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        <title>Site de Poesias</title>
        <link>https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela</link>
        <description>O Site de Poesias é um centro de poemas, de alguma forma, significativos; seja pelo conteúdo, pela métrica, pelas rimas... Mas principalmente pelos sentimentos que a boa poesia evoca na alma: tristeza, alegria, saudade, felicidade, amor, Deus. Porque escrever é uma arte: é traduzir o intraduzível!</description>
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        <title>Site de Poesias</title>
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          <title>Teatro da Vida</title>
          <pubDate>30/07/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/36171-teatro-da-vida</link>
          <description><h4>Teatro da Vida</h4><p><![CDATA[&nbsp;</p><p>No alvorecer de um cora&ccedil;&atilde;o<br />Que bate alegre e em s&atilde; cad&ecirc;ncia,<br />Tudo passou como uma fic&ccedil;&atilde;o<br />E nada ficou como refer&ecirc;ncia.</p><p>Nem mesmo o c&eacute;u, nem o luar,<br />Nem as estrelas que do alto brilham;<br />- O que restou foi um repensar -<br />Amarguras que pela vida trilham.</p><p>Viv&ecirc;ncias passadas, sonhos sonhados,<br />Desacertos, quest&otilde;es e interroga&ccedil;&otilde;es,<br />Que procuramos lembrar acordados<br />Num reboli&ccedil;o de obstinadas emo&ccedil;&otilde;es.</p><p>Vida que se desenrola como num teatro,<br />Em que os actores entram em cena,<br />Fazendo dos seus pap&eacute;is um anfiteatro,<br />Para doar ao p&uacute;blico uma fantasia serena.<br />&nbsp;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />30/07/2008</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Meu Olhar Sobre o Sertão</title>
          <pubDate>29/04/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/36170-meu-olhar-sobre-o-sertao</link>
          <description><h4>Meu Olhar Sobre o Sertão</h4><p><![CDATA[Quando a lua se levanta<br />Orgulhosa do seu porte,<br />Todo o mundo se espanta,<br />E de s&uacute;bito, surge o mote:<br />&nbsp;<br />Lua linda, prateada...<br />Que brilho emana l&aacute; do alto<br />T&atilde;o clara e iluminada<br />Muito acima do planalto.<br />&nbsp;<br />Esconde-se a mata e regato,<br />Ouvem-se os galos cantar.<br />E os ga&uacute;chos de ar pacato,<br />Dedicam a m&uacute;sica ao luar.<br />&nbsp;<br />Luar lindo esse, o do Sert&atilde;o!<br />Nostalgia que repousa no olhar,<br />Tem um n&atilde;o sei qu&ecirc; de solid&atilde;o,<br />E um mist&eacute;rio que nos faz sonhar</p><p><br />&nbsp;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />29/04/2008</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
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                </item>
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          <title>Coração Perdido</title>
          <pubDate>29/01/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/26419-coracao-perdido</link>
          <description><h4>Coração Perdido</h4><p><![CDATA[<br />Se eu n&atilde;o te amasse tanto assim<br />Talvez pudesse um dia entender,<br />Como &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil para mim<br />Tentar uma vez mais te esquecer.</p><p>N&atilde;o foste o amor desejado<br />Aquele que se pede a Deus,<br />Mas sim algu&eacute;m muito amado<br />Qui&ccedil;&aacute; pela tristeza dos olhos teus.</p><p>Queria tanto poder abra&ccedil;ar-te<br />Dizer-te o quanto esperei em v&atilde;o,<br />Apenas continuo a amar-te,<br />De olhos tristes pousados no ch&atilde;o.</p><p>Quando um cora&ccedil;&atilde;o &eacute; destru&iacute;do<br />N&atilde;o emite qualquer som ao bater<br />Apenas um sil&ecirc;ncio embutido<br />E l&aacute;grimas que teimam em correr.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />29/01/2008</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Melancólico Destino</title>
          <pubDate>16/01/2008</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/26418-melancolico-destino</link>
          <description><h4>Melancólico Destino</h4><p><![CDATA[No panorama encantado deste pa&iacute;s<br />- Distancio-me do horizonte -<br />Sinto-me deslocada e sem raiz<br />Como flor plantada num monte.</p><p>Olho para mim e nada recordo:<br />Nem mesmo o rosto, onde est&aacute; o brilho?<br />Nesta terra reflicto e acordo,<br />Percorrendo sempre o mesmo trilho.</p><p>Ai que cansada estou, de nada ver mudar!<br />Como se tudo tivesse de ser ruim;<br />Sem uma motiva&ccedil;&atilde;o, tudo parece terminar<br />E o melanc&oacute;lico destino ter de ser assim.</p><p>Noto este meu olhar ba&ccedil;o e frio<br />Como uma vela semi apagada;<br />Face cansada, que outrora sorriu<br />E num cub&iacute;culo me vejo amarrada.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />16/01/2008</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Asas Cortadas</title>
          <pubDate>16/10/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/26417-asas-cortadas</link>
          <description><h4>Asas Cortadas</h4><p><![CDATA[O c&eacute;u est&aacute; l&iacute;mpido, de um azul el&eacute;ctrico.<br />N&atilde;o tenhas receio, voa em direc&ccedil;&atilde;o a ti!<br />Desnuda-te desses anseios, dessa rudeza.<br />Acredita em alguma coisa, s&ecirc; crist&atilde;o,<br />J&aacute; que n&atilde;o queres gerir os teus mist&eacute;rios.</p><p>Vives entre o &ldquo;c&eacute;u e o inferno&rdquo;<br />Entre a &ldquo;vida e a morte&rdquo;<br />E para esqueceres esses momentos,<br />Entregas-te ao n&eacute;ctar dos Deuses,<br />Como se de um elixir se tratasse.</p><p>Tenta olhar ao teu redor, o que v&ecirc;s?<br />Quantos e quantos de asas cortadas...<br />Vivendo agonias, ang&uacute;stias desmesuradas<br />Mas lutando e tentando serem humanos.<br />N&atilde;o &eacute;s Semideus, &eacute;s homem simplesmente!</p><p>Abre a tua alma, n&atilde;o te queiras esconder<br />Por detr&aacute;s dessa carapa&ccedil;a que te trespassa.<br />Tenta ser mais sereno, menos materialista<br />Solta-te e d&aacute; liberdade a essas asas cortadas...</p><p>(dedicado a um amigo que n&atilde;o se quer encontrar)]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />16/10/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Quero</title>
