de Luisa Lincce
A força que têm as águas do mar
Ainda hoje age em minhas areias.
Como, de vez, me entranhassem as veias,
Desde a primeira que lhes dei o olhar.
Vida e morte, em profundezas sem par.
Quando morte é vida sem essas rédeas.
Quando vida são verdades inteiras.
E lhes tenho sede... de me afogar.
Sem que temesse o seu domínio atroz,
Eu confiei meus mais sublimes sonhos,
E foram as venturas todas minhas.
Mas não recuperei, jamais, a voz
De alguns segredos que deixei nos olhos
Indecifráveis das águas marinhas.
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