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<title>Site de Poesias - Uriel da Mata</title>
<link>http://sitedepoesias.com.br/</link>
<description>O Site de Poesias é um centro de poemas, de alguma forma, significativos; seja pelo conteúdo, pela métrica, pelas rimas... Mas principalmente pelos sentimentos que a boa poesia evoca na alma: tristeza, alegria, saudade, felicidade, amor, Deus. Porque escrever é uma arte: é traduzir o intraduzível!</description>
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<title>Site de Poesias</title>
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  <title><![CDATA[A Física do Transcorrer]]></title>
  <pubDate>30/11/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/35861</link>
  <description><![CDATA[<h4>A Física do Transcorrer</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Trago meus olhos cheios de estrelas,<br />Pois ruge o futuro pelas minhas veias.<br />Vento furioso e ca&oacute;tico, <br />Por&eacute;m submisso<br />Ao jogo das possibilidades.<br />Cristaliza- se no agora, e<br />No que continuamente <br />Transformo-me: eu mesmo<br />E minhas mem&oacute;rias. Cemit&eacute;rio,<br />Que nos guarda e sobre o qual<br />Constru&iacute;mos nossa v&atilde; realidade.</p><p>Transito meu tempo a cavaleiro,<br />Equilibrado neste muro. Tenuamente<br />Separando d&uacute;vida e certeza.<br />E, se mais na ordem habito,<br />N&atilde;o &eacute; por minha vontade.<br />Anseio pelo mar aberto<br />Que se expande mais al&eacute;m, <br />No horizonte, onde tudo<br />Ainda &eacute; porvir, &eacute; probabilidade,<br />Aonde os dados s&atilde;o jogados<br />A cada momento,<br />E todas as pequeninas coisas<br />J&aacute; negociam o dia de amanh&atilde;.</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		30/11/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Mestra e Aprendiz]]></title>
  <pubDate>21/11/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/35457</link>
  <description><![CDATA[<h4>Mestra e Aprendiz</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Gl&oacute;ria da beleza feminina</p><p>Da mais alta sensibilidade</p><p>Tua sabedoria n&atilde;o tem idade</p><p>Esposa, m&atilde;e, mulher e menina</p><p>&nbsp;</p><p>Desejo-te em meus bra&ccedil;os acolher</p><p>Para sempre viver ao teu lado</p><p>Apagar as m&aacute;goas do passado</p><p>Amar-te sob a luz do alvorecer</p><p>&nbsp;</p><p>Hoje, traga-me a paz do teu amor</p><p>Para que eu possa, enfim, ser feliz</p><p>Vem, silente, e deita comigo</p><p>&nbsp;</p><p>Contigo descobrirei o sabor</p><p>Do &ecirc;xtase, como teu aprendiz</p><p>No calor do teu peito amigo	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		21/11/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Anjo Amado]]></title>
  <pubDate>08/11/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/34879</link>
  <description><![CDATA[<h4>Anjo Amado</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Princesa de imortal beleza<br />Da noite vestida de cetim<br />Enche-me os sonhos de amor sem fim<br />Conduz-me ao c&eacute;u com sua leveza</p><p>Desperta a perene certeza<br />De que o sol brilhar&aacute; sobre mim<br />Perdido em seus len&ccedil;&oacute;is carmesim<br />Afastada a cruel tristeza</p><p>Quero fundir-me &agrave; melodia<br />Que j&aacute; ou&ccedil;o quando lhe vejo<br />Meu peito em s&ocirc;frega agita&ccedil;&atilde;o</p><p>Faz da paix&atilde;o, o novo dia<br />Soberana do meu desejo<br />Anjo que pousou em minha m&atilde;o</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		08/11/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Carta a Sylvia Plath]]></title>
  <pubDate>06/11/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/34786</link>
