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        <title>Site de Poesias</title>
        <link>https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet</link>
        <description>O Site de Poesias é um centro de poemas, de alguma forma, significativos; seja pelo conteúdo, pela métrica, pelas rimas... Mas principalmente pelos sentimentos que a boa poesia evoca na alma: tristeza, alegria, saudade, felicidade, amor, Deus. Porque escrever é uma arte: é traduzir o intraduzível!</description>
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        <title>Site de Poesias</title>
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          <title>O eterno instante</title>
          <pubDate>11/01/2013</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/90443-o-eterno-instante</link>
          <description><h4>O eterno instante</h4><p><![CDATA[<br />tudo t&atilde;o... ... ... distante <br /> e-tudo-t&atilde;o-pr&oacute;ximo.<br /> como um espelho que reflete o mesmo<br /> formando ent&atilde;o dois;<br /> como uma divis&oacute;ria numa sala que reparte e separa,<br /> que prepara novos dias no vi&ccedil;o da pele enrugada,<br /> que, rememorando um tesouro extirpado,<br /> ainda o vive, sem nostalgia (e se propaga<br /> conquanto pare&ccedil;a imposs&iacute;vel!)<br /> porque vivo fica - e vivifica! -<br /> cada vez mais enquanto escrevo e compreendo<br /> e claro se torna, e se tonifica<br /> enquanto penso nas atitudes confusas,<br /> nos sentidos bagun&ccedil;ados, <br /> na empiria n&atilde;o confi&aacute;vel,<br /> na insist&ecirc;ncia de meus erros,<br /> que para mim foram minhas escolhas mais certas,<br /> que foram as decis&otilde;es mais acertadas<br /> que, com as palavras que eu n&atilde;o disse,<br /> marcaram-me como as palavras mais am&aacute;veis;<br /> palavras que ficaram em pensamento<br /> e que eu guardei com zelo, para mim,<br /> s&oacute; para mim,<br /> e que de mim sai e volta continuamente,<br /> como se se pudesse enxergar o que se sente,<br /> vendo de fora, como cartas erradas<br /> que voltam ao mesmo remetente,<br /> como o eco que te diz <br /> o que se bem acaba de dizer,<br /> como o burbulhar da &aacute;gua num rio,<br /> que se revolve com o atirar de um simples galho<br /> e que logo volta &agrave; sua forma e movimentos iniciais;<br /> como todos os momentos que assim tamb&eacute;m parecem ser:<br /> simples como um vai e vem cont&iacute;nuo,<br /> simples como as palavras sinceras de um lamento,<br /> simples e intensos como o primeiro e inocente beijo,<br /> desgastantes e sem raz&atilde;o como o in&uacute;til &uacute;ltimo beijo,<br /> que in&uacute;til por n&atilde;o se saber o &uacute;ltimo,<br /> mas que ainda valioso, gracioso,<br /> pois enquanto existir vida,<br /> e enquanto existir o sol,<br /> e enquanto persistir a chuva,<br /> e enquanto existir o fogo,<br /> e enquanto existir voc&ecirc;,<br /> e enquanto eu me perseguir,<br /> introspectivamente,<br /> ao lado da exist&ecirc;ncia desses momentos,<br /> momentos meus,<br /> que me tornam ref&eacute;m de meus pr&oacute;prios pensamentos,<br /> sei que &eacute; imposs&iacute;vel ignorar,<br /> que n&atilde;o posso viver<br /> sem pensar<br /> sen&atilde;o em <br /> voc&ecirc; -<br /> ao menos por um instante,<br /> ainda que no &iacute;ntimo nada mais importe, <br /> tamb&eacute;m por um instante:<br /> momentos que v&ecirc;m,<br /> instantes que v&atilde;o,<br /> e que param num olhar de sil&ecirc;ncio<br /> ou suspiro lac&ocirc;nico<br /> que diz tudo isso que <br /> se pensou <br /> se sentiu<br /> mas sem...<br /> precisar dizer.<br />]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />11/01/2013</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Amor Fati</title>
          <pubDate>05/12/2012</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/89517-amor-fati</link>
          <description><h4>Amor Fati</h4><p><![CDATA[<br />marca-passo nas marcas do passado,<br />no presente marca os passos do seu cora&ccedil;&atilde;o:<br />com pecados pintados em branco insosso,<br />transparente,<br />v&ecirc; da janela de sua vida a ambi&ccedil;&atilde;o...<br />por seus instantes.<br />toma ela novamente o ar, <br />repetindo o ontem, alegremente<br />soltando o f&ocirc;lego,<br />como se corresse pelos campos el&iacute;seos<br />repleto em verde-oliva - reflexo...<br />porque para ela tanto faz a cor das flores <br />quando no sorriso o sol reflete<br />a viol&ecirc;ncia do encanto de sua pr&oacute;pria luz<br />vagalume irradiante em c&eacute;us vazios<br />que brilha perdidamente em seu horizonte particular!<br />extasiada e t&atilde;o pequena,<br />ah, pequenina!<br />em seu mundo, vasto mundo, mundinho!<br />dan&ccedil;a a louca dan&ccedil;a -<br />quem tu &eacute;s? pergunta quem te olha.<br />e a liberdade &eacute; ela,<br />ela mesma, feminina.<br />t&atilde;o menina que se entrega<br />porque sabe que &eacute; mais nobre deixar-se abater<br />pelo vento que se tem, <br />que lhe bate e toca a face<br />do que pelo namoro de dias futuros<br />vindouros, t&atilde;o perfeitos e ideais que nunca v&ecirc;m,<br />dias de paquera, <br />que poderia ter mas n&atilde;o tem.<br />n&atilde;o, nunca tem. <br />entao canta, sem parar de correr.<br />e sem notar que continua a sorrir<br />de t&atilde;o perdida que est&aacute; <br />em sua estranha alegria.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />05/12/2012</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
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          <title>Eu poderia falar de amor</title>
          <pubDate>07/11/2012</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/88778-eu-poderia-falar-de-amor</link>
          <description><h4>Eu poderia falar de amor</h4><p><![CDATA[inf&acirc;ncia e bondade <br />de m&atilde;os dadas ante<br />o pelot&atilde;o de fuzilamento - ela nem nota<br />as rugas da velhice<br />embotecidas pelo <br />amargo do tempo - ela nem nota<br />a linha de chegada &eacute; o mesmo ponto<br />de partida, traz de novo <br />o arrepio e novos ventos - ela n&atilde;o nota<br />suspiros de dor em sorriso<br />met&aacute;lico, alegria cordial<br />e felicidade for&ccedil;ada, mudan&ccedil;a<br />de cena e novos lamentos - ela n&atilde;o nota<br />ela n&atilde;o nota que ela demora<br />que j&aacute; n&atilde;o denota beijo de amor<br />cuspe e amargor<br />o belo &eacute; o doente que corta<br />pureza que se corta, fotos em<br />re&nbsp; <br />&nbsp; cor <br />&nbsp;te , farelos e migalhas <br />no ch&atilde;o, sentimentos <br />como<br />pap&eacute;is<br />picados <br />cinzas fora do cinzeiro<br />encardindo nossos passos<br />eu poderia falar de amor<br />eu poderia... eu poderia simular<br />simular o que foi &quot;n&oacute;s&quot;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />07/11/2012</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
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          <title>Ode à preguiça...</title>
          <pubDate>25/12/2011</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/79725-ode-a-preguica</link>
          <description><h4>Ode à preguiça...</h4><p><![CDATA[&quot;Ode &agrave; pregui&ccedil;a...&quot;</p><p>Mas cara! Que pregui&ccedil;a qu'eu t&ocirc;!<br />Sentado, bufando <br />Morgado em tarde de sol<br />...</span> Calado, deitado, repito<br />&quot;Que parado qu'eu sou!&quot;</p><p>Repara: &Eacute; na flauta da vida qu'eu v&ocirc;<br />Tranquilo, molengo<br />Babando em meio ao len&ccedil;ol<br />Te pego, seguro, e te digo<br />&quot;Te para, que o sol n&atilde;o passou&quot;<br /></span>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />25/12/2011</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
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          <title>Encharcado de vermelho</title>
          <pubDate>11/07/2011</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/74433-encharcado-de-vermelho</link>
