Estava pra ler o olhar.
Acendeu um cigarro e pensou um pouco mais.
Queria ver até onde iria aquela situação.
Trinta minutos mais tarde se via só, sem nem saber o que se passara.
Abriu a janela do consultório para tomar um ar e assustou-se com o vento: Forte e fresco como nunca tinha percebido.
Pensou mais. Nada de sorrisos.
E os carros não pararam como ele tinha planejado. Nem as pessoas observavam abismadas o fato.
Não queria, mas o pé escorregou.
Viu-se, por alguns segundos, a flutuar.
E num som seco despediu-se da dor.
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