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<title>Site de Poesias - Cid Rodrigues Rubelita</title>
<link>http://sitedepoesias.com.br/</link>
<description>O Site de Poesias é um centro de poemas, de alguma forma, significativos; seja pelo conteúdo, pela métrica, pelas rimas... Mas principalmente pelos sentimentos que a boa poesia evoca na alma: tristeza, alegria, saudade, felicidade, amor, Deus. Porque escrever é uma arte: é traduzir o intraduzível!</description>
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<title>Site de Poesias</title>
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<link>http://sitedepoesias.com.br/</link>
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  <title><![CDATA[O acaso do tempo]]></title>
  <pubDate>01/10/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/33258</link>
  <description><![CDATA[<h4>O acaso do tempo</h4>
	<p>
		<span style="font-size: medium; color: #000000; font-family: andale mono,times;">No principiar da esta&ccedil;&atilde;o das mar&eacute;s,<br />o acaso do tempo e sua imprevisibilidade<br />engendrou o meu encontro com esta mulher,<br />que mais se assemelha a uma preciosidade.</p><p>E eu que me apresento como versejador,<br />Vejo-me um garimpeiro das profundezas,<br />Quase f&oacute;bico na imin&ecirc;ncia do torpor,<br />Que a mim me causa a tua beleza.</p><p>Tenho estado feito o homem monocular,<br />Com a vis&atilde;o vidrada no teu semblante;<br />Que quase me afogo nos teus olhos de mar,<br />N&atilde;o fosse a acuidade desta amante.</p><p>Deus, qu&atilde;o perfeito &eacute; o universo!<br />E a simetria contida no acaso!<br />H&aacute; tanta felicidade se vivo perto<br />Desta senhora de sorriso largo.</p><p>Nem o tempo e sua cadente cronologia<br />Foram &oacute;bices a essa paix&atilde;o singular.<br />Invariavelmente me emudece a sinfonia<br />De tua veludosa voz a cantarolar.</p><p>E eu que era um qualquer feitor<br />De estrofes angulares e pobre rima,<br />Vejo-me tal qual um beija-flor<br />Inundado no n&eacute;ctar de tua retina.</p><p>Deus, quanta harmonia cont&eacute;m o viver,<br />Embora n&atilde;o sejamos dele o condutor!<br />A inc&oacute;gnita do tempo det&eacute;m o poder<br />Determinante desse desmedido amor.</p><p>Vivo os instantes eternos e alvissareiros,<br />Pois tudo se me apresenta radiante;<br />Agora que feito aben&ccedil;oado garimpeiro,<br />Tornei-me senhor do mais belo diamante.<br /></span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		01/10/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Desassossego]]></title>
  <pubDate>17/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32710</link>
  <description><![CDATA[<h4>Desassossego</h4>
	<p>
		<span style="color: #0000ff;">Hoje, naquele come&ccedil;o de mundo,<br />Onde tudo est&aacute; por fazer ainda,<br />Sob um escaldante sol e rotundo,<br />Fizeste-me feliz, mo&ccedil;a linda.</p><p>&Oacute; como foi uma tarde &iacute;mpar!<br />Apesar dos fronteiri&ccedil;os olhos roli&ccedil;os<br />Daquela gente a nos espiar.</p><p>Espargindo de n&oacute;s, a semente do amor;<br />Corpos recostados na parede sem vi&ccedil;o,<br />Sentimentos feito um campo de flor.</p><p>Olhos meus, vidrados no teu semblante<br />E as m&atilde;os agu&ccedil;adas pra te tocar.<br />L&aacute; fora um calor escaldante;<br />C&aacute; dentro uma paix&atilde;o singular.</p><p>Ainda assim, o domingo foi divino,<br />Naquele lugar onde h&aacute; tudo por fazer.<br />S&oacute; o encanto de tu me olhares sorrindo<br />Valeu o desassossego de te querer.</p><p>Mas agora me alagou a agonia<br />Da noite longa, e eu de ti distante;<br />No inconsciente, a tua voz, em sinfonia,<br /></span><span style="color: #0000ff;">Sussurra, na tua aus&ecirc;ncia constante.<br /></span></span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		17/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Moça bonita]]></title>
  <pubDate>14/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32603</link>
  <description><![CDATA[<h4>Moça bonita</h4>
	<p>
		<span style="font-size: medium; font-family: book antiqua,palatino;">Bonita morena mo&ccedil;a<br />quanta saudade represada<br />na fonte de minha retina!</p><p>Mal sabes tu da for&ccedil;a<br />com que tenho ido &agrave; batalha<br />por esta paix&atilde;o repentina!</p><p>Mal sabes tu da felicidade<br />Que trouxeste para minha vida<br />Naquela noite de c&uacute;mplice lua!</p><p>Mal sabes tu desta saudade<br />Que, desde ent&atilde;o, invade-me desmedida<br />E se avoluma na aus&ecirc;ncia tua!</p><p>A tua imagem mo&ccedil;a bonita<br />Todo instante refletida na minha mente,<br />Tal qual a pintura da mona lisa<br />Assim t&atilde;o meiga e sorridente.</p><p>E os teus olhos a circundar o universo<br />Sob a penumbra dos teus c&iacute;lios<br />Fazem de mim um espargidor de versos<br />Trazem para mim a beleza do infinito.</p><p>Mo&ccedil;a bonita, a tua voz de veludo<br />No sussurro morno ao meu ouvido<br />Deixa em mim a sensa&ccedil;&atilde;o de que em tudo<br />E por toda vida serei por ti perdido</p><p>De incomensur&aacute;vel paix&atilde;o.<br />Ainda mais se te tenho amalgamada<br />Al&eacute;m da pele, no fulgor do cora&ccedil;&atilde;o.<br />Mo&ccedil;a bonita, minha bela namorada.<br /></span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		14/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Sem palavras]]></title>
  <pubDate>13/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32531</link>
  <description><![CDATA[<h4>Sem palavras</h4>
	<p>
		<span style="font-size: small; font-family: comic sans ms,sans-serif;">Escrever-lhe-ei palavras minguadas,<br />vez que me deixaste sem fala;<br />desde o dia em que, distra&iacute;da,<br />olhaste-me, quase sem querer,<br />&nbsp;<br />ocasionaste desalinho na minha vida<br />e agora tu vens me dizer<br />que sempre me emude&ccedil;o<br />quando me aproximo de voc&ecirc;;<br />&nbsp;<br />mal sabes tu o burburinho<br />que h&aacute; dentro de meu ser;<br />afoitos, desejo e carinho;<br />quase fico sem ar pra viver...</span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		13/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Quase]]></title>
  <pubDate>10/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32427</link>
  <description><![CDATA[<h4>Quase</h4>
	<p>
		<span style="font-size: small; font-family: book antiqua,palatino;">Antes de provar sua teoria hol&iacute;stica<br />De que a terra &eacute; uma esfera,<br />O fil&oacute;sofo Galileu quase perde a vida<br />Diante das arc&aacute;icas cren&ccedil;as da igreja.</p><p>Antes de se estreitar a rela&ccedil;&atilde;o,<br />Que entre dois seres principia,<br />Uma tormenta de talvez e n&atilde;o<br />Destoou os arranjos da sinfonia.</p><p>Assim como a brisa &eacute; quase vento<br />E o vento &eacute; quase ventania<br />E o triz &eacute; quase tempo<br />E o crep&uacute;sculo &eacute; quase dia.</p><p>Assim como quase onda &eacute; a mar&eacute;<br />E quase oceano &eacute; o mar<br />E a crendice &eacute; quase f&eacute;<br />E o querer &eacute; quase amar.</p><p>Quase nada existe na const&acirc;ncia do quase,<br />Sen&atilde;o a exist&ecirc;ncia de desmedida vacuidade,<br />Que quase faz da gente o poeta da saudade<br />Retumbante de paix&atilde;o n&atilde;o fosse o quase.</p><p>Assim como a inf&acirc;ncia &eacute; quase puberdade<br />E quase juventude &eacute; a adolesc&ecirc;ncia<br />E a alegoria dos carnavais &eacute; quase felicidade<br />E a alfabetiza&ccedil;&atilde;o &eacute; quase consci&ecirc;ncia.</p><p>Assim como quase tocam as estrelas<br />As m&atilde;os imersas no espelho d&rsquo;&aacute;gua;<br />E quase o c&eacute;rebro absorve a alma,<br />N&atilde;o fosse o paradoxo entre alegria e tristeza</p><p>N&atilde;o fosse o quase das pedras no caminho,<br />Ter&iacute;amo-nos entrela&ccedil;ado de corpo e alma;<br />E quem sabe aqu&eacute;m ou al&eacute;m do torvelinho,<br />Um para o outro ser&iacute;amos pessoas encantadas.<br /></span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		10/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Atônito]]></title>
