Pássaