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<title>Site de Poesias - Claudio Antunes Boucinha</title>
<link>http://sitedepoesias.com.br/</link>
<description>O Site de Poesias é um centro de poemas, de alguma forma, significativos; seja pelo conteúdo, pela métrica, pelas rimas... Mas principalmente pelos sentimentos que a boa poesia evoca na alma: tristeza, alegria, saudade, felicidade, amor, Deus. Porque escrever é uma arte: é traduzir o intraduzível!</description>
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<title>Site de Poesias</title>
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<link>http://sitedepoesias.com.br/</link>
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  <title><![CDATA[De Campo de Rosas Vermelhas]]></title>
  <pubDate>20/11/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/35391</link>
  <description><![CDATA[<h4>De Campo de Rosas Vermelhas</h4>
	<p>
		&nbsp;</p><p>&nbsp;<br />Lembra, de nossos sorrisos, de nossas trocas,<br />um, para o outro, lembra?<br />Lembra, de tua felicidade sempiterna,<br />de todas as tardezinhas, ali, no final,<br />em que o sol, encabulado, se avizinhava com a lua?<br />Inesquec&iacute;vel, meu amor, teu choro so&ccedil;obrado,<br />alquebrado, na cama.<br />Inesquec&iacute;vel, meu amor, teu sil&ecirc;ncio,<br />tuas esperan&ccedil;as, teus anseios.<br />Sempre fostes mais do que &eacute;s, sempre.<br />Algu&eacute;m, algo, que nem mesmo sei.<br />Inalcan&ccedil;&aacute;vel, por teu amor e liberdade.<br />Nasceste mais que estrela, muito mais que uma estrela cadente,<br />no c&eacute;u estrelado de um inverno &ldquo;spleen&rdquo;, franc&ecirc;s e baudelierano.<br />T&eacute;dio &eacute; o mesmo que tristeza?<br />Nos resguardos destas tardes trigueiras, altaneiras,<br />em que o estandarte, a bandeira, ilumina cora&ccedil;&otilde;es infantis,<br />algo de mim, registra teu sorriso, sempre o teu sorriso.<br />Inesquec&iacute;vel sorriso, de amor, tudo,<br />da vida sempre aqui, dos vales sem fim,<br />das primaveras azuis, verdes, de todas as cores,<br />em que o mar, condencente, deixa a terra sobreviver, mais um pouco.<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		20/11/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[De todas as ervas]]></title>
  <pubDate>16/11/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/35207</link>
  <description><![CDATA[<h4>De todas as ervas</h4>
	<p>
		Amo, tuas coxas desvairadas,</p><p>E, ali, encanto-me, todas as horas.</p><p>H&aacute; um aspecto de mim</p><p>que , s&oacute; voc&ecirc;,&nbsp; conhece.</p><p><br />H&aacute;, em mim, sede de ti.</p><p>&nbsp;</p><p>Todos os dias, como um exerc&iacute;cio, resgato</p><p>o melhor de mim.</p><p>Banco, o que h&aacute; de melhor, ganho,</p><p>a &uacute;ltima cartada,</p><p>snucker, a porta aberta.</p><p>E , a tua dan&ccedil;a, diz</p><p>mais de ti.</p><p>Encanta-me, erva transversa,</p><p>E a possibilidade de</p><p>fazer amor e curar.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		16/11/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Arranquei meu coração pelicano]]></title>
  <pubDate>25/10/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/34277</link>
  <description><![CDATA[<h4>Arranquei meu coração pelicano</h4>
	<p>
		<span style="font-size: x-small;">alma sens&iacute;vel.<br />gritos terr&iacute;veis.<br /> <br />&nbsp;desespero, outros,<br />s&atilde;o outros, ningu&eacute;m mais.<br />Minha voz, minha.<br />Embora canto coletivo e nobre.<br />Arranquei cora&ccedil;&atilde;o, rasguei tudo, dilacerei.<br />Transformei cora&ccedil;&atilde;o sagrado, tirei armadura,<br />Pr&iacute;ncipe Valente e malha de ferro.<br /> Mandei pro quinto dos infernos,<br />descomunal desespero,<br />em que&nbsp; pratiquei.<br />ato de honra guerreiro e samurai.<br />estandarte, meio da batalha, fogo e sangue,<br />estava s&oacute;, eu tamb&eacute;m.<br />corpo, sangrado pelicano,&nbsp; restava.</span></span><br /><span style="font-size: x-small;">Tiro peito maternal alimento que resta,<br />e, alcan&ccedil;o, mulher, para n&atilde;o morreres de sede.</p><p>pedra, serve de sepulcro,</p><p>ilus&otilde;es, deserto<br />vis&otilde;es, destrui&ccedil;&atilde;o e vontade.<br />corpos indistintos, areia movedi&ccedil;a,<br />procurando segurar ar, vida.</span></span><br /><span style="font-size: x-small;">Tudo, mar, galho, corda,<br />m&atilde;o, bra&ccedil;o, for&ccedil;a, nada, aceita&ccedil;&atilde;o, consuma&ccedil;&atilde;o,<br />mergulhar, &aacute;guas profundas, at&eacute; n&atilde;o pensar,<br />n&atilde;o doer, nem acordar, simplesmente ir,<br />afundar, ir, afundar.<br />Ultrapassar espa&ccedil;os e &aacute;tomos.<br />L&aacute;, onde Deus est&aacute;, n&atilde;o se deve falar.</p><p>L&aacute;, onde n&atilde;o existo.<br />Atravessar parede, gritar nome, bem alto,<br />bem baixinho, mergulhar fundo.<br />n&atilde;o morrer, escutar,<br />resistir, viver, reviver, mudar.<br />n&atilde;o sou,<br />teu olhar.</span></span><br /><span style="font-size: x-small;"> encantos de beijo, rememoro,<br />cada instante.<br />solid&atilde;o  &eacute; crist&atilde; e domingueira.<br /> no arm&aacute;rio.<br />n&atilde;o estou, voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute;.<br />tarde foi, fui, com ela.<br />dobrada da esquina, espero encontrar.<br />resto, &eacute; o cinza.<br />Quem passa, lado, agora?<br />Pouco importa.<br />Nem&nbsp; dias posso olhar alto dos penhascos,<br />edif&iacute;cio alto e contemplar.<br />Terra, destino ins&oacute;lito.<br />poeira das horas,<br />escarne&ccedil;o de mim,<br />pretens&otilde;es de ser mais.<br /></span></span><br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		25/10/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Da Vontade de ser um com o mundo]]></title>
  <pubDate>10/10/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/33673</link>
  <description><![CDATA[<h4>Da Vontade de ser um com o mundo</h4>
	<p>
		&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />Rosas vermelhas, meu amor, rosas incrivelmente vermelhas.<br />trigal e vento, nada mais, Van Gogh, e desvis&atilde;o,<br />descegueira?<br />ensandecido correndo por entre milharais esverdeados,<br />para chegar onde?<br />deserto no Arizona, Far-west, pistola, cora&ccedil;&atilde;o,<br />solit&aacute;rio, anjo encardido, na Pedra Pelada do Morro do Ouro.<br />tigre asi&aacute;tico procura morada, na jangal.<br />Rudyard Klypling, esbaforido, foge, gritando, Se... eu n&atilde;o morresse amanh&atilde;...<br />Alvares de Azevedo, em baixo de pessegueiro, bem baixinho, solu&ccedil;a por outra<br />melhor e lamenta perfume brasileiro: era tarde e in&ecirc;s j&aacute; &eacute; morta ou envelheceu.<br />Um passo, dois passos, de nen&ecirc;.<br />Vamos sair de fininho, para n&atilde;o dizerem que estamos todos loucos.<br />O &uacute;ltimo, ali&aacute;s, deveria apagar luz, e gritar e gritar para ver se algu&eacute;m escuta<br />nessa noite infernal de mosquitos e baratas selvagens.<br />Nem sapo sobe nas peredes e nem toma pilsen.<br />E a c&oacute;pia &eacute; somente uma c&oacute;pia, nada mais.<br />Cat Stevens ainda &eacute; o melhor!<br />Mais perto de Deus, mais longe da humanidade?<br />Ou a pr&oacute;pria humanidade &eacute; Deus?<br />Deus est&aacute; entre n&oacute;s, bestas humanas?<br />Ent&atilde;o, bestas humanas podem ser Deus?<br />Existem palavras que n&atilde;o precisariam ser ditas, por n&atilde;o dizerem nada.<br />Bestas, humanas, Deus, coragem para dizer e compreender.<br />Existem lagos azuis, em que burka, olhar, blue, pode ser mais azul?<br />Baraka, ainda n&atilde;o vi tudo.<br />Em cada canto do mundo, da esquina, existe clube.<br />O clube de n&atilde;o fazer nada, esperar pelo mundo, pela noite, pelo dia, por tudo.<br />Ontem, meu tio acompanhou mais um enterro: era o vizinho, j&aacute; velho, com oitenta e quatro anos de idade,<br />12 filhos, 50 netos, tantos bisnetos.<br />Morre em paz, seguro de que n&atilde;o fez mal.<br />Ali&aacute;s, nem ele sabia que j&aacute; estava morto.<br />hist&oacute;rias centen&aacute;rias de Gabriel Garcia Marques.<br />diria l&aacute;grimas seculares de desesperos seculares.<br />Talvez, n&atilde;o dissesse nada.<br />palco, mais adiante.<br />amigo morreu, alco&oacute;latra.<br />Outro, de virose generalizada.<br />Alguns, morrem de t&eacute;dio.<br />Outros, na falta do que fazer, morrem tamb&eacute;m.<br />E n&atilde;o h&aacute; nenhuma novidade nisso tudo.<br />O brinco, na orelha, n&atilde;o disfar&ccedil;a o c&iacute;ume plenamente capitalista.<br />Tua barriguinha, de fora, mostra e n&atilde;o mostra,<br />demonstra o desejo, mas &eacute; farsa, bem montada,<br />mas &eacute; farsa.<br />O traficante oferece cerveja e amizade.<br />Depois, cobrar&aacute; tua vida e tua companhia,<br />at&eacute; o quinto dos infernos.<br />Humanos, completamente humanos.<br />Padecemos, compartilhando, as reveses dos tempos.<br />&nbsp;<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		10/10/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Esferas são gentes]]></title>
  <pubDate>27/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/33133</link>
  <description><![CDATA[<h4>Esferas são gentes</h4>
	<p>
		Eu sou pequenininho, &agrave;s vezes.<br />Quando percebo.<br />Que o que foi feito, j&aacute; foi feito.<br />E&nbsp;melhor.<br />&Eacute; como se fosse trai&ccedil;&atilde;o do pensamento.<br />N&atilde;o pensamento tra&iacute;do, ato falho, mas uma vingan&ccedil;a &nbsp;do pensamento.<br />&nbsp;<br />Eu sou, abandonado, &agrave;s vezes.<br />Pela intui&ccedil;&atilde;o,<br />Que, julgo valor maior, desraigado, sem fronteiras.<br />Embora alguns confundam limites e faixas.<br />Com c&iacute;rculos, bolas, esferas, estratosferas...<br />&nbsp;<br />Eu sou mais a noite norte.<br />As vezes, me perco em mim mesmo.<br />Tipo um transe, tipo sonho, devaneio, ilus&atilde;o,<br />O mundo maravilhoso de Pollyanna,<br />Na mente de Pollyanna,<br />No cora&ccedil;&atilde;o de Pollyanna<br />Bem a leste,<br />Um pouco depois do por do sol.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		27/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Poema nº 1]]></title>
