Como eu gostaria de ser poeta!
Poder cantar em verso e prosa,
Usando a maneira correta,
Descrever a beleza da rosa.
Tivesse eu a meiguice de Galeno,
Lembrando seu tempo de menino,
Falando com conhecimento pleno
Do seu cajueiro pequenino.
Certamente nesse lugar um amor suspirou,
Nesta eterna primavera,
Que enfeita nossa terra,
Terra que Casemiro, tão bem cantou.
Nossa terra tem palmeiras,
Que ao vento às folhas balança,
Gonçalves está entre as estrelas
No infinito, lá onde a vista alcança.
Ame com fé e orgulho: Ó brasileiro!
Veja, é belo, rico, majestoso,
Este torrão amado e hospitaleiro,
Cante-o como fez Olavo: Orgulhoso!
.
Sonho acalentou o nosso Pedro,
De volver ao torrão amado.
Todos sabem não é segredo,
Do amor a esta terra por ele declarado.
Só espero que um dia afinal
Que Justiça nessa terra se faça presente,
Pedindo a quem tratou tão mal,
Perdão a Pedro II; o amoroso filho ausente.
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