  <pubDate>08/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32347</link>
  <description><![CDATA[<h4>Atônito</h4>
	<p>
		<span style="font-size: small;">Estou at&ocirc;nito de desejo de me encontrar</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">Na perdi&ccedil;&atilde;o de sua escultura</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">E fazer deste tes&atilde;o uma loucura</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">Quase imposs&iacute;vel de se curar.</span></span></span><br /><span style="font-size: small; font-family: book antiqua,palatino;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">E depois do instante eternizado</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">Retornar &agrave; maratona de gozo</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">At&eacute; que a dia rompa o brado</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">Da noite de prazer em fogo.</span></span></span><br /><span style="font-size: small; font-family: book antiqua,palatino;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">Mas voc&ecirc; se faz de tonta</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">N&atilde;o entende a linguagem</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">Do corpo j&aacute; em agonia.</span></span></span><br /><span style="font-size: small; font-family: book antiqua,palatino;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">Sa&iacute;ba que antes que o tempo rompa</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">Care&ccedil;o tanto de sua imagem</span></span></span><br /><span style="font-size: small;">Despida, minha santa Maria.</span></span></span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		08/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Finitude]]></title>
  <pubDate>08/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32344</link>
  <description><![CDATA[<h4>Finitude</h4>
	<p>
		<span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Perfumada e lou&ccedil;&atilde; flor-de-lis</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Pe&ccedil;o-te pelo m&uacute;tuo anseio infindo</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Olvida o que desvairado fiz</em></span></span></span></span><br /><span style="font-size: small; color: #000000; font-family: book antiqua,palatino;"><em>&nbsp;</em></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>E escancara teu sorriso lindo</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>E saiba que o que sempre quis</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Antes que o tempo j&aacute; fugindo</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Roube de n&oacute;s o instante de ser feliz.</em></span></span></span></span><br /><span style="font-size: small; color: #000000; font-family: book antiqua,palatino;"><em>&nbsp;</em></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>N&atilde;o permite que um deslize qualquer</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Leve-nos a um est&aacute;gio beligerante,</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Pois deveras nenhum de n&oacute;s quer</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Esta luta v&atilde; ao amor infante.</em></span></span></span></span><br /><span style="font-size: small; color: #000000; font-family: book antiqua,palatino;"><em>&nbsp;</em></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>S&ecirc; do sentimento arrebatador</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Uma aliada destemida e paciente,</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Que serei por ti diuturno lutador</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Vez que breve &eacute; a vida e urgente</em></span></span></span></span><br /><span style="font-size: small; color: #000000; font-family: book antiqua,palatino;"><em>&nbsp;</em></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Carecemos desta liga, am&aacute;lgama, m&oacute;s</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Para, feito a arte peculiar do oleiro,</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>Encher de vida esta escultura que h&aacute; em n&oacute;s</em></span></span></span></span><br /><span style="font-family: book antiqua,palatino;"><em>e se eternize na finitude do desejo.</em></span></span></span></span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		08/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Todo sentimento do universo]]></title>
  <pubDate>06/09/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32279</link>
  <description><![CDATA[<h4>Todo sentimento do universo</h4>
	<p>
		<span style="font-size: small;">Embora eu seja sabedor</span></span><br /><span style="font-size: small;">de que tudo que &eacute; magn&iacute;fico</span></span><br /><span style="font-size: small;">nem o tempo transfigura;</span></span><br /></span><br /><span style="font-size: small;">embora na condi&ccedil;&atilde;o hum&iacute;lima</span></span><br /><span style="font-size: small;">de um poetinha qualquer</span></span><br /><span style="font-size: small;">eu n&atilde;o saiba expressar a candura</span></span><br /></span><br /><span style="font-size: small;">que essa data &iacute;mpar requer;</span></span><br /><span style="font-size: small;">ainda assim tomo a liberdade</span></span><br /><span style="font-size: small;">de lhe desejar em rima</span></span><br /></span><br /><span style="font-size: small;">toda paz, prazer e amor</span></span><br /><span style="font-size: small;">do mundo e que a felicidade</span></span><br /><span style="font-size: small;">seja em teus dias, o fio condutor</span></span><br /></span><br /><span style="font-size: small;">de teus sonhos, projetos e feitos.</span></span><br /><span style="font-size: small;">Que tua fragranciosa primavera</span></span><br /><span style="font-size: small;">esparja todo sentimento do universo.</span></span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		06/09/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[o banquete e o bobo da corte]]></title>
  <pubDate>31/08/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/32082</link>
  <description><![CDATA[<h4>o banquete e o bobo da corte</h4>
	<p>
		<span style="font-size: small;">Ainda na Antiga Gr&eacute;cia</span></span><br /><span style="font-size: small;">O banquete era a mesa farta,</span></span><br /><span style="font-size: small;">da Monarquia institu&iacute;da.</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">Ainda hoje, &agrave; custa da mis&eacute;ria</span></span><br /><span style="font-size: small;">Do povo, esta mesa abastada</span></span><br /><span style="font-size: small;">Derrama as migalhas carcomidas.</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">No centro desta festa abundante</span></span><br /><span style="font-size: small;">Os coron&eacute;is de um planeta imagin&aacute;rio</span></span><br /><span style="font-size: small;">Zombam dos paup&eacute;rrimos buf&otilde;es.</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">P&atilde;o e circo num bar dan&ccedil;ante</span></span><br /><span style="font-size: small;">S&atilde;o atos nesse teatro hil&aacute;rio</span></span><br /><span style="font-size: small;">Instalado para ludibriar as afli&ccedil;&otilde;es.</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">E ao redor do banquete</span></span><br /><span style="font-size: small;">Dan&ccedil;am, cantam e d&atilde;o gargalhadas</span></span><br /><span style="font-size: small;">Os desvalidos bobos da corte.</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">Enquanto os p&iacute;caros do presente</span></span><br /><span style="font-size: small;">Num gesto de galhofa escancarada</span></span><br /><span style="font-size: small;">Empurram os be&oacute;cios pra morte.</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">Nesse banquete custeado</span></span><br /><span style="font-size: small;">Pelos dinheiros do er&aacute;rio</span></span><br /><span style="font-size: small;">E organizado pela oligarquia,</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">Que des (manda) num lugar abandonado,</span></span><br /><span style="font-size: small;">H&aacute; um sem n&uacute;mero de pseudo-funcion&aacute;rios</span></span><br /><span style="font-size: small;">Convidados para florear a hipocrisia.