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Nostalgico

.

Rompe do nada
O amor morto, que solta
A presa dor.

O pélago da vida se funde
Deixando o pensamento
Operar o tempo.

Tua tez se projeta
Fertilizando meu sonho.

A lembrança
Torna o tempo e o espaço
Numa partícula.

Sai do coração
O que se chama saudade.


Macapá-AP
Carlos Orlando Fonseca de Souza
10/06/2006
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