          <description><h4>Encharcado de vermelho</h4><p><![CDATA[do centro do teu universo <br />estalo teu cora&ccedil;&atilde;o e corro<br />para novamente feito um corvo<br />grasnar no alto sozinho -<br />e &eacute; ainda por versos estes<br />que logo eu! eu, t&atilde;o logo seu!<br />me aque&ccedil;o em teu sol e morro<br />na plena busca pelo conforto<br />de perecer pelo sangrento caminho <br />sorrindo ante tua inseguran&ccedil;a<br />(brindando o caminho tortuoso <br />enquanto eles acreditam que o amor pode salvar.)]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />11/07/2011</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Passos e rastros</title>
          <pubDate>07/06/2011</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/73021-passos-e-rastros</link>
          <description><h4>Passos e rastros</h4><p><![CDATA[nos passos que deixam<br />seus rastros secretos<br />mantendo entre-aberto<br />seus tra&ccedil;os de amor<br />nos passos que fecham<br />caminhos passados<br />e abrem retratos<br />que busco um valor</p><p>nos passos a dois <br />que completam o vazio<br />que ent&atilde;o fantasio<br />do sol ao nascer<br />que trago o agora<br />e postergo o depois<br />vivendo na hora<br />viver-florescer</p><p>em desejo e ideal<br />eu sigo em alerta<br />com a cara aberta<br />pro que der e vier<br />mas quero pureza<br />n&atilde;o quero o banal<br />n&atilde;o quero o postal<br />de uma vida qualquer</p><p>&nbsp;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />07/06/2011</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
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          <title>9:13</title>
          <pubDate>05/06/2011</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/72973-9-13</link>
          <description><h4>9:13</h4><p><![CDATA[logo<br />cessa<br />todo<br />o tormento</p><p>cedo<br />chega<br />todo<br />sofrimento</p><p>a gargalhada da ang&uacute;stia<br />agitando-se pelos cantos<br />n&atilde;o da aspereza vir&aacute;<br />meu t&atilde;o c&iacute;nico encanto</p><p>um sorriso na mem&oacute;ria<br />e atos de improviso<br />numa hist&oacute;ria de boatos<br />sonhos no cora&ccedil;&atilde;o<br />e sonhos que se esvaem<br />desatando os la&ccedil;os<br />flertando atos desmedidos<br />louvando a incerteza<br />ainda sem palavras<br />somente olhando - sem olhar</p><p>sem um olhar<br />s&atilde;o gestos que ficam<br />no namoro das curvas<br />de um gatilho - estardalha&ccedil;o<br />que o sil&ecirc;ncio embaralha:<br />o meu vermelho no branco<br />a plenitude do esp&iacute;rito<br />na eterna caminhada<br />e ent&atilde;o dono do destino <br />e capit&atilde;o de minha alma]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />05/06/2011</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>O último suspiro (antes do declínio)</title>
          <pubDate>19/04/2011</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/71050-o-ultimo-suspiro-antes-do-declinio</link>
          <description><h4>O último suspiro (antes do declínio)</h4><p><![CDATA[&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tu! Que nunca existiu enquanto semente<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fincou tua raiz, lan&ccedil;ando fora o medo<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mesclando &agrave; paix&atilde;o os segredos da mente<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trazendo suas notas ainda bem cedo<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao canto j&aacute; feito em outra inst&acirc;ncia<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Depois renovado em tal circunst&acirc;ncia<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Num lirismo sem asas, permane&ccedil;o</p><p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nu! E com a gra&ccedil;a que a vergonha alcan&ccedil;a<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Entre solu&ccedil;os, dan&ccedil;o em certa calma<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; No limiar entre o desespero e a esperan&ccedil;a<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ante um olhar que me transvalora a alma<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Busco um milagre t&atilde;o presente em mim<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; T&atilde;o esquecido e vago no teu mudo sim<br />&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que no &uacute;ltimo suspiro, me enalte&ccedil;o]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />19/04/2011</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Razões que a razão desconhece</title>
          <pubDate>21/01/2011</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/67028-razoes-que-a-razao-desconhece</link>
          <description><h4>Razões que a razão desconhece</h4><p><![CDATA[<strong><strong>S</strong>&atilde;o tantas as formas de se <br /> <strong>O</strong>rnamentar um simples poema<br /> <strong>P</strong>ara que se mostre com toda luz<br /> <strong>H</strong>ilariante, formando graciosamente<br /> <strong>I</strong>nda em cada curto verso teu<br /> <strong>A</strong>doce lembran&ccedil;a de um nome<br /> <br /> <strong>E</strong> nada mais que isso, que<br /> <strong>L</strong>embro - ainda que blasfema! - do<br /> <strong>I</strong>nebriante n&atilde;o-pensar que me conduz<br /> <strong>Z</strong>elosa - em prosa - e estranhamente<br /> <strong>A</strong>o mesmo grande labirinto meu:<br /> - Tanto amei que nunca some!</strong>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />21/01/2011</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Espelho</title>
          <pubDate>28/10/2010</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/63741-espelho</link>
          <description><h4>Espelho</h4><p><![CDATA[&nbsp;<br />Jovem eu pensava a cada segundo<br />Que a vida depois seria sem sorte<br />Que nada restava sen&atilde;o minha morte<br />Viver todos dias um t&eacute;dio profundo</p><p>Agora crescido mudei meu pensar<br />Fiz meus cinquenta, n&atilde;o fiz vinte e cinco<br />Minha vida &eacute; repleta das coisas que sinto<br />E n&atilde;o de momentos que h&atilde;o de passar</p><p>Bem sei que beleza s&oacute; pode ser hino<br />Tem alma, tem gra&ccedil;a, &eacute; ternura presente<br />&Eacute; aquilo que trago no cora&ccedil;&atilde;o</p><p>E o espelho reflete meu rosto menino<br />Que inda mais velho est&aacute; bem contente<br />Sorrindo tal arte de vida-can&ccedil;&atilde;o]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />28/10/2010</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
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          <title>O canto do cisne</title>
          <pubDate>12/09/2010</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/61931-o-canto-do-cisne</link>
          <description><h4>O canto do cisne</h4><p><![CDATA[	<br />	         </p><p><br />logo<br />cessa<br />todo<br />o tormento<br />&nbsp;<br />cedo<br />chega<br />todo<br />sofrimento</p><p>o riso da tristeza<br />revolvendo-se pelos cantos<br />n&atilde;o da aspereza<br />vir&aacute; meu t&atilde;o c&iacute;nico encanto<br />&nbsp;<br />um sorriso <br />na mem&oacute;ria<br />e atos de improviso<br />numa hist&oacute;ria de boatos<br />sonhos no cora&ccedil;&atilde;o <br />e sonhos que se esvaem<br />flertando atos desmedidos <br />louvando toda incerteza<br />ainda sem palavras<br />somente olhando<br />sem um olhar...<br />gestos que ficam<br />nas curvas d'um gatilho:<br />estardalha&ccedil;o<br />e o sil&ecirc;ncio<br />o meu vermelho no branco<br />a plenitude do esp&iacute;rito<br />e o meu sono eterno</p><p>&nbsp;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />12/09/2010</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
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          <title>Não, não tem</title>
          <pubDate>31/03/2010</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/55958-nao-nao-tem</link>
