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Calmarias

.

Tal a inconsistência de tua presença
Que sob meus pés, a sensação de um oceano,
Em maresia, a fluir dores e rancores.

A angustia do querer, agravada pela distância,
Me fizeram naufrago, da tua presença.

Nas rotas sem azimute, os meus sonhos,
Seriam assim, como brancas velas,
Num mar sem calmarias.

Ao teu sopro, eu poderia navegar
Meu próprio destino,
Rumo as brumas de um amanhecer
E ao porto seguro do reencontro.


Poesia Macapá-AP 2006
Carlos Orlando Fonseca de Souza
03/06/2006
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