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A DERIVA...

Batem as ondas,
no meu corpo sinto a força
é o mar a provocar
reações do meu viver...
E mesmo que eu me torça
revirando as sensações...
Do amor queria amar
reparando o sofrer...
E nesta deriva
nesta falsa ilusão...
eu criei a minha forma
de fugir da solidão...
Presumindo o afogar
que sinto perto,
freneticamente eu nado
iludido assim desperto
uma tempestade, um vento forte...
Sul do oeste ou vento norte
novas emoções e buscas...
Mesmo em sonhos...
Ilusórias...tu me ofuscas...
E já sem forças, boiando...
Sou levada, flutuando...
A procura de algum cais...


..."Como uma onda no mar"...
Um indo e vindo infinito... Em casa inspirada na solidão...
RITA REIKKE
01/04/2006
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