          <description><h4>Não, não tem</h4><p><![CDATA[Isso que escrevo n&atilde;o tem a pretens&atilde;o de ser belo<br />Nem almeja tocar,  ser lido ou comentado<br />N&atilde;o visa um beletrismo est&eacute;tico<br />N&atilde;o quer  simular alguns detalhes, nem maquiar outros tais<br />N&atilde;o tem a pretens&atilde;o  de dizer coisas novas<br />N&atilde;o tem a miss&atilde;o ordin&aacute;ria de ficar na mesmice<br />N&atilde;o  tem a ambi&ccedil;&atilde;o de dizer um eterno adeus<br />Nem objetiva dizer que algo  mudou<br />Ou que tudo permaneceu como antes<br />Que tanto fez como tanto  faz<br />N&atilde;o busca falar com entrelinhas<br />N&atilde;o trata de falar com  palavras<br />N&atilde;o tem o desejo de soar diferente<br />Nem a vontade de  permanecer igual<br />Usando essa justificativa sem dire&ccedil;&atilde;o<br />Ali&aacute;s, isso  tamb&eacute;m n&atilde;o tem car&aacute;ter apelativo<br />Aqui n&atilde;o se procura se fazer  entendido<br />N&atilde;o intenta conservar nem criar<br />Isso os senhores  provavelmente n&atilde;o entendem<br />Que assim seja, pois eu entendo<br />Minhas  palavras nem sempre exprimem<br />Uma verossimilhan&ccedil;a de sentimento ou  dever<br />Assim<br />Qualquer coisa aqui j&aacute; escrita<br />Que os senhores se  identificaram<br />Que os senhores acharam bonito<br />Que lhes fizeram  olhar com desd&eacute;m<br />Que lhes fizeram imaginar<br />Que lhes fazem pensar<br />N&atilde;o  tinha nem nunca teve<br />Alguma pretens&atilde;o<br />Toda essa merda n&atilde;o busca  um sentido<br />Ou, melhor dizendo, n&atilde;o tem sentido algum<br />N&atilde;o, n&atilde;o tem</p><p>(Sua  poesia marginal me persegue<br />Sua falsa beleza tamb&eacute;m<br />Sua melodia  em perfeito fonema<br />Adormecida em sentidos<br />Introspectiva-me:  introspectivo<br />Grito mudo, em sil&ecirc;ncio<br />N&atilde;o, n&atilde;o! Oh Deus, que eu  quero dizer?<br />N&atilde;o, n&atilde;o... o que eu quero dizer<br />Eu vou dizer com um  gesto: n&atilde;o, eu n&atilde;o vou)]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />31/03/2010</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>O beijo final</title>
          <pubDate>17/10/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/49850-o-beijo-final</link>
          <description><h4>O beijo final</h4><p><![CDATA[Beijo velhas palavras<br />Com suspiros de suprema orat&oacute;ria<br />Olhando no pr&oacute;prio rosto e vendo Deus em velcro<br />De alguma forma aben&ccedil;oando toda a poeira<br />Que se esconde na queda do amor em desgra&ccedil;a<br />E nos passos r&iacute;tmicos da dor<br />No pavor da Gra&ccedil;a sem gra&ccedil;a de cada dia</p><p>Mordo e beijo novas palavras<br />Como brinquedo novo nas m&atilde;os de uma crian&ccedil;a<br />Deformada pelo sufocamento da eterna promessa<br />E seduzida por votos sensatos<br />Uma dedu&ccedil;&atilde;o mais do que perfeita:<br />Somos todos c&uacute;mplices do mesmo mart&iacute;rio<br />Amantes solenes de um grandioso papel</p><p>Agora beije-me, tirando peda&ccedil;os<br />Como em do&ccedil;ura selvagem<br />Na promiscuidade de uma beleza infame<br />Que se autoproclama no enegrecimento alheio<br />De folhas ca&iacute;das e sujas<br />Na dan&ccedil;a final<br />De uma vida moment&acirc;nea e incessante</p><p>Escreva-me em teu beijo<br />Ao som de um piano qualquer...<br />Ao som de um piano qualquer...<br />Que Dona Tristessa requer...]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />17/10/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Confiar é, por vezes, abandonar</title>
          <pubDate>05/10/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/49430-confiar-e-por-vezes-abandonar</link>
          <description><h4>Confiar é, por vezes, abandonar</h4><p><![CDATA[Ambos os gritos ecoaram ao mesmo tempo e tudo desapareceu em meio &agrave; fuma&ccedil;a. Fuma&ccedil;a amarga e sufocante, onde se arrastavam, com gemidos fracos e surdos, todo o amor e a esperan&ccedil;a. Toda a confian&ccedil;a.</p><p>Quando tudo se dissipou, viram-se ambos os lados combatentes aturdidos, mas sempre nos mesmos lugares, tornando a carregar as armas em sil&ecirc;ncio in&uacute;til.</p><p>De repente ouviu-se uma voz forte que dizia:<br />- Isolem-se! &Eacute; melhor se isolar! <br />Todos se voltaram para o lado de onde vinha a voz.<br />Nada existe de mais terr&iacute;vel que esse tipo de exorta&ccedil;&atilde;o.</p><p>Contudo existe um espet&aacute;culo maior que qualquer emo&ccedil;&atilde;o:<br />&eacute; o interior de uma alma, amiga de tudo que &eacute; terno, fraco, solit&aacute;rio.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />05/10/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>O deleite extravagante</title>
          <pubDate>05/10/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/49429-o-deleite-extravagante</link>
          <description><h4>O deleite extravagante</h4><p><![CDATA[O que gosto est&aacute; distante<br />O que detesto est&aacute; presente<br />O que quero &eacute; agoniante<br />E o que evito &eacute; o que me sente</p><p>O que sei &eacute; flutuante<br />O que desconhe&ccedil;o, onipresente<br />O que pulsa d&oacute;i bastante<br />E o que pensa s&oacute; pressente</p><p>Meu futuro &eacute; hesitante<br />Meu passado &eacute; r&eacute;u-presente</p><p>O que sinto n&atilde;o tem nome<br />Nome que quero &eacute; inexistente]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />05/10/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Confetes</title>
          <pubDate>03/08/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/46568-confetes</link>
          <description><h4>Confetes</h4><p><![CDATA[Tudo o que voc&ecirc; &eacute;...<br />Tudo o que voc&ecirc; &eacute;...<br />Est&aacute; nas &uacute;ltimas p&aacute;ginas (que foram arrancadas)</p><p>Mas voc&ecirc; se sente livre<br />Como uma mosca presa &agrave; uma sopa<br />&Eacute; como se voc&ecirc; nunca tivesse tido asas.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />03/08/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>O riso e o risível</title>
          <pubDate>03/08/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/46567-o-riso-e-o-risivel</link>
          <description><h4>O riso e o risível</h4><p><![CDATA[Eu escuto a minha voz e ela ecoa como sinos de um ver&atilde;o<br />Que at&eacute; pudesse fazer Deus ao menos gargalhar mais uma vez<br />Ou beijar o Sol sem limites ou freios...</p><p>Porque cada tempo tem o seu prazer e a sua dor<br />E &eacute; preciso deixar que eles escorram por entre n&oacute;s</p><p>Agora escuto novamente minha velha voz,<br />Lan&ccedil;ando um novo olhar sobre mim, sobre ti,<br />Despertando desta manh&atilde;, olhando para uma nova e looonga rodovia]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />03/08/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Distimia</title>
          <pubDate>03/08/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/46566-distimia</link>
          <description><h4>Distimia</h4><p><![CDATA[Preso com arame nos pulsos<br />Sedado aos olhos dos estabelecidos <br />Perdendo o sinal da transmiss&atilde;o</p><p>Sentindo o gosto da corda que sufoca<br />Face &agrave; terna indiferen&ccedil;a que criara<br />Vive (sur)realidade com drinques fantasiosos</p><p>Alto e baixo<br />Altos e baixos, baixo<br />Alto, altos e baixos, baixo<br />Altos e baixos</p><p>At&eacute;  o desfecho vir ao teu encontro<br />E &agrave; presen&ccedil;a de teu pobre corpo, o espanto de todos:<br />&quot;Nossa, ele parecia t&atilde;o feliz!&quot;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />03/08/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>... quando cessará meu tormento?</title>
          <pubDate>03/08/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/46565-quando-cessara-meu-tormento</link>
          <description><h4>... quando cessará meu tormento?</h4><p><![CDATA[Beijo velhas palavras<br />Como suspiros de suprema orat&oacute;ria<br />Olhando no pr&oacute;prio rosto e vendo Deus em velcro<br />De alguma forma aben&ccedil;oando toda a poeira<br />Que se esconde na queda do amor em desgra&ccedil;a<br />E nos passos r&iacute;tmicos da dor<br />No pavor da gra&ccedil;a sem gra&ccedil;a de cada dia</p><p>Mordo e beijo novas palavras<br />Como brinquedo novo nas m&atilde;os de uma crian&ccedil;a<br />Deformada pelo sufocamento da eterna promessa<br />E seduzida pelos votos selvagens<br />Logo, h&aacute; de se deduzir assim:<br />Somos todos c&uacute;mplices do mesmo mart&iacute;rio<br />Amantes solenes de um grandioso papel</p><p>Agora, beije-me tirando peda&ccedil;os<br />Como em do&ccedil;ura selvagem<br />Na promiscuidade de uma beleza infame<br />Que se autoproclama no enegrecimento alheio<br />De folhas ca&iacute;das e sujas<br />Na dan&ccedil;a final<br />De uma vida moment&acirc;nea e incessante</p><p>Escreva-me em teu beijo,<br />Ao som de um piano qualquer<br />Eu te amo, ent&atilde;o me mate]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />03/08/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Doce amanhecer</title>
