estrofes<br />Que justificam minha desavergonhada paralisia.</p><p>Holofotes duma ribalta descaradamente falsa<br />Saciam o apetite por reconhecimento,<br />E justificam a escrita vagabunda,<br />Do poema de rima fácil.</p><p>Então, que se encaminhe o sentimento impuro,<br />Lascivo e despudorado,<br />Para lambuzar-se no círculo que precede a depravação,<br />Inspiração maior para a poesia.</p><p>(Que não aceita choro contido,<br />Nem quer ouvir falar da amada,<br />E enxota a pieguice do sussurro<br />Que adorna e açula a fala.).</p><p>Dose de motivação<br />Buscada no mais puro requinte do pecado,<br />Manjar verdadeiro do gozo,<br />Amante da escrita casta.</p><p>É da soltura dos meus charmosos demônios<br />Que emana a beleza rameira dos meus versos,<br />A justificar a prostração dos meus dias<br />No vai e vem do meu doce limbo.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		30/08/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[POEMA BLASÉ]]></title>
  <pubDate>12/08/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/6321</link>
  <description><![CDATA[<h4>POEMA BLASÉ</h4>
	<p>
		Da fuligem pegajosa,<br />Que é seiva,<br />Retiro o indispensável e me desenvolvo.</p><p>Cuspo flores, arroto frutos,<br />Idiossincraticamente contribuo com meu colorido<br />Pobre e pastel.</p><p>Nuances duma paisagem cinza,<br />Na qual me adequo, me destaco,<br />E sobretudo sobrevivo,<br />Minha maior qualidade.</p><p>Mas aí minha estação chega,<br />E com o outono se vai minha roupagem, meu pudor.<br />Desnudo, posso mostrar quem realmente sou,<br />Ser vivente camuflado de parede.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		12/08/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Circuito.]]></title>
  <pubDate>10/06/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/6067</link>
  <description><![CDATA[<h4>Circuito.</h4>
	<p>
		Vivo uma torrente de emoções.<br />Ininterrupta,<br />De fel e mel,<br />De transtorno abrupto.</p><p>Me leva torrente<br />Para minha queda,<br />Sempre assente,<br />Ardente e deprimente (à vista).</p><p>Que por vezes vou submergir,<br />Mais forte,<br />Mais fraco,<br />Mais emaranhado que nunca nas emoções que me destroem;</p><p>Me constroem,<br />Derrubam e fortalecem.<br />Dando a outra face sempre,<br />Sempre sem “bem” a recompensar.</p><p>Irradia corrente sem sentido,<br />Que eu aguardo a maturidade te encontrar.<br />Teu veludo áspero e bordô,<br />Vou ainda, a pontapés, esmigalhar.</p><p>Mas enquanto tua hora não vem<br />Toma uma lágrima pra ti,<br />Alimentando o circuito sem sentido<br />Da alegria e mágoa que vi,</p><p>Vejo e vivo, sem querer ver ou viver,<br />Ansiando o fim,<br />A queda de sempre (à espreita),<br />Torrente a me engolir.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		10/06/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[ODE À DEPRESSÃO]]></title>
  <pubDate>29/12/2004</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/5761</link>
  <description><![CDATA[<h4>ODE À DEPRESSÃO</h4>
	<p>
		Vácuo profundo<br />Que não cansa em me sugar,<br />Amarela o meu sorriso<br />E deixem me subjugar.</p><p>Demônio alado<br />Tenta lacrimejar meus olhos,<br />Fragilizar meu púlpito<br />E se tens coragem, vem me buscar;</p><p>Que lutarei igual um guerreiro,<br />Como minto agora,<br />E recusarei me entregar,<br />Vem cá senhora;</p><p>Senhora puta me satisfazer,<br />Me largar na cama,<br />Debaixo das fronhas<br />Como criança mimada a me esconder.</p><p>Definhando, dia-dia, na bruma doce do seu seio,<br />Amamentado no néctar amargo do teu ventre<br />E metamorfosear-me-ei nisso,<br />Nisso!	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		29/12/2004	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Ao Homem Ocidental]]></title>
  <pubDate>15/02/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/5554</link>
  <description><![CDATA[<h4>Ao Homem Ocidental</h4>
	<p>
		Eu quero a beleza<br />Da marca do tempo,<br />Da vida vivida,<br />Da vida gozada;</p><p>Do tapa na cara,<br />Do contorcionismo etéreo,<br />Do suspiro profundo,<br />Do rancor moribundo.</p><p>Da paixão sem mesura,<br />Espalhafatosa de atitude.<br />Do amor com textura vermelha;<br />Eu quero admirar o sulco talhado pela idade,</p><p>Retratado no trato destratado da face,<br />Na face descuidada da vida,<br />Da vida vivida.<br />Da vida gozada.</p><p>Da vida lambuzada,<br />Do sorriso maroto,<br />Do toque de anjo<br />Na Vênus diabólica.</p><p>Então, que venha o gargalhar,<br />Com gosto de sal.<br />Que venha a vida,<br />A vivida.</p><p>Com suas marcas do belo e do azedo,<br />Mas única,<br />Agridoce,<br />A cara da atriz.</p><p>Só assim há graça;<br />Há lembrança;<br />Há beleza;<br />Há vida (vivida!).	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Luc" title="Biografia do Poeta: Luc Gabriel"><b>Luc Gabriel</b></a>

			
		15/02/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Luc Gabriel]]></author>
  </item>
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