          <pubDate>28/10/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/26416-quero</link>
          <description><h4>Quero</h4><p><![CDATA[<br />Quero a autenticidade das coisas simples</p><p>Pequenos gestos de carinho, mas sentidos</p><p>Quero olhares l&iacute;mpidos e sinceros</p><p>A tranquilidade de saber para onde vou</p><p>A certeza dum porto de abrigo &agrave; minha espera.</p><p><br />Quero que a esperan&ccedil;a n&atilde;o desapare&ccedil;a</p><p>Que a f&eacute; se mantenha viva e forte</p><p>Quero a frontalidade verdadeira</p><p>A palavra dita com naturalidade</p><p>A verdade por mais dif&iacute;cil que seja.</p><p>&nbsp;</p><p>Quero saber qual o caminho a seguir</p><p>As pessoas em quem possa confiar</p><p>Quero a franqueza constante e certa</p><p>N&atilde;o o oportunismo escondido pelo sorriso</p><p>Nem as meias tintas e as meias palavras.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;Quero enfim, a simplicidade da vida</p><p>A seguran&ccedil;a poss&iacute;vel nos dias de hoje</p><p>Quero a cumplicidade do verdadeiro amor</p><p>A simplicidade no dar e receber</p><p>A justi&ccedil;a pela qual tanto se reclama.</p><p>&nbsp;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />28/10/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Estranho Poema</title>
          <pubDate>19/07/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/26415-estranho-poema</link>
          <description><h4>Estranho Poema</h4><p><![CDATA[Quis escrever o poema mais estranho<br />O mais realista e mais triste<br />Durante esta longa madrugada<br />Mas a caneta caiu-me da m&atilde;o.</p><p>Quis escrever um nome<br />Soletrar todas as suas letras<br />Senti enorme vontade de o fazer<br />Mas a caneta caiu-me da m&atilde;o.</p><p>Quis escrever sobre isolamento<br />Sobre despatriados, deslocados<br />Que n&atilde;o est&atilde;o, nem aqui nem ali<br />Mas a caneta caiu-me da m&atilde;o.</p><p>Quis escrever sobre mim<br />Emo&ccedil;&otilde;es, raz&otilde;es, nega&ccedil;&otilde;es<br />Pensamentos, interroga&ccedil;&otilde;es, pesar<br />Mas a caneta caiu-me da m&atilde;o.</p><p>Quis escrever sobre a verdade<br />Aquela que se diz olhos nos olhos<br />E que &eacute; t&atilde;o rara nos dias de hoje<br />Mas a caneta caiu-me da m&atilde;o.</p><p>Quis, enfim, escrever qualquer coisa<br />Que o meu racioc&iacute;nio n&atilde;o concebeu<br />N&atilde;o encontrou uma forma de o fazer<br />E dei com a caneta ca&iacute;da no ch&atilde;o.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />19/07/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Sombras</title>
          <pubDate>11/06/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/26414-sombras</link>
          <description><h4>Sombras</h4><p><![CDATA[&nbsp;</p><p><strong>Quero do mar dos sonhos arrancar-te,<br />Mas de raiz, para n&atilde;o deixar vest&iacute;gios.<br />Quero esquecer, este meu desejar-te.</p><p>Que sombra turvar&aacute; esses teus pensamentos,<br />- Na frieza que transmites e que se sente -<br />De n&atilde;o quereres demonstrar teus sentimentos?</p><p>Apenas observo, calmamente e sem invas&atilde;o. <br />Nada esperando, porque nada procurei,<br />No meio desta imprecisa contempla&ccedil;&atilde;o.</p><p>Tamb&eacute;m n&atilde;o especulo; sinto-me vulgar. <br />Aguardando que o amor saia de um trem,<br />Sentada num banco da esta&ccedil;&atilde;o de uma gare.</strong></p><p><br />]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />11/06/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Tudo acontece no Verão…</title>
          <pubDate>06/05/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/19335-tudo-acontece-no-verao</link>
          <description><h4>Tudo acontece no Verão…</h4><p><![CDATA[A Primavera sai lentamente,<br />E, de mansinho, surge o Ver&atilde;o,<br />Pensamentos esvoa&ccedil;antes,<br />De uma qualquer Esta&ccedil;&atilde;o.</p><p>Tudo acontece no Ver&atilde;o&hellip;</p><p>L&acirc;nguidos dias e pregui&ccedil;osas noites,<br />Olhares trocados numa tarde c&aacute;lida,<br />Um p&ocirc;r de sol atraente, penetrante,<br />De um encantamento deveras aliciante.</p><p>Tudo acontece no Ver&atilde;o&hellip;</p><p>Talvez por trazer o ardor do sol,<br />Almas e corpos desnudados,<br />Sensa&ccedil;&atilde;o &agrave; flor da pele, fus&atilde;o,<br />Mar de ondas, crispadas de paix&atilde;o.</p><p>Tudo acontece no Ver&atilde;o&hellip;</p><p>Naqueles momentos m&aacute;gicos, <br />De uma alquimia sem igual,<br />Em que os amantes enfeiti&ccedil;ados,<br />Desejam possuir o luar, no seu final.</p><p>Tudo acontece no Ver&atilde;o&hellip;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />06/05/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>A outra face</title>
          <pubDate>21/04/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/19334-a-outra-face</link>
          <description><h4>A outra face</h4><p><![CDATA[<br /><strong>Sou a manh&atilde;, o sorriso, a cren&ccedil;a<br />O astro rei, p&aacute;ssaro do alvorecer<br />Quem acredita na vida e no Ser.</p><p>A que chora de raiva e ri de alegria<br />Distrai-se com mil e uma fantasia<br />Que gosta de festejo, de companhia.</p><p>Que sublima a amizade e a ternura<br />Que sonha acordada, meia azoada<br />Numa confusa e tosca procura.&nbsp;</p><p>E a outra face, quem &eacute;?</p><p>A que j&aacute; acreditou e foi tra&iacute;da<br />Que pensou julgar e foi julgada<br />Jogou tudo, e perdeu quase nada.</p><p>A que sonha, mas que &eacute; realista,<br />Conhece a vida, pessoas, decep&ccedil;&atilde;o,<br />E tem os p&eacute;s bem assentes no ch&atilde;o.</strong>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />21/04/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
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          <title>As dores e encantos do Poeta</title>
          <pubDate>20/04/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/19333-as-dores-e-encantos-do-poeta</link>