          <pubDate>03/08/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/46564-doce-amanhecer</link>
          <description><h4>Doce amanhecer</h4><p><![CDATA[O in&iacute;cio de tudo, o ponto de partida<br />A silhueta, o recipiente e o conte&uacute;do<br />O relevo das sombras, a nova obsess&atilde;o<br />O desenho de novos amanh&atilde;s:<br />Ela &eacute; a soma de todo o desejo em demasia</p><p>O pilar estruturante, a presen&ccedil;a calmante<br />O tempo que paira inexistente<br />O gracejo do sol, o pulo n&atilde;o hesitante<br />O amor nos sonhos e o despertar das manh&atilde;s:<br />Ela, a evid&ecirc;ncia que brilha no decorrer do dia</p><p>A mais bela personifica&ccedil;&atilde;o do encanto<br />A antecipa&ccedil;&atilde;o de uma vontade que explodia<br />A proclama&ccedil;&atilde;o, ainda por beijos,<br />Da independ&ecirc;ncia por palavras enquanto levanto<br />(Ela e seus beijos...) Ela, meu mais doce bom-dia]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />03/08/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>O rochedo e a bruma</title>
          <pubDate>03/08/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/46563-o-rochedo-e-a-bruma</link>
          <description><h4>O rochedo e a bruma</h4><p><![CDATA[E como bem disse o poeta<br />A esperan&ccedil;a seria a maior das for&ccedil;as humanas<br />Se n&atilde;o existisse o desespero</p><p>Pois as l&aacute;grimas nada justificam<br />Quando o vazio n&atilde;o traz mais vida<br />E a saudade &eacute; nenhum argumento</p><p>Est&aacute; morto: podemos recordar eternamente]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />03/08/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>The non recited poem</title>
          <pubDate>20/04/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/41779-the-non-recited-poem</link>
          <description><h4>The non recited poem</h4><p><![CDATA[&nbsp;<br />Voc&ecirc; pode for&ccedil;ar mas n&atilde;o ir&aacute; se romper<br />Voc&ecirc; pode provar mas n&atilde;o ir&aacute; saborear<br />Voc&ecirc; pode quebrar mas n&atilde;o remendar<br />Voc&ecirc; pode se conter e ainda chorar<br />Voc&ecirc; pode caminhar sozinha mas cair&aacute;<br />Voc&ecirc; pode beijar mas vomitar&aacute;<br />Voc&ecirc; pode tocar mas n&atilde;o sentir<br />Voc&ecirc; pode olhar mas n&atilde;o perceber<br />Voc&ecirc; pode mastigar sem engolir<br />Voc&ecirc; pode existir sem viver</p><p>Vestida de todas as formas<br />Sorrindo, combinando com a vergonha<br />O centro das aten&ccedil;&otilde;es num sonho perturbador<br />Voc&ecirc; &eacute; a poesia que ningu&eacute;m recita]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />20/04/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Efeito placebo</title>
          <pubDate>09/04/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/41198-efeito-placebo</link>
          <description><h4>Efeito placebo</h4><p><![CDATA[Eu... bem sei.<br />Tenho em mim todos os miser&aacute;veis aspectos<br />De quem anda mendigando pelas portas todos os afetos<br />Carregando na mem&oacute;ria os nost&aacute;lgicos adeus <br />Dos amores que se foram e dos que ir&atilde;o<br />Misturando toda a verdade com uma tal acusa&ccedil;&atilde;o<br />Paralelo &agrave; humilha&ccedil;&atilde;o sem fim:<br />&quot;Gosta um pouquinho de mim! Gosta um pouquinho de mim...&quot;</p><p>Eu... bem que tentei.<br />Ter o olhar compreensivo de todas as m&atilde;es <br />E herdar dos pais as grandes m&atilde;os <br />E numa simplicidade singular e qualquer<br />Ter um sorriso desinteressado <br />De um escravo que avista a liberdade mas n&atilde;o corre<br />Acreditando, atado, no cintilar golpes do chicote no passado:<br />&quot;Por que n&atilde;o me deixa? Por que voc&ecirc; n&atilde;o me deixa e morre?&quot;</p><p>Agora, deitado, confesso, ao olhar o teto<br />Que s&oacute; do&iacute;a enquanto eu respirava<br />Mas aliviava quand'eu inalava<br />E incomodava-me o quanto meu sorriso soava gentil<br />Quando talvez o que mostrava era profundamente &aacute;cido</p><p>Incomodava-me o quanto meu sorriso soava gentil]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />09/04/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>A Insensatez da Srta. Loucura</title>
          <pubDate>03/04/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/40850-a-insensatez-da-srta-loucura</link>
          <description><h4>A Insensatez da Srta. Loucura</h4><p><![CDATA[&nbsp;<br />Chamam-lhe de louca<br />Apesar de todo o teu tormento<br />E a despeito de tua voz rouca<br />Que carrega incoer&ecirc;ncia em cada momento<br />No &acirc;mago de teu pobre desespero<br />Continuam a lhe chamar de louca!</p><p>Chamam-lhe de louca<br />Mesmo quando notam a tua origem <br />E como numa premissa menor<br />Enxergam no presente o teu passado <br />Que &eacute; o que tens de pior <br />Revelando-lhes pavor e causando-lhes vertigem</p><p>Chamam-lhe de louca<br />Pois confundes amor com uma tal fixa&ccedil;&atilde;o<br />Sendo obrigada a pagar antecipado<br />Num ato desmedido e num cuidado desgra&ccedil;ado<br />Por todo o amor sem cuidado que ficou cego<br />E por todo o zelo sem paix&atilde;o que virou carv&atilde;o</p><p>Abra os olhos de todos eles para a alegoria <br />Transvestida de uma falsa alegria que fora a tua vida<br />Recorte as cicatrizes de suas retinas<br />Recorte-as de suas mem&oacute;rias<br />At&eacute; cair no acostamento, sem destino</p><p>At&eacute; cair no esquecimento<br />Len<br />Ta<br />Men<br />Te]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />03/04/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Tudo que é violento reluz</title>
          <pubDate>06/02/2009</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/38249-tudo-que-e-violento-reluz</link>
          <description><h4>Tudo que é violento reluz</h4><p><![CDATA[Eu ouvi falar de uma beleza insossa<br />Com a alegria colada na parede<br />E gritos permanentes em estado de prontid&atilde;o<br />Ritos de passagem sujos pelos cantos<br />Nas folhas de um outono em domin&oacute;</p><p>Eu ouvi falar de promessas<br />Pintadas de vermelho e preto, como sempre<br />Com gosto de gelo, sem retorno, apenas promessas<br />Como nos dias em que tomo meu calmante<br />E em meu leito de espinhos adorme&ccedil;o em paz.</p><p>Na doen&ccedil;a que me conserva<br />Palavras rufam como tambores militares<br />Em demasiada ritmia...<br />Eu n&atilde;o preciso desse sol monocrom&aacute;tico.<br />Rastejar &eacute; mais c&ocirc;modo que cair e levantar?</p><p>Dos teus pass&aacute;ros que voavam sem dire&ccedil;&atilde;o<br />Eu ouvi tudo isso, dia ap&oacute;s dia<br />Voos errantes com seu eterno prop&oacute;sito<br />Sem ideais, batendo suas asas quebradas.</p><p>Tudo que &eacute; violento reluz:<br />Tudo &eacute; frio e violento... encanta e brilha.<br />E assim encerra-se.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />06/02/2009</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Ah, saudade de mim!</title>
          <pubDate>26/12/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/36910-ah-saudade-de-mim</link>
