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COMO VOCÊ FICOU MUDA

Como você ficou muda, de minha mudez transcendo,
como um meteoro, que cai, surpreendente, e arrasa tudo.
Não sou, de nem um maneira, o que constrói, o mundo,
sou um mero observador.
Mas, perante ti, minha lindeza,
sou um perna de pau, alquebrante,
procurando um terreno seguro.
sou um espaço, escolhido, no terreno de Deus,
sou eu, e meu território, insofismável,
perco-me, na doçura das horas,
e no teu ensaio de carnaval,
conto, todos os dias, quando te verei de novo,
e, acima de tudo, quanto posso te falar de ti.
Existe, um fascínio da imagem, e das promessas não cumpridas. Serei eu? Serei tu? Meus apaziguadores, todos os dias, tiram a água de todas as cantinas.
Meu espaço, teu espaço, até o fim de meus dias.


QUANDO, UM DIA, TE ENCONTREI, E NÃO DESEJEI QUE VOCÊ FOSSE EMBORA. Bagé, 24 de fevereiro de 2007.
Claudio Antunes Boucinha
23/02/2007
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