          <description><h4>As dores e encantos do Poeta</h4><p><![CDATA[<strong>Quem nunca sentiu dor?<br />De amor, de vazio, de solid&atilde;o&hellip;<br />N&atilde;o s&oacute; os poetas sentem dor&hellip;<br />Sofrem mais, aqueles que n&atilde;o o s&atilde;o!</p><p>O poeta tende a ver a vida colorida,<br />Diluindo o que lhe vai na alma,<br />Libertando um estado de apatia,<br />Ser&aacute; essa magia, que o acalma?</p><p>Das dores e encantos do poeta<br />Saem versos penosos ou alegres,<br />Podem ser de esperan&ccedil;a, vida ou t&eacute;dio<br />Ser&atilde;o, ou talvez n&atilde;o, o seu rem&eacute;dio.</p><p>N&atilde;o esperem gra&ccedil;as ou benesses do poeta,<br />&Eacute; sempre um observador da alma alheia.<br />Escreve o que descobre e o que sente,<br />Procura a verdade, mesmo ausente.</strong>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />20/04/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Que Será a Poesia?</title>
          <pubDate>20/03/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/19332-que-sera-a-poesia</link>
          <description><h4>Que Será a Poesia?</h4><p><![CDATA[<strong>Um l&aacute;pis na m&atilde;o<br />Pap&eacute;is espalhados pelo ch&atilde;o<br />Olhos perdidos na ilus&atilde;o<br />Uma nuvem que passa<br />Ou um avi&atilde;o<br />P&aacute;ssaro que poisa na varanda<br />Uma flor a desabrochar<br />Um campo de milho a brilhar<br />Papoila vermelha a gritar<br />Um sol que arde no olhar<br />Girass&oacute;is abrindo-se<br />Com o sol a raiar<br />Cabana de pescador<br />Na praia junto ao mar<br />Uma leve brisa nos cabelos <br />Casal enroscado a amar<br />Comboio que parte da esta&ccedil;&atilde;o<br />Uma m&atilde;o a acenar<br />Uma l&aacute;grima a cair<br />Um choro pronto a eclodir <br />Uma crian&ccedil;a a crescer<br />Bal&atilde;o que rebenta no ar<br />Tristeza estampada no rosto<br />M&uacute;sica na r&aacute;dio a tocar<br />Noite de estrelas cadentes<br />Ilha no meio do oceano<br />Lua marota a espreitar<br />Feiti&ccedil;o gerado pelo luar<br />E surge poesia a cantarolar.</strong>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />20/03/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Ai Goa, que me prendeste!</title>
          <pubDate>14/02/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/19331-ai-goa-que-me-prendeste</link>
          <description><h4>Ai Goa, que me prendeste!</h4><p><![CDATA[<strong>Ai Goa, que me prendeste!<br />Local de sonho, beleza de mar,<br />Terra vermelha, cheiros no ar,<br />Sol que faz arder o olhar.</p><p>Um c&eacute;u de azul infinito,<br />O amanhecer lentamente,<br />P&ocirc;r de sol surpreendente.</p><p>Ai Goa, que me prendeste!<br />As tuas cores, o teu povo,<br />As tuas vestes tradicionais,<br />Senti-me em casa, demais.</p><p>O teu tr&acirc;nsito doido, as tuas placas,<br />Por favor buzine, nos cami&otilde;es e riquixas,<br />(Buzinar, faz parte do quotidiano).</p><p>Ai Goa, que me prendeste!<br />Com os teus sabores especiais,<br />(bagi, puri, biryani, apa, chacuti, papari)<br />O teu caril&hellip; de maneiras mil.</p><p>Coqueiros esvoa&ccedil;antes, os teus verdes!<br />As tuas paisagens a perderem de vista,<br />Tuas praias de areia, loira ou morena.</p><p>O teu modo de agir com outras religi&otilde;es.<br />Teus templos, tua f&eacute;, tua humildade,<br />Simpatia impl&iacute;cita, teu enorme saber,<br />Ai Goa, que me prendeste!</strong>]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />14/02/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Lisboa</title>
          <pubDate>20/02/2007</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/17215-lisboa</link>
          <description><h4>Lisboa</h4><p><![CDATA[Lisboa, cidade debru&ccedil;ada sobre o rio,<br />Tem luz de estrelas ardentes, cintilantes,<br />Cercada por sete colinas, sobranceiras,<br />Que a resguardam e a abrigam do frio.</p><p><br />Lisboa tem as pontes sobre o Tejo,<br />Que lhe d&atilde;o acesso &agrave; outra margem,<br />Donde se avista o sublime Cristo Rei <br />Que a emoldura como uma imagem. <br />&nbsp;</p><p>Lisboa tem seus bairros populares,<br />Ruelas e Becos de cal&ccedil;ada e cantaria,<br />Recordam os avan&ccedil;os dos mouros,<br />Que nos tentaram invadir um dia.</p><p><br />Lisboa tem suas docas e marinas,<br />Beleza que revela e seduz ao mirar,<br />Tem bares e discotecas, junto ao rio,<br />E o fado a bailar-lhe no olhar&hellip;]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />20/02/2007</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Códigos</title>
          <pubDate>05/10/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/14651-codigos</link>
          <description><h4>Códigos</h4><p><![CDATA[Pensamentos que vão e voltam<br />Rodopiam num vaivém incessante<br />Qual carrossel de feira popular.</p><p>Não consigo decifrar certos códigos<br />Nem deslindar o pensamento alheio<br />Observo com os olhos da alma, atenta.</p><p>E noto que o entendimento acabou<br />Não há coerência no que concebo<br />Apenas palavras soltas, vazias.</p><p>E vou andando, para onde… não sei…<br />Tento caminhar por um certo trilho<br />Mas de tanto ter lutado, cansei…</p><p>Quero escrever, passar para o papel<br />O que me vai no espírito, difícil!<br />Nada me faz grande sentido.</p><p>O mundo que nos rodeia é incerto<br />Como incertos são os indivíduos<br />Mundo cru, Mundo cão…</p><p>Não vou mudar nada, eu sei<br />Mas não desisto…]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />05/10/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Em Algum Lugar do Passado</title>
          <pubDate>03/07/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/12746-em-algum-lugar-do-passado</link>
          <description><h4>Em Algum Lugar do Passado</h4><p><![CDATA[Em algum lugar do passado<br />Deixei mágoas, frustrações,<br />Tudo o que me fez penar,<br />Sem tristezas ou hesitações.</p><p>Nesse lugar bem distante,<br />Deixei sonhos e opressão,<br />Desejos e algumas realizações<br />Que me incendiavam o coração.</p><p>Nesse local ergui um jardim,<br />Repleto de plantas e flores,<br />Que dediquei aos meus amores.</p><p>Fiz um hino à vida e à brandura<br />E brindei ao meu presente…<br />Sem sentir o peso da amargura.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />03/07/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Ilusão</title>
          <pubDate>30/05/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/12745-ilusao</link>
          <description><h4>Ilusão</h4><p><![CDATA[Só tu me fazes viajar na fantasia.<br />Paixão que se acende na distância,<br />Palavras balbuciadas, feridas,<br />Conversas infindáveis, sem nexo,<br />Tudo parece espantoso e irreal.</p><p>Vejo-te, falo-te, sinto-te: não és tu,<br />Serás o eco dos meus pensamentos.<br />Lá longe, na terra destinada<br />Esperas-me e eu, sigo-te…<br />Sem compreender bem porquê.</p><p>Que estranha forma de amar,<br />Sem regras, sem razão, sem tempo.<br />Deixo-me envolver neste ambiente<br />Misto de fascinação e loucura, <br />E perco-me na rota da ilusão.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />30/05/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Os dias vão correndo lentamente...</title>
          <pubDate>10/04/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/11232-os-dias-vao-correndo-lentamente</link>
          <description><h4>Os dias vão correndo lentamente...</h4><p><![CDATA[Lembro ou talvez não…outras tardes</p><p>Passadas no tumulto, na agitação</p><p>O tempo esse não pára e eu…vivo</p><p>Não de recordações boas ou más</p><p>Mas de uma época que não mais voltará.</p><p>Sou rouxinol que canta p’ra não chorar</p><p>Ave que não migra</p><p>Sou vento</p><p>Sou água</p><p>Horizonte</p><p>Amante sem amar</p><p>Sou folha caída</p><p>Amendoeira sem flor</p><p>Alguém que foge do tédio</p><p>Mas que adoece sem remédio</p><p>Sou eu no meio na multidão…]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />10/04/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Sempre quis voar...</title>
          <pubDate>06/04/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/10941-sempre-quis-voar</link>
          <description><h4>Sempre quis voar...</h4><p><![CDATA[Sensação de liberdade<br />Horizonte sem infinidade<br />Devorando saberes e sabores<br />Kodacrome de muitas cores…</p><p>Que ave gostaria de ter sido?<br />Talvez águia, talvez milhafre<br />Voos elevados ou rasteiros<br />Mas nunca, nunca, rotineiros…</p><p>Voaria com uma certa intenção:<br />Alcançar o sonho e a inspiração<br />Numa estabelecida direcção…</p><p>Onde encontraria o meu lar,<br />Feito de pérolas, reflexo de mar!]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />06/04/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Hoje, vou falar para ti</title>
          <pubDate>19/02/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/10155-hoje-vou-falar-para-ti</link>
          <description><h4>Hoje, vou falar para ti</h4><p><![CDATA[Não sei se por vontade ou por carência,<br />Tenho apenas e só p’ra te dizer:<br />- Que apesar do tempo que passou -<br />Não posso crer que tudo acabou.<br /> <br />Outros amores, outras paixões revivi,<br />Sentimentos envoltos em suave manto,<br />Findaram sem amargura ou desamor,<br />Por não ter deixado de pensar em ti.<br /> <br />Recordações que me vêm à lembrança,<br />Como se fossem de ontem, ou de hoje,<br />Viajo nas saudades desse amor ausente,<br />E choro no chão, como se fosse criança.<br /> <br />Sigo ao sabor da corrente de um rio,<br />Descontente, oca e sem orientação,<br />Num labirinto de limos emaranhados,<br />Rolando como pedras, mas de frio.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />19/02/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Emigrantes</title>
          <pubDate>21/01/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/9768-emigrantes</link>
          <description><h4>Emigrantes</h4><p><![CDATA[Deixam a Terra Natal <br />Que não lhes deu um sinal<br />Olhos embaçados p’las lágrimas<br />Rumam a outras paragens<br />Sentimento de impotência<br />Nostalgia no olhar…</p><p>Tentam adaptar-se a outro País<br />Outros sabores, outras cores<br />Línguas difíceis e estranhas<br />Que lhes corroem as entranhas<br />Com o fado no coração<br />Aprendem outra canção…</p><p>Não se esquecem do seu cantinho<br />E lá longe, contam meses e anos<br />Que vão levando os desenganos<br />E sonham voltar no Verão<br />P’ra matar saudades de tudo<br />Família, amigos e até do cão… </p><p>São nossos irmãos de alma<br />E seus filhos nascidos por lá,<br />Falam outros idiomas já <br />Não querem perder as raízes<br />Aprendem a língua materna<br />Com vontade e força eterna…]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />21/01/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Tempo, sem tempo</title>
          <pubDate>14/01/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/9424-tempo-sem-tempo</link>
          <description><h4>Tempo, sem tempo</h4><p><![CDATA[Tempo, carrasco de mim e de ti,<br />Desliza como areia por entre dedos,<br />Condena-nos com os seus estigmas,<br />Evocando árvores nuas de Outono.</p><p>Ampulheta que mede as nossas vidas:<br />    - Desde o nascer ao morrer -<br />Numa estonteante e rápida voltagem,<br />Que nos aconselha a fazer a triagem.  </p><p>Quantas pessoas se cruzaram connosco,<br />No tempo que nesta vida percorremos?<br />Não foi por um simples acaso, certamente.</p><p>Tempo, não voes, não queiras sorver<br />Nossos sonhos, ambições e aspirações.<br />Tempo sem tempo, retrocede… vem!]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />14/01/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Fogo, esse inferno</title>
          <pubDate>14/01/2006</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/9423-fogo-esse-inferno</link>
          <description><h4>Fogo, esse inferno</h4><p><![CDATA[Arde nos olhos, na alma,<br />Árvores nuas e disformes,<br />Deixando sinais de dor,<br />Fogueira que não acalma.</p><p>Num tempo avassalador,<br />Sem tréguas nem piedade,<br />Devora montanhas e vales,<br />A obra-prima do Criador.</p><p>Nuvens cinza cor do estanho, <br />Labaredas crepitantes,<br />Galgam aldeias e vilas,<br />Cercando casas e rebanho.</p><p>Na sua voragem e alucinação, <br />Lega a miséria na população,<br />Que pede ao céu perdão,<br />Sem tão-pouco saber a razão.</p><p>No rescaldo, e ainda a quente,<br />Fazem-se as contas por alto,<br />Das mortes e danos causados,<br />Pelo maldito fogo refulgente.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />14/01/2006</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Ano 2006, a Esperança</title>