  <pubDate>22/08/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/31776</link>
  <description><![CDATA[<h4>Poema nº 1</h4>
	<p>
		&nbsp;<br />O que &eacute; capaz, viol&atilde;o, voz e pura emo&ccedil;&atilde;o.<br />Amor, sil&ecirc;ncio, um assobio, um simples mortal.<br />Unir  Edith Piaf e um tango em Paris, como&ccedil;&atilde;o incandescente.<br />entardecer no &Aacute;rtico, Buenos Aires, passos de beb&ecirc;, na rua, cantar,<br />Seguindo passos, Yupanqui, Marlon Brando e o mundo inteiro,<br />uma pequena parte, a primeira vez que subi num palco, n&atilde;o era Chaplin, nem sabia o que fazer.<br />cantando, uma s&oacute; voz , todas can&ccedil;&otilde;es.<br />tentando aprender russo, grito, gritos, gritaria, um berro na noite escura e veloz.<br />&nbsp;<br />O amor n&atilde;o tem hora, vezes, revezes, sortil&eacute;gios.<br />Quem sabe magia branca, um atropelo, um engano, um veneno, na hora errada, Romeu antes de Julieta.<br />Tem sim, vazios a serem preenchidos... por amor.<br />Um pouco da sombra do amor, de completude, de absoluto, tem sim.<br />Vazios do amor?<br />amor ressentido,&eacute; amor? E o c&iacute;ume, um excesso de amor.<br />sublime j&aacute; se afasta, e  fragmenta-se, sob p&eacute;s,<br />Olho para o alto, desvio o olhar, e me aproximo de teu o&aacute;sis,<br />tomo &aacute;gua da algibeira.<br />Encontrando-nos, completamente, exaustivamente, <span lang="es-ES">n&oacute;s, </span><br />uma certa canseira de olhar e de dizer de mim, nos desencontros.<br />"curtidos de soledad"... e incrivelmente solit&aacute;rios.<br />Sempre acompanhado e nem sei por quem.<br />Em que c&eacute;us e c&iacute;rculos, e todo universo,<br />o caos, a estrela negra, o fim da luz, do c&eacute;u, de tudo, e a resolu&ccedil;&atilde;o do ponto,<br />a quadratura do c&iacute;rculo<br />parecem &aacute;tomo, m&ocirc;nada, self, anima.<br />Gal&aacute;xias, cores, sons, emana&ccedil;&otilde;es, poderes<br />&nbsp;<br />Qual &eacute; ponto,<br />Onde estava voc&ecirc;, mesmo?<br />Em que voc&ecirc; deixou de ser,<br />ou n&atilde;o ser,<br />e se transformou num n&atilde;o sei qu&ecirc;,<br />mas suficientemente forte para dizer<br />vontade&nbsp; sair correndo, do palco,<br />de se achegar, mais uma vez, do lado, enamorado<br />ou, ent&atilde;o, dizer, vamos parar tudo,<br />ou continuar tudo<br />recome&ccedil;ar , festa n&atilde;o acabou,<br />mas pode acabar<br />podia ser melhor.<br />pior n&atilde;o existe?<br />Colecionar can&ccedil;&otilde;es, v&iacute;deos, reaprender,<br />n&atilde;o ver, outros sentidos, manias, esquizofrenia.<br />escutar diversas vezes, decorar teu nome,<br />esquecer o encontro, perder a aten&ccedil;&atilde;o<br />gravar tudo, na ponta dos p&eacute;s:<br />Derrubar o abajur e destruir em milhares de peda&ccedil;os, de acordar<br />Teu cora&ccedil;&atilde;o nunca dorme.<br />Dormir&aacute;, um dia, sei.<br />Perseguir sonhos, novas terras,<br />Tudo j&aacute; foi visto, esquadrinhado<br />quem sabe, novo c&eacute;u.<br />j&aacute; conheci todos os c&eacute;us, e isso &eacute; uma vergonha.</p><p>&nbsp;<br />&nbsp;</p><p>&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		22/08/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[alegria da vida]]></title>
  <pubDate>07/03/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/26904</link>
  <description><![CDATA[<h4>alegria da vida</h4>
	<p>
		&nbsp;<br />&nbsp;</p><p><br />A beleza, nada mais &eacute; que contempla&ccedil;&atilde;o da destrui&ccedil;&atilde;o,<br />em pausa infinita, momento que olhar fixa, memoriza,<br />espelho, eterniza, embevecido olhar, de si, gozo profundo,<br />vezes, vis&atilde;o enlouquecida, desfocada, imediatista,<br />al&eacute;m das fronteiras, inesquecida,<br />vasto olhar, Monet e o jardim,<br />Cumplicidade, olhar, alegria,<br />corpo magro, deformado, um fiapo de corpo, um fiapo de vida,<br />pequena alma saltita, <br />n&atilde;o menos alma, ainda alma, toda alma,<br />plenitude da alma, que num corpo se agita.<br />Futuro, teu olhar, alegria, que segura e conduz, contamina.<br />Estou, l&aacute;, eu, grotesco, diferente,<br />mesmo assim, com n&atilde;o sei de algo que,<br />s&oacute; voc&ecirc; acredita, decifra, pai e m&atilde;e bendita,<br />por tr&aacute;s de toda feiura, consegues enxergar, beleza,<br />promessas infindas,<br />col&oacute;quios inestim&aacute;veis, infind&aacute;veis,<br />como se mundo s&oacute; voc&ecirc;, eu, e o vale,<br />conversando, sobre n&oacute;s, e o que n&oacute;s somos, realmente, <br />nessa vida. <br />Adorme&ccedil;o o cora&ccedil;&atilde;o.<br />Os sep&uacute;lcros, est&atilde;o caiados, assim como flores, da laranjeira,<br />respiro o ar de todas as montanhas.<br />N&atilde;o pretendo, aqui, o v&eacute;u de &Iacute;sis, <br />a filosofia anal&iacute;tica, a indifen&ccedil;a.<br />tempo n&atilde;o &eacute; diferente do espa&ccedil;o.<br />Multiplicam-se as a&ccedil;ucenas,<br />pensamentos, almas, <br />os motivos, n&atilde;o me atenho,<br />vou logo, vou r&aacute;pido.<br />Tenho pressa.<br />&Eacute; a mesma estrada.<br />Mas quero ir de m&atilde;os dadas, n&atilde;o esque&ccedil;a.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		07/03/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Que as minhas mãos encontrem as suas mãos]]></title>
  <pubDate>13/02/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/26252</link>
  <description><![CDATA[<h4>Que as minhas mãos encontrem as suas mãos</h4>
	<p>
		Que as minhas m&atilde;os encontrem as suas m&atilde;os,<br />Num passeio, sob sol escaldante,<br />ap&oacute;s percorrer teu corpo inteiro,<br />procurando, na tua graciosa anatomia,<br />Nos teus seios fulgurantes, no teu ventre ontog&ecirc;nico, <br />Nas tuas pernas generosas, e na tua boca elegante,<br />Mais que a expressividade de teus esmaltes.<br />Em cada reentr&acirc;ncia, sali&ecirc;ncia, acidente,<br />outras casualidades, depress&otilde;es, oblitera&ccedil;&otilde;es,<br />enchergar muito mais que &aacute;rvores, montanhas, montes,<br />um mar salgado e maternal, <br />um homem e uma mulher,<br />face to face, cara a cara,<br />um sorriso provocante.</p><p>Achando as viv&ecirc;ncias mais profundas,<br />que se transformam numa geografia,<br />sombra de tua silhueta,<br />refletida pela luz da lua, <br />cheia,<br />bo&ecirc;mia, <br />no sert&atilde;o, nas c&aacute;lidas noites, da Am&eacute;rica Latina,<br />onde, de nosso quarto, avistamos todos os ciclos,<br />equin&oacute;cios, solst&iacute;cios, <br />o sol e a lua,<br />A estrela d'alva, v&ecirc;nus vespertina,<br />Nos cem mil anos - talvez mais -megal&iacute;t&iacute;cos,<br />de nossas vidas.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		13/02/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[SOBRE BEM-TE-VIS E MORTE]]></title>
  <pubDate>29/01/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/25806</link>
  <description><![CDATA[<h4>SOBRE BEM-TE-VIS E MORTE</h4>
	<p>
		Morre-se aos poucos, <br />diariamente, <br />como cotovias, <br />pardais, <br />sanha&ccedil;os-papa-laranjas<br />Bem-te-vis,numa &aacute;rvore distante,<br />sa&iacute;ras-sapucaia<br />e sabi&aacute;s-laranjeira. <br />As c&eacute;lulas n&atilde;o se entreolham mais que sete dias. <br />Vai ver que &eacute; a cor vermelha!<br />Os terminais nervosos, <br />num outro patamar, <br />praticam a toler&acirc;ncia<br />por toda vida,<br />Embora, <br />precocemente, <br />j&aacute; l&aacute; pelos tr&ecirc;s anos, <br />muitos desses &quot;nervosos&quot;, <br />dos que j&aacute; se foram, <br />por n&atilde;o aguentarem tanta burrice,<br />ou n&atilde;o terem para onde ir, <br />simplesmente, <br />fenesceram.<br />Isso, <br />sem falar nos &quot;&oacute;vulos&quot;, <br />certamente companheiros/c&oslash;mpanheiras ins&oacute;litos/ins&oacute;litas,<br />deveras grotescos/grotescas, <br />que assim como v&ecirc;m, <br />v&atilde;o, <br />ao sabor das ondas insulares e astrais.<br />At&eacute; os Deuses morrem.<br />Morre o telefone, <br />no seu pedestal admir&aacute;vel.<br />E nenhuma mensagem, <br />vivifica, <br />por maior que seja o desejo.<br />A tarde morre, <br />e com ela, <br />todos os desgarrados.<br />A noite morre, <br />e com ela, <br />todos os desvalidos.<br />A manh&atilde; morre, <br />e com ela, <br />todos os cegos.<br />A primavera morre, <br />e com ela, <br />todos os coxos.<br />O outono morre, <br />e com ele, <br />todos surdos e todos os tortos.<br />O inverno morre, <br />e com ele, <br />todos os pederastas e todas as l&eacute;sbicas.<br />O ver&atilde;o morre, <br />e com ele, <br />todas as putas, <br />protitutas, <br />galinhas e piranhas morrem. <br />Todos os gagos, <br />morrem, <br />em qualquer dia da semana.<br />A nuvem branquinha, <br />esfuma&ccedil;ante, <br />morre.<br />A tormenta, <br />demora, <br />mas morre.<br />A pedra morre e n&atilde;o chora, <br />pelo que dizem.<br />A pedra dos estudiosos, <br />dizem, <br />n&atilde;o morre. <br />Ser&aacute; que uma pedra n&atilde;o morre?<br />Uma folha amarelada, <br />numa cal&ccedil;ada de Mannhatan, <br />morre.<br />O amor pode morrer?<br />Pode paix&atilde;o sossobrar, <br />num instante?<br />antim&ocirc;nio, <br />morre?<br />Existiu algu&eacute;m,<br />na Terra,<br />que n&atilde;o morreu?<br />&quot;Nada resiste e perdura&quot;.<br />As montanhas v&atilde;o e v&ecirc;m. <br />&quot;&Eacute;s un hombre muerto&quot;.<br />At&eacute; os vel&oacute;rios, morrem, <br />assim como todos os que acompanham o f&eacute;retro, <br />a festa, <br />a pouca vergonha, <br />e toda a canalhice intitucionalizada e dantesca.