  <description><![CDATA[<h4>Carta a Sylvia Plath</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Querida Sylvia,<br />Quando ainda passeavas <br />Por aqui, o mundo, <br />Certamente o mesmo,<br />Banal, louco e brutal,<br />Pareceu-te um tanto mais cruel.<br />Pesada era a carga <br />Que recebias<br />Sobre ombros t&atilde;o fr&aacute;geis;<br />Sentimentos &agrave; flor da pele.</p><p>Enquanto a maioria<br />Das pessoas contenta-se <br />Com o profano, com o cotidiano,<br />As lentes com que vestias o mundo<br />Captavam incandescentes, vozes,<br />As cores desta tecedura <br />Que jaz mais abaixo, <br />Mais embaixo de nossa rasa<br />E emba&ccedil;ada vis&atilde;o.</p><p>Alma inquieta e passageira,<br />Tua visita nos foi breve.<br />N&atilde;o gostastes do que vistes,<br />Sofrimento &eacute; o que sentistes,<br />Mas fizestes quest&atilde;o<br />De relatar tuas desventuras <br />A um mundo ap&aacute;tico<br />&Agrave;s tuas alegrias e tristezas.</p><p>Bondade tua, irm&atilde; generosa,<br />Em abrir esta janela<br />E expor tua alma <br />Nua, crua e dessangrada.<br />Ressonam ainda em meu peito<br />Tuas palavras ind&oacute;ceis,<br />Teus sonetos de morte.</p><p>De um certo modo,<br />Que n&atilde;o sei como provar,<br />Teu fim pressagia come&ccedil;os.<br />Traz em si a mesma esperan&ccedil;a,<br />Que perdestes descuidada<br />Num canto escuro da tua cozinha.</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		06/11/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Colagem Em Dois Tempos]]></title>
  <pubDate>08/10/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/33615</link>
  <description><![CDATA[<h4>Colagem Em Dois Tempos</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>A mo&ccedil;a traz consigo uma express&atilde;o delicada e vazia<br />Meu veloc&iacute;pede esquecido na pra&ccedil;a<br />Rubor e paix&atilde;o, m&atilde;o recolhida e fria, sen&atilde;o<br />Tr&ecirc;s voltas pela pra&ccedil;a ser&atilde;o tr&ecirc;s anos perdidos?<br />Amor casto e dispon&iacute;vel, pouco h&aacute; o que buscar<br />Onde procurar? Atr&aacute;s do cinema e sua tela vazia<br />Fotografias percorrem meus olhos, um filme<br />Pele clara e perfumada, l&aacute;bio entreaberto<br />&Eacute; uma &acirc;nsia incontrolada, &eacute; t&atilde;o leve o teu arfar<br />No t&uacute;nel do tempo h&aacute; um lugar para o que sobrou de mim<br />Cinderela e Branca de Neve p&otilde;em-me a chorar<br />Brinquedo delicado, meu carinho onde est&aacute;?<br />Olhos claros, o que buscas &eacute; mais al&eacute;m<br />Do meu quarto escuro, da cama onde pulamos<br />Meu irm&atilde;o e eu, embaixo do sof&aacute; procuro<br />Recuso teu convite, n&atilde;o quero, n&atilde;o vou aceitar<br />Meu passado n&atilde;o inclui, teu futuro me exclui<br />Na floresta, meu av&ocirc; usa uma boina e d&aacute;-me &aacute;gua<br />Nas cidades me perdi, inc&uacute;ria e desilus&atilde;o<br />A quem d&aacute;s este amor, se j&aacute; te vais e eu n&atilde;o sou?<br />Quem vai quebrar os discos de outrora?<br />Setenta e oito rota&ccedil;&otilde;es, meu cora&ccedil;&atilde;o d&aacute; voltas<br />Alva e alva e alva, pele com que ro&ccedil;as em c&oacute;cegas desnuda<br />Permuta, vivi a vida assim, dos outros era eu aos poucos<br />Arrancar-te de mim, o jogo de porcelana carmim<br />O caf&eacute; das quatro esquenta no bule, &eacute; tarde na serra<br />Minha m&atilde;e parte o bolo e sorri, e tu j&aacute; partes e ris<br />H&aacute; um po&ccedil;o a escavar, o que procuro &eacute; t&atilde;o profundo!<br />O mo&ccedil;o tem uma forquilha e &aacute;gua vai achar<br />Na igreja, teus futuros filhos, aves atentas, j&aacute; olham-me interrogativos<br />Um Cristo desnudo agora vagueia, impr&oacute;prio, desorientado<br />Escapou da B&iacute;blia, tua correta identidade, a minha idade<br />Meu pai jaz doente, tenho medo do que n&atilde;o sei<br />Mais pavor ainda do que j&aacute; antecipei, tu e o teu rei<br />Queres o que queres e n&atilde;o me queres, me queres<br />Abajur, bibel&ocirc;, complemento e acess&oacute;rio, decora&ccedil;&atilde;o.<br />Vai embora o avi&atilde;o, solto pelo aeroporto sou crian&ccedil;a<br />A tarde cai e a orquestra toca Chopin, <br />Minha m&atilde;e, ao piano, sorri. Parecia feliz. N&atilde;o durou.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		08/10/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Percepção]]></title>