          <pubDate>16/12/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/9031-ano-2006-a-esperanca</link>
          <description><h4>Ano 2006, a Esperança</h4><p><![CDATA[Ano de 2006, a esperança aguarda-te!<br />Vem, sem medo, mas com determinação,<br />Põe fim à guerra, à fome, à frustração,<br />Transfere paz e alegria ao nosso coração.</p><p>Pensa nos jovens que não têm trabalho,<br />Nas crianças sem carinho, maltratadas,<br />Nos idosos, esquecidos, abandonados,<br />Nos que ficaram sem nada, desesperados.<br /> <br />Confiamos que seja o início de uma nova era,<br />Em que o valor maior seja o Ser humano<br />Em desfavor do material, nesta Esfera.<br /> <br />Medita em tudo isto com muita atenção.<br />O Mundo não é apenas uma nação…<br />Mas um conjunto de Povos irmanados.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />16/12/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Alma Selvagem</title>
          <pubDate>26/11/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/8445-alma-selvagem</link>
          <description><h4>Alma Selvagem</h4><p><![CDATA[Mulher de alma selvagem<br />Madura, apetitosa, <br />Com toda a sua coragem,<br />Quer a vida bem gostosa.</p><p>Procura, incansável,<br />O homem que a mereça,<br />Tornando-se insondável,<br />Se ele a trai ou a esqueça.</p><p>Não quer amor passageiro,<br />Quer paixão, doação,<br />Sonhar um sonho a dois,<br />Não seja pura ficção.</p><p>Viver só de momentos,<br />Não é a sua opção,<br />Quer alguém autêntico,<br />Quando abrir seu coração.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />26/11/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Confesso</title>
          <pubDate>19/11/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/8330-confesso</link>
          <description><h4>Confesso</h4><p><![CDATA[Confesso que sou uma mulher,<br />Que tenho alguns direitos…<br />E com eles posso expressar-me<br />Sem ter medo de dizer o que penso.</p><p>Confesso que vivo intensamente,<br />Cada dia, cada momento…<br />E que a vida já me pregou partidas,<br />Mas sigo meu caminho em frente.</p><p>Confesso que a minha realização,<br />Não depende só de mim…<br />Mas do Mundo que me rodeia,<br />Esquecer não posso, quero intervir.</p><p>Confesso que procuro a felicidade<br />Sabendo que é uma utopia…<br />Mas se não seguir os meus sonhos,<br />Vejo a realidade ainda mais fria.</p><p>Confesso que sinto vontade de partir,<br />Quem sabe,  poder descobrir…<br />A satisfação em qualquer outro local,<br />Mas logo que penso nisso, caio no real.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />19/11/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Tu foste</title>
          <pubDate>08/11/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/8251-tu-foste</link>
          <description><h4>Tu foste</h4><p><![CDATA[Tu foste alguém que me fez crescer,<br />Ensinaste-me a amar, a amadurecer.<br />Por ti, movi montanhas, rios e mares,<br />Morri de tanto amor e voltei a renascer.<br /> <br />Tu foste aquele sonho jamais sonhado,<br />A minha fonte de água transparente,<br />Onde teus olhos verdes vi reflectidos,<br />Os mais belos que eu tinha imaginado.<br /> <br />Tu foste a escarpa mais abrupta e fria,<br />Íngreme, de arestas finas e cortantes,<br />Escalada difícil que me deixou vazia.<br /> <br />Tu foste o sol, a luz, calor e sombra,<br />Meu porto de abrigo, marina imersa,<br />Foste tudo, porém, já nada interessa.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />08/11/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Anjos e Clarinetes</title>
          <pubDate>18/10/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/7653-anjos-e-clarinetes</link>
          <description><h4>Anjos e Clarinetes</h4><p><![CDATA[O poeta partiu,<br />Para lá do infinito.<br />Ficaram seus poemas, <br />Sentidos, sonhados.<br />O poeta não morre, <br />Adormece.<br />Numa doce hipnose,<br />Em que a alma descansa<br />Em absoluta verdade.<br />O poeta continua a obra, <br />Declama as suas poesias,<br />Numa melodia suave,<br />Entre anjos e clarinetes.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />18/10/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Leve e Suave Pena</title>
          <pubDate>03/10/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/7311-leve-e-suave-pena</link>
          <description><h4>Leve e Suave Pena</h4><p><![CDATA[Gostaria de ser uma leve e suave pena,<br />Poder esvoaçar com agilidade e arte,<br />Não enlouquecer de tristeza ou alegria,<br />E perder-me nos limites da fantasia.</p><p>Ter como parceria alguém especial,<br />Que me entendesse na minha alienação,<br />Quisesse partilhar dos meus desatinos,<br />Sem medos, reservas ou negação.</p><p>Sentir no vento, nas ondas do mar,<br />O despertar da vida, nesse ondular,<br />Querer mudar o Mundo, e porque não?<br />Na magia que há em fazer provocação.</p><p>Pensar na felicidade, como algo possível,<br />Da poesia fazer uma contra ordenação,<br />Impelindo os leitores a exigir reflexão.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />03/10/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Oração a Jesus</title>
          <pubDate>21/09/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/7067-oracao-a-jesus</link>
          <description><h4>Oração a Jesus</h4><p><![CDATA[Quando por Ti chamo, logo me respondes,<br />Falo à vontade, como o faço com um amigo.<br />Escutas as minhas preces e dás conselhos,<br />Quero contar-te tudo e estar sempre contigo.</p><p>Tu, que sofreste por todos nós, pecadores,<br />Deves estar triste com tanta desumanidade.<br />Só não nos abandonas, porque és o Senhor,<br />Aquele Ser superior, pai da Humanidade.</p><p>Os teus avisos, são pelos Homens esquecidos.<br />Não querem entender os teus sinais de amor,<br />E disseminam a guerra, a fome, o desamor…<br /> <br />Como és a Luz, abre os nossos corações,<br />Torna-os cristalinos, leves e  mais puros, <br />Como o das crianças repletos de ilusões.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />21/09/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>O amor flúi...</title>