<br />At&eacute; o leitor de not&iacute;cias de enterro, <br />no jornal de todas as manh&atilde;s,<br />morre: <br />Deve ser por isso que acompanha os di&aacute;rios de morte, <br />numa marca&ccedil;&atilde;o homem a homem, <br />para n&atilde;o perder nenhum lance e nenhuma jogada. <br />Todos e tudo, <br />morre!<br />O pensamento morre, <br />A civiliza&ccedil;&atilde;o morre,<br />assim como a beleza mais resplandecente.<br />A juventude, <br />morre, <br />acaba, <br />n&atilde;o sobrevive, <br />embora todos os gastos, <br />custos, <br />embroma&ccedil;&otilde;es, <br />esconderijos, <br />disfar&ccedil;es, <br />choros, <br />luzes, <br />sombras, <br />e todas as estultices da idade.<br />Os velhos, <br />morrem. <br />Uns velhos, <br />aos poucos, <br />preparando seus parentes, <br />para o derradeiro fim, <br />prolongando doen&ccedil;as sem fim. <br />Um velho acompanhado, <br />morre.<br />Uma velha abandonada, <br />morre.<br />Um pobre, <br />morre, <br />assim como seu &quot; nobre colega&quot;, <br />rico, <br />que n&atilde;o &quot;morre&quot;, <br />mas &quot;deixa&quot; o mundo e seus entes queridos. <br />Um louco morre, <br />Eletrocutado,<br />no poste mais pr&oacute;ximo. <br />Tamb&eacute;m morre,<br />no edif&iacute;cio mais alto, <br />na ponte mais pr&oacute;xima, <br />No corredor mais escuro, <br />na dobrada a esquina da zona norte. <br />Morre, <br />tamb&eacute;m, <br />a crian&ccedil;a mais inocente, <br />o psic&oacute;tico, <br />o depressivo, <br />o medroso, <br />o corajoso, <br />o bandido, <br />o mocinho, <br />o c&atilde;o mais bonitinho e inteligente, <br />todos morrem. <br />A morte &eacute; a maior pergunta da vida e sua raz&atilde;o de ser.<br />A maior inicia&ccedil;&atilde;o. <br />O pr&oacute;prio umbral.<br />A tumba mais seleta.<br />O t&uacute;nel mais moderno.<br />A cor mais refinada.<br />O som mais afinado.<br />A guitarra definitiva.<br />O alvorecer mais pregui&ccedil;oso,<br />visto que, <br />nada melhor que acordar,<br />num outro mundo.<br />A mans&atilde;o mais elegante,<br />entre tantas,<br />onde, o que chamamos de morte,<br />n&atilde;o passa de um leve sussurrar do vento,<br />e um murm&uacute;rio de cachoeira, <br />ao longe. <br />Uns, diriam, lumin&aacute;rias celestes,<br />outros, a pr&oacute;pria eternidade. <br />&nbsp;<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		29/01/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Teu olhar]]></title>
  <pubDate>18/12/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/24674</link>
  <description><![CDATA[<h4>Teu olhar</h4>
	<p>
		Amanhe&ccedil;o, todos os dias, imaginando teu olhar.<br />O que teus olhos v&atilde;o dizer, hoje, sobre n&oacute;s?<br />Ser&aacute; que teu olhar, ser&aacute; o mesmo olhar, o meu olhar?<br />Por onde andar&aacute; teu sentir, tua dor, tua felicidade, tua amizade, teu amor?<br />Por onde andar&aacute; teu olhar?<br />Amor, na tua aus&ecirc;ncia, estou aqui.<br />No vazio de tua mente, estou a espera.<br />No teu retorno, estou sempre aqui.<br />Estou aqui, amor.<br />Como um dever de of&iacute;cio, do of&iacute;cio de amar.<br />Porque o amar, tamb&eacute;m, &eacute; um of&iacute;cio,<br />Cotidiano, de transformar, <br />o mundo, eu, tu, o destino.<br />Posso pensar tudo, em todos os idiomas de amar.<br />Em todos os degraus, de todas as emo&ccedil;&otilde;es.<br />Posso me perder.<br />Mas, antes, te salvar.<br />Dessa onda, desse mar.<br />Estou aqui, amor,<br />segurando tuas m&atilde;os.<br />Ao teu lado, estou, como um c&atilde;o.<br />Estarei aqui, sem esperar&nbsp;monumento, &nbsp;mesmo depois de tudo.<br />Cantarei a &uacute;ltima can&ccedil;&atilde;o, da noite, <br />esperando que teu amor seja perene, como a noite <br />e o dia.<br />No quiero hacer la und&eacute;cima poesia.<br />No quiero la declaracion de los muertos.<br />La vida, siempre, en todos los sentidos.<br />Por todo los espacios de la vida.<br />La vida misma, por supuesto&nbsp;y por lo tanto,<br />encontrado en mi, en mi mismo, com todas las gotas y l&aacute;grimas.<br />Mi rostro no &eacute;s suficiente.<br />Mi cuerpo no &eacute;s suficiente.<br />yo no soy suficiente.<br />E de minha insufici&ecirc;ncia, te espero.<br />Aguardo, aquele dia,<br />em que, libertada, dir&aacute;s que me ama,<br />e que, agora, te trago paz, amor, tudo.<br />Porque, meu amor, o pior de tudo, <br />&Eacute; te ver, assim, sem mim.<br />N&atilde;o consigo aceitar.<br />Porque sou parte de ti, e nasci assim.<br />Pe&ccedil;o desculpas, mas n&atilde;o aguento.<br />Vou assim, vivendo,<br />esperando,<br />a espera,<br />no aguardo, <br />quem sabe, um dia,<br />teu passo, seja meu passo,<br />e teu corpo, seja meu corpo,<br />e teu pensamento, seja muito mais que um raiar de sol,<br />em Copacabana,<br />em Punta de Leste,<br />Em Paris,<br />sempre estarei aqui.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		18/12/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Insolvências]]></title>
  <pubDate>25/11/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/24160</link>
  <description><![CDATA[<h4>Insolvências</h4>
	<p>
		Eu queria estar com voc&ecirc;, quando voc&ecirc; foi embora,<br />Eu queria estar com voc&ecirc;, quando voc&ecirc; voltou da praia,<br />Eu queria estar com voc&ecirc;, quando tua barriga crescia,<br />Eu queria estar com voc&ecirc;, em tantas noites mal dormidas.</p><p>Eu queria estar com voc&ecirc;, se soubesse que podia.<br />Eu queria estar com voc&ecirc;, quando tua voz foi abafada,<br />Eu queria estar com voc&ecirc;, na chegada e na partida.<br />Eu queria estar com voc&ecirc;, incondicionalmente com voc&ecirc;.<br />Eu queria estar com voc&ecirc;, em todos os teus sil&ecirc;ncios encerrados na noite,<br />Encerrados nas palavras, nos rituais,<br />Nos teus gritos, na madrugada,<br />Como se os cantos, as frestas, da sala, espreitassem dentro da alma.<br />Anoitecer junto contigo.</p><p>Eu queria estar com voc&ecirc;, para simplesmente te escutar,<br />Por mais estranho que fosse teu falar.<br />Abrir, contigo, a porta das palavras nunca ditas.<br />Eu queria estar contigo, estar l&aacute;, naquele momento mais preciso.<br />Eu queria estar com voc&ecirc;, assim como voc&ecirc; estaria comigo.<br />Por que, &agrave;s vezes, n&atilde;o estou, n&atilde;o &eacute; mesmo?<br />Quando voc&ecirc; mais precisa...<br />E eu nunca te disse...<br />	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		25/11/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Descalço]]></title>
  <pubDate>12/11/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/23823</link>
  <description><![CDATA[<h4>Descalço</h4>
	<p>
		Descal&ccedil;o, acompanho teu sono, e teus sonhos.<br />Antepassados descrevem &aacute;rvores geneal&oacute;gicas<br />Clamam justi&ccedil;a, guardi&atilde;s que s&atilde;o de teu descanso.<br />Guardando todas as portas e janelas.<br />Est&atilde;o ali, por tua licen&ccedil;a, em conviv&ecirc;ncias de hierarquias eternas.<br />Sil&ecirc;ncio &eacute; total e teu sono &eacute; profundo:<br />Est&aacute;s em outro estado da consci&ecirc;ncia. <br />Teu c&eacute;u interior, paisagens desconhecidas.<br />Tens parte com os anjos.<br />Cavalos negros e brancos.<br />A Terra &eacute; l&aacute;pis-laz&uacute;li.<br />Sonhos perfumados.<br />&Agrave; noite, a luz da lua entra pela persiana da janela,<br />Semeia luar nos teus olhos.<br />No bid&ecirc;, um copo com &aacute;gua e uma rosa.<br />No alto, as estrelas demarcam o c&eacute;u.<br />Ao longe, o som das &aacute;guas de uma cachoeira.<br />Escuto vozes perdidas, ao longe.<br />Noite da noite.<br />Noite imensa.<br />Est&aacute;s entregue e a respira&ccedil;&atilde;o relembra todos os ciclos da vida.<br />O barulho de trem nos trilhos<br />O sino de vento se agita e manifesta sinfonia<br />Os rangidos da madeira da cama j&aacute; n&atilde;o incomodam<br />Um acalanto, uma milonga.<br />Deitada para o lado direito, deixando vislumbrar tuas costas.<br />Teus p&eacute;s, ungidos, est&atilde;o t&eacute;pidos e tua coberta est&aacute; quentinha.<br />Queria estar a teu lado.<br />Dormir contigo a noite inteira.<br />Abra&ccedil;ar e ser abra&ccedil;ado.<br />Minha m&atilde;o na tua m&atilde;o, que eu procuro tanto.<br />Nada que me possa conter e nada &eacute; pecado.<br />Teu corpo &eacute; sagrado.<br />A lumin&aacute;ria oriental do lado da cama.<br />A mob&iacute;lia da casa, a gota que cai do chuveiro;<br />(Uma hora antes estavas no banho)<br />Tudo est&aacute; em ordem, Maat.<br />Teu castelo interior, com suas paredes, est&aacute; na fronteira do mundo.<br />Por onde corre uma brisa suave, do mar adentro, oceano das almas, maresia.<br />O tom esfuma&ccedil;ado da aurora, perfume de gard&ecirc;nia e da papoula.<br />O lusco-fusco da manh&atilde;, o amadurecimento da luz,<br />Um barco veleiro se afasta do cais. <br />&Eacute; de manh&atilde;.<br />O copo de vinho do poeta japon&ecirc;s. <br />O celular.<br />A roupa jogada.<br />Na cabeceira da cama, o pijama.<br />No banheiro, teu anel e teu brinco.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		12/11/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Amor tradução de pequenos atos]]></title>
  <pubDate>04/10/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/22993</link>
  <description><![CDATA[<h4>Amor tradução de pequenos atos</h4>
	<p>
		Tradu&ccedil;&atilde;o do corpo, p&eacute;s, barriga, costas e abra&ccedil;os. <br />Vestes do carinho, oferecer bergamota descascada,<br />Esquentar leite, pele, aroma, perfume perfeito, sem igual.<br />Passeio de m&atilde;os dadas, as cal&ccedil;adas do mundo e os cruzamentos. <br />V&iacute;deos que j&aacute; foram vistos e que ainda dever&atilde;o ser<br />Abrigar-te no colo e te guardar. <br />Adormecem minhas pernas e teu sono &eacute; lindo. <br />M&atilde;os massageiam m&uacute;sculos, ossos, pensamentos.<br />Dedos que deslizam, acariciam, revelam.<br />Livros, conversas sem fim, ch&aacute;s e plantas da Terra,<br />Mosaicos e banhos Turcos, frios de Paris, tr&acirc;nsito de Roma,<br />Em algum lugar, enfim, repouso. <br />Bem amada, sou teu bem amado.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		04/10/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Laranjeira]]></title>