</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">Abre os olhos, oh! cidad&atilde;os</span></span><br /><span style="font-size: small;">Dos dias atuais!</span></span><br /><span style="font-size: small;">Pois depois dos fantasiosos rituais</span></span><br /><span style="font-size: small;">dos banquetes e do circo e p&atilde;o</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">haver&aacute; um longo intervalo de tempo</span></span><br /><span style="font-size: small;">em que desamparado, amargar&aacute;s ao relento,</span></span><br /><span style="font-size: small;">em que n&atilde;o ter&aacute;s teu assento</span></span><br /><span style="font-size: small;">na linha da Hist&oacute;ria;</span></span><br /><span style="font-size: small;">&nbsp;</span></span><br /><span style="font-size: small;">enquanto a esc&oacute;ria</span></span><br /><span style="font-size: small;">da humanidade, teus direitos mercancia.</span></span><br /><span style="font-size: small;">Abre os olhos, oh! cidad&atilde;os, enquanto &eacute; dia.</span></span><br /><span style="font-size: small;">N&atilde;o sejas o bobo da corte, pois, jaz a monarquia!!!</span></span><br />&nbsp;<br /><span style="font-size: small;">Cid Rodrigues Rubelita</span></span>	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		31/08/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Aspirações]]></title>
  <pubDate>16/01/2008</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/25393</link>
  <description><![CDATA[<h4>Aspirações</h4>
	<p>
		Agora que me abandonaste aqui &quot;tadim&quot;<br />na imensid&atilde;o desta espera sem fim <br />depois de me adulares com o quindim<br />que h&aacute; nas tuas poesias, meu serafim...<br />&nbsp;<br />Quisera eu ser grande,<br />bem mais maior de grande,<br />enorme,&nbsp;desproporcional&nbsp;o bastante<br />para, num passo de gigante,<br />vencer dist&acirc;ncia colossal;<br />&nbsp;<br />e romper a linha lim&iacute;trofe de teu semblante<br />e sentir teus poros ofegantes<br />e repousar na sombra atenuante<br />de teus s&iacute;lios brilhantes<br />esta saudade descomunal. <br />&nbsp;<br />Quisera eu ser pequenino,<br />a mil&eacute;sima parte de um &aacute;tomo,<br />impercept&iacute;vel microorganismo&nbsp;min&uacute;sculo,<br />invasor de&nbsp; rede de fibra &oacute;ptica;<br />&nbsp;<br />para, obliteradas a conven&ccedil;&atilde;o e a l&oacute;gica,<br />alar na penumbra do crep&uacute;sculo<br />e espocar na &acirc;ncora de teus bra&ccedil;os<br />feito bolhas incontidas de quinino.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		16/01/2008	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Essencialidade]]></title>
  <pubDate>20/12/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/24756</link>
  <description><![CDATA[<h4>Essencialidade</h4>
	<p>
		Exclu&iacute;das as exig&ecirc;ncias convencionais,<br />elididas as diferen&ccedil;as sociais,<br />suprimidas as indiferen&ccedil;as raciais<br />e vencidas as filosofias dos intelectuais,</p><p>os humanos somos animais cotidianamente&nbsp;</p><p>carentes apenas de contato, de olfato, de tato,<br />e n&atilde;o de sapatos,&nbsp;aparatos e&nbsp;contratos;</p><p>carentes de calor, de amor, de despudor,<br />e n&atilde;o de avi&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o e t&iacute;tulo de doutor;</p><p>carentes de car&iacute;cia, de mal&iacute;cia, de pregui&ccedil;a,<br />e n&atilde;o de influ&ecirc;ncia, flu&ecirc;ncia e contas na Sui&ccedil;a;</p><p>carentes de paix&atilde;o, de emo&ccedil;&atilde;o, de tenta&ccedil;&atilde;o,<br />e n&atilde;o de guerra,&nbsp;terras e&nbsp;grades de prote&ccedil;&atilde;o;</p><p>carentes de relacionamento, de cumprimento, de sentimento,<br />e n&atilde;o de&nbsp; isolamento, armamento e muros de confinamento,</p><p>carentes de beijo, de desejo, de gestos benfasejos,<br />e n&atilde;o de guerrilha,&nbsp;quadrilha e&nbsp;ilhas de desterro;</p><p>carentes de paz, de cantigas, de poesia,<br />e n&atilde;o de rolex, duplex, veleiros carcomidos pela maresia;</p><p>e porque ningu&eacute;m &eacute; de ferro nem de &aacute;gua<br />n&oacute;s somos carecedores desmedidos<br />de dengo, chamego, cafun&eacute; e sexo;</p><p>mas para tal, &eacute; urgente que se fa&ccedil;a uma cla&uacute;sula<br />que declare a permissividade de viver despido;<br />chega de rel&oacute;gios, gravata, an&aacute;gua, saia, terno.<br />	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		20/12/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Subterfúgio]]></title>
  <pubDate>20/12/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/24750</link>
  <description><![CDATA[<h4>Subterfúgio</h4>
	<p>
		Agora que se aproximam os festejos,<br />as pessoas se atropelam nos corredores<br />dos shoppings e nas sufocantes avenidas,<br />em busca de adere&ccedil;os e de sup&eacute;rfluos objetos.</p><p><br />Todavia, aqu&eacute;m destes ornamantos, um desejo<br />vasto e nu de se completarem com amores;<br />mas, na dubiedade, as pessoas n&atilde;o v&ecirc;em que na vida<br />a essencialidade singular &eacute; o amor, a felicidade, o afeto.</p><p><br />Ofuscados pelo brilho dos diamantes,<br />os humanos n&atilde;o percebem ami&uacute;de,<br />que &eacute; no plano imaterial, al&eacute;m de vicissitudes,<br />e&nbsp;desnudo, o viver revela-se significante.<br />	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		20/12/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Ano novo, vida nova]]></title>
  <pubDate>19/12/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/24705</link>
  <description><![CDATA[<h4>Ano novo, vida nova</h4>
	<p>
		Faz deste novo ano que se inicia<br />O primeiro de tua vida.<br />Aprende a andar de m&atilde;os dadas,<br />Aprende a usufruir as horas vagas,<br />Aprende a confiar em ti e em teus amigos,<br />Aprende a perdoar teus inimigos,<br />Aprende a conviver com as diferen&ccedil;as,<br />Aprende a combater as indiferen&ccedil;as.<br />Pois, comparada &agrave; infinitude,<br />A longeva vida &eacute; mera inf&acirc;ncia.<br />&nbsp;<br />Recebe este novel ano como uma d&aacute;diva<br />E vive-o como se fosse <br />O derradeiro de tua vida.<br />Acha mais tempo para a fam&iacute;lia.<br />Equilibra-te na humildade,<br />Se tu percorres &iacute;ngremes trilhas.<br />Alarga, no conhecimento,<br />Os teus (e dos outros) horizontes.<br />Escancara o sorriso incontinente<br />No jovial semblante.<br />J&aacute; que, na ess&ecirc;ncia da humanidade,<br />Somente o bem tem signific&acirc;ncia.<br />&nbsp;<br />Neste ano pr&oacute;ximo vindouro<br />Festeja, trabalha, ama e, de novo,<br />Tem as atitudes que te fazem feliz<br />Sem que no semelhante abram cicatriz.<br />&nbsp;<br />Todavia, vive com intensidade<br />Os interst&iacute;cios entre os afazeres;<br />Desprende da mat&eacute;ria a tua realidade,<br />No sentimento &eacute; que afloram os prazeres;<br />Desconecta teus sonhos da virtualidade,<br />Pois &eacute; na carne, corpo e alma das pessoas<br />Que pulsa, avoluma e explode a felicidade.<br />&nbsp;<br />Feito isso, no balan&ccedil;o do ano doravante,<br />A marca da tua presen&ccedil;a ser&aacute; radiante.<br />J&aacute; que &eacute;s, aos olhos da humanidade,<br />Um ser muito especial.<br />&nbsp;<br />Agora, se j&aacute; praticas estas a&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas,<br />Revigora-te, em Deus, no pr&oacute;spero ano e ensina,<br />Pois que &eacute;s, na verdade,<br />Um S&aacute;bio revestido de massa corporal.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		19/12/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Feliz aniversário]]></title>
  <pubDate>19/09/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/22637</link>
  <description><![CDATA[<h4>Feliz aniversário</h4>
	<p>