          <pubDate>03/09/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/7034-o-amor-flui</link>
          <description><h4>O amor flúi...</h4><p><![CDATA[Entre aroma de incenso<br />o amor flúi, sem senso,<br />apenas e só, nós dois.</p><p>lado a lado<br />olhos nos olhos<br />sorriso descarado<br />bocas entreabertas<br />pulsação acelerada.</p><p>abraçamo-nos e,<br />pouco a pouco, <br />os nossos corpos<br />se unem, por fim,<br />em desejo louco.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />03/09/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Preconceito_(sátira)</title>
          <pubDate>01/09/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/6728-preconceito-satira</link>
          <description><h4>Preconceito_(sátira)</h4><p><![CDATA[Eu sou aquele que se diz perfeito<br />Que não conhece o preconceito,<br />Mas, por defeito, será assim?</p><p>Não tenho problemas com a cor<br />Ter um filho bem moreno?<br />Isso não gostaria, tenho pudor.</p><p>Defendo a homossexualidade,<br />Somos livres de escolher a opção.<br />Mas um filho meu, gay, isso não!</p><p>Defendo todo o tipo de religião,<br />As diferenças de etnias e cultos,<br />Mas nada quero com o Afeganistão.</p><p>Sou contra todo o tipo de exclusão,<br />Temos os mesmos direitos de cidadania,<br />Mas ciganos em habitação social? não!</p><p>Defendo os marginalizados da sociedade,<br />Mas os sem abrigo dormindo no chão?<br />Isso causa mal estar a qualquer cidadão.</p><p>Preconceito, palavra difícil de assumir,<br />Na globalização geral em que vivemos,<br />Onde a palavra de ordem é o consumir.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />01/09/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Sono & Sonho</title>
          <pubDate>13/08/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/6358-sono-sonho</link>
          <description><h4>Sono & Sonho</h4><p><![CDATA[Sonho, algo que nos transcende,<br />Num momento de descanso,<br />Em que a mente parece parar<br />E no sono a vida eternizar.<br /> <br />Sonhos bons, maus, assim assim,<br />Belezas raras, sons de rouxinóis<br />Ou lamentos de dor imperceptível <br />Como o dos peixes presos em anzóis.<br /> <br />No sono profundo de mim,<br />Desejo encontrar imagens reais,<br />Quem sabe, talvez madrigais,<br />De uma noite de amores irreais. <br /> <br />Se o sonho comanda a vida,<br />Como disse o poeta Gedeão,<br />Quero sonhar de forma sentida<br />E no sono descobrir uma paixão.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />13/08/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Fuga à solidão</title>
          <pubDate>29/06/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/5282-fuga-a-solidao</link>
          <description><h4>Fuga à solidão</h4><p><![CDATA[Procuro tudo, corto barreiras,<br />abro portas semi fechadas,<br />procurando descortinar<br />as razões da exclusão. </p><p>Não quero ver ruas, praças<br />jardins, cheios de pedintes<br />dormindo em cama de papelão.</p><p>Não quero ver cidades desertas,<br />onde as pessoas se escondem<br />nas suas tocas de conforto<br />para fugir à solidão.</p><p>Não quero ver a adversidade<br />estampada em rostos tristes,<br />carregados de desilusão.</p><p>O mundo gira e as cidades caem.<br />não há vida para lá das rotinas,<br />apenas o buraco negro da noite.</p><p>01.07.05]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />29/06/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Confusa realidade</title>
          <pubDate>04/06/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/4679-confusa-realidade</link>
          <description><h4>Confusa realidade</h4><p><![CDATA[Gosto de sentir os teus passos,<br />A tua voz, a tua presença,<br />Confusa realidade a minha.</p><p>Quando tal não acontece,<br />Estremeço e fico a pensar,<br />Se te transformaste em luar.</p><p>Tão distantes e tão próximos,<br />Dois seres que tudo fomos,<br />E que estranhos agora somos.</p><p>A vida é sempre uma incógnita,<br />Não consigo arranjar fórmula,<br />Apenas sinto os anos passar.</p><p>Desejaria poder superar,<br />Mas só me resta sonhar,<br />O dia de te reencontrar.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />04/06/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Menino de rua</title>
          <pubDate>31/05/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/4640-menino-de-rua</link>
          <description><h4>Menino de rua</h4><p><![CDATA[Perante a indiferença caminhas…<br />Mal agasalhado, mal nutrido, com frio,<br />O teu olhar triste, sentido, doentio,<br />Que amargura no semblante trespassa.</p><p>Injusta a vida tua; sem culpa formada,<br />Foste julgado, condenado e isolado,<br />Pela sociedade sem regras nem valores,<br />Onde vingam malandros e mal feitores.</p><p>Menino de rua, quem és tu?<br />Um "alguém", dirão alguns,<br />És sim, um menino sem sorte.</p><p>Sem família, sem casa ou abrigo,<br />Sem amor ou carinho recebido,<br />És um menino em perigo de morte.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />31/05/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Saudade</title>
          <pubDate>21/05/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/4515-saudade</link>
          <description><h4>Saudade</h4><p><![CDATA[Saudade é o reunir de todos os sentimentos.<br />É delicioso ter saudades…<br />Dos tempos que foram e não voltam,<br />Da pessoa especial, daquele amor…</p><p>Saudade é estar preso sem estar junto,<br />É agarrar o tempo e não o deixar partir,<br />Um desejar muito mesmo à distancia,<br />Uma angústia profunda no espírito.</p><p>Saudade é a doce perspectiva da chegada,<br />O anúncio de algo que se anseia muito,<br />Um bater de coração que espera ansioso,<br />Quando algo que queremos não acontece.</p><p>Saudade é fantasiar um sorriso, um olhar,<br />É chorar com uma música ou um livro,<br />Lembrar dos velhos amigos já ausentes,<br />Idealizar dizer olhos nos olhos, quero-te.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />21/05/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Portugal Além Mar</title>