  <pubDate>22/08/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/21992</link>
  <description><![CDATA[<h4>Laranjeira</h4>
	<p>
		Teu aroma, de teus frutos, laranjeira,<br />Confunde-se com tua beleza em flor.<br />E, sob teus galhos enxameados de folhas verdes,<br />Meditei sobre o significado do mundo e do amor,<br />Em minhas a&ccedil;&otilde;es pensava. <br />Cultivando o Sol, o pasto verde, o ar de uma tarde indolente,<br />De uma primavera plena de luz.<br />Buscava teu fruto, flor de laranjeira, buscava teus atos potenciais,<br />Imaginava-te, entre espinheiros e urtigas, imp&aacute;vida,<br />A ostentar teus frutos, esperando mais um entardecer. <br />Que bela essa esta&ccedil;&atilde;o, laranjeira, em que tuas flores renascem,<br />Prevendo frutos e cores sem fim. <br />Perdi longas tardes, laranjeira, reparando nas urtigas e no pasto verde,<br />Percebendo o quanto de minha paisagem n&atilde;o se resumia a ti. <br />Pode uma paisagem ser uma quimera?<br />De todos os olhares, sou aquele que encontrou o teu olhar. <br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		22/08/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Se você soubesse quanto você significa na minha vida]]></title>
  <pubDate>12/08/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/21684</link>
  <description><![CDATA[<h4>Se você soubesse quanto você significa na minha vida</h4>
	<p>
		Se voc&ecirc; soubesse quanto voc&ecirc; significa na minha vida,<br />Muitas perguntas silenciariam. <br />Por que nada melhor que a quietude,<br />O silenciamento,<br />Para perceber o amor que completa e resplandece. <br />Perdoe-me,<br />Sou presun&ccedil;oso. <br />Nada mais sou que mortal.<br />Mas, pergunto-me, para que s&atilde;o as flores?<br />No mais, continuo abrindo porteiras.<br />Percebo-me nos campos, dilacerados.<br />N&atilde;o me encontro no &oacute;dio.<br />Sou mais as velhas pitangueiras.<br />Um al&ocirc; de casa.<br />Um bater de palmas.<br />Uma invernada.<br />Uma geada.<br />Um n&atilde;o mais ser que o ser que existe dentro de n&oacute;s.<br />Ajoelho-me e pe&ccedil;o a Deus.<br />Sempre.<br />Que me perdoe, minha falta.<br />E, que acima de tudo, perceba meu esfor&ccedil;o,<br />Minha luta,<br />De pensar o mundo<br />Como parte de um grande ser.	</p>
	<p>
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		12/08/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[NUNCA AOS DOMINGOS]]></title>
  <pubDate>20/05/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/19766</link>
  <description><![CDATA[<h4>NUNCA AOS DOMINGOS</h4>
	<p>
		Nunca aos domingos, meu amor, te ver assim, cara triste, destino já traçado, nem sempre livre. <br />Nunca aos domingos, meu único amor, te sentir assim, perto de mim, e tão distante.<br />Como se o mundo não fosse tão grande, e nem tão importante, e o meu amor fosse como satélite, que circula em tua volta, amor, em órbita, eqüidistante.<br />Nunca aos domingos, meu grande amor, te perceber assim, maldita, tramando desditas, enquanto sorrindo, na sala, servem um mate amargo de nossas vidas.<br />Nunca aos domingos, amor da minha vida, te encontrar assim, prostrada, com o olhar fixando nada, sem ânimo, sem forças, recolhendo mágoas do mundo, esvaindo-se aos poucos, entre minhas mãos, trêmulas e contritas.<br />Nunca aos domingos, esquecer de aquecer teu leito macio, meu doce amor, porque em você todas as promessas se cumprem, porque você é minha e eu sou teu, porque te levo no meu coração, no detalhe de meu coração, Love me Tender.<br />Nunca aos domingos, secreto amor, sem te ver na janela, de casa, a me esperar, com chá, no sofá da sala, para amar e ser amada. <br />Nunca aos domingos, amor eterno, sem te ver dançar Sirtaki, como Anthony Quinn, na dança de Zorba<br />Vamos girl, vamos lá, teu nome é estrela, e o teu céu, se confunde com o meu e se chama eternidade. <br />	</p>
	<p>
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		20/05/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Peço espaço para a vida]]></title>
  <pubDate>26/04/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/19057</link>
  <description><![CDATA[<h4>Peço espaço para a vida</h4>
	<p>
		Pe&ccedil;o espa&ccedil;o para a vida.<br />N&atilde;o a vida, assim, como se fosse o mar...<br />Quero mais.<br />Quero a estrada de <span lang="EN-US" style="">Dorothy</span> e o M&aacute;gico de <span lang="EN-US" style="">Oz</span>.<br />Pela estrada fora, de Chapeuzinho Vermelho. <br />Quero a gentileza das flores.<br />Os navios de Ulisses e a espera da esposa eterna.<br />Quero o instante em que Homero percebeu que era um bardo. <br />Espero a gentileza de Cagliostro, ao acariciar sua mulher.<br />Quero, sempre, a Mar&iacute;lia, de Dirceu.<br />N&atilde;o quero morrer, como Romeu.<br />Trilhar, no infinito, a dan&ccedil;a dos corpos.<br />Reeducar, sempre, a doutrina insofism&aacute;vel.<br />Decerto, compreendo a pureza das horas.<br />Meu padre eterno, j&aacute; dormiu, de cansado, sem perceber,<br />Que, ao seu lado, mexicano, dormia, padre amaro.<br />Amante, teu semblante &eacute; preocupado.<br />Teu amor valer&aacute; mais que Dom Juan?<br />Mergulho, sem d&oacute;, na estrela mais escura.<br />Abro todas as portas, que n&atilde;o s&atilde;o para mim.<br />Meu corpo j&aacute; n&atilde;o existe, e meus &aacute;tomos,<br />Compuseram com outras id&eacute;ias, n&atilde;o t&atilde;o importantes. <br />Transformei-me em uma esp&eacute;cie de aut&ocirc;mato.<br />Li em espanhol, em ingl&ecirc;s, em s&acirc;nscrito, que o amor acabou, na Terra.<br />Juntei um pouco de lixo, que atrapalhava meu andar.<br />Chorei, um pouco, assim como quem n&atilde;o tem motivo.<br />Orei, e pedi a Deus, que voc&ecirc; nunca esquecesse de mim.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		26/04/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Desse teu bouquet de rosas]]></title>
  <pubDate>12/04/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/18675</link>
  <description><![CDATA[<h4>Desse teu bouquet de rosas</h4>
	<p>
		Observo preocupa&ccedil;&otilde;es, comigo, sonhos,<br />Passaste na florista e recomendaste rosas vermelhas,<br />Envolvidas por papel de seda. <br />Eram oito horas, manh&atilde;.<br />Passaste noite inteira, pensando comigo,<br />Em como poderias agradar,<br />E dizer quanto combinavas comigo. <br />Releste, mais uma vez, tr&ecirc;s passos de Pierre Weil.<br />Encontraste todos os animais, em ti e em mim, correspondentes. <br />Horas de medita&ccedil;&atilde;o percebendo &oacute;bvio.<br />&nbsp;<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		12/04/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Do mundo]]></title>
  <pubDate>28/03/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/18141</link>
  <description><![CDATA[<h4>Do mundo</h4>
	<p>
		Do mundo, do mar,<br />Seca l&aacute;grima, pano ch&atilde;o encardido,<br />Amarelecido gosto sal.<br />Esfregar pensamentos, vida,<br />Limpar tudo, eu, n&oacute;s,<br />Divaga&ccedil;&atilde;o, navega&ccedil;&atilde;o,<br />Hosp&iacute;cio, queda,<br />Degenera&ccedil;&atilde;o, regenera&ccedil;&atilde;o.<br />Buscar Aisha que caiu, feito Pequeno Pr&iacute;ncipe,<br /><span lang="ES-TRAD" style="">Le Petit </span><span lang="FR" style="">Prince</span><span lang="ES-TRAD" style="">, </span><span lang="FR" style="">Antoine</span><span lang="ES-TRAD" style=""> de Saint-</span><span lang="FR" style="">Exup&eacute;ry</span>,</span><br />Da ladeira estrelada da noite e do c&eacute;u<br />Intui&ccedil;&atilde;o avisa, trabalho n&atilde;o acabou,<br />Limpar suor, testa, no avesso do avesso de m&atilde;o trocada,<br />Escuto, sem ajuda de ostras,<br />Espuma das ondas encosta-se nos cabelos, docemente,<br />Trazida, vento, sopra sobre face,<br />Irresist&iacute;vel!<br />Contemplo horizonte, mesmice, beleza esvanecente,<br />Novidade ancestral recolhida h&aacute;bitos de dia,<br />Aquelas tardes insond&aacute;veis de Am&eacute;rica Latina, amer&iacute;ndia,<br />Entre Gabriel Garc&iacute;a M&aacute;rquez e Miguel de Unamuno y Jugo, </span><br />Niebla de ma&ntilde;anita,<span style="">&nbsp; </span>madrugadita, </span><br />Despu&eacute;s crepusculito de estrella incandescente </span><br />Nome teu ficou na tecedura das horas, tran&ccedil;ar solit&aacute;ria alma,<br />Aten&ccedil;&atilde;o detalhes flor, rosa musgosa, amor, quatro gotas de rosa marroquina.<br />Paci&ecirc;ncia do tran&ccedil;ado dos lados, dos teus e dos meus, rom&acirc;ntico abra&ccedil;o,<br />A dedica&ccedil;&atilde;o, exclusividade, sonho, acordado.<br />Acordar!<br />Quem ditou isso para alma?<br />Volto, absorto, limpar ch&atilde;o cada dia,<br />Grande navio, pequena vida,<br />Deus escutar&aacute;?<br />Olha... Sujeira... Pronto... Acabou lida...<br />Rel&oacute;gio bolso esquerdo camisa,<br />Cora&ccedil;&atilde;o despenca alturas,<br />Aperto cora&ccedil;&atilde;o... Acabou...<br />Bra&ccedil;o direito adormeceu.<br />Reviraram-se os olhos.<br />Corpo cai, o pano cai, Alighieri cai.<span style="">&nbsp; </span><br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		28/03/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Homens Cansados]]></title>
  <pubDate>15/03/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/17780</link>
  <description><![CDATA[<h4>Homens Cansados</h4>
	<p>
		Marcello de Beltrand e Cl&aacute;udio Boucinha</p><p>Os homens cansados<br />De tanta injusti&ccedil;a<br />Cansados da vida<br />Resolvem chorar</p><p>O choro &eacute; sofrido<br />Tal qual um ranhido<br />Da &aacute;guia maldita<br />Que s&oacute; quer voar.</p><p>Os homens cansados<br />De tanto sofrer<br />Cansados dos sonhos<br />Resolvem lutar</p><p>A luta &eacute; vibrante<br />No seio da Hist&oacute;ria<br />Que aos pobres carrega<br />Buscando a vit&oacute;ria.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		15/03/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Restos de Carnaval]]></title>
