Olhando ali aquela cama vazia,
Leva-me às profundezas do inferno.
A não ser tua ausência, nada a tornaria mais fria,
Nem do ártico o terrível inverno.
Por onde andarás criatura insana?
Estarás a dormitar em outros braços,
Terás encontrado outra paixão profana,
Chafurdando-se em outros regaços?
Parece-me que não te conheci em verdade
E que nunca dominei teu coração.
O que fazias era brincar com a realidade,
Era fogo de palha, uma passageira paixão.
E como fico eu agora, vendo ali a cama vazia!
Uma criatura que creu na felicidade,
Só tem diante de si uma cama solitária e fria
E uma triste lembrança por realidade.
E o que esperar mais, se for o meu destino,
Ter em meus dias por companhia a solidão!
Não foi o primeiro dos meus desenganos
E nem o ultimo, certamente outros virão!
Uma cama vazia e fria, uma lembrança, uma saudade é algo que ninguem quer.
Lembranças de um amor ou uma paixão pode ser salutar ou terrílvente dolorosa!
Representam dois portais. O promeiro é o paraiso, para onde o amor nos leva. O segundo é o da paixão, que se não é será certamente o poço de dores e sofrimento, o poço do martírio, o averno! Rebuscando o meu passado
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