		Um pouco quase meio tardio,<br />desejo-te felicidades na vida,<br />desejo-te prazeres nos desafios,<br />desejo-te sucesso na lida.</p><p>Que Deus acenda o pavio<br />da luz que clareia os teus passos,<br />para que, mesmo nos instantes sombrios,<br />a luminosidade divina aque&ccedil;a teus bra&ccedil;os!</p><p>E dissipe os entraves e os obst&aacute;culos,<br />para que o viver, este mosaico<br />de idas e vindas, revele-se um espet&aacute;culo<br />constante, &uacute;nico, real e fant&aacute;stico!<br />	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		19/09/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Intervalos]]></title>
  <pubDate>22/06/2007</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/20655</link>
  <description><![CDATA[<h4>Intervalos</h4>
	<p>
		Quando se est&aacute; na fase gestat&oacute;ria<br />H&aacute; um intervalo entre a exist&ecirc;ncia e a vida.<br />&Eacute; que para a cotidiana mem&oacute;ria<br />A pessoa s&oacute; existe se pass&iacute;vel de ser vista.</p><p>Quando se vive na inoc&ecirc;ncia de ser crian&ccedil;a<br />N&atilde;o h&aacute; intervalos entre as brincadeiras e os sonhos<br />A n&atilde;o ser aqueles intervalos longos<br />Entre a boca da noite e o raiar da manh&atilde;.</p><p>Quando se est&aacute; arrebatado por uma paix&atilde;o<br />A vida se nos apresenta pautada de intervalos.<br />Se n&atilde;o est&aacute; ao alcance de nossos bra&ccedil;os<br />A pessoa que a gente ama, forma-se um v&atilde;o...</p><p>Que mais se afigura um abismo. </p><p>Quando a chuva p&aacute;ra de cair <br />Ap&oacute;s uma tempestade de ver&atilde;o<br />Entre a derradeira gota e o ch&atilde;o<br />H&aacute; um intervalo em que o sol voltar a luzir</p><p>Entre as viagens de idas e vindas<br />Entre os encontros e as despedidas<br />H&aacute; um intervalo raso de saudades infindas<br />Nesta intoler&aacute;vel aus&ecirc;ncia da pessoa querida.</p><p>Mas dos intervalos, o mais dorido &agrave; nossa volta,<br />&Eacute; o que h&aacute; quando o ente amado parte coa morte.<br />Ontem, este intervalo besta invadiu a porta...</p><p>De meu sentimento: e eu n&atilde;o pude dizer boa sorte<br />Ao meu tio Z&Eacute; PRETO na sua despedida <br />Ao noventanos de vida untada de gl&oacute;ria.</p><p><br />Homenagem p&oacute;stuma ao meu tio Z&Eacute; PRETO, que faleceu em 20/06/07, em Salinas-MG. <br />Um homen que, apesar das dificuldades por que passou, soube em seus 90 anos de vida, ser am&aacute;vel, amoroso, amigo e, acima de tudo, temente a Deus.<br />Saudades, muitas, agora que o intervalo se eternizou!!	</p>
	<p>
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		22/06/2007	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Diálogo com Deus]]></title>
  <pubDate>08/11/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/15344</link>
  <description><![CDATA[<h4>Diálogo com Deus</h4>
	<p>
		Deus,<br />Dai-me forças, paz interior, <br />pensamentos positivos,<br />Alegria de viver, <br />paciência e perseverança<br />Para eu lutar <br />pelos meus objetivos!</p><p>Deus,<br />Fazei que meus objetivos <br />sejam realmente humanos,<br />Profícuos e brilhantes;<br />Que eu priorize a vivência<br />No seio da família<br />E a dignidade humana!</p><p>Deus,<br />Para tudo isso,<br />Eu vos suplico<br />Que paramentai-me<br />De coragem, persistência e fé<br />Inabaláveis e que minha memória<br />Seja farta de raciocínio e persuasão!</p><p>Deus,<br />Estai sempre comigo,<br />Abri meus olhos, ouvidos<br />E sustentai minh’alma!</p><p>Deus,<br />Sede meu escudo<br />Durante todo este percurso<br />Pelo teu finito mundo!</p><p>Deus,<br />Sede meu amigo, pai, guia e mestre<br />Nesta e n’outra vidas...</p><p>Deus, <br />dai-me significância e significado,<br />Segundo vossos ensinamentos!	</p>
	<p>
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		08/11/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[O sentido da vida]]></title>
  <pubDate>12/09/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/14143</link>
  <description><![CDATA[<h4>O sentido da vida</h4>
	<p>
		A verdadeira vida <br />que nos interessa, <br />excluídas tantas,é esta <br />que nos descreve o poeta. </p><p>As outras arestas <br />são meras objeções<br />para tirar os nossos corações <br />do foco e da peça </p><p>e perdermos o melhor da festa:<br />o beijo sem pressa; <br />a paixão, esta flecha, <br />que em nós introjeta,<br />a essência - na ponta inversa<br />da alma.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		12/09/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[O dom da vida]]></title>
  <pubDate>31/08/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/13872</link>
  <description><![CDATA[<h4>O dom da vida</h4>
	<p>
		Quando se rompe a platitude,<br />Belo, o mundo se nos apresenta de repente.<br />E o olhar alcança a infinitude<br />Da vida, além dos óbices, contente;</p><p>Posto que o ato de fechar/abrir<br />O entusiasmo é simples questão de atitude;<br />Como a força que se faz, amiúde, <br />Para chorar e/ou sorrir.</p><p>Sobretudo, quando ao derredor<br />Do cotidiano, há jardins e rosas a florir<br />E cá dentro, pulsar plausível do amor</p><p>Escancara, refletido em gestos mínimos,<br />Que aos quatro cantos reverberam.<br />Só por isso o dom da vida já é lindo.	</p>
	<p>
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		31/08/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Poema para saudar a chuva]]></title>
  <pubDate>29/08/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/13842</link>
  <description><![CDATA[<h4>Poema para saudar a chuva</h4>
	<p>
		Há quanto tempo tu partiste!<br />Ainda era hora vespertina<br />De um verão aquoso,<br />Vagaroso dispersar numa neblina.</p><p>Ficaram no teu lugar, entremeados,<br />Perecedouros raios de sol a pino<br />E um opaco inverno sulino<br />E uma lassitude em estágio avançado.</p><p>Decerto embrenhaste pelos meridianos,<br />De tufões e tornados tornaste amante;<br />Enquanto aqui, já há quase meio ano,<br />A límpida abóbada denuncia-te distante.</p><p>Tu não sabes o quanto confragosos<br />Têm estado os monumentos e a geografia;<br />Fauna e flora diáfanas, enquanto em agonia,<br />Evapora-se o vazante de rios, outrora, caudalosos.</p><p>Todavia, depois de quebrar algumas promessas,<br />A teu modo, hoje derramas em cântaros.<br />Vês que a natureza regozija em festa?<br />Dantes exsicadas, as planícies transmutam-se em pântanos.</p><p>Há quanta vida e fragrância <br />E espelho d’água em profusão,<br />Traze, oh chuva, forte, branda!<br />Em partículas gotejas a redenção.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		29/08/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Sendas]]></title>
  <pubDate>16/08/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/13578</link>
  <description><![CDATA[<h4>Sendas</h4>
	<p>
		Há nos olhos de quem ama, <br />Um enigma quase indecifrável, <br />Não fosse o dom louvável <br />Que têm os poetas.</p><p>Há no coração de quem se apaixona, <br />Um mundo plausível, <br />Que torna as coisas tolas, risíveis.<br />E a mente repleta de arco-íris e pétalas.</p><p>Ao contrário do mercado da bolsa de valores<br />E da volatilidade <br />Do capitalismo estrutural,</p><p>A vida, que segue pelas sendas dos amores,<br />Tem na amabilidade<br />Sua fonte divina, eterna e natural.	</p>
	<p>
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		16/08/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Ode à Rubelita]]></title>
  <pubDate>10/08/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/13475</link>
  <description><![CDATA[<h4>Ode à Rubelita</h4>
	<p>
		Não me invejo os parisienses<br />Só porque têm a torre Eiffel,<br />Pois que sou rubelitense, <br />Nasci quase nas cercanias do céu.</p><p>Nem tampouco padeço de cobiça <br />Pela estátua da liberdade novayorquina; <br />Contentam-me os ares de rubelita <br />E a beleza natural de tuas meninas.</p><p>Embora me embeveça a suntuosidade<br />Medieval do londrino big-bag.<br />Mais alvissareiro me faz a proximidade<br />De retorno à cidade de meu bem.</p><p>Tenho sonhos de conhecer os continentes:<br />Maravilhas como Niágara, Tajmarral e Pequin.<br />E um anseio maior, singular e intermitente,<br />De enamorar a lua sob a copa do pé de “tamarin”.</p><p>Ah, Rubelita!<br />E saber que um ponto minúsculo,<br />Quase imperceptível no mapa tupiniquim,<br />Atordoa-me de saudade, pois que é crepúsculo<br />O viver, tendo-te tão longe de mim!</p><p>Ah, Rubelita!<br />Sob tua geografia de alterosas,<br />Quanta riqueza intacta! Turmalinas, diamantes e rubis.<br />A fluência dialética sábia e simples num dedo de prosa<br />À sombra do Tamarindeiro que eterniza em ti.</p><p>Por tudo isso, agora que vivo à distância,<br />Tornei-me, do tempo, um exímio contador;<br />A tua foto sobre a mesa é ínfima lembrança<br />De ti, vez que por ti, tenho desmedido amor.	</p>