          <description><h4>Ah, saudade de mim!</h4><p><![CDATA[N&atilde;o vejo meu espelho h&aacute; tanto tempo...</p><p>Que apago apaziguado, deitado nas curvas &agrave; merc&ecirc; dos teus sedentos<br />Novos tempos em que desespero-me na aus&ecirc;ncia sem ci&ecirc;ncia<br />Da saudade que n&atilde;o mata mas arde no relento...</p><p>Sem ter pr'onde correr, corro mesmo sem saber <br />Se posso ter me perdido nos compassos dos teus passos<br />Aceitando, pois, agora atado<br />Percorrer os mesmos tra&ccedil;os deixados com cautela nos abra&ccedil;os...</p><p>Sigo logo o rastro do teu mastro, escuro, vil e cabisbaixo<br />E seguro de minha inseguran&ccedil;a, fujo no abuso de outro ma&ccedil;o<br />Que outrora condenava e que cismava ter perdido o h&aacute;bito l&aacute; no pa&ccedil;o,<br />Templo dos teus amores distantes, secretos e escassos</p><p>Vivo ent&atilde;o nesse abismo calado, cortado, cismado<br />Recriando meus brios, disfa&ccedil;o e disfar&ccedil;o e refa&ccedil;o falsos tons dos meus pr&oacute;prios sons<br />Convidando a vida para brindar o c&aacute;lice que se cala no cinismo <br />Do toque dos meus sinos herdados sem sentidos, sentidos</p><p>Encontrando este novo desespero desencontro-me e vou vivendo<br />Por&eacute;m perdendo-me e vertendo-me no &acirc;mago deste vazio.</p><p>Ah! Que saudade eu tenho de mim<br />Ah! Que saudade de mim, Fausto!]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />26/12/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Clara, claro, Carolina</title>
          <pubDate>26/12/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/36897-clara-claro-carolina</link>
          <description><h4>Clara, claro, Carolina</h4><p><![CDATA[Menina de palavras doces<br />Doces palavras meninas </p><p>Ah, como penso na saudade!<br />Saudade em ti eu penso, na cidade</p><p>Quem e quando, quando? - quem tem, e qu&ecirc; que tem?<br />Eu, meus eus e teus e voc&ecirc; e ningu&eacute;m, mais ningu&eacute;m</p><p>Penso em voc&ecirc;, fico com saudade<br />Saudade em ti eu penso, na cidade</p><p>C&eacute;u azul do seu azul c&eacute;u vivente<br />Eu te amo, hahaha eu te amo, n&atilde;o te amo<br />Te amo, brinco, vivo, e brinco com teu brinco <br />Mexo e remexo e n&atilde;o vivo, respiro e inspiro e vivo e minto<br />E digo at&eacute; mentindo que te amo e te amo de verdade.</p><p>Eu te amo, menina.<br />Olha a lua! A lua &eacute; tua cara, clara<br />Claro, Carolina!<br />&nbsp;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />26/12/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Re-introspectiva</title>
          <pubDate>23/12/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/36811-re-introspectiva</link>
          <description><h4>Re-introspectiva</h4><p><![CDATA[Shhh... escuta bebezinho:</p><p>Qual a cor da fuma&ccedil;a destes tempos<br />Agora que a poeira varreu o brilho dos dias<br />Agora que n&atilde;o h&aacute; nomes para trag&eacute;dias e feitos?</p><p>Esqueceste de acordar para a clarivid&ecirc;ncia do hoje<br />Vivendo eternamente na obscuridade do ontem<br />Para&iacute;so-Inferno deste imaculado estranhamento...</p><p>Perfeitos dias escurecem para al&eacute;m do negro<br />E ainda escoem para o vazio da luz que lhes faltava<br />Nada &eacute; medido pelo seu valor...</p><p>Eu aprendi a drenar minhas l&aacute;grimas<br />Agora, sem maiores idealiza&ccedil;&otilde;es,<br />Eu engulo um dia seco de cada vez...]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />23/12/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>A.S.C.O.</title>
          <pubDate>14/12/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/36508-a-s-c-o</link>
          <description><h4>A.S.C.O.</h4><p><![CDATA[&nbsp;<br />As serpentes criavam ocasi&otilde;es<br />Arrastavam sentidos, completavam &oacute;cios</p><p>Agora seguem cenas ordenadas<br />Agora sentem compaix&otilde;es on&iacute;ricas<br />Alimentam segredos como odes<br />Acariciam seu Cristo opaco</p><p>A.S.C.O.</p><p>As serpentes criavam ocasi&otilde;es<br />Arrastavam sentidos, completavam &oacute;cios</p><p>Agora sacrificam cora&ccedil;&otilde;es ofegantes<br />Asfixiam sensa&ccedil;&otilde;es criando orgasmos<br />Alvejando sonhos, criaturas oculares<br />Assassinando sabiamente c&uacute;pulas e ot&aacute;rios...</p><p>A.S.C.O.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />14/12/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>O último poema experimental</title>
          <pubDate>22/11/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/35564-o-ultimo-poema-experimental</link>
          <description><h4>O último poema experimental</h4><p><![CDATA[&nbsp;<br />Consegue me escutar? Me acompanhar?<br />Aos 20 tudo corre a 200 de forma brilhante<br />Na taquicardia eu GRITO!! <br />GRITO, GRITO, GRITO e saio de mim! <br />Como num espirro apressado!<br />Me acalmo na ansiedade visando a liberdade<br />Pedindo para que me aque&ccedil;a e me acelere </p><p>E l&aacute; est&aacute; a senhora Branca de Neve, ansiando por mim<br />Desnuda, vestindo-se de esperan&ccedil;a<br />A esperan&ccedil;a de que eu a consuma cada vez mais<br />&quot;O que &eacute; meu &eacute; meu, sem divis&otilde;es&quot;, ela diz relutando<br />N&atilde;o soltando minha m&atilde;o, fazendo-me suar<br />Deixando-me confiante com toda a sua alegria e plenitude<br />Me ensinando a jogar fora a corda <br />Que me prende e n&atilde;o me acorda<br />Para a intensidade da vida</p><p>Rindo com seus prazeres debochados, sem sentido<br />&quot;Voc&ecirc; me sente?&quot; Sinto-me respirando sobre sua b***** suada<br />Estou morrendo para lhe encontrar (&quot;Voc&ecirc; nasceu para resistir?&quot;)<br />Te vejo l&aacute;, onde correremos sobre o fogo<br />Transaremos sobre chamas</p><p>Ah, porque? Bem, nessa rodovia de m&atilde;o &uacute;nica<br />Eu, que peco pelo excesso, sempre digo a verdade<br />At&eacute; mesmo quando minto<br />Basta fazer por onde que lhe fa&ccedil;o &uacute;nica<br />O diabo sabe bem por qu&ecirc;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />22/11/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Protège-Moi</title>
          <pubDate>06/11/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/34833-protege-moi</link>
          <description><h4>Protège-Moi</h4><p><![CDATA[&nbsp;<br />Em sonhos, senti minha veias estourarem sem me machucar<br />Voc&ecirc; me pergunta como p&ocirc;de assim ter sido<br />Quer sentir o qu'eu n&atilde;o senti ou sequer vi<br />Qual foi o truque que fiz, sem me importar</p><p>Se eu pudesse ao menos fazer um acordo com Deus...<br />Construiria nossas pontes, trocar&iacute;amos de lado<br />Nos esconder&iacute;amos e ent&atilde;o...<br />Acalmaria os trov&otilde;es dessa inquietude<br />Anularia a infelicidade cinzenta do teu sol<br />Adormeceria em teu leito de estranho amor, meu amor<br />Vamos, vamos, querida, lhe contarei um segredo<br />Mas primeiro deixe-me roubar esse momento para n&oacute;s<br />Vamos, anjo, doce e amargo cora&ccedil;&atilde;o</p><p>Sei que n&atilde;o queres me machucar,<br />Mas veja qu&atilde;o profundo as balas est&atilde;o...<br />Esse corpo desperto e oco agora &eacute; teu<br />Facetas reais prestes a explodir<br />Qu'eu agora exponho a todos, exalando a surrealidade<br />Que consiste em meu pr&oacute;prio e eterno fado<br />Todo esse lado &eacute; teu, meu amor<br />Todo o lado que n&atilde;o doeu; pois n&atilde;o doeu.</p><p>Se eu pudesse ao menos fazer um acordo com Deus<br />Se eu apenas pudesse continuar correndo estrada afora<br />Sem nenhum problema... <br />Saberia que isso n&atilde;o teria fim nem morte:<br />Nasce e morre tantas vezes enquanto vive, Deus meu.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />06/11/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Saída de emergência</title>
          <pubDate>08/10/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/33636-saida-de-emergencia</link>