  <pubDate>28/02/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/17389</link>
  <description><![CDATA[<h4>Restos de Carnaval</h4>
	<p>
		Sobrou o confete guardado no arm&aacute;rio, para o pr&oacute;ximo carnaval.<br />Ficou a alegria do carnavalesco, agitando os corpos, famintos, de amor e de alimento.<br />O ci&uacute;me do namorado da passista, e o esfor&ccedil;o do casal porta-estandarte ficaram.<br />A sand&aacute;lia velha, de guerra, ressuscitou. Tamb&eacute;m aquela garrafa pl&aacute;stica, com nome em ingl&ecirc;s, serviu.<br />O embalo do samba, o passo mais precioso, o corpo desafiando o espa&ccedil;o, a mulher, lembran&ccedil;a.<br />Ficou tuas pernas lindas, tua fantasia vermelha, tuas plumas, teu jeito e tua graciosidade.<br />Ficaram todos os transversais e seus temas, e todos os desrespeitos.<br />As correrias, a pol&iacute;cia, seus autom&oacute;veis velocistas.<br />E um rapaz, dominado, com seus bra&ccedil;os enviesados, e seu rosto prostrado no ch&atilde;o do cambur&atilde;o.  Uma sirene.<br />Aquela corda poder&aacute; separar meu espa&ccedil;o, da escola que passa?<br />Piso na corda e digo, sou mais importante que essa corda.<br />O prefeito se ilumina, sou um estranho nesse mundo de artistas. Ou ser&aacute; que n&atilde;o?<br />Rei Momo, de longe, lembra suas origens rebeldes, e est&aacute; mais preocupado com suas colegas sambistas.<br />Qual meu enredo? Qual ser&aacute; meu &uacute;ltimo? Qual ser&aacute; o &uacute;ltimo dia de minha vida?<br />Pergunto-me: Morrerei numa cama, qualquer, antro de prostitutas, reclamando Adelaide de minha vida, como fazia o tribuno da na&ccedil;&atilde;o repentina e sua voz vociferante, falando dez idiomas, incompreens&iacute;veis, embora entre judeus entusiasmados?<br />Ou minha morte ser&aacute; atroz, num banco de pra&ccedil;a, pela gratuidade da noite de carnaval?<br />Serei eu, serei tu? Pergunto-me.<br />Haver&aacute; tempo de te amar?<br />Respondo: Meu tema &eacute; o mesmo de Pigmali&atilde;o, e voc&ecirc;, uma est&aacute;tua que n&atilde;o quer falar.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		28/02/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[COMO VOCÊ FICOU MUDA]]></title>
  <pubDate>23/02/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/17266</link>
  <description><![CDATA[<h4>COMO VOCÊ FICOU MUDA</h4>
	<p>
		Como você ficou muda, de minha mudez transcendo,<br />como um meteoro, que cai, surpreendente, e arrasa tudo.<br />Não sou, de nem um maneira, o que constrói, o mundo,<br />sou um mero observador.<br />Mas, perante ti, minha lindeza,<br />sou um perna de pau, alquebrante, <br />procurando um terreno seguro.<br />sou um espaço, escolhido, no terreno de Deus,<br />sou eu, e meu território, insofismável,<br />perco-me, na doçura das horas,<br />e no teu ensaio de carnaval,<br />conto, todos os dias, quando te verei de novo,<br />e, acima de tudo, quanto posso te falar de ti.<br />Existe, um fascínio da imagem, e das promessas não cumpridas. Serei eu? Serei tu? Meus apaziguadores, todos os dias, tiram a água de todas as cantinas.<br />Meu espaço, teu espaço, até o fim de meus dias.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		23/02/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Depois de tudo]]></title>
  <pubDate>12/02/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/17055</link>
  <description><![CDATA[<h4>Depois de tudo</h4>
	<p>
		Depois de tudo, posso escrever assim,<br />&Eacute; um pouco de mim, quase nada, o que espero de mim e de ti.<br />Sorvo o caminhar das horas, almejo todos os rel&oacute;gios.<br />Espero, cada dia, por ti.<br />N&atilde;o sei se sou lim&atilde;o, ou tremendo abacaxi.<br />Sou somente eu, e minhas tristes horas, esperando por ti.<br />De meu &acirc;mago, desprendo as horas, desapego tudo,<br />Mando para o inferno, a tortura das horas,<br />Desapego-me do mundo, e flutuo,<br />Assim, como se n&atilde;o houvesse peso, mat&eacute;ria, pensamento.<br />De onde estou, querida, tu n&atilde;o me v&ecirc;s.<br />Mas te vejo, nas pr&iacute;scas<span style="">&nbsp; </span>horas.<br />Serei sempre teu acompanhante, em todas as horas,<br />Serei teu pr&iacute;ncipe e teu inferno,<br />Serei tudo,<br />S&oacute; n&atilde;o serei o que esperas de mim,<br />M&aacute;quina, respondendo tudo,<br />Assim, como se o mar batesse sempre, com suas ondas,<br />N&atilde;o &eacute; verdade,<br />O mar s&oacute; bate em mim,<br />Porque esqueci de te dizer, que, quando voc&ecirc; pensa que est&aacute; na frente,<br />Estou eu, de armadura, invis&iacute;vel,<br />Protegendo-te, sempre, amada de meu cora&ccedil;&atilde;o.<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		12/02/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Ela]]></title>
  <pubDate>19/01/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/16643</link>
  <description><![CDATA[<h4>Ela</h4>
	<p>
		Ela, a despeda&ccedil;ar-se, no palco, incontinente,<br />Raz&atilde;o de si mesma e algo mais. <br />Ensaiando passos de bal&eacute; e teatro,<br />Em gestos que remontam ao nascimento do primeiro sol,<br />Cantava o canto de Elis Regina, &Eacute;rika Rodrigues, Edith Piaf,<br />Maysa, Dalva de Oliveira.<br />&nbsp;<br />Mas, n&atilde;o era, exatamente, um palco: era ch&atilde;o gelado de um bar de esquina. <br />E, a plat&eacute;ia, colecionava os vazios de cada dia,<br />Traduzindo as can&ccedil;&otilde;es como bem queria, afinal, o que &eacute; a m&uacute;sica?<br />Misturando desejos e ego&iacute;smos, em cada amanhecer e em cada p&ocirc;r-do-sol. <br />Mercadejando sentimentos, entre olhares toques e condescend&ecirc;ncias.<br />Distribuindo delicadezas de Frankenstein.<br />&nbsp;<br />Cantava nas ruas, Edith Piaf, Edson Cordeiro.<br />Eram tantas camas, brancas, alvas, de um orfanato. <br />E uma s&oacute; &Eacute;rika Rodrigues. <br />S&atilde;o Paulo ganhou Elis Regina e nem sabe. <br />&nbsp;<br />O que se pode fazer, pela arte, pela vida?<br />Do que um artista pode viver s&oacute;, al&eacute;m da sobreviv&ecirc;ncia?<br />&nbsp;<br />A algo de estranho, no universo, que nos faz viver, o bom combate.<br />Nem s&oacute; de flor-de-lis, fundam-se os mist&eacute;rios. <br />Jos&eacute; Perches Enr&iacute;quez, no seu secreto eterno, The Eternal Secret,<br />Escreveu Maria Beth&acirc;nia, bem antes. <br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;	</p>
	<p>
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		19/01/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Nos caminhos que andam]]></title>
  <pubDate>17/01/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/16606</link>
  <description><![CDATA[<h4>Nos caminhos que andam</h4>
	<p>
		Nos caminhos que andam, voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute;.<br />Descontinuidades, certezas, animalidades, prestezas,<br />Uma descoberta, e j&aacute; n&atilde;o te amo mais. <br />Outra descoberta e n&atilde;o te esque&ccedil;o nunca mais. <br />&nbsp;<br />Naquela sala de visitas, tu e ele, sentados,<br />Lado a lado, e eu a julgar improp&eacute;rios.<br />Tua paix&atilde;o me ignora, e eu, sofro,<br />Esquecido de mim viaja, a procura de algo, que nem sei. <br />&nbsp;<br />Sou como teu abajur, esquecido,<br />Num canto da sala, assim.<br />Dorme a noite, no anoitecer,<br />Enobrece teus sentidos, mas n&atilde;o os meus.<br />&nbsp;<br />Dobrei a esquina, e fui, como se vai mar adentro.<br />Na dobrada da esquina, fiquei.<br />&nbsp;<br />Teu olhar, na janela, foi definidor.<br />Com quem olhar o horizonte, j&aacute; escolhestes.<br />Cabe a mim, reles mortal, esquecer as sombras.<br />&nbsp;<br />Neste teu olhar, apaziguador, contempla o futuro, e muito mais.<br />Minha paix&atilde;o &eacute; mais minha do que tua, e vou seguindo assim.<br />&nbsp;<br />Esque&ccedil;o de mim, de ti, do universo, me ausento.<br />De momento, pe&ccedil;o folga para Deus.<br />Esque&ccedil;a-me, por favor, na quinta avenida, na avenida paulista, na avenida sete,<br />Na avenida Augusta, em todas as avenidas, esque&ccedil;a-me.<br />&nbsp;<br />Existe algo de podre em mim, que nem eu ag&uuml;ento.<br />&Eacute; um tal de t&eacute;dio, um sem fim, que n&atilde;o se acaba mais.<br />Mistura tudo, m&uacute;sculos e alma, e v&ecirc;,<br />Um pequeno monstro foi feito, e n&atilde;o tem volta. <br />&nbsp;<br />Vou assim, perdido numa estrada, em Portugal,<br />Caminho, sem temer a morte, assim.<br />Dois passos, e j&aacute; estou l&aacute;.<br />Mais dois passos, e j&aacute; n&atilde;o encontro mais. <br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		17/01/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[O amor indiscriminado]]></title>
  <pubDate>08/01/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/16434</link>
  <description><![CDATA[<h4>O amor indiscriminado</h4>
	<p>
		O amor indiscriminado &eacute; como as estrelas, como os corais,<br />Como o amor das algas, j&aacute; dizia chiang Sing,<br />S&atilde;o como as cores, os sons, e as ondas do mar do sol,<br />O amor indiscriminado, em sua falta de identidade,<br />Ama indiscriminadamente, a todos, por igual.<br />&nbsp;<br />Existe alguma baixeza, nisso? Algo inferior ou desarm&ocirc;nico?<br />Algo bestial, ou transversal?<br />S&atilde;o teus olhos, consci&ecirc;ncias, que ainda n&atilde;o chegaste l&aacute;, e talvez n&atilde;o chegar&aacute;. <br />&nbsp;<br />Quem poder&aacute; considerar a for&ccedil;a das &aacute;guas, do mar, do arco-&iacute;ris?<br />Quais s&atilde;o os planetas, a n&atilde;o ser energias em potencial?<br />Quais s&atilde;o os meteoros, os loucos, o acaso, o &eacute;brio, o abismo e a fossa abissal?<br />E estas nuvens de gafanhotos, que se transformam em batatas fritas, num contexto de fome e de mis&eacute;ria?<br />Todas essas energias coletivas, que dilaceram a terra, numa verdadeira ind&uacute;stria, numa antropofagia inconsciente,<br />Em que beneficiamos o p&oacute; da terra, como se fosse a cousa mais importante do mundo?<br />&nbsp;<br />Valha-me o portugu&ecirc;s, para interpretar os sonhos do homem, e da mulher.<br />Para falar do n&atilde;o-mundo, n&atilde;o existem palavras: S&oacute; o esquecimento, o dormir e o n&atilde;o-acordar. <br />&nbsp;<br />Esquecer-me de mim, de ti, a separa&ccedil;&atilde;o, o vazio, o isolamento volunt&aacute;rio, a imensid&atilde;o do mar.<br />&nbsp;<br />Entre eu e voc&ecirc;, o espa&ccedil;o sideral. <br />&nbsp;<br />Ficar&aacute;s, assim, como estrela da vida inteira, a maneira de Manuel Bandeira,<br />No espa&ccedil;o entre o apartamento e a queda, com Ana Cristina Cezar,<br />De cataclismos em cataclismos, encontramos a Indon&eacute;sia, o Ceil&atilde;o, os Mestres e seus guardi&otilde;es.<br />&nbsp;<br />Encontramos o Brasil, como flor de l&oacute;tus do Egito e da &Iacute;ndia, como rosa musgosa, alcachofra, flor de cravo portugu&ecirc;s.<br />&nbsp;<br />De ti, guardarei as p&eacute;talas, desprezadas, da rosa que teima em resistir, num copo d&rsquo;&aacute;gua,<br />Num apartamento qualquer, no Rio de Janeiro, ou em Macei&oacute;, ou em Montevid&eacute;u,<br />S&atilde;o Paulo, eu estou l&aacute;. <br />&nbsp;<br />De mim, n&atilde;o esperes passado, tradi&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria.<br />&nbsp;<br />Esperes, apenas, um adeus, numa esta&ccedil;&atilde;o de estrada de ferro, em Kentucky.<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;<br />&nbsp;	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		08/01/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Palavras não são somente palavras]]></title>
  <pubDate>04/01/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/16381</link>
  <description><![CDATA[<h4>Palavras não são somente palavras</h4>
	<p>
		Palavras n&atilde;o s&atilde;o somente palavras.<br />S&atilde;o sentimentos, emo&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o mist&eacute;rios.<br />Porta-retratos na beira da cama ou no arm&aacute;rio da sala,<br />Em sol maior, ou quem sabe, em mi menor, mas tem um tom.<br />Palavras, n&atilde;o s&atilde;o como letras distribu&iacute;das numa folha qualquer,<br />De um livro qualquer.<br />S&atilde;o p&aacute;ginas de vida, de uma hist&oacute;ria de vida, e muito mais. <br />Ali&aacute;s, o que s&atilde;o palavras, em si mesmas, a n&atilde;o ser um mero sussurrar?<br />Digo uma, duas palavras, n&atilde;o param de tagarelar.<br />S&atilde;o como vis&otilde;es midi&aacute;ticas, que n&atilde;o dizem nada, embora queiram dizer,<br />Ou possam sugerir, at&eacute; mesmo, outras coisas, inesperadas, inexpressivas, dilacerantes,<br />Inconclusivas, pedantes, despretensiosas, leg&iacute;timas ou n&atilde;o. <br />Palavras, que dou sentido. <br />Palavras que, no in&iacute;cio, eram palavras,<br />Mas viraram gritos. <br />De minha paix&atilde;o,<br />Vou guardar as palavras, somente. 	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		04/01/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Para C.]]></title>
  <pubDate>21/12/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/16161</link>
  <description><![CDATA[<h4>Para C.</h4>
	<p>
		Nos restolhos da vida, encontrei centelha de mim,<br />Que teima amar,<br />Como se carnes podres houvesse sentimento e prazer.<br />Sangra boca,<br />Ossos estão quebrados,<br />Olhos já não sabem mais o que é linha horizonte, céu e mar.<br />Prostrado, desprotegido, na banheira cotidiana,<br />Depois dos esgotos e da ira de Charlotte Corday.<br />Estágios da transição, órgãos funcionam,<br />Embora contrariado,<br />Pedaços de mim suspiram vida, por ti,<br />All that jazz, Show deve continuar, então…<br />Quantos passos até negociação e a condescendência?<br />Pedaço de mim, dilacerado, entre Chico Buarque e outro,<br />Procura álibi, entre Djavan e outro?<br />Por que, natureza, suspira tua mortalha?<br />Qual espelho procurar, se não resta nada para reagir?<br />Converso, com quiabos, sobre Deus. <br />Lua transversa, noite estrelada, teima em surgir. <br />Os espíritos estão a viajar.<br />Bay, bay, tristeza; encontro outro lugar. <br />Noite alta, sorrindo,<br />Vou indo, assim, pensando em mim,<br />Vou estrada a fora, sozinho,<br />Contemplando noite e caminhos, carmesins,<br />Acompanhando sombras dos mourões das estradas,<br />Que repetem, um a um, dois a dois, três a três. <br />Pela estrada, que é terra, noite alta, vou assim. <br />Meu coração sangra, pois te deixei, não vou te encontrar, no fim. <br />Passo a passo, num alabastro, encontrado num deserto sem fim,<br />Perto da cidade do Cairo, entre açucenas e jasmins,<br />Escrevo teu nome, e pronuncio mil vezes, e guardo assim,<br />Mas você não está aqui.<br />Estou apenas eu, como sempre estive, desde que nasci.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		21/12/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Para K.]]></title>
  <pubDate>07/12/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/15929</link>
  <description><![CDATA[<h4>Para K.</h4>
	<p>
		alma, do cora&ccedil;&atilde;o, fa&ccedil;o um pedido, comovido,<br />quem me dera absorver tua cultura e tua paix&atilde;o.<br />Mais f&aacute;cil esquecer, no cotidiano, o teu valor, <br />e em si mesmo pensar, que de ti, s&oacute; levo flores, l&aacute;grimas, e um passo a mais, na marcha do mundo,<br />n&atilde;o me chamo raimundo, raimunda, <br />nem mesmo Drumond, Cort&aacute;zar, Borges, Miranda, <br />sou apenas eu, robespierre,<br />que ensandecido, matei milh&otilde;es, <br />e cumpro, todas as tardes,<br />o dever do espelho, <br />pois encontro, sempre, aqueles que vivem do lixo,<br />e me descubro, e me desvelo, s&oacute;.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		07/12/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Sapatos vermelhos]]></title>
  <pubDate>25/11/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/15673</link>
  <description><![CDATA[<h4>Sapatos vermelhos</h4>
	<p>
		Sapatos vermelhos, so fine.<br />I&rsquo;am sorry, girl, n&atilde;o estou hoje, para ningu&eacute;m. <br />Apenas eu e Marilyn, e sapatos vermelhos. <br />Completa lucidez do que sou, do que &eacute;s. <br />Inteiros, completos, nus. <br />Nudez evidente.<br />Canto, como se fosse te encontrar na dobrada da esquina.<br />Meu canto &eacute; acalanto, &eacute; dormir nas pedras de Moon River. <br />River of no return, return, return.<br />E n&atilde;o retorno.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		25/11/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Para K.]]></title>
  <pubDate>23/11/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/15621</link>
  <description><![CDATA[<h4>Para K.</h4>
	<p>
		Todos os días pensamos, sobre o valor das cosas.<br />Por hora, pensamos nas cosas antiguas.<br />No que faz de Montevideano, Montevideano.<br />de Instabul, Instanbul.<br />Falo de piedras e de permanencia.<br />do que importa.<br />Ciertamente, Carolina, no sé piedra.<br />Mas sé amor, permanencia,<br />eternidades, continuidades, persistencia,<br />de amor, vigilancia,<br />totalidad, marmorosa,<br />amores, petrificaciones,<br />insolvencias.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		23/11/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Eu te bebo]]></title>
  <pubDate>09/09/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/14067</link>
  <description><![CDATA[<h4>Eu te bebo</h4>
	<p>
		Eu te bebo, gole a gole, tristeza.<br />Esparramando-me no céu.<br />Sem rumo, a deriva, em todos os oceanos, navego.<br />Jogado, entre as ondas, feito soldadinho de chumbo,<br />Em campos de centeio, minha pandorga oscilar.<br />Pedaço de mim, como foi bom te encontrar. <br />Pablo Milanés, e desvanecimento.<br />Em cada passo, que te procuro, Yolanda,<br />São meus aís, meus gritos e meus sussurros,<br />Levados em cada onda do mar.<br />Ah! Se eu pudesse juntar todas as tristezas do mundo, todas as sombras,<br />Darkness, e feito um instrumento de cordas, transcender, ultrapassar, <br />Ir para outro lugar, uma passagem,<br />Esgotar, tudo e a todos, e melhorar, e as tristezas todas,<br />As tristezas tristes, transmutar.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		09/09/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[PRIMEIRAS LETRAS]]></title>
  <pubDate>11/08/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/13493</link>
  <description><![CDATA[<h4>PRIMEIRAS LETRAS</h4>
	<p>
		Primeiras letras, de uma florzinha,<br />São como as cores verdes, amarela, azulzinhas,<br />Não esta à venda. <br />Não podem ser compradas.<br />De nenhuma maneira. <br />Aí estão seus pais e sua família,<br />Que, do seu jardim, esperam,<br />Que nenhuma florzinha seja perdida,<br />Como as primeiras letras,<br />De uma florzinha,<br />Que jamais serão esquecidas.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		11/08/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[eu e você]]></title>
  <pubDate>05/08/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/13367</link>
  <description><![CDATA[<h4>eu e você</h4>
	<p>
		eu e você <br />Eis que hoje não te encontrei, em gota gotas.<br />um nuvem passou, chorei, e pensei em você, inutilmente. <br />por que tanta emoção? Por que jorrar torrentes de paixão?<br />é meu coração alado, dragão, que precisa, de ti, inutilmente, <br />de ti, paixão, e teus desenganos, de sempre.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		05/08/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Subi o Morro]]></title>
  <pubDate>02/08/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/13320</link>
  <description><![CDATA[<h4>Subi o Morro</h4>
	<p>