	<p>
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		10/08/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[A felicidade]]></title>
  <pubDate>23/06/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/12571</link>
  <description><![CDATA[<h4>A felicidade</h4>
	<p>
		A felicidade é assim persistente, <br />serena e dadivosa, <br />embora a gente <br />postergue a sua hora, </p><p>graciosamente ela nos espera, <br />como chuvas e aroma de rosas, <br />nas soleiras e frestas<br />das janelas e portas.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		23/06/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Diante do amor]]></title>
  <pubDate>23/06/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/12556</link>
  <description><![CDATA[<h4>Diante do amor</h4>
	<p>
		Diante dele, dizia o imortal poeta Dante:<br />"O amor me move: só por ele eu falo".</p><p>Pois comigo é diferente:<br />ora, o amor me paralisa;<br />sinto um nó na goela,<br />perco a fala, <br />a noção e o norte.</p><p>Ora, me enche de asas, <br />me regozija;<br />viajo entre estrelas, <br />de carona com a sorte.<br />Ajo feito um demente,</p><p>consoante as regras postas <br />e os costumes vigentes<br />e impostos pela habitual convenção.</p><p>Diante do amor, a mim me importa<br />o silêncio, a lava ardente<br />que inunda, derrete e rasa meu coração.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		23/06/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Amante incondicional]]></title>
  <pubDate>21/06/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/12519</link>
  <description><![CDATA[<h4>Amante incondicional</h4>
	<p>
		Com este alarido em harmonia <br />se eu fosse teu bem me libertaria<br /> <br />dos afazeres do dia-a-dia <br />só para me prender sem alforria </p><p>nos prazeres deste amor <br />- ou seria paixão, despudor -</p><p>até quase morrer feito beija-flor<br />afogado na concupiscência que extasia.</p><p>Afinal, aquém do mérito da filosofia<br />o que é a vida, analisa:</p><p>senão um punhado de dias<br />imprevisíveis e enxarcados de suor</p><p>para se arcar com os ares de doutor<br />e o conceito de sucesso que nos dita</p><p>esta sociedade decrépita e estúpida<br />- e a hipocrisia que nos veda a vida lúdica -</p><p>Portanto, se eu fosse teu bem me jogaria,<br />cego, no teu colo de amante incondicional</p><p>e causaria incomensurável dano moral<br />à enfadonha e insossa monotonia.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		21/06/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[A saudade, o amor e a esperança]]></title>
  <pubDate>21/06/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/12518</link>
  <description><![CDATA[<h4>A saudade, o amor e a esperança</h4>
	<p>
		A saudade é este estado autoritário <br />a nos impor comportamentos contrários <br />aos ditados convencionais; </p><p>faz da gente um ilusionista <br />com duplas imagens nas vistas<br />e transforma as madrugadas em tardes outonais.</p><p>O amor é esta condição aleatória<br />que nos deixa fora de órbita<br />com estranhos ares de marcianos;</p><p>Só o ser que vive um amor desmedido<br />tem a sensibilidade de se ver abduzido<br />a um estágio além do cotidiano.</p><p>A esperança, para alguns, é tênue linha<br />por que vagarosamente, quase oculto, caminha<br />o amor sem correspondência;</p><p>Todavia, para os amantes, é larga avenida,<br />ponte, conexão ininterrupta e lírica<br />que mantém saudade e amor numa só cadência.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		21/06/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Passeio de Páscoa]]></title>
  <pubDate>12/04/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10937</link>
  <description><![CDATA[<h4>Passeio de Páscoa</h4>
	<p>
		Vou aproveitar esse feriado santo<br />Para sair da rotina de doutor<br />Para no ouvido de meu amor<br />Sussurrar que eu a amo tanto.</p><p>Vou aproveitar a semana sacra<br />Pra me refestelar no colo<br />Da mulher que tanto adoro<br />Sem a conveniência da gravata.</p><p>Também abusarei do ensejo<br />Que nos traz a paixão de Cristo<br />Para me afogar no mar de beijos<br />Já que na Páscoa me ressuscito.</p><p>Acho até que de carona na brisa<br />Vou voar pelo mundo a passeio<br />E de mansinho soprar seus olhos grandes.</p><p>Depois feito beija-flor em orquídeas<br />Embriagar-me no perfume de teus seios<br />E te levar aonde quer que eu ande.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		12/04/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Descoberta?]]></title>
  <pubDate>12/04/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10936</link>
  <description><![CDATA[<h4>Descoberta?</h4>
	<p>
		Sabias que só agora os cientistas<br />descobriram que o zelo,<br />no sentido figurado, <br />faz bem ao nosso espírito; </p><p>coisa que os artistas<br />cantam, pintam e bordam aos novelos<br />e já sabiam os bem amados<br />desde os remotos tempos vividos?	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		12/04/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Reflexão]]></title>
  <pubDate>30/03/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10755</link>
  <description><![CDATA[<h4>Reflexão</h4>
	<p>
		Esta nossa <br />vida dadivosa<br />seria de tudo <br />e de todos, <br />a essência</p><p>se o arrogo <br />das pessoas <br />orgulhosas<br />transmutasse-se <br />em atos <br />de benemerência.</p><p>Esta fortuna <br />exorbitante<br />gasta <br />pelas potências<br />com suntuosos<br />projetos espaciais<br />à incógnita caça<br />de outras estrelas</p><p>não seria <br />mais dignificante<br />se revertida <br />à dígna sobrevivência<br />dos povos,<br />da flora, da fauna<br />que jaz<br />aquém da linha<br />de pobreza?	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		30/03/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Cadê você poetisa?]]></title>
  <pubDate>26/03/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10685</link>
  <description><![CDATA[<h4>Cadê você poetisa?</h4>
	<p>
		Cadê você que não mais aparece<br />sinto falta de seus poemas<br />sua ausência me entristece<br />sem tuas rimas se apequena</p><p>esta minha vida de internauta<br />pois não me acho neste infinito<br />virtual à caça de seus escritos<br />singulares e lúdicos que tanta falta</p><p>fazem aos meus olhos e mente<br />e a um outro espaço secreto<br />que feito flor desabrocha plenamente<br />ao simples alarido de seus versos.</p><p>Para minha amgia virtual e poetisa Célia Lima.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		26/03/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[vou-membora]]></title>
  <pubDate>23/03/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10615</link>
  <description><![CDATA[<h4>vou-membora</h4>
	<p>
		Vou-membora pra uma linha<br />qualquer entre os meridianos opostos<br />lá sou amigo de uma rainha<br />que tem um oásis nos olhos</p><p>e na voz um sussurro de brisa<br />e os cílios quão guarda-sóis<br />onde repousa minha cobiça</p><p>já que os sonhos são sucumbidos<br />pela barbúrdia de meus suspiros<br />que me causa esta mocinha</p><p>enquanto a razão vive em desalinho<br />no vale dos sentimentos aflora<br />um turbilhão de desejos a caminho<br />do castelo onde vive esta senhora.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		23/03/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Se o espelho falasse...]]></title>
  <pubDate>21/03/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/10587</link>
  <description><![CDATA[<h4>Se o espelho falasse...</h4>