  <pubDate>19/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32787</link>
  <description><![CDATA[<h4>Percepção</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Ainda que n&atilde;o saiba<br />Das coisas<br />Seu verdadeiro teor,<br />Delas guardo mais,<br />Reminisc&ecirc;ncia,<br />Apurado, ingente,<br />E derradeiro sabor.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		19/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Distâncias]]></title>
  <pubDate>02/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32156</link>
  <description><![CDATA[<h4>Distâncias</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Sobe na rampa o foguete.<br />Mensageiro do abismo,<br />Traz consigo a solid&atilde;o<br />De um mundo novo<br />E desde sempre agressivo.<br />Vai, a toda velocidade,<br />Em dire&ccedil;&atilde;o ao nada,<br />Ao grande vazio que engole<br />Gal&aacute;xias prenhes e suas proles.</p><p>Pulsa forte e descontrolado<br />Meu cora&ccedil;&atilde;o aflito.<br />Ouvir tua voz ao telefone<br />Ainda me agita.<br />Corta por dentro a saudade,<br />Faca fina e pontiaguda,<br />A cega e absurda l&acirc;mina<br />Da tua aus&ecirc;ncia.</p><p>L&aacute; em cima, no c&eacute;u, <br />&Agrave; dist&acirc;ncia e no passado,<br />Brilham imensos s&oacute;is.<br />Vorazes, que infernos<br />Estar&atilde;o a consumi-los?<br />Que sil&ecirc;ncios milenares,<br />Da profunda escurid&atilde;o do nada<br />Torturam, trituram,<br />Com suas for&ccedil;as de esmagar,<br />De queimar por dentro?</p><p>Tua voz, agora solene e s&eacute;ria, <br />Ainda repercute<br />Em meu peito compungido.<br />Inst&acirc;ncias formais da separa&ccedil;&atilde;o,<br />Com suas cortinas de tristeza,<br />Seus v&eacute;us de desesperan&ccedil;a,<br />A marcar o compasso<br />E o  ritmo desta rela&ccedil;&atilde;o.</p><p>Como compreender, <br />Tanto amor e desperd&iacute;cio?<br />Para que toda esta imensid&atilde;o?<br />Que plano divino &eacute; esse, <br />Que isola estrelas, <br />Brilhando tristes, almas, <br />Na vasta desola&ccedil;&atilde;o?</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		02/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Pais e Filhos]]></title>
  <pubDate>30/08/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32000</link>
  <description><![CDATA[<h4>Pais e Filhos</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Os deuses, se os h&aacute;, <br />Est&atilde;o confusos.<br />Como adivinhar <br />Por onde vamos?<br />Apreensivos, <br />Ficam a observar<br />O tortuoso caminho<br />Que tomamos.</p><p>Entristecidos se v&atilde;o, <br />Porque partimos,<br />A dist&acirc;ncia aumenta<br />E n&atilde;o voltamos.<br />Pais sequiosos que s&atilde;o<br />Indagam, sofrem:<br />-Que ser&aacute; dos filhos<br />Que amamos?</p><p>N&atilde;o h&aacute; mais volta, agora que sa&iacute;mos,<br />Adolescente humanidade que tateia.<br />Ignoramos o que vemos e ouvimos,<br />Enredados neste mundo, nossa teia.<br />Brincamos desatentos e seguimos<br />Por tardes que a Noite j&aacute; margeia.</p><p>E os deuses p&otilde;em-se a pensar<br />Que ser&aacute; do porvir, do amanh&atilde;?<br />Ter&atilde;o coragem para sonhar<br />Uma nova alegria, ainda que v&atilde;?<br />Que &eacute; a de ter filhos e os amar<br />Para perde-los &agrave; vida e ao seu af&atilde;?</p><p>Deuses h&aacute; ou deuses houve,<br />Porque freq&uuml;entemente deles precisamos,<br />Seja do obsequioso pai que nos ouve,<br />Seja da compadecida m&atilde;e que amamos,<br />Dada a oportunidade que nos aprouve.</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		30/08/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Peixes]]></title>