		Subi morro, fui até onde ele permitiu,<br />Para encontrar vida, no meio do lixo,<br />fazendo lavagem para porcos, tantos vinténs,<br />numa cadeia comercial em que porcos estão<br />num nível mais que humano.<br />Morando casebre, favela, dois por dois,<br />Sustentava filhos e mais.<br />sol, tarde, Santa Maria da Boca do Monte,<br />caminhávamos rumo ao nada,<br />Procurando tudo, em nome de causa, pouco clara,<br />confusão mentes e corpos. <br />revolução, sorte, morte, vida,<br />Procurávamos a nós mesmos e nós estávamos ali. <br />pensamentos trocados, eis que falasses,<br />marca indelével, lembrança:<br />Tu que, perdida, lixo, jamais suspeitaria, que fosse voraz leitora, livros.<br />catava, lixo, culturas. <br />Quem olhares, meio, miséria, livros.<br />proletariado esquecido, não revolucionário,<br />nem treinado estava, fábrica, capitalismo, trabalho,<br />tu, anônima, almas perdidas, confins da Terra, do nada e do lixo,<br />Quem construiu, consciência, idéia, o sol nasce para todos, na Espanha e aqui,<br />se os sinos dobram, para comunistas espanhóis,<br />mais dobra para ti, anônima, miserável de Santa Maria da Boca do Monte,<br />onde pensava encontrar miséria e sofrimento,<br />Encontrou-se pessoa que compartilhava, como qualquer,<br />fome dos livros e do saber e mais,<br />fome de humanidade.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		02/08/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Nesta Tarde]]></title>
  <pubDate>01/06/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/12071</link>
  <description><![CDATA[<h4>Nesta Tarde</h4>
	<p>
		Nesta tarde, meus olhos procuraram por ti, em todos os lugares.<br />Procurei a bela da tarde, os olhos que dá pânico sonhar, os locais mais desencontrados.<br />Encontrei viciados de todos os tipos e prostitutas para todos os gostos<br />Visitei a torpe humana, em seus desalinhos, encontrei espíritos.<br />Fiquei frente a frente com o mal, e fugi, incólume, como um covarde assumido. <br />Deixei minha espada, por ora. Para que falar dela?<br />Das minhas mãos, que sangram, dos meus pecados, devo falar de carícias?<br />Dos meus sonhos, antevisões, quem quer saber?<br />Sinto-me o último dos homens, mas, não sou o último.<br />Fui aos mais distantes espaços, e quanto mais me aproximava da saída, mais construções apareciam do nada. <br />Era tal qual uma prisão, que se ampliava, na amplidão, no infinito e dela não havia escapatória. <br />Era uma prisão sofisticada, porque cerebral, mental, como num sono profundo, induzido, pelos mais forte ópio, morfina, haxixe, e tudo mais. <br />E, compreendi, o significado do sonho: Éramos prisioneiros de nós mesmos. <br />E, tal como construímos imensas prisões, Carandiru, para encerrar humanos,<br />Estávamos, e não sabíamos, em prisões gigantescas, incompreensíveis para nós pecadores.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		01/06/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Lá]]></title>
  <pubDate>21/03/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10564</link>
  <description><![CDATA[<h4>Lá</h4>
	<p>
		Lá, interior de Portugal, em que casas se ajuntam,<br />E que  história se confunde com  pessoas e  gentes.<br />Onde  guru pensaria mil vezes<br />Em pisar tal solo sagrado.<br />Lá, onde canta a cotovia,<br />Nos olivais, <br />Por viver numa quinta ,<br />Lá, aonde meus sentimentos não chegam,<br />Estará você, árvore preferida,<br />A desencantar impropérios, pelo fato,<br />De ter chegado atrasado, e ter faltado ao nosso último encontro.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		21/03/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Talvez]]></title>
  <pubDate>04/03/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10232</link>
  <description><![CDATA[<h4>Talvez</h4>
	<p>
		Talvez, esperar mais um pouco, ainda algo por ver, talvez escutar.<br />Juízo final pode esperar mais um pouco,<br />Peso, feito pluma, certamente não vai passar na balança de Osíris.<br />Navegarei, barca de Tarsis, e o  Hades. <br />O mal, em satisfação e felicidade, briga, todo o tempo, com a necessidade e liberdade.  <br />Companheiros de navegar, talvez precisem de assistência.<br />Empurrãozinho, quem sabe, para a vida.<br />Ainda não esgotei tudo, espero.<br />Embora pão e  liberdade, preço e  dimensão,  profundidade, distância, <br />À maneira de Ferreira Gullar, pouco importa, agora. <br />Ainda temos  Ira!<br />Nas tardes vazias, em São Paulo, em São Sebastião de Bagé.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		04/03/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[ATAHUALPA YUPANQUI]]></title>
  <pubDate>19/02/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10005</link>
  <description><![CDATA[<h4>ATAHUALPA YUPANQUI</h4>
	<p>
		Horizonte, caballo, cielo añil,<br />Mi rancho, puerta abierta, sosiega, <br />Poso, sombra de cinamomo, e sol<br />Bien venidos, los gauchos,<br />Ondee estibar un guitarro<br />E un guapo,<br />Estará también, Atahualpa Yupanqui, el payador.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		19/02/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Pra você compreender o quanto te amo]]></title>
  <pubDate>03/02/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/9723</link>
  <description><![CDATA[<h4>Pra você compreender o quanto te amo</h4>
	<p>
		Você, compreender quanto amo, mandaria poesia e-mail,<br />Embora amor louco, irracional, desmesurado, imaterial, <br />De mim, do que de ti, palavras confusas, recados apressados, <br />Leituras rápidas e risadas febris, <br />Vamos, levando a vida, assim, tu e eu, entre recados vis. <br />Saudade que arrebenta,<br />Não dito que risca, rasga,  por dentro,<br />Afago não teve, mãos e lábios anseio <br />Minha mão, braços, assim, corpo e alma, <br />Espectro e sombra, dois amantes, dois suspiros desencontrados,<br />Tu e eu, nenhum instante. </p><p>Eu, decadência insana, floreio vidas paralelas, poderosas, <br />Vidas perfeitas, enamoradas, belas,<br />Esqueço, humano, simples mortal, nada mais, fagulha acesa,<br />príncipe destronado, animal bípede, átomo casual, <br />atitude febril e estúpida,  ser, apenas, isso, ser<br />Augusto dos Anjos e esquecer.</p><p>Acordo, mañana, perante ossos e esqueleto,<br />Enfrente, aonde vão meus olhos, além de horizontes e o sem fim. <br />Percepção, difusão de múltiplos sons<br />Ouvido calado, silencioso, silente. <br />Caminho em frente, marcha ancestral, como se nada houvesse para lembrar. <br />Apenas sulcos na areia, como dizia Antônio Machado?<br />Pernas, braços, corpo, coração<br />Pouco mais de inspiração.</p><p>Percebo, realidade, que sou só<br />grito, sentado,  estranho rochedo, inferno de Dante ou de Milton, <br />Quem sabe, nas luzes e sombras, iluminações, Gustave Doré.</p><p>Quem, alma de outro mundo,<br />Questionar deuses, destino.<br />A mim, não foi dado amar, nessa vida <br />E nem conhecerei verdadeiro amor, jamais. </p><p>A mim, direito de viver e de responder crimes.<br />Lembra, vida que mendigasse sentimento das pessoas, meio do barro e da sujeira?<br />Outra, morreu pela espada da justiça?<br />Morreste incendiada em  própria, e pobre, tenda, que te serviu  de mortalha?<br />Lembra, rosto desfigurado, mostro de nascença, fera para  humanos, morreste sob faina de porretes e pedradas?<br />Árvores pressentiram sofrimento e te socorreram nas folhas. </p><p>Mundo não é sofrimento, também vinho e mel. <br />Busco o  norte,<br />impávida figura, que, na minha frente, <br />Máscaras e traições, buscam, comigo, soletrar um sobrenome de morte.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		03/02/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[PARA SIMONE]]></title>
  <pubDate>24/01/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/9546</link>
  <description><![CDATA[<h4>PARA SIMONE</h4>
	<p>
		Já me acostumei com  sobras de mim, <br />Já me consolei e não vou olhar mais<br />Nunca mais te olhar, não ver teu olhar, <br />Não te ver mais.<br />Esquecer teu desalento em me ver,<br />Na tua frente.<br />Não incomodar mais, nunca mais.<br />Aliás,  dias te olharam, e te conheceram?<br />Ao passado, e apagar memória de você. <br />E passaremos, ruas, como dois estranhos. <br />Please, não se encante comigo, de novo,<br />Não me espreite, assim, por trás do nada, <br />como quem não quer <br />Não recomece, please.<br />Jogue a toalha. Desatina. <br />Essa história de destino e tudo mais.<br />Agora, prefiro essa saudade furtiva, <br />de uma lágrima furtiva, que, disfarçadamente, limpei com o dorso da mão,<br />Num dia de chuva torrencial, naquela perdida esquina, <br />Em que sentei, esperei<br />E esperei,desesperadamente esperei,<br />Que você  olhasse, mais uma vez,<br />Pela última vez, me olhasse,  e tudo fosse assim.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		24/01/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Lembra]]></title>
  <pubDate>20/01/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/9493</link>
  <description><![CDATA[<h4>Lembra</h4>
	<p>
		Lembra, disse que teus olhos eram lindos, e tudo mais.<br />Lindas, tuas sobrancelhas, bem delineadas. <br />Você, perguntou-me o porquê, pois não entendia muita bem<br />essa lindeza.<br />Ah! Perguntas, tantas perguntas!<br />Teus olhos, amendoados, grandes, deslumbramento e  castanhos, expressam tua alma, e, julgo, <br />desconhecida de ti mesmo.<br />E que sou, tu, eles?<br />Falei de valores, em que valores você acreditava, e pensava comigo mesmo que a gente não conhece as pessoas, de nenhuma maneira.<br />Posso estar com uma psicótica e nem sei.<br />Por que sempre intelectualizo tudo? <br />Você falou que não entendia bem isso.<br />E quem entende alguma coisa desse mundo?<br />Falou de alguém, de um passado recente, <br />Oh! Deus, a tristeza do Adeus!<br />que preferiu outra, <br />de um passado mais remoto.<br />Onde está o amor, jurado antes, por 8 meses?<br />Onde estão as palavras, que foram ditas?<br />Lembro do distanciamento que falavas, do que havia acontecido,  que durou dois meses, essa crise. <br />No início, vacilavas em me contar.<br />Por que contar, por que rememorar, de que adianta?<br />Na nossa caminhada, pelas ruas, caminhávamos passos largos, rápidos, <br />com pressa de chegar.<br />Eram 22:00 h. <br />Você disse: basta uma vez.<br />Disse eu: basta uma vez.<br />Concordávamos.<br />Mas isso era tudo e faltava muito mais.<br />No outro dia, fugias de meu olhar.<br />Escondida por trás das pessoas, de canto de olho. <br />Não querias ver, nem me olhar.<br />E eu, desesperado, feito trovador da Idade Média, <br />Recolhi-me em meu romantismo mórbido e ultrapassado.<br />De que adianta dizer o que se pensa e dizer que se ama?<br />Existe o outro, a outra, e essa pode não querer ser amada.<br />O coração, porque dói tanto teu sofrer?	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		20/01/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Bad girl]]></title>