	<p>
		Se o espelho falasse<br />me diria das pessoas <br />em quem eu possa confiar<br />e as que posso amar.</p><p>Se o espelho falasse<br />diria o que vê em mim;<br />se o espelho falasse<br />me mostraria o paraiso;</p><p>se o espelho falasse <br />me mostraria o paraíso, <br />me ajudaria a escolher, a entender, a saber...</p><p>Se o espelho falasse<br />seria meu amigo;<br />ou será que inimigo?</p><p>Se o espelho falasse<br />diria a todos:<br />que todos são iguais e diferentes<br />que podemos ser ou não amigos,<br />mas devemos conviver uns c'os outros,<br />porque cada um tem o seu jeito singular<br />e é isso que nos torna especiais,<br />- diferentes e iguais - <br />o poder de se expressar.</p><p>Texto elaborado pelo meu filho Murillo (9 anos)	</p>
	<p>
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		21/03/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Batalha de um soldado só]]></title>
  <pubDate>30/01/2006</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/9666</link>
  <description><![CDATA[<h4>Batalha de um soldado só</h4>
	<p>
		Tu tens consciência<br />de que há um guerrilheiro na trincheira<br />um soldado só e sem suprimento<br />quase sem subsistência, desesperançoso?</p><p>E que além da consciênica<br />nos confins da memória, a vida inteira<br />revive os melhores momentos<br />dos idos tempos de amor esplendoroso?</p><p>Mas que aspira, todavia,<br />ao fim desta beligerância<br />e pelas manhãs e fantasias<br />nutre um coração repleto de esperanças.</p><p>Entrelaçados corpo e alma neste amálgama<br />que é o amor feito massa de argila<br />mas que  transborda e respira<br />e acalenta a vida de quem ama.	</p>
	<p>
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		30/01/2006	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Feliz Natal, amigos virtuais]]></title>
  <pubDate>22/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8992</link>
  <description><![CDATA[<h4>Feliz Natal, amigos virtuais</h4>
	<p>
		Desejo aos meus amigos virtuais<br />Um natal e ano que adentra<br />Repletos de paz e graça espirituais<br />Visto que são o alicerce que nos sustenta</p><p>E protegem a nossa humana fragilidade<br />Diante do poderio ilimitado das potências<br />E clareiam a estrada plana da felicidade<br />Por que trasladam nossos sonhos e carências.</p><p>Desejo aos meus amigos virtuais<br />A grandeza singular dos sábios<br />A alegria pelas coisas triviais<br />A emoção espargindo dos lábios.</p><p>Amigos vates, o mundo seria só encanto<br />Se o espírito natalino<br />Fosse como o sol e a lua</p><p>Que se irradiam em qualquer rua<br />Alheios ao calendário e aos presentes finos<br />Resplandecendo luz e vida aos quatro cantos.</p><p>Todavia, façamos nós o que nos cabe<br />E o que nos permite o dom da escrita<br />Pois que a poesia é arma que abre<br />Um horizonte fulgurante à vida.	</p>
	<p>
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		22/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Dois mundos]]></title>
  <pubDate>20/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8950</link>
  <description><![CDATA[<h4>Dois mundos</h4>
	<p>
		No outro mundo de lá<br />Um lado naufraga o caminho nos desenganos<br />Esforça-se pra aprontar os poemas, os sonhos.</p><p>Um desejo farto...<br />No entanto, sem os aplausos<br />De Deus, sequer, dos anjos.</p><p>Já o arco-íris se deixa fotografar<br />Crianças soltas vivem a brincar<br />No outro lado de cá.</p><p>Os pássaros em liberdade<br />Meu corpo em liberdade<br />Todavia, minha outra metade<br />Atada a sua falta; avolumado nó</p><p>Que prende minha alheia vontade<br />Repleta de saudade<br />Que sinto dos dois lados<br />Unidos num só<br />Mundo de púrpuro amor.	</p>
	<p>
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		20/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Olhos da saudade]]></title>
  <pubDate>14/12/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8840</link>
  <description><![CDATA[<h4>Olhos da saudade</h4>
	<p>
		Deste composto de carbano<br />encharcado de águas contidas<br />afloram feito a imensidão do oceano<br />olhos rasos de saudade desmedida.</p><p>Revolvem-me a um passado remoto<br />os olhos da saudade<br />e com tamanha intensidade<br />que até te abraçar eu posso.</p><p>Todavia, os olhos da saudade são irrequietos<br />e aspiram a todos lugares a um só tempo;<br />quando definitivamente tenho-te mais perto<br />fecham-se os olhos e confundem meus sentimentos.</p><p>Têm a aguçada visão dos linces<br />os marejados olhos da saudade<br />e um poder próprio dos príncipes<br />e um encanto próprio da divindade.</p><p>Os olhos da saudade, arregalados,<br />fazem de meu coração uma estrela<br />que cintila de lado-a-lado<br />do universo para a felicidade de tê-la.</p><p>Os marejados olhos da saudade<br />tranformam a minha vida <br />num barco à deriva<br />sem ela, meu porto, minha felicidade.	</p>
	<p>
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		14/12/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[inveja do sol]]></title>
  <pubDate>30/11/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8510</link>
  <description><![CDATA[<h4>inveja do sol</h4>
	<p>
		Vencidas a opacidade<br />e a sensação de mofo<br />do inverno de Curitiba</p><p>com urgência eu preciso<br />trocar minhas lentes <br />por um par de óculos escuros.</p><p>Com urgência eu careço<br />de limites pra minha mente <br />e pro meu desejo elevados muros.</p><p>Pois nestes dias grandes<br />nestas horas longas e mornas<br />de sóis de verão</p><p>a beleza curitibana se expande<br />e a sensualidade das moças provoca<br />na gente a hipertensão.</p><p>Tanta sexualidade à mostra<br />tão perto da vista<br />quase ao alcance da boca!</p><p>Que inveja deste sol escaldante<br />com seus olhos grandes<br />com suas mãos atrevidas</p><p>rouba a roupa das gurias<br />e se debruça nas curvas esguias<br />enquanto em mim a baba expande!</p><p>Quanta inveja deste calor<br />e do vento que sopra vagaroso <br />e adentram seios e vãos!</p><p>Quanta bendita falta de pudor!<br />Quanta sedução <br />quase a meio palmo das mãos!	</p>
	<p>
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		30/11/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Forca]]></title>
  <pubDate>25/11/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8418</link>
  <description><![CDATA[<h4>Forca</h4>
	<p>
		Enquanto l&aacute; fora <br />Cai uma chuva fina<br />De molhar bobo</p><p>Eu, c&aacute; entretido, <br />Espano o bolor da mem&oacute;ria<br />E retorno a um canto de Minas,</p><p>Mais precisamente no lugar<br />Onde passei meus dias de infante,<br />Na fazenda de nome gramiais.</p><p>Onde o Estado s&oacute; se fez chegar<br />Travestido de tributos exorbitantes;<br />Mas como garantidor de direitos, jamais.</p><p>Quando l&aacute; chegou, o Estado,<br />Com sua corrente de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel,<br />Levou &agrave; forca a diversidade do Cerrado.</p><p>Enfeitado de progresso iminente,<br />Engoliu as florestas centen&aacute;rias.<br />E o resto de esperan&ccedil;a daquela gente,</p><p>&Agrave; m&iacute;ngua como os leitos dos rios.<br />Enquanto, enfeitado de lumin&aacute;rias,<br />Ressequido, o vale se transforma num lugar sombrio.</p><p>Cortado por estradas e redes de energia,<br />Que ligam e movimentam o niilismo,<br />O Jequitinhonha definha na perpetuidade da agonia.	</p>
	<p>
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		25/11/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Esperançoso]]></title>
  <pubDate>22/11/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8359</link>
  <description><![CDATA[<h4>Esperançoso</h4>
	<p>