  <pubDate>20/08/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/31719</link>
  <description><![CDATA[<h4>Peixes</h4>
	<p>
		Quando descrevo<br />E n&atilde;o entendes<br />As vis&otilde;es que tenho<br />Deixas-me a contemplar, sozinho<br />Os estranhos pensamentos <br />As miragens que me assombram<br />E me apavoram<br />Diuturnamente</p><p>Fantasmas furtivos, estes <br />S&oacute; entrevistos, sentidos <br />Por fra&ccedil;&otilde;es de segundo<br />Trazendo em seu bojo um oceano <br />De significados, coisas <br />Que num momento s&atilde;o claras<br />No instante seguinte obscuras</p><p>Como peixes que saltam <br />Para fora da imensid&atilde;o do mar<br />Brilhando ao sol por um momento <br />Iridescentes  <br />E que depois somem, tornam <br />&Agrave;s profundezas de onde vieram<br />Irresgat&aacute;veis para sempre<br />Deixando para tr&aacute;s por&eacute;m um gosto <br />Um sentido do impenetr&aacute;vel <br />De que toquei algo mais fundo<br />Que n&atilde;o se exp&otilde;e, mas est&aacute; l&aacute;<br />Esperando na escurid&atilde;o<br />Inescrut&aacute;vel</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		20/08/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Desolação]]></title>
  <pubDate>16/08/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/31579</link>
  <description><![CDATA[<h4>Desolação</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Na minha casa<br />J&aacute; n&atilde;o batem mais &agrave; porta<br />At&eacute; mesmo as janelas <br />Cujas cortinas brancas<br />A brisa costumava embalar<br />Quedam-se agora mudas<br />Cegas, para o desmazelo<br />Do jardim l&aacute; fora</p><p>N&atilde;o h&aacute; gra&ccedil;a nenhuma no capim<br />Que ora medra impune<br />Aonde roseiras um dia floriram<br />Descontrolado<br />Verdeja para o sol a pino<br />Faz companhia<br />Para as sombras quentes<br />Para os beirais recortados<br />No ch&atilde;o de cimento do p&aacute;tio</p><p>Vento, agora<br />J&aacute; n&atilde;o sobra quase algum<br />Somente um bafo<br />Agonizante e &uacute;mido<br />Soturnamente, ele<br />Penetra casa adentro<br />Feito uma onda surda<br />Fazendo-a ainda mais<br />Abafada e sufocante</p><p>A tarde de ver&atilde;o inspira desesperos<br />Como esconder-se<br />Deste fulgor que a tudo abrasa? <br />Como fugir<br />Deste clar&atilde;o que a tudo acende?<br />Nada resta<br />Sen&atilde;o ansiar pelo entardecer<br />Que nunca chega<br />Pela chuva que pouco far&aacute;<br />Noite adentro<br />Al&eacute;m de trazer<br />Ainda mais umidade<br />Para o ar j&aacute; saturado e viscoso</p><p>Dorme o dia de olho aberto<br />C&atilde;o sarnento e ofegante<br />Nada atrevendo-se a enfrent&aacute;-lo<br />Somente as &aacute;rvores, com seu verde<br />Com sua sede de encarar o sol de frente<br />Aproveitam-se desta infus&atilde;o de luz<br />Para quietamente engendrar<br />Sua qu&iacute;mica de planta<br />Seus rebentos de claridade</p><p>Abandonados estamos<br />Minha casa e eu<br />E vivemos um tempo de estranhezas<br />Passado e presente<br />J&aacute; n&atilde;o conjugam<br />A soma dos dias n&atilde;o fecha<br />E um let&aacute;rgico torpor assoma<br />O que restou de nossos dias</p><p>Alienados que fomos<br />Por uma realidade<br />In&oacute;spita e alheia<br />Transformados<br />Em fantasmas antecipados<br />De uma morte langorosa<br />Largamente postergada<br />Pelo lento decair<br />De corpos e mente<br />Instala&ccedil;&otilde;es e mob&iacute;lia</p><p>Paralizados pelo inesperado<br />Assola-nos uma profunda confus&atilde;o<br />Nada mais faz sentido<br />Como um rio e seu curso<br />S&uacute;bitamente alterados<br />Vagamos inermes <br />Por territ&oacute;rio desconhecido</p><p>A morte<br />Esta amiga estrangeira<br />Ora em prolongada visita<br />Trouxe-nos por presente<br />Uma pequena amostra da Desola&ccedil;&atilde;o <br />Subtraiu-nos daquilo<br />Que fazia sentido</p><p>E j&aacute; n&atilde;o podemos mais<br />Participar do mundo<br />A vida esvaiu-se destes quartos<br />Como um grande ralo<br />Um v&aacute;cuo engoliu o presente<br />Sugou suas mem&oacute;rias, nomes e faces<br />Pesadas demais para carregar adiante</p><p>Vazios, dessangrados de nossa ess&ecirc;ncia<br />N&atilde;o nos &eacute; mais poss&iacute;vel prosseguir<br />Resta agora apenas esperar<br />Pela longa noite e a chuva<br />Que nunca chega</p><p>O nosso tempo acabou</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		16/08/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Compulsão]]></title>
  <pubDate>13/08/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/31513</link>
  <description><![CDATA[<h4>Compulsão</h4>
	<p>
		(Elogio ao Verso Livre)</p><p>Como metrificar esta &acirc;nsia<br />Fantasma descontrolado, feroz<br />Turbilh&atilde;o, desmedida inst&acirc;ncia<br />Da palavra e da frase veloz?</p><p>Que s&uacute;bito vem, e me acomete<br />Tal qual febre insalubre e mals&atilde;<br />E que a mais pesadelos remete<br />&Agrave; luz morti&ccedil;a da fria manh&atilde;?</p><p>Enxurrada, torrente furiosa<br />&Eacute; como chuvarada de ver&atilde;o<br />D'alma em tresloucada agita&ccedil;&atilde;o</p><p>Toma tudo pela frente, ciosa<br />Em meu breve e louco impulso<br />Reabrindo a cicatriz no pulso	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		13/08/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Desejo]]></title>
  <pubDate>09/08/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/31432</link>
  <description><![CDATA[<h4>Desejo</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Na c&uacute;spide de todo objeto<br />Habita um fio, um gume<br />Gosto apurado e ingente<br />O perigo de todo o dia<br />Um viver agu&ccedil;ado entre pontas<br />Desejo n&uacute;, desperto, aceso<br />Pela vis&atilde;o do teu corpo<br />Na cama, repousado e quente	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		09/08/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Amanhã é 23]]></title>
  <pubDate>02/08/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/31227</link>
  <description><![CDATA[<h4>Amanhã é 23</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>Nasce uma estrela. Amanh&atilde; &eacute; 23. <br />O tempo empilha mem&oacute;rias em uma gaveta desarrumada. <br />O caos, a realidade, entram e saem de foco. <br />Uma neblina une eventos, objetos. <br />Pessoas formam uma grande massa disforme e colorida.<br />Vida, como discernir algum sentido dessa est&oacute;ria?<br />Como arrancar um objetivo &agrave; depress&atilde;o?<br />M&uacute;sica e isolamento parecem ser as poucas coisas a mitigar esta sensa&ccedil;&atilde;o de profunda decep&ccedil;&atilde;o. <br />Jovens morrem todos os dias sem saber deste mar da meia-idade, vasto e desolado. <br />Um navio desarvorado navega com dificuldade e sem rumo.<br />O porto da mem&oacute;ria &eacute; uma miragem montada em torno &agrave; fraude.<br />O passado mente. <br />Poucas coisas sobrevivem ao teste do tempo e a verdade n&atilde;o est&aacute; entre elas.</p><p>No jornal, o caderno de domingo traz not&iacute;cias de mundos distantes. <br />&Eacute; tudo um grande Carnaval. <br />Em algum lugar, algu&eacute;m esfor&ccedil;a-se e finge divertir-se. <br />Nada mais parece certo. <br />A localidade das percep&ccedil;&otilde;es confirma Einstein. <br />Al&eacute;m daqui est&aacute; o passado e o agora &eacute; carregado &agrave;s costas como um caramujo e sua concha. <br />Ligado &agrave; sua teia come&ccedil;a o homem, e ele fala a l&iacute;ngua das multid&otilde;es.