          <description><h4>Saída de emergência</h4><p><![CDATA[&nbsp;<br />R&aacute;pido por aqui!</p><p>Aham, eu estive l&aacute; mas agora tenho que ir<br />N&atilde;o, n&atilde;o! Essa &eacute; porta Reden&ccedil;&atilde;o ou Perd&atilde;o, sei l&aacute;<br />&Eacute; aquela outra: Ajuda sem pre&ccedil;o<br />Pr&oacute;xima porta &agrave; esquerda... Isso! Agora desce.</p><p>Mais ao lado temos o banquete dos idiotas<br />A sala da vergonha, uma tolerante trag&eacute;dia chamada amor<br />&Agrave;s vezes d&aacute; vontade de quebrar a maldi&ccedil;&atilde;o<br />A contradi&ccedil;&atilde;o da vagabunda beleza...</p><p>...mas n&atilde;o: estou me afogando em len&ccedil;&oacute;is &uacute;midos<br />E devo evitar pois isso representaria a minha morte<br />Se se colocar em meu lugar, isso soar&aacute; como enterrado, jamais como assassinado <br />E o nosso tempo est&aacute; correndo! Anda! </p><p>Sem lamenta&ccedil;&otilde;es! Eldorado no pr&oacute;ximo corredor<br />Frutos proibidos servidos em doses cavalares<br />Trope&ccedil;ando nos pr&oacute;prios passos<br />Esbarrando na pr&oacute;pria sombra</p><p>C&acirc;mbio! Eu me desligo.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />08/10/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>O silêncio é quem nos diz</title>
          <pubDate>08/10/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/33635-o-silencio-e-quem-nos-diz</link>
          <description><h4>O silêncio é quem nos diz</h4><p><![CDATA[Sem maiores dores, sem demais adversativas<br />Contemplando um vasto c&eacute;u retratado em cores borradas<br />Entendendo todos os jogos de palavras<br />Deslizando pelas hemorragias do destino<br />Precis&atilde;o &eacute; a marca do tempo num tempo de matrizes disformes<br />A vida &eacute; tudo e ao mesmo tempo nada, querida<br />Porque tudo se esvai e tudo se desbota, at&eacute; mesmo em gestos<br />Assim como o nefasto sol de nossas manh&atilde;s que nos aquece e nos esquece</p><p>Tudo o que &eacute; v&iacute;vido se esquece, at&eacute; mesmo os grandes amores<br />Cria&ccedil;&otilde;es para nossos atos sem sentidos, o amor clama para ser amado<br />O amor &eacute; sentimento e entrega e eu o persigo nesta corrida<br />A vida, incompreens&atilde;o e dor - companheira querida<br />Mas e se tudo for uma constru&ccedil;&atilde;o?<br />E se tudo for uma constru&ccedil;&atilde;o?<br />Voc&ecirc; sorri para mim ainda hoje?<br />Voc&ecirc; volta feliz para casa e me abra&ccedil;a?</p><p>Eu prefiro criar uma condi&ccedil;&atilde;o ideal,<br />Uma falsa perspectiva, cochilar e acreditar como crian&ccedil;a<br />Para depois acordar, por&eacute;m sem a dor e o ardor do desespero<br />Eu s&oacute; tenho que dizer adeus</p><p>Nada vai mudar nossos mundos, nada vai mudar o meu mundo<br />Nada vai mudar o meu mundo, nada vai mudar nossos mundos.<br />&nbsp;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />08/10/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Hasta la muerte, mi amigo.</title>
          <pubDate>26/06/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/30187-hasta-la-muerte-mi-amigo</link>
          <description><h4>Hasta la muerte, mi amigo.</h4><p><![CDATA[<br />Sorrisos, sonhos, planos e metas<br />Dias de vida e dias de cores<br />Alegria e contentamento:<br />Vida completa.</p><p>Sempre amante dos meus enganos, vagamente acreditei em tudo isso.<br />Meu melhorers dias foram aqueles que imaginei deitado na cama,<br />Atrav&eacute;s da fuma&ccedil;a do cigarro, junto com a alegria das paredes que inflamam;<br />Dias que nunca cheguei a viver, n&atilde;o por falta de compromissos.</p><p>Hasta la muerte, mi amigo.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />26/06/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Ao meu bom deus</title>
          <pubDate>23/06/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/30117-ao-meu-bom-deus</link>
          <description><h4>Ao meu bom deus</h4><p><![CDATA[Meu bom deus surdo<br />Como podes ouvir meu discurso banhado em sinceridade<br />Ao passo que tomas o mesmo drinque<br />Que, no decorrer de minha idade, condenava, <br />Que outrora era absurdo?</p><p>Meu bom deus cego<br />Como podes ver a pureza interior<br />E separar o joio que n&atilde;o enxergas no trigo<br />Quando expias por julgamentos de terror<br />Colidindo com meu fracassado ego?</p><p>Meu bom deus mudo<br />Como podes falar do teu amor<br />&Agrave; medida que cresce a inquietude concreta das coisas n&atilde;o certas<br />Se continuas ap&aacute;tico, parado, desnudo<br />Tal como o mundo?</p><p>Mas por estas s&oacute;rdidas vias da Tradi&ccedil;&atilde;o<br />Continuo eu a te clamar, meu bom deus de amor.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />23/06/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Não hoje</title>
          <pubDate>14/06/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/29804-nao-hoje</link>
          <description><h4>Não hoje</h4><p><![CDATA[Vozes farpadas que eu desconhe&ccedil;o<br />E reconhe&ccedil;o a cada noite<br />Mem&oacute;rias quebradas que nada dizem<br />Nunca tive muito o que dizer<br />Fechei meus olhos, fechei o meu mundo<br />E nunca mais o abri<br />E assim eu pude ver<br />O nada que &eacute; tudo</p><p>Mas a verdade &eacute; que eu nunca apaguei as luzes<br />Eu tive que fechar tudo para nunca mais me abrir.<br />Eu tive que recriar o novo, aquilo que estava quebrado<br />Podre, imundo, petrificado, conden&aacute;vel</p><p>Muitas coisas para se enganar e se deixar levar<br />Muitas coisas que nos deixam cegos<br />Eu vi tanto em tantos lugares, tanta era a alegria vazia nos rostos<br />Tantas feridas no cora&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; sequer acreditaria</p><p>Eu lutaria por isto, sonharia com isto<br />Mas n&atilde;o hoje, n&atilde;o mais.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />14/06/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>pos-facto</title>
          <pubDate>08/06/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/29637-pos-facto</link>
          <description><h4>pos-facto</h4><p><![CDATA[<br />Foi assim: ela tomou a p&iacute;lula da Desgra&ccedil;a subitamente<br />Mastigando com voracidade entre os dentes<br />Como se sua pressa declarasse sua pr&oacute;pria senten&ccedil;a.</p><p>E desta vez vemos um milagre amputado e permanente<br />Reduzido a dias ilus&oacute;rios, fracassados e doentes<br />Uma vit&oacute;ria pessoal que proclama o pr&oacute;prio fim em si.</p><p>Enterrada, asfixiada, assassinada.<br />Em peda&ccedil;os - &eacute; como se tivessem lhe embrulhado os ossos.<br />Beijos amargos que n&atilde;o se renovam, cacos de vidro por todo o lado.</p><p>Agora, amiga, tome a minha causa<br />Enquanto bocejas, sem cabe&ccedil;a, anestesiada, obrigado a lutar.<br />Ajuda-te, pois, a lutar por um n&atilde;o-pensar.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />08/06/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Caído</title>
          <pubDate>31/05/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/29400-caido</link>
          <description><h4>Caído</h4><p><![CDATA[Saudando o &uacute;ltimo espectro de luz da senhora Esperan&ccedil;a<br />Enxergando nada mais sen&atilde;o escurid&atilde;o - de outra forma.<br />Esperando nenhuma gratid&atilde;o ou toque de m&atilde;o<br />Nenhum olhar em v&atilde;o ou abra&ccedil;o irm&atilde;o - o que me importa?</p><p>E l&aacute; fora os gritos s&atilde;o sem nexo e h&aacute; prantos de dor<br />Todos os falsos lamentos e suas cerim&ocirc;nias, <br />Mas tamb&eacute;m imaginei semblantes ca&iacute;dos em amor.</p><p>Enterrado nos montes<br />Onde o sol n&atilde;o brilha mas o vento faz tremer<br />Apenas a algumas milhas da&iacute; - pere&ccedil;o e vivo -, encaixotado.</p><p>Meu corpo n&atilde;o foi totalmente encontrado<br />Mas meus pensamentos...<br />Ah! Estes sobrevivem &agrave; liturgia dos tempos.</p><p>E neste caix&atilde;o, neste cub&iacute;culo fechado,<br />Encontrei a Verdade. E a Verdade era eu.<br />Mas era Eu enterrado.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />31/05/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Desordem</title>
          <pubDate>15/05/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/29371-desordem</link>