		Existe alguém esperando para ser<br />mais que uma ilusão;<br />alguém que a teu lado irá trazer<br />um mundo de emoção.</p><p>Pessoa de carne, ossada e luz.<br />Um cara que quase oco<br />vive o que não é de direito.</p><p>Eu sem ti, tudo se reduz<br />a uma tola rotina de sufocos<br />e desníveis dentro do peito.</p><p>De direito não pode ser<br />ver-te todos os dias<br />apenas na fantasia dos retratos.</p><p>E viver estes grandes dias,<br />morto quase, todo tempo opaco,<br />não fosse a saudade a me anoitecer.</p><p>Não é de direito, não; <br />nem tampouco ser pudera<br />eu viver tantas noites de verão<br />e arrefecer a esperança na primavera.</p><p>Longo inverno de horas brancas,<br />um vai-vem na varanda<br />de minha vida velada pela vaguidão.</p><p>De direito será jamais<br />continuar distante de tua paz<br />e alijado do alcance de tua percepção.</p><p>Tanta gente no circuito da retina,<br />a semana outra vez termina<br />e recomeça, sem ti, neste domingo.</p><p>Aproxima-se a colheita dos louros,<br />creio: nos anos vindouros,<br />viveremos um amor singular e lindo.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		22/11/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Musa]]></title>
  <pubDate>18/11/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8286</link>
  <description><![CDATA[<h4>Musa</h4>
	<p>
		Tão linda simplesmente fulguras<br />quando emocionada choras<br />às cenas marcantes do filme!</p><p>É tudo magnífico em nossa mente:<br />as paisagens e a história na tela,<br />entretanto, no meu coração e mente,<br />tu passeias eternamente mais bela.</p><p>-  E em mim vives, alheia -</p><p>tal senhora de devoto luto,<br />estranha a todos na aldeia;<br />ao passado vivido, indiferente.</p><p>Semelhante a veias de herói absoluto,<br />em mim, interiormente, desencadeia<br />uma fusão de expressões contentes.</p><p>E nossa lúdica história<br />traslada feito imagens de cinema<br />numa projetora pequena</p><p>e restrita e remota<br />que são a vida<br />e a  memória.</p><p>Olhos teus, pretos e âmagos,<br />afloram em mim, flor de jambo<br />e sem palavras tu me domas.</p><p>Eu me encontro meio sem saber<br />se sou eu, dividido em dois,<br />pois na plenitude da tua paz,<br />o amor em mim jaz.</p><p>Enlevado, descubro que somos um, depois<br />que este elo acorrentou nossos passos,<br />entrelaçou nossos abraços.</p><p>Quão de mim fico disperso<br />quando me sorries<br />e me beijas e gargalhas!</p><p>Meu estado de espírito, um universo<br />de felicidade sem tamanho.</p><p>Tão maravilhosa fulguras,<br />quando emocionada choras!</p><p>Todavia, se vais embora<br />quase não me acho,<br />exasperado me acanho.</p><p>Gasto os eternos dias, cabisbaixo,<br />no íntimo me arranho<br />de saudade infinda.</p><p>Rezo, contudo, para tua breve vinda,<br />pois tão única desfolhas<br />quando me beijas e me olhas<br />que me elevas às alturas!</p><p>Tu me emocionas tanto <br />que descontrolam meus suspiros.<br />ouço tua voz por todos os cantos<br />dizendo: te amo e perco o juízo.</p><p>Não obstante, teus lábios carnudos<br />cercam-me feito os muros de Berlim<br />na abundância de teus seios esqueço de tudo, <br />sequer lembro que um dia tudo isso terá fim.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		18/11/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Pessoas de distintas raças?!]]></title>
  <pubDate>08/11/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/8073</link>
  <description><![CDATA[<h4>Pessoas de distintas raças?!</h4>
	<p>
		Agora que a civilização dos humanos<br />galga um grau elevadíssimo<br />e com ela os poderes bélicos avançadíssimos<br />ao diálogo resta um espaço mínimo e enganos.</p><p>Agora que virou modismo<br />a divisão das pessoas em casta<br />observando-se o volume de capital.</p><p>Agora que avolumou tanto o xenofobismo<br />a proliferação de leis já não basta<br />tampouco os direitos em declaração universal.</p><p>Já não se vê pelas praças<br />os homens portando flores<br />depois que a indiferença entre as raças<br />venceu a razão, a dignidade e os pudores.</p><p>Não mais há os profissionais<br />que laboravam na entrega de flor<br />agora que entre os desiguais<br />o homem-bomba resolveu se impor.</p><p>Para garantir a diversidade<br />já que se convencionou a divisão<br />das pessoas em castas</p><p>os homens agora são de distintas raças<br />contrário ao Criador e sua lição<br />bem como à essência da humanidade.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		08/11/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Te amo]]></title>
  <pubDate>04/11/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7999</link>
  <description><![CDATA[<h4>Te amo</h4>
	<p>
		Te amo tanto<br />de mais da conta;<br />Te amo muito<br />e este amor desponta</p><p>diuturnamente <br />feito sol reluzente<br />espargindo raios intermitentes<br />de encanto e afronta.</p><p>Te amo mais que tudo<br />que causa espanto<br />aos quatro cantos<br />deste perigoso mundo.</p><p>Te amo além do ponto <br />de equilíbrio racional<br />com um tal <br />de amor natural e tonto</p><p>que flui de meus olhos,<br />voz, modos e poros<br />que nem águas de um temporal.</p><p>Te amo assim fora da moda<br />de alma, espírito e corpo<br />e já não me importa<br />a conclusão crítica dos outros.</p><p>Te amo com força descomunal <br />que os sentimentos rompem a atmosfera<br />e pinta nos dias meus esta aquarela<br />que expõe minha felicidade no mural.</p><p>Te amo tanto<br />que a mim não me faz mal<br />nem me causa desencanto<br />a sua reciprocidade casual<br />e limitada à conveniência dos encontros.</p><p>Te amo muito além<br />dos termos ditos convencionais<br />e só Deus sabe quanto bem me faz<br />amar assim este alguém.	</p>
	<p>
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		04/11/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Teu cheiro]]></title>
  <pubDate>26/10/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7734</link>
  <description><![CDATA[<h4>Teu cheiro</h4>
	<p>
		Estou sentido teu perfume me tomar<br />Na corrente de ar<br />Que inebriante vem</p><p>De que lado não sei bem,<br />Mas sinto que é do lugar<br />De onde moras.</p><p>Bem cedo, ainda quase manhã,<br />Perfume de amora,<br />Sabor de hortelã,<br />Deixando-me embriagado.</p><p>Estou sentindo o teu cheiro<br />E este gosto que é só teu<br />Aqui na rua das flores.</p><p>No meu rosto, <br />Todo sentimento estampado<br />Naufraga as meninas dos olhos marejados</p><p>E neste calor de agosto<br />Invade-me todo corpo <br />Um rio de saudade perfumada.</p><p>E quanto mais venta,<br />Circunvaga-se-me teu cheiro<br />Na corrente de ar banzeiro<br />E mais aumenta tua presença.</p><p>Tua fragrância tão nítida<br />Em'inha mente o arco-íris<br />De tua imagem aqui na rua das flores<br />Colorindo minha vida.</p><p>Dissolvidas em ti, minhas horas,<br />Sob o sol de agosto<br />Aspirando o teu gosto</p><p>Que a corrente<br />De ar quente<br />Sopra de  onde moras.</p><p>Todo tempo inteiro<br />Sentindo o teu cheiro<br />A invadir minhas narinas.</p><p>E uma paixão perfumada<br />Inunda-me a saudade ilimitada<br />Feito espessa camada de resina.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		26/10/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Mensagem de aniversário]]></title>
  <pubDate>26/10/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7733</link>
  <description><![CDATA[<h4>Mensagem de aniversário</h4>
	<p>
		Neste dia radiante<br />São minhas sinceras aspirações<br />Que para te aniversariante<br />Sejam todas tuas emoções<br />Transmutadas em realidade!</p><p>Que os teus sonhos mais abstratos<br />Sejam, amanhã, de fato, plausíveis<br />E prazerosos e ao alcance do tato<br />E todos os teus dias risíveis!</p><p>Que avolumem em teu âmago<br />A vontade e felicidade de viver;<br />Que, encarrilados na vida, teus planos<br />Em conquistas, tu os veja florescer!	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		26/10/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Tempo]]></title>
  <pubDate>20/10/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7604</link>
  <description><![CDATA[<h4>Tempo</h4>
	<p>
