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ATO FINAL

Era uma vez...
Uma gota de orvalho,
Tímida, trêmula,
Sobre uma pétala de rosa.
Ela caiu...
Explodindo!
Em centenas de fagulhas de cores,
Estilhaços do arco íris...
Morreu? Sumiu?
Não. Ficou para sempre,
Eternamente...
Gravada, nos sentidos
Do poeta,
Do esteta...
Do simples...
De todos que viram,
E aplaudiram...
Com sua admiração,
( Mudas palmas...)
Aquele momento único de luz,
Movimento e perfume,
Que encerrou o ato


Num jardim , olhando uma roseira ao sol depois de uma chuva. Nem sei se fui eu que olhava porém com certeza o meu coração via. Volta Redonda
Pedro Paulo da Gama Bentes
26/12/2004
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