</p><p>Boiando no rio passa lentamente a vida. <br />Onde ela come&ccedil;ou, ningu&eacute;m sabe, <br />Mas no grande oceano, onde tudo des&aacute;gua, <br />Decomp&otilde;em-se lentamente milh&otilde;es de corpos. <br />S&atilde;o gera&ccedil;&otilde;es de navegantes. <br />N&atilde;o h&aacute; peixes nem moluscos para tanta podrid&atilde;o. <br />No delta do rio, onde come&ccedil;a a morte? <br />Onde acaba a vida? <br />No &uacute;ltimo suspiro, ou quando a mortalidade &eacute; percebida pela primeira vez? <br />No final, o rio entope o mar.</p><p>Uma flor expande-se como o horizonte e exp&otilde;e o tempo em sua delicada beleza.<br />Crescemos sem o perceber? <br />O espa&ccedil;o, m&atilde;e ciosa e discreta, amamenta estrelas. <br />Quantas cordas fazem um super-violino? <br />Quantos orgasmos fazem uma mulher? <br />No centro de toda gal&aacute;xia h&aacute; um buraco negro. <br />Ele suga o homem que o suga, at&eacute; nada mais sobrar. <br />Da fruta chupada sobra somente o caro&ccedil;o ca&iacute;do no ch&atilde;o. <br />Na paisagem do mangue, onde come&ccedil;a o homem? <br />Onde acaba o homem naquela mulher? <br />Mulher capaz de sangrar na pra&ccedil;a, <br />Capaz de dissolver os ossos daquele homem. <br />Como a m&atilde;e dissolveu os dias de seu pai. <br />Os leitos dos rios e dos casais s&atilde;o lugares profundos e trai&ccedil;oeiros. <br />Quantos n&aacute;ufragos e quantos afogados!</p><p>Confiante, a nau do otimismo mergulha no v&oacute;rtice que a tragar&aacute;.<br />Todos os dias surgem novas possibilidades. <br />Multiplicam-se as promessas.<br />A todo momento brotam oportunidades,<br />Oscila&ccedil;&otilde;es qu&acirc;nticas do vasto espa&ccedil;o vazio.<br />Quando, por&eacute;m, exaurida do sol a sua for&ccedil;a, chegar a noite, <br />Virgens est&eacute;reis ir&atilde;o dormir as boas inten&ccedil;&otilde;es. <br />Pois o dia j&aacute; traz embutida a sua pr&oacute;pria ru&iacute;na. <br />A rotina, como o rato, r&oacute;i, erode a vontade.<br />A topologia do progresso, como as estradas do Brasil, &eacute; cheia de buracos.</p><p>Gritam, hoje, as bocas que j&aacute; foram amigas;<br />Todos os l&aacute;bios sedentos j&aacute; foram um dia saciados.<br />Lasso, o redentor jaz agora morto.<br />Traz por mortalha um len&ccedil;ol manchado.<br />Quantas Madalenas por-se-&atilde;o a chorar?<br />Lamenta&ccedil;&otilde;es e desesperan&ccedil;a cobrem suas faces.<br />Espera! Porque te vais? <br />Quem acolher&aacute; o escolhido?<br />Ressuscitado, ele voltar&aacute; transfigurado, <br />Sob a luz de uma nova estrela.<br />Acende a chama, supernova maravilhosa!<br />Resgata as ilus&otilde;es, as eras passadas e mortas.<br />Empresta teus anos, para que a vida,<br />Uma vez mais, pulse com o sabor de antigamente.</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		02/08/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Manhã na Serra]]></title>
  <pubDate>28/07/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/31059</link>
  <description><![CDATA[<h4>Manhã na Serra</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p><span style="font-size: medium;"><strong>D</strong></span><span style="font-size: small;">esce &agrave; terra, solene como um bal&atilde;o, o dia<br />J&aacute; luz a manh&atilde;, claridade penetrante e fria<br />Cobre o vale, incendeia o campo seco<br />Afugenta a escurid&atilde;o e a neblina<br />Sua capa de len&ccedil;&oacute;is, a cambraia mais fina<br />Manto que a noite, silente e descuidada <br />Deixou para tr&aacute;s</span></p><p><span style="font-size: small;">Escura e esmeralda, desperta a mata<br />Sob o calor, luz amarela que agora