          <description><h4>Desordem</h4><p><![CDATA[<br />Correndo atado<br />Num fervilh&atilde;o de id&eacute;ias injet&aacute;veis<br />Tempo de matar suavemente <br />De abusar na dose sem ponderar a bula</p><p>Tempo de ver, dissecar sem arrependimentos<br />Ocupa&ccedil;&otilde;es de formas diferentes<br />Cores desiguais e despreendidas<br />Um destino com um fim em si</p><p>Atuando pelo lado de fora do palco<br />De forma ausente e constante<br />Vejo que eles nos deram tudo, at&eacute; mesmo as chaves <br />Deste labirinto em c&iacute;rculos<br />E preso ficamos, tendo tudo em m&atilde;os</p><p>Mudan&ccedil;a de velocidade &eacute; s&oacute; uma mudan&ccedil;a de cena<br />Admirando a dist&acirc;ncia mesmo que simb&oacute;lica,<br />Ornamentando m&aacute;scaras diferentes para cada erro em comum<br />E uma arma carregada n&atilde;o te far&aacute; livre<br />Sim, porque eu estive em todos os lugares</p><p>E nenhum me levou a lugar algum<br />(Mas agora - livre, desta vez - espero por algo mais.)]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />15/05/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Triste mas verdade</title>
          <pubDate>21/04/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/28178-triste-mas-verdade</link>
          <description><h4>Triste mas verdade</h4><p><![CDATA[Enquanto teu mundo se revolvia<br />Em promessas confusas eu estava aqui<br />Calculando, parando, pensando<br />Esperando voc&ecirc; precisar de mim</p><p>E enquanto teu 'n&atilde;o' consentia<br />Com o afago, o meu 'sim' - rebeldia! <br />Hesitou, apagou, triturou<br />No amor a sua v&atilde; poesia</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />21/04/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Até que meu coração negue a mim mesmo</title>
          <pubDate>22/02/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/26574-ate-que-meu-coracao-negue-a-mim-mesmo</link>
          <description><h4>Até que meu coração negue a mim mesmo</h4><p><![CDATA[Cantando em tardes de outono<br />Ouvindo a pr&oacute;pria voz ecoar sem for&ccedil;as<br />Resistindo aos dias tempestuosos<br />Lutando im&oacute;vel contra a vida<br />Sem ti, oh Deus, sem a tua voz</p><p>Vendo fotos de um passado remanescente<br />Acreditando estar sonhando a pr&oacute;pria dor<br />Percorrendo os labirintos de um t&uacute;mulo descoberto<br />Escondendo o rosto em uma p&aacute;lida solid&atilde;o<br />Sem o teu amor, oh Deus</p><p>Acordando gritando<br />Acordado e sonhando<br />N&atilde;o vou parar de gritar<br />N&atilde;o vou parar de chorar<br />At&eacute; que meu cora&ccedil;&atilde;o negue a mim mesmo]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />22/02/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Folhas secas</title>
          <pubDate>29/01/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/25807-folhas-secas</link>
          <description><h4>Folhas secas</h4><p><![CDATA[Todo fim de dia &eacute; como uma leve parada card&iacute;aca<br />Todo in&iacute;cio de dia &eacute; sem gra&ccedil;a<br />Tudo muda, tudo anda e tudo p&aacute;ra<br />E o frio da manh&atilde; corre junto &agrave; palidez das horas<br />Voc&ecirc; reclama, suporta, vivencia<br />Voc&ecirc; ent&atilde;o prefere se calar<br />E ag&uuml;entar a agonia do pr&oacute;prio sil&ecirc;ncio<br />Seu cora&ccedil;&atilde;o clama por algum caminho de luz<br />Pelos rumos de nossa velha cidade<br />Onde enterramos nossas vidas dia a dia<br />Em t&atilde;o pouco tempo...<br />E em t&atilde;o pouco tempo pouca coisa muda<br />Que mal percebemos, que nos acostumamos<br />Mal notando que as folhas do calend&aacute;rio est&atilde;o desbotando<br />Com os dias que passam velozmente<br />Em t&atilde;o pouco movimento...<br />E de repente tudo muda, e voc&ecirc; continua...<br />Seu conforto adormece com o cansa&ccedil;o do corpo<br />E voc&ecirc; precisa acordar para lembrar o seu nome<br />E permanecer no jogo para somente pensar<br />&quot;Mas o que eu sei? O que eu sei?<br />Eu ca&iacute; no acostamento agora<br />Eu n&atilde;o entendo as mesmas coisas de ontem<br />Mas eu entendo!&quot;<br />E assim n&oacute;s vamos<br />Guiado pela mentira das falsas promessas<br />E v&atilde;s ilus&otilde;es<br />A vida adormece num sonho ap&aacute;tico<br />Em forma de dor, em forma disforme<br />Sem notas, sem sons,<br />Num vapor sem cor.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />29/01/2008</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Vida vazia</title>
          <pubDate>19/09/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/22680-vida-vazia</link>
          <description><h4>Vida vazia</h4><p><![CDATA[Perdi-me, e perdi-me por completo<br />Quando escutei a &uacute;ltima l&aacute;grima bater ao ch&atilde;o<br />Quando tudo ausentou-se de sentido e gra&ccedil;a<br />Como se tivesse batido secamente &agrave;s portas da desgra&ccedil;a<br />Como se tivesse empalecido de um sonho em v&atilde;o</p><p>Perdi-me, e perdi-me por inteiro<br />Quando a nobreza de um car&aacute;ter eu rompi<br />Quando o limite de tua guilhotina parecia turvo e torto<br />Como se separasse clinicamente de um corpo<br />Como se enxergasse a realidade no outro, vivi</p><p>E, quando achei-me, em peda&ccedil;os, j&aacute; era tarde<br />Meus olhos estavam secos e a boca entrecortada<br />E no fundo do meu futuro (ah, piedade!)<br />Meus dias seriam os mesmos, j&aacute; n&atilde;o sabia mais de nada<br />E continuava, t&atilde;o sem rumo, tal como o mundo: duro<br />Ap&aacute;tico, guiado pela imensidade rotineira dos dias<br />Andando atr&aacute;s da fila que nunca anda<br />Ansiando por uma nova vida que nunca emerge, vazia.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />19/09/2007</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Faca contra o peito</title>
          <pubDate>03/12/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/15876-faca-contra-o-peito</link>
          <description><h4>Faca contra o peito</h4><p><![CDATA[Um crucifixo est&aacute;tico no peito <br />Um homem com a frouxid&atilde;o em seu olhos<br />Empalados por ondas de incerteza.</p><p>Rostos caluniadores esvaecendo-se<br />A imagem de todos os santos definhando-se com o belo<br />Tragados pelo sobressalto inesperado dos dias</p><p>A vergonha que em mim habita,<br />Domina algo que pretendia ser livre.</p><p>E agora s&oacute; Deus sabe o qu&atilde;o miser&aacute;vel estou.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />03/12/2006</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Minerva</title>
          <pubDate>12/09/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/14162-minerva</link>
          <description><h4>Minerva</h4><p><![CDATA[Enquanto eu estava semi-morto<br />Imerso em pensamentos<br />Comtemplei o teu sorriso no &aacute;pice de sua tristeza<br />Parecia que as luzes do para&iacute;so vinham todas <br />Ofuscadamente na mesma dire&ccedil;&atilde;o de encontro aos meus olhos</p><p>Contemplei o teu olhar, naquele exato momento<br />E pela primeira vez parecia que o c&eacute;u era uma viagem qualquer<br />Puramente insana, porque o c&eacute;u de certa forma <br />&Eacute; uma inquisi&ccedil;&atilde;o para os seus anjos<br />Para levar voc&ecirc; de volta</p><p>O teu rosto gritava por algo<br />E t&iacute;midas l&aacute;grimas cintilaram<br />Caindo sem interesse algum<br />Tentando se expressar pelo contorno dos l&aacute;bios<br />Que choravam em sil&ecirc;ncio atormentador</p><p>Sufocando a dor palpitante ao cora&ccedil;&atilde;o,<br />O amanh&atilde; &eacute; apenas uma desculpa, querida<br />Qualquer que seja o caminho, uma mera desculpa qualquer<br />Salva&ccedil;&atilde;o? <br />N&oacute;s tamb&eacute;m aguardamos mesmo sem escutar os seus passos</p><p>&Agrave; espera pelos dias que acalmam pensamentos <br />Ferindo inquieta&ccedil;&otilde;es<br />Voc&ecirc; acaba percebendo que amar d&oacute;i<br />Tente suportar tudo isso mais uma vez<br />Pois n&atilde;o h&aacute; nada enorme que n&atilde;o possa ser vencido</p><p>A aus&ecirc;ncia enfraquece as pequenas paix&otilde;es<br />E fortalece as grandes<br />E quem sempre apostou foram sempre os dois<br />Condicionados a tamanha loucura<br />E nada mais importa</p><p>A gratid&atilde;o e a futura reden&ccedil;&atilde;o eu reverencio<br />Verdade eu vejo estampada<br />Em cada sincero ato de bravura<br />E o ranger dos dentes com raiva<br />Pela ocasi&atilde;o formada me mostra o teu amor</p><p>Ent&atilde;o logo o sereno da calmaria nos envolver&aacute;<br />E, graciosamente seremos, de fato, um<br />Apenas um<br />Voc&ecirc; n&atilde;o estar&aacute; mais tremendo<br />Por favor, anjo, sem mais adeus</p><p>Seguiremos completos na caminhada pela gra&ccedil;a<br />Quem somos n&oacute;s para discernir o para&iacute;so de tudo o mais?<br />N&atilde;o importa para eu onde eu v&aacute;<br />Meu cora&ccedil;&atilde;o bater&aacute; eternamente por voc&ecirc;<br />E minhas batidas gritar&atilde;o pelo seu nome</p><p>Sempre nos procuramos,<br />Logo ter&iacute;amos de nos reencontrar<br />Apenas contando os dias<br />Contando os dias, eu e voc&ecirc;<br />Eu e voc&ecirc;, amor da minha vida]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />12/09/2006</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Dialogue</title>