          <pubDate>21/05/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/4514-portugal-alem-mar</link>
          <description><h4>Portugal Além Mar</h4><p><![CDATA[Portugal pequenininho,<br />Em largura e comprimento,<br />É por certo bem estreitinho,<br />Banhado pelo oceano atlântico.</p><p>Apesar da pequenez,<br />Nada o fez amedrontar,<br />Partiu para conquistar,<br />Outros lugares além mar.</p><p>Tão bravios e inóspitos, <br />Difíceis de lá chegar,<br />Nas caravelas navegar,<br />Com tormentas a amainar.</p><p>Foram grandes e valentes,<br />Alma lusa resplandecente,<br />Ensinaram a esses povos,<br />A língua, a audácia e vontade.</p><p>Muitos acabaram por lá ficar,<br />Enfeitiçados por certa magia,<br />De paisagens belas e coloridas,<br />Ou animados por lindas nativas.</p><p>08.05.05]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />21/05/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Máscara</title>
          <pubDate>06/05/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/4262-mascara</link>
          <description><h4>Máscara</h4><p><![CDATA[Um dia haverá de chegar, <br />O ser que me irá amar,<br />Não espero nem desespero,<br />Apenas o pressinto e quero.</p><p>Será em uma madrugada,<br />Ou talvez num anoitecer,<br />O momento pouco importa,<br />Nem que seja em hora morta.</p><p>Nesse dia, derrubarei o muro,<br />Que construí à minha volta,<br />Onde me tentei proteger,<br />Com uma certa revolta.</p><p>Retirarei então a máscara,<br />Deixarei falar o coração,<br />Irei mostrar-me como sou,<br />E não camuflada de razão.</p><p>Despir-me-ei da armadura,<br />Como se nada me tocasse,<br />Seguirei em frente, confiante,<br />Esperando da vida uma atenuante.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />06/05/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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          <title>Vidas Perdidas</title>
          <pubDate>03/04/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/3797-vidas-perdidas</link>
          <description><h4>Vidas Perdidas</h4><p><![CDATA[Na escuridão da noite<br />Caminham sem destino<br />Olhares parados, passos lentos<br />Não sabem onde estar, onde ficar<br />São vidas perdidas...<br />Trazem a inércia vestida de tristeza<br />São os filhos da noite, da desonra<br />Fruto de uma colectividade alienada,<br />Sem atitudes nem vontade para nada.</p><p>Vivem do nosso lado e nada fazemos,<br />Fechamos os olhos e tentamos esquecer<br />A realidade, uma consciência de impotência<br />Ao olhar a miséria, a decadência<br />De uma sociedade sem rumo e sem dignidade<br />Que vive de jogadas, de grandes golpadas<br />Onde foi esquecido o humanismo<br />E se incentiva o materialismo.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />03/04/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Poeta?</title>
          <pubDate>14/03/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/3391-poeta</link>
          <description><h4>Poeta?</h4><p><![CDATA[De poeta as palavras tenho,<br />Falta-me quiçá o engenho,<br />Escrevinho por amor à arte,<br />Que é um talento à parte…</p><p><br />Palavras são como armas,<br />Podem matar ou arrebatar,<br />São facas de dois gumes:<br />Escrita de guerra ou de amar.</p><p><br />Nas minhas deambulações,<br />Por vezes me falta o verbo<br />E, nessas horas abstractas,<br />Escrevo a pensar em razões:</p><p><br />Na vida, nos outros, em mim,<br />Na sociedade e motivos afim,<br />Vou desenhando as ideias,<br />Num emaranhado fio de teias.</p><p><br />Poder passar a mensagem,<br />De uma qualquer abordagem,<br />É o ensejo de todo o poeta,<br />Que idealiza a forma concreta.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />14/03/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Mulher</title>
          <pubDate>06/03/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/3229-mulher</link>
          <description><h4>Mulher</h4><p><![CDATA[Mulher, <br />que fazes nascer outros seres<br />e ficas prisioneira desse acto<br />que aconchegas no teu regaço<br />pela tua vida fora, num abraço.</p><p>Mulher,<br />que fazes da tristeza, alegria<br />mesmo chorando por dentro,<br />cantas cantigas de embalar,<br />e sabes declinar o verbo amar.</p><p>Mulher,<br />que de ti te esqueces sempre,<br />ajudas os filhos e companheiro,<br />anulas-te por vezes, por inteiro,<br />sem lamentos ou recriminações. </p><p>Mulher,<br />que sendo tão forte, és frágil,<br />sabes ser dura na hora certa,<br />mas estás sempre desperta,<br />e tens a doçura do mel no olhar.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />06/03/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Nostalgia</title>
          <pubDate>26/02/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/3039-nostalgia</link>
          <description><h4>Nostalgia</h4><p><![CDATA[Quando me quedo quieta<br />sem nada fazer, nada dizer,<br />aparece aquele sentimento,<br />como asa voando no vento,<br />nostalgia, penso...</p><p>Sensação de distância,<br />de querer voltar a viver,<br />coisas que foram e não são,<br />partículas e peças de puzzle<br />armazenados em saguão...</p><p>Pequenos nadas guardados,<br />amarelados, desvanecidos,<br />que um tempo fez apagar,<br />como escrita na areia do mar,<br />para sempre, lentamente...</p><p>Há um dia e uma hora,<br />em que cada um de nós,<br />limpa e arruma o sótão,<br />onde guardamos os sonhos,<br />nossos fantasmas nostálgicos...]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />26/02/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Viver na Capital</title>
          <pubDate>17/02/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/2869-viver-na-capital</link>