		Os olhos do tempo presente<br />Como são grandes e lúcidos!<br />Vêem através de gestos confusos<br />Até o contrário do que temos em mente.</p><p>Os passos do tempo presente<br />Como são paulatinos,<br />Se, um do outro, vivemos ausentes!<br />Juntos, todavia, o tempo é repentino.</p><p>Do tempo presente, a fluência<br />É zonza, surda e fora de sintonia.<br />Se repleta de segundos e da ausência<br />De quem nos conforta o dia-a-dia. </p><p>Ainda não nasceu filósofo que o entenda,<br />Só quem vive o momento sabe o prognóstico.<br />Por isso há esta contenda<br />Entre as três fases do tempo cronológico:</p><p>Presente, passado, futuro; ambos fictícios. <br />Mas cá entre nós?<br />Prazeroso é viver os interstícios.<br />Deixemos a ciência dos tempos a cargo dos teóricos.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		20/10/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[O homem lírico]]></title>
  <pubDate>19/10/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7591</link>
  <description><![CDATA[<h4>O homem lírico</h4>
	<p>
		Subitamente sopra um vendaval<br />e lhe arde os olhos<br />tornando-os quase cegos e vermelhos.</p><p>Tempestade imprevisível de sentimentos<br />que desanda o franzino corpo<br />e desarruma os sensatos conselhos.</p><p>Em acelerado ritmo <br />figuram as paisagens,<br />mas, de repente, tudo serena.</p><p>E o ser já se encontra dividido:<br />de um lado a ilusão de ser eterna cara-metade;<br />d’outro, o medo de ficar só.</p><p>No palco da vida assomam-se ininterruptas cenas,<br />desta estação em flores.<br />Pois, fragranciosa, voltou a primavera.</p><p>E com ela, as manhãs perfumadas<br />embriagam os cordões de chuva<br />que se perdem na pintura da calçadas.</p><p>À tardinha, passos na fagueira sala<br />enquanto os corações alados nos céus.<br />O telefonema e o olor e a aba</p><p>dos parnasianos chapéus;<br />acessórios das noites de gala<br />ornam beldades, outrora, tão claras!</p><p>O raciocínio e o espírito são cais<br />onde mornas águas dos mares,<br />ora banzeiros, ora bravios,<br />dissolvem-se no parapeito da gente.</p><p>- Os destinos têm rotas à moda dos navios -.</p><p>Assim são os homens das prosas:<br />vastos que nem os serrados de minas.<br />Assim são as mulheres das rosas:<br />profundas que nem lagoas sulinas.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		19/10/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[A moça e o pecador]]></title>
  <pubDate>10/10/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7374</link>
  <description><![CDATA[<h4>A moça e o pecador</h4>
	<p>
		Amanheci...<br />Amanheço...<br />E amanhecerei com vontade</p><p>E instigante alarde<br />E louco desejo<br />De teus molhados beijos.</p><p>E um querer desenfreado<br />De, em ti, permanecer amalgamado;<br />E um tolo anseio<br />De fartar-me em teus seios.</p><p>E mais uma poética aspiração<br />De me diluir no vulcão<br />Que aprisionas entre as coxas<br />Coberto com os teus ares de casta moça.</p><p>Donzela comportada, pudica, de família,<br />Que entre quatro paredes me humilha;<br />Faze-me um pecador</p><p>Em constante posição de penitência.<br />Atônito feito um beija-flor,<br />Diuturnamente a sorver tua dulcíssima essência.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		10/10/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Dois homens]]></title>
  <pubDate>07/10/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7334</link>
  <description><![CDATA[<h4>Dois homens</h4>
	<p>
		Esconde-se, detrás de um homem mouco,<br />Um outro, de neanderthal;<br />Bem anterior ao das cavernas.</p><p>De olhos esbugalhados por tuas pernas,<br />À meia distância, passando mal<br />E sôfrego morrendo, quase, aos poucos.</p><p>Os pensamentos espargem soltos<br />A mil por hora zunem na mente<br />Que nem condutores de voz.</p><p>A libido planeja a fuga do algoz,<br />O fôlego, a carne e a vida mormente<br />Podem com os sentidos submersos em gozo.	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		07/10/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[A despedida do palhaço e da violeira]]></title>
  <pubDate>29/09/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7209</link>
  <description><![CDATA[<h4>A despedida do palhaço e da violeira</h4>
	<p>
		Nesta semana corrente<br />Por certo tem festa de arromba<br />Nos céus de meu Deus</p><p>Enquanto nos olhos de muita gente<br />Um mar de lágrimas se assoma<br />Por Golias e Helena Meirelles</p><p>Embarcaram nesta nave oblíqua<br />Estes senhores com alma de criança<br />Um palhaço e uma violeira caipira<br />Artistas e paladinos da esperança.</p><p>Enquanto aqui a vida se gasta<br />No atrito incontido por espaço<br />No céu as flores da praça<br />Abrem-se para a violeira e o palhaço.</p><p>Enquanto a morte anuncia a orfandade<br />O paraíso de contentamento se irradia<br />Enquanto a vida perde um pouco da musicalidade<br />Os anjos gargalham na presença de Ronald Golias.	</p>
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		29/09/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Tolo bicho-homem]]></title>
  <pubDate>27/09/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7154</link>
  <description><![CDATA[<h4>Tolo bicho-homem</h4>
	<p>
		Tolo bicho-homem<br />Com sua - holística - visão <br />Limitada, manobrada, atrofiada<br />Pela perniciosa obsessão<br />Que tem à realidade materializada.</p><p>Rumina na vida engaiolada<br />Os alimentos que lhe são <br />Estupidamente servidos</p><p>Na bandeja da ambição.<br />Hoje, sequer vê que os dias idos,<br />Foram, do ontem, a manhã sonhada.</p><p>Tolo bicho-homem<br />Age feito canário na gaiola<br />Labuta para se nutrir de forças<br />Tão somente para gastá-las na rotina.</p><p>Tolo bicho-homem<br />Que exarcebado preza as jóias<br />Acumuladas em gavetas mofas<br />Enquanto a vida respira a felicidade mínima.</p><p>Tolo bicho-homem<br />Que se deixa absorver aziago<br />Por preconceitos ditados pela convenção.<br />Afeito à sapiência, dissolve o diálogo<br />E com indiferença lida com as coisas do coração.</p><p>Tolo bicho-homem<br />Que usa a inteligência, de modo ininteligível.<br />Desvirtua o viver, pois focado na matéria;<br />Olvida que paulatinamente a vida se oblitera<br />Em segundos e que num instante o amor é possível.</p><p>Tolo bicho-homem<br />Que insiste em danificar a natureza;<br />Que se esquece de sua condição animal;<br />Que se acha dono absoluto do universo.</p><p>Tolo bicho-homem<br />Que só tardiamente admite sua fraqueza;<br />Que enxerga no semelhante um inimigo mortal;<br />De tão beócio acredita desvendar os mistérios de Deus.	</p>
	<p>
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		27/09/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
  </item>
  <item>
  <title><![CDATA[Vida cigana]]></title>
  <pubDate>21/09/2005</pubDate>
  <link>http://sitedepoesias.com.br/poesias/7057</link>
  <description><![CDATA[<h4>Vida cigana</h4>
	<p>
		Ontem na calada da noite<br />Fui inesperadamente arrebatado<br />Por uma aspiração inexplicável</p><p>De viver feito os ciganos</p><p>Que de modo desavisado<br />Tomavam as ruas de minha cidade<br />Com suas pontes de ouro</p><p>Embora repousassem sobre o couro<br />Expunham os dentes reluzentes em sorrisos largos<br />E sobre os chapéus a aura da felicidade.</p><p>De viver que nem ciganos</p><p>Iguais àqueles que em caravanas<br />Visitavam a minha cidade<br />Na minha idade de criança</p><p>E com suas espontaneidades incontidas<br />Arrebatavam as pessoas e as praças<br />Que a mim me deixavam a boca aberta</p><p>E os coronéis morrendo de inveja<br />- eu que vivia a paz da inocência –<br />Tamanha era a felicidade espargida</p><p>De seus semblantes fartos devida<br />Sem sequer cogitar de recompensa<br />Pela simplicidade nos gestos expressa</p><p>Montados em suas mulas baias<br />Apeavam em todas as casas<br />Negociando seus enormes tachos de cobre<br />E de repente iam sem deixar seus endereços</p><p>E riam da peleja e do apreço<br />Que os citadinos têm à perpetuidade dos objetos<br />Embora continuem pobres<br />De liberdade de enlace e de afeto.</p><p>Vontade de ter vida de ciganos...	</p>
	<p>
				<a href="http://sitedepoesias.com.br/poetas/rodrigues" title="Biografia do Poeta: Cid Rodrigues Rubelita"><b>Cid Rodrigues Rubelita</b></a>

			
		21/09/2005	</p>
  ]]></description>
  <author><![CDATA[Cid Rodrigues Rubelita]]></author>
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