Ó tu mulher que povoa meus sonhos,
Não sabes o mal que me causas.
Nunca reparaste como sou tristonho,
Por ti quero voar, mas não tenho asas.
Ver-te e não te tocar,
É um suplício horrendo.
Dias e noites a te desejar,
Sinto meu corpo tremendo.
Respiramos o mesmo ar,
Pisamos o mesmo chão,
Só não temos o mesmo sonhar
Mas temos a mesma ilusão.
Não suporto te ver em outros braços,
Nem a outra boca beijar.
Falta-me o chão, me falta espaço,
Abro a boca e não consigo gritar
A alma me foge,
Sinto frio da morte.
Vejo-te cada vês mais distante,
A distância selou minha sorte.
É doloroso ver a que se ama em outros braços. Doi de mais sentir-se ignorado.
Ver passar diante de si a razão do seu viver e não poder dizer nada, fingindo que nem a vê, é o suplício de tântalo. Quando outra boca beija àquela, a boca do seu bem querer, é aí que alma foge e emudece. Tomando café
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