          <description><h4>Viver na Capital</h4><p><![CDATA[A tarde cai taciturna<br />na cidade azul e fria,<br />o movimento é grande,<br />debandada geral.<br />a urbe despovoa-se<br />impera o silêncio...<br />residentes aguardam<br />a paz do anoitecer,<br />o merecido descanso.</p><p>Cidade que vibra,<br />enche escritórios,<br />espaços comerciais,<br />barulhos, trânsito,<br />correrias infernais<br />em direcção ao cais,<br />aos portos de abrigo,<br />noites entorpecidas,<br />manhãs submersas.</p><p>O ritual, repete-se<br />dia após dia, sempre,<br />provocando loucura,<br />alucinações, mal geral.<br />que bom viver na Capital!]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />17/02/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Mar, o meu elemento</title>
          <pubDate>10/02/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/2774-mar-o-meu-elemento</link>
          <description><h4>Mar, o meu elemento</h4><p><![CDATA[Sentada, junto ao mar, observo<br />O horizonte à distância...<br />A dimensão e extensão do mar<br />E uma paz interior me invade.</p><p>Fria, morna, branda ou brava<br />Sem água não saberia viver<br />Preciso da sua proximidade<br />Da calma que me transmite.</p><p>O baloiço das ondas na areia<br />O rumor do mar, a infinidade<br />Extasia-me e prende-me<br />Os sentidos e alquimias.</p><p>O sol declina sobre a água<br />Reflecte raios de luz cálida<br />Envolve-me e abraça-me,<br />Numa magia quente e fugaz.</p><p>No lusco-fusco do entardecer<br />Regresso a casa, silenciosa,<br />E, no meio da noite sonho,<br />Com a branca espuma do mar.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />10/02/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>O Poder da Mente</title>
          <pubDate>05/02/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/2603-o-poder-da-mente</link>
          <description><h4>O Poder da Mente</h4><p><![CDATA[A mente, esse mistério...<br />Tem poder? Realmente, a sério?<br />Não sei, talvez... nunca pensei,<br />Mas, verdade, é um enigma!</p><p>Como funcionará? <br />Por ondas, certamente…<br />Como o som, vibrando,<br />E, os sentidos agitando.</p><p>Mente, que guarda as cores,<br />Os sabores, os cheiros…<br />Memórias caladas, faladas,<br />Perdidas e desatinadas.</p><p>Por vezes “mente”, camufla,<br />Verdades e falsidades…<br />Atravessa oceanos e mares,<br />Imagina, procura irrealidades.</p><p>Mente, essa parte do cérebro,<br />Que nos transporta e embala…<br />Nos dá vida ou nos acalenta,<br />Faz-nos mossa ou nos regala.</p><p>Reflectindo, tem poder, sim!<br />O querer, o ter fé, a vontade,<br />Dá-lhe ânimo para prosseguir,<br />E, tentar entender a realidade.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />05/02/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Auschwitz</title>
          <pubDate>26/01/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/2332-auschwitz</link>
          <description><h4>Auschwitz</h4><p><![CDATA[60 anos de libertação<br />(27 Janeiro de 1945)</p><p><br />Realidade, atrocidade, ferocidade<br />tamanha desumanidade,<br />homens sem alma,<br />na frieza da guerra,<br />o permissível, o imperdoável!<br /> <br />Como foi possível?<br />ninguém sabia, <br />tudo se passava...<br /> <br />Homens, mulheres, crianças,<br />encaixotados, amontoados,<br />em vagãos de combóios,<br />gaseados, em balneários,<br />- férias, diziam eles...<br /> <br />Como foi possível?<br />um só louco...<br />ou a maioria enlouqueceu?<br /> <br />Impunemente, diariamente,<br />combóios rumo a Auschwitz,<br />milhões de judeus extintos,<br />sem saberem como nem porquê,<br />racismo, xenofobismo, extremínio?</p><p>Como foi possível?<br />Auschwitz, nunca mais!<br />frase, slogan ou verdade?]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />26/01/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Tsunami</title>
          <pubDate>23/01/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/2194-tsunami</link>
          <description><h4>Tsunami</h4><p><![CDATA[Gente desaparecida,<br />sofrida, engolida<br />pela sofreguidão do mar<br />natureza morta, exposta<br />sem resposta para dar.</p><p>Triste realidade que<br />nos tira a capacidade <br />de sequer imaginar<br />a dor, a revolta, o pavor<br />destas imagens de horror. </p><p>(homenagem às vítimas desta catástrofe invencível)</p><p><br />29/12/04]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />23/01/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Solidão ou ficção?</title>
          <pubDate>11/01/2005</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/1988-solidao-ou-ficcao</link>
          <description><h4>Solidão ou ficção?</h4><p><![CDATA[Sinto a tua ausência<br />Nas longas noites frias,<br />Nas madrugadas vazias,<br />Nas auroras boreais.</p><p>Será solidão ou ficção?<br />Este sentir, esta agitação,<br />De sabor acre-doce, <br />Que me destrói a razão.</p><p>Apodera-se-me de tal jeito,<br />Envolve-me e oprime-me,<br />Esvazia-me espírito e alma,<br />Num delírio que não acalma.</p><p>Alerta, olhos bem despertos,<br />Deitada, volto-me e revolto-me,<br />A voz da consciência censura,<br />Para me encher de amargura.</p><p>Inquietude de vida, degredo,<br />Falta de calor, de aconchego, <br />Feita prisão, de um coração,<br />Bravio e deserto de emoção.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />11/01/2005</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
          <item>
          <title>Amanhã</title>
          <pubDate>26/12/2004</pubDate>
          <link>https://sitedepoesias.com.br/poesias/1668-amanha</link>
          <description><h4>Amanhã</h4><p><![CDATA[Amanhã, palavra concreta<br />Que nos leva a parte incerta<br />Nesta vida de prós e contras<br />Somos tudo hoje e depois?</p><p>O destino troca-nos as voltas<br />Numa rivaravolta de dança<br />Em que valsamos ao luar<br />Numa doce cadência  lunar.</p><p>O hoje é presságio do ontem<br />Destino e imagem de algo<br />Que transforma os sonhos<br />Num futuro belo e calmo.</p><p>Fica a esperança e o desejo<br />De dias alegres cor de maçã<br />Numa envolvente ansiedade<br />Que transporta ao amanhã.]]></p><p><a href='https://sitedepoesias.com.br/poetas/estela' title='Biografia do Poeta: Estela Belém'><b>Estela Belém</b></a><br />26/12/2004</p></description>
          <author>Estela Belém</author>
                </item>
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