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*Flamboyant*

*Simplesmente ele veio,
Instalou-se em meu ser,
invadiu,tomou posse,
se tornou hospedeiro,
de meu corpo inteiro...

*O horizonte se abriu,
libertando as cores,
explodindo os temores,
eclodindo os ardores,
implodindo os valores.

*Nem dei conta do tempo,
fui deixando passar,
"Qual seria a estação?"
Me perdi nos caminhos,
Me encontrei na paixão!

*Num cenário irreal,
O mesmo Flamboyant,
Mudou várias roupagens...
Se floriu sorrateiro,
Se tingiu de vermelho,
De laranja altaneiro,
Parecia sorrir....

*Escancarei a vida,
Abri todas janelas,
Soprei minhas feridas,
Me despi dos pudores,
Quis viver...Fui feliz!!!

*De repente...Que frio,
sensação de vazio,
percebi que era inverno...
Em qual parte do mundo?
Talvez dentro de mim...

* Vi a porta entreaberta,
as pegadas de alerta,
e lá fora,caídas,
desabadas,sem vida,
as folhas do Flamboyant...
Que sombrio,envergado,
Solitário,solidário,
Lamentava a partida,
o prenúncio do fim.


Ao me deparar com um Flamboyant quase que irreal,tamanha era sua beleza,cujas flores vermelhas e folhas bipenadas formavam um tapete no chão,como que estendido para grandes solenidades,imaginei um amor surreal...aquele que passa como um furacão,deixando marcas... Um jardim...
Carmen Lúcia Carvalho de Souza
26/06/2006
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