avoca<br />Sons e cheiros h&aacute; pouco adormecidos <br />De musgos, de plantas e &aacute;rvores<br />A gotejar o &uacute;ltimo suor da madrugada<br />Na encosta iluminada e &iacute;ngreme</span></p><p><span style="font-size: small;">Flores abertas a encarar o sol: um ip&ecirc; revela<br />Do que &eacute; feito o inverno e a serra</span></p><p><span style="font-size: small;">Pela vereda, morro acima, ladeira abaixo<br />Um homem caminha semi-adormecido<br />Vai, meio &iacute;ndio, meio cidad&atilde;o de um pa&iacute;s amarrotado<br />Buscar n&atilde;o sabe bem aonde o sustento<br />Algo que possa aplacar esta fome<br />Antiga e essencial, de muitas outras gera&ccedil;&otilde;es<br />Fome retrasada e verminosa<br />Que arrefeceu as esperan&ccedil;as dos seus filhos<br />E deixou seu cachorro ainda mais magro</span></p><p><span style="font-size: small;">Voam alto, agora, os urub&uacute;s onipresentes<br />Velhos s&aacute;bios a reciclar a natureza, <br />Inspecionam a paisagem, circunspectos<br />E, da delicada flora&ccedil;&atilde;o que &eacute; o dia ainda incipiente<br />Nos rec&ocirc;nditos da esquecida Am&eacute;rica do Sul <br />Brota a mis&eacute;ria mais triste, o contraste mais forte<br />Para as orqu&iacute;deas e as samambaias<br />E os beija-flores no jasmim-manga</span></p><p><span style="font-size: small;">O roxo, fr&aacute;gil postulado de beleza dos jacarand&aacute;s<br />Anuncia a primavera iminente e eternamente postergada<br />Para o homem sem passado e sem futuro.<br /></span></p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
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		28/07/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Tarde de Chuva]]></title>
  <pubDate>25/07/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/30966</link>
  <description><![CDATA[<h4>Tarde de Chuva</h4>
	<p>
		<strong><span style="font-size: medium;">A</span></strong> morte<br />&Eacute; mais do que uma tarde fria<br />N&atilde;o &eacute; esta chuva fina<br />Que cai, amolecendo<br />Plantas e ossos</span></p><p><span style="font-size: small;">N&atilde;o<br />A morte &eacute; mais</span></p><p><span style="font-size: small;">&Eacute; mais<br />Um grande esquecimento<br />Um sono antigo e pesado<br />Que arrebata nossas mem&oacute;rias<br />Apagando lentamente<br />As sombras do que j&aacute; fomos<br /></span></p><p><span style="font-size: small;">Num adormecer gostoso<br />Um quase aconchego<br />Para aqueles que j&aacute; n&atilde;o podem<br />Dos que j&aacute; n&atilde;o querem mais<br />Prosseguir</span></p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
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		25/07/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Noturno]]></title>
  <pubDate>21/07/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/30865</link>
  <description><![CDATA[<h4>Noturno</h4>
	<p>
		&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br />Teus olhos s&atilde;o como florestas.<br />Crescem &agrave; noite<br />Sob o reflexo negro dos espelhos,<br />E tem espinhos<br />&nbsp;<br />Vidros, tuas pupilas,<br />S&atilde;o dois espectros.<br />Vagam incertos pelos quartos<br />Desertos da espessa presen&ccedil;a humana.<br />&nbsp;<br />Na escurid&atilde;o,<br />O sabor das coisas intensifica-se.<br />Morder teu l&aacute;bio<br />&Eacute; uma &acirc;nsia incontrolada.<br />Despido do pudor pela luz ausente,<br />Ouso novamente saber<br />Ser teu amante.<br />&nbsp;<br />Da noite,<br />Vestido de obscuridade,<br />Por teu corpo a esmo perambulo.<br />Meu tato agu&ccedil;ado<br />Pelo sentido da tua pele,<br />Suave, sedosa, concreta.	</p>
	<p>
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		21/07/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Anoitecer na Avenida]]></title>