  <pubDate>17/01/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/9459</link>
  <description><![CDATA[<h4>Bad girl</h4>
	<p>
		Bad girl, &eacute; nome, vida&nbsp; perdida,<br />Perdi&ccedil;&atilde;o sentimentos, pensamento pernas.<br />cheque em branco para mundo. S&oacute; sentimento. <br />Estrado &eacute; &uacute;ltimo corredor do clube.<br />Entre vidra&ccedil;as, percorro mundos.<br />Quanta vezes, estuprada?<br />Qual verdade do mundo?<br />ber&ccedil;o de nas&ccedil;en&ccedil;a?<br />Quem, assinar&aacute; o aceite?<br />Qual bola negra?<br />Nos mais altos castelos, sofrimento.<br />Perante intelig&ecirc;ncia do mundo, sucumbir.<br />Quem, estrela das horas?<br />Por qual caminho passara, prostituta dos ricos&nbsp; e pobres?<br />No mais,sil&ecirc;ncio. <br />Pergunta sobre a certeza das horas;<br />O que t&ecirc;m comum, Borges, Rulfo, Cortazar, Pedro Almod&oacute;var?<br />sangue vertido na areia, passo lento, areias de Acapulco,  <br />India Muerta do Uruguay, <br />mar sem fim das sand&aacute;lias do mundo, <br />do pescador de homens, <br />e um cem mais de viol&otilde;es numa noite de serena.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		17/01/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Sabe]]></title>
  <pubDate>23/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/9002</link>
  <description><![CDATA[<h4>Sabe</h4>
	<p>
		Sabe, aquela janela quebrada, aquela porta aberta, <br />Aqueles cacos, ali, jogados no chão, <br />Partes de janela, partes de mim?<br />Coração exposto, que batia na mão?<br />Sabe, aquele sangue que jorrava?<br />Era eu e Poesia<br />Que dançávamos, solitos, com a Vida,<br />Esperando<br />Sentido, sentimento, caminho, fórmula, panacéia, remédio, compaixão.<br />Deve haver um!<br />Para coração despedaçado, destroçado, <br />Que precisa ir em frente<br />Sustentando <br />Pernas desobedientes e dormentes<br />De quem está aprendendo  andar pela primeira vez<br />E, desesperadamente,<br />Procura ver, <br />Por traz da última nuvem, <br />do último pôr-do-sol,<br />Do último dia de nossas vidas.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		23/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Teresa de Todos]]></title>
  <pubDate>16/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8877</link>
  <description><![CDATA[<h4>Teresa de Todos</h4>
	<p>
		Vai, Teresa, deixa essas vestes<br />Para ser tu mesma,<br />Ser de luz, imponderável.</p><p>Rompe com todos os dogmas do corpo<br />E prova todo o sabor do hidromel, o verdadeiro soma,<br />E bebe toda a verdade e a <br />Vida, de uma só vez.</p><p>Retorna para o ventre materno<br />De Deus e resgata tudo aquilo<br />Que era, até então, reminiscências.</p><p>Depois da travessia, navegante do rio das águas perdidas,<br />Reintegra a alma no seu<br />Leito original, regenera,<br />Brilha, nas noites de inverno,<br />Bem no alto, para que<br />Seja<br />Mais lindo nosso fim de dia,<br />Como a estrela da vida inteira,<br />De Manuel Bandeira.</p><p>Teresa que, não foi Maria,<br />Foi Teresa, Teresa Not,<br />Teresa de todos nós.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		16/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Garota]]></title>
  <pubDate>05/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8650</link>
  <description><![CDATA[<h4>Garota</h4>
	<p>
		Garota, anseios são outros.<br />Embora  coxas roliças e  peitos descobertos<br />Não quero corpo nu, <br />pelo menos, por enquanto. <br />Por favor, não  me tenhas por nada.<br />É que não sou aquele que deve fazer  tal serviço, trabalho, ofício<br />Que pretendes.<br />Por favor, perdoa-me  naturalismo da cena.<br />Desculpe se invejo  maldita carne de Aluízio de Azevedo<br />Se te vejo como  prostituta na cama<br />Pronta a esperar o que  pedes. <br />Laranja chupada e ... <br />Jogado fora. <br />Penso mais no depois, cena após, naquele instante<br />Em que, pausadas  paixões, perguntamos a nós mesmos<br />O que estamos fazendo<br />Ali.<br />Poderá incauto perguntar: Mas  que interessa isso tudo?<br />Afinal, vais comer ou não?<br />Procura-se um dicionário para fazer amor?<br />¿Que quieres, hombre?<br />¿Do que sientes hambre, de que voluntad  disfrutare siente?<br />¿Qué se pasa?<br />Que imbricações entre filosofia e amor procuras?<br />As razões do amor são desrazões. <br />Melhor seria ter te comido e te fazer sofrer.<br />Ter feito promessas para não cumprir. <br />Fazer-te gemer e tremer, estremecer.<br />Sentir tuas unhas rasgarem minhas costas, na hora do amor, no abraço, te  desvirginar. <br />Pedir-te um beijo e dizer que te amo, mais uma vez. <br />Mentir e mentir e depois, sair.<br />Com teu cheiro em minha boca e em minhas narinas<br />Os lençóis e <br />Lá na frente, a consciência, a inconsciência,<br />A fidelidade ...<br />Jogado fora, <br />Casamento e as promessas de altar,<br />Por uma noite apenas e nada mais,<br />O gosto amargo da traição<br />A consciência pesada, o arrependimento, a dúvida,<br />A certeza que foi tudo em vão<br />O desejo saciado e nada mais<br />O futuro atirado para cima<br />E o passado que não vai<br />Eu e minha solidão,<br />Sem ti, sem mim, sem ela, sem tudo. <br />O sentido de tudo se perdeu<br />Recolho-me, ensimesmado,<br />Por que fui fazer aquilo?<br />Quem é este outro que tira férias enquanto eu trabalho?<br />Nesse desencontro geral. <br />Eu, dividido,<br />Eu, psicose,<br />Eu, que converso comigo mesmo, e brigo<br />Eu, que não sou mais eu<br />Fico quietinho e espero o tempo<br />Passar...<br />Quem sabe ninguém me encontra e <br />Fico escondidinho<br />Assim, não preciso ter dúvida, atroz,<br />Não me preocupar<br />Simplesmente esquecer, não lembrar, <br />É como você não existisse nunca tivesse<br />Sou apenas eu a navegar<br />Nesse navio em alto mar<br />Nautonnier<br />Que vai para lugar nenhum e <br />Vem de lugar nenhum<br />Simplesmente a navegar<br />Enfrentar altas ondas, mergulhar<br />Morrer.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		05/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Vá ao cinema e deixe seu cérebro]]></title>
  <pubDate>05/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8649</link>
  <description><![CDATA[<h4>Vá ao cinema e deixe seu cérebro</h4>
	<p>
		Vá ao cinema e deixe seu cérebro<br />Sem o primeiro gole, uma dose<br />A primeira tragada, a garfada primeira<br />A aposta, a primeira cartada.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		05/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[La Niña Bonita del Bagé e un General argentino llamado Alvear.]]></title>
  <pubDate>02/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8538</link>
  <description><![CDATA[<h4>La Niña Bonita del Bagé e un General argentino llamado Alvear.</h4>
	<p>
		La lluvia caía, toda abajo, toda lluvia del cielo,<br />Tres días de lluvia e dos mas<br />La lluvia adentraba por los osos, por la carne<br />Traspasaba cualquiera voluntad de enfrentar el enemigo. <br />Los brasileños estaban en el  Icabaquã/camaquã, esperando, esperando. <br />Guardados por tigres, cerros, matas.<br />necesario una nueva estrategia, para que vejen las praderías, <br />Nuestras espadas e nuestras caballadas.<br />La ventaja es brasileña, por hora, <br />Pero, luego será revertida. <br />Por un instante, me ausento do mundo que me acerca,<br />E procuro en las brasileñas una hermosa joven<br />Para consolar mi corazón. <br />Es tan dulce la pasión,<br />Es tan distante mi tierra,<br />El general en jefe con una “niña bonita” <br />Esta es mi tierra, que se partan  los brasileños<br />Que nos otros somos de acá. <br />¿Pero, que acontece con nuestra caballada?<br />¿Que se pasa con nuestros caballos?<br />No aguantaban ni una legua casi...<br />Carecía de herraduras... ¿abandonarlos?<br />Un caballo por hombre<br />La Cuchilla Grande, al norte de Mbayê/Bagé,<br />Las cabeceras  del Río Negro.<br />En la mañana del 26  de enero de 1827.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		02/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Pela Primeira Vez]]></title>
  <pubDate>27/11/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8439</link>
  <description><![CDATA[<h4>Pela Primeira Vez</h4>
	<p>
		Pela primeira vez, o medo<br />Os girassóis da Rússia.<br />Compulsão de meretriz<br />Travessuras de triângulos<br />Torrentes que se encontram num lugar comum<br />Minha pequena pradaria americana<br />Povoada por selvagens búfalos	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		27/11/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Para Elis]]></title>
  <pubDate>25/11/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8411</link>
  <description><![CDATA[<h4>Para Elis</h4>
	<p>
		Voz não é arma.<br />Nem bala.<br />Mesmo assim,<br />Dispara e fere,<br />Interfere,<br />no vôo livre das borboletas azuis.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/claudioantunesboucinha" title="Biografia do Poeta: Claudio Antunes Boucinha"><b>Claudio Antunes Boucinha</b></a>

			
		25/11/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Claudio Antunes Boucinha]]></author>
  </item>
</rdf:RDF>