          <pubDate>19/08/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/13653-dialogue</link>
          <description><h4>Dialogue</h4><p><![CDATA[[Eu inclino meus ouvidos para apreciar o que sua boca tem a dizer<br />No entanto permaneces calado, feito t&uacute;mulo lacrado<br />E quando o faz, faz por puro belprazer<br />Acreditando ser isso a dose di&aacute;ria para uma boa sa&iacute;da<br />Mas Eu lhe digo que est&aacute;s equivocado a respeito do que ouviste falar de Mim]</p><p>.echo I - Confessione</p><p>- Os meus desejos s&atilde;o imensos e tudo j&aacute; &eacute; t&atilde;o conhecido<br />Quebrando-os um a um, como desfecho de pesadelos<br />Minhas raz&otilde;es, meus motivos - n&atilde;o preciso contar mais nada, tudo est&aacute; expl&iacute;cito</p><p><br />- Seguindo em frente fecho meus olhos e pe&ccedil;o dire&ccedil;&atilde;o<br />Tiro minhas botas e suplico para que os cacos de vidro<br />Do caminho escolhido n&atilde;o firam os meus p&eacute;s sem prote&ccedil;&atilde;o</p><p><br />.echo II - Clementia</p><p>[Eu s&oacute; ouvi sem tempo de resposta, os pap&eacute;is inverteram-se<br />E desta vez eu fico calado, pois n&atilde;o houve espa&ccedil;o sequer<br />Sei que n&atilde;o conseguir&aacute;s trilhar por muito tempo longe de Mim<br />Ent&atilde;o, abro novamente meus bra&ccedil;os esperando e esperando<br />Enquanto os segundos passam preciosamente, passam assim ]]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />19/08/2006</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Lutuoso anoitecer</title>
          <pubDate>22/07/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/13120-lutuoso-anoitecer</link>
          <description><h4>Lutuoso anoitecer</h4><p><![CDATA[Ent&atilde;o eu<br />Ofere&ccedil;o-lhe o cintilar do sino que corta suas ra&iacute;zes doentias</p><p>Atrav&eacute;s do crep&uacute;sculo que surgira pelo decl&iacute;nio do acaso<br />Aquele tumor crescera ainda durante o est&aacute;gio pueril<br />Tempos em que, n&atilde;o o obstante, moldaste vosso passado, <br />Que em ferida e sangue... em ferida e sangue nos tangiu</p><p>Mas n&atilde;o criei o lago em que se afogaste<br />Tamb&eacute;m n&atilde;o expulsei vossos homens do Para&iacute;so<br />Meu nome &eacute; Nada e &agrave; mim nada resta, <br />Sen&atilde;o leito e castigo, leito e castigo, <br />Eu vos confesso<br />Ent&atilde;o eu</p><p>Relembro o sol que, inutilmente brilhara sobre vossas faces<br />Conduzindo-vos ao mais belo apodrecimento dos sorrisos<br />O horizonte, que encontrava-se t&atilde;o vago ao seu dispor,<br />Corria feito louco, fugindo do que persistia corro&ecirc;-lo</p><p>Bra&ccedil;os cruzados em X ansiavam por um novo despertar<br />Cabisbaixo e em p&aacute;lida solid&atilde;o, <br />Um mensageiro aguardando por mim, seu desfecho fatal<br />Que, atado em um negro v&eacute;u, assistia tudo compaixosamente</p><p>Era o abismo do caos, em prol do sofrimento da alma<br />Que separava sua mente de suas palavras torpes e vazias<br />Uma ponte, no entanto, permitira-lhe tal passagem<br />Entre o vazio e o doentil, a mais suja sublima&ccedil;&atilde;o</p><p>Uma rosa sem cor amassada em meio a um caminho trilhado<br />Deleitava-se em meio ao nada, entorpecendo a cena<br />Imagens de m&atilde;os torcidas em sangue surgira-lhe em dire&ccedil;&atilde;o<br />Como um espectro, sua pr&oacute;pria imagem refletida dizia-lhe incansavelmente</p><p>&quot;N&atilde;o inventei a morte. N&atilde;o fui eu quem inventou a morte.&quot;<br />E em doces toques de culpa e ressentimento, <br />Partira para sempre, juntamente com imensa loucura<br />Sua carne e sangue, que acostumara-lhe apelidar de esp&iacute;rito</p><p>Ent&atilde;o eu<br />Ofere&ccedil;o-lhe o cintilar do sino que corta suas ra&iacute;zes doentias<br />Aprecie o doce brinde da partida, amado mensageiro<br />Doravante, elogio tamanha loucura que pude constatar<br />Mas confesso-lhe fracamente que tamb&eacute;m n&atilde;o maldiz vosso vazio</p><p>Por conforto, por solenidade<br />Por conforto, por solenidade]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />22/07/2006</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Menos que nada</title>
          <pubDate>19/07/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/13059-menos-que-nada</link>
          <description><h4>Menos que nada</h4><p><![CDATA[<br />Eu nunca notei pelas manchas de sangue, pelo caminho que tracei<br />Dor e solid&atilde;o se espalhando na noite feito um c&acirc;ncer<br />Certamente, eu...</p><p>As garras do sofrimento rasgam-me no peito<br />E recusam-se a libertar sua posses<br />Sem querer encarar<br />Meu cora&ccedil;&atilde;o de qualquer maneira como antes<br />Preso entre a culpa e a insinceridade<br />Estaria morto para matar o barulho do vazio em minha cabe&ccedil;a<br />Palavras ditas apenas me deixa sozinho<br />Eu deveria ter conhecimento de tudo isso<br />Agora, cabisbaixo, deixo uma nota em minha cabeceira:</p><p>&quot;Eu n&atilde;o perten&ccedil;o a este lugar<br />Se tudo isto &eacute; o que meu esp&iacute;rito pode dar<br />Espero o renascimento de algum sentido<br />Pois n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o alguma em viver ou crer em lutar&quot;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />19/07/2006</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>Esse não é o fim</title>
          <pubDate>13/06/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/12364-esse-nao-e-o-fim</link>
          <description><h4>Esse não é o fim</h4><p><![CDATA[Dor rasgada e empalada até o peito<br />Pela a agonia de não ter mais o que possuia<br />Laços de fidelidade desabotoam-se - o Fracasso toma forma<br />Enquanto duas mãos outrora firmes se distanciam</p><p>Pétalas de rosas rasgadas jogadas contra o vento<br />Espinhos que cravam o vazio em um coração<br />Cacos do amor permeiam uma estrada<br />Limitam os versos, embalam canções trazendo solidão</p><p>Se ao menos compreendesse não seria tudo isso em vão<br />Se ao menos soubesse o quão doloroso seria<br />Se ao menos soubesse teria dito não<br />Se ao menos compreendesse o real valor eu não teria<br />Deixado tudo isso escapar... (entre minhas mãos)</p><p>Mas não será o fim, não o fim.<br />Mas não será o fim, não o fim.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />13/06/2006</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
          <item>
          <title>ma sombre romantique</title>
          <pubDate>24/04/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/11262-ma-sombre-romantique</link>
          <description><h4>ma sombre romantique</h4><p><![CDATA[Manter intacto o imperfeito semblante  <br />	- como?	- quando?</p><p>	E quando o faz e a alma não regozija? <br />	Assim que é, e assim tem sido. <br />	Pelo o hoje não encontrei sentido.<br />	O choro logo expressa a sua vontade<br />	E sem forças, trilha os contornos da face.<br />	Deus meu, porque queres que eu persista?<br />	Nesse bosque de flores tão sem vida.<br />	Nesse arco-íris de dias tão sem cores.<br />	Nisso que chamamos de vida.<br />	Viver e alimentar nossas dores?]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/deadpoet' title='Biografia do Poeta: markquerido'><b>markquerido</b></a><br />24/04/2006</p></description>
          <author>markquerido</author>
                </item>
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