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TEMPESTADES DE SOLIDÃO

Não! Não faça loucura,
Não apague dos teus olhos a luz.
Não perca tua inocência, tua doçura,
Fuja da ilusão que te seduz.
 
Ainda não és mariposa incandescida,
Pelo esplendor da luz noturna.
Não te olhes no espelho, envaidecida,
Tua juventude e beleza, não é eterna!
 
Pura é água da fonte serena!
Doçura nos dá a abelha no mel!
Beleza tem a violeta, embora seja pequena!
Pode ser a vida mais amarga que o fel!
 
Não jogue fora à alvura que tens do lírio,
Não aposte na incerteza.
Desperta criatura do teu delírio,
Tua beleza, tua candura, é a tua pureza!
 
Não te deixe levar por promessas vazias,
Tortuosos são os caminhos da ilusão.
Os sonhos de glorias que tanto anseias,
Poderão ser um dia, terríveis tempestades de solidão!
 
 
 


Pobre e inocente mariposa quando incandecida pela luz! Pobre de algúem quando se deixa encandecer pelo brilho da ilusão e são atraídas por promessas vazias, e pelo faiscar de joias caras, tudo em troca de sua pureza, sua inocência.
Fatalmente um dia a sua desdita a fará conhecer o outro lado da medalha, ontem dos salões a empolgação, hoje o abandono, a solidão. Perdeu seu encanto de juventude, a beleza, a inocência e a virtude. O que lhe resta é
uma tempestade de solidão. Viajando nos meus pensamentos
ubirajara
13/04/2007
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