  <pubDate>17/07/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/30776</link>
  <description><![CDATA[<h4>Anoitecer na Avenida</h4>
	<p>
		&nbsp; <br />Como descrever a avenida e seus vultos?<br />Teu cheiro &eacute; um fr&ecirc;mito s&oacute;.<br />Os &ocirc;nibus s&atilde;o tantos, formam uma fila sem fim,<br />E o l&oacute;bulo da tua orelha exuda um sabor,<br />Procuro por entre os carros e o caos do entardecer,<br />An&ocirc;nimo, silente, querendo ser teu amante,<br />Al&eacute;m dos passantes adivinho teu rosto,<br />Desde h&aacute; muito come&ccedil;amos esta viagem,<br />Tocar tua nuca &eacute; sentir este arfar ansioso,<br />Convergimos lentamente sob a luz cambiante dos luminosos,<br />&nbsp;<br />M&atilde;os entrela&ccedil;adas transmitindo uma eletricidade,<br />O calor macio da tua pele faz-me estremecer,<br />Por um momento, esque&ccedil;o quem sou,<br />E a ouvir tua respira&ccedil;&atilde;o ritmada, em teus bra&ccedil;os, <br />Exausto, fecho os olhos e adorme&ccedil;o.<br />&nbsp;<br />Jaz o mundo l&aacute; fora, e dele j&aacute; n&atilde;o sou mais,<br />Toda ansiedade dissolve-se aos poucos,<br />Os ru&iacute;dos &agrave; dist&acirc;ncia, e mais nada.	</p>
	<p>
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		17/07/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Toque]]></title>
  <pubDate>15/07/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/30703</link>
  <description><![CDATA[<h4>Toque</h4>
	<p>
		&nbsp;&nbsp; <br />Toca de leve tua m&atilde;o na minha,<br />Toca<br />Toca que eu quero sentir<br />O gosto de saber quem &eacute;s<br />Real para al&eacute;m do sonho<br />De saber-me tocado e sentindo<br />Sabendo, assim, que tocado tendo<br />Eu tenho<br />A v&iacute;vida chama em meu peito<br />E a certeza de saber que &eacute;s<br />Bem-vinda.	</p>
	<p>
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		15/07/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Dia Novo]]></title>
  <pubDate>09/07/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/30509</link>
  <description><![CDATA[<h4>Dia Novo</h4>
	<p>
		<br />No ar da manh&atilde;, <br />Sob o sol que ora aparece,<br />Por sobre as casas e apartamentos,<br />Paira teu nome; <br />Signo indel&eacute;vel ascende, <br />Envolto na luz clara do novo dia.<br />&nbsp;<br />Tua presen&ccedil;a &eacute; <br />A discreta origem dos sonhos, <br />Campos e espa&ccedil;os por onde ando,<br />Me perco e me acho pensando, <br />Imaginando que sei respostas a perguntas imposs&iacute;veis,<br />A d&uacute;vidas atrozes que me consomem, <br />Constantemente.<br />&nbsp;<br />Tua vinda, por&eacute;m, <br />Bem-vinda, sempre esperada,<br />Como o sol em cada manh&atilde;, <br />Dia t&atilde;o novo e t&atilde;o claro, <br />&Eacute; algo que n&atilde;o tem explica&ccedil;&atilde;o, <br />Mas tem sentido. <br />&nbsp;<br />&Eacute; o sentido das coisas secretas, <br />Dos desejos irrespondidos, <br />Das obscuras e nem sempre congruentes<br />Inten&ccedil;&otilde;es da vida. <br />&nbsp;<br />Que trazes &agrave; luz, que desconhe&ccedil;o? <br />Que for&ccedil;a &eacute; esta, urgente e feroz, <br />Que a tudo transforma? <br />Realidade, j&aacute; n&atilde;o parece mais<br />A mesma; mat&eacute;ria, sonhos<br />J&aacute; tomam outro sentido.<br />&nbsp;<br />No espa&ccedil;o acima desta cidade<br />Em eterna evolu&ccedil;&atilde;o, nasce<br />Cresce, pulsando com o ritmo<br />Do teu cora&ccedil;&atilde;o, luminoso e belo,<br />Um sentimento, um segredo:<br />Sedu&ccedil;&atilde;o, sereno sentido novo, <br />Delicado ser, amor crian&ccedil;a.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/Uriel" title="Biografia do Poeta: Uriel da Mata"><b>Uriel da Mata</b></a>

			
		09/07/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Uriel da Mata]]></author>
  </item>
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