Site de Poesias


TOMBADOS MAIS NÃO VENCIDOS

Nossas marcas ficaram no lençol de linho!
No chão, ficou jogada a tua mais íntima peça,
E os teus chinelos enfeitados de arminho,
Testemunhas das nossas loucas promessas

Nossos instantes dos mais intensos carinhos,
Nos levaram a praticar gostosas loucuras,
Que dois amantes no aconchego do ninho,
Buscam com suas bocas, tirar do outro toda doçura.

Sofregamente sorvemos o mel de nossos corpos,
No champanha em cascata vindo de nós,
Demos vazão à paixão louca que é um sopro,
E no delírio do gozo, nem ouvimos nossa voz!

Gritamos nós ou gememos, não poderíamos saber,
Nem quantas vezes do mel nós sorvemos!
Eram momentos tão mais, porque não dizer:
Nem se estávamos vivos ou mortos nós sabíamos!

Cansados nossos corpos nus e ofegantes,
Permaneciam exalando cheiro de vida.
Dois apaixonados amantes, no prazer dois gigantes,
Tombados mais não vencidos, pela noite aguerrida!


A paixão é avassaladora, melhor quando são encontros furtivos. Nestes momentos se põe para fora o que se tem de melhor, ultrapassamos anormalidade , daí à loucura é só começar. fica sempre a dúvida: Será a última vez?. Se for deixa-me aproveitar tudo que puder porque assim terei lembranças, terei saudades. Pensando no que escreverArrufos
ubirajara
22/11/2006
5 comentários

378 visualizações neste mês

sob licença creative commons
Você pode distribuir este poema, desde que:
  • Atribua créditos ao seu autor
  • Distribua-o sob essa mesma licença




Site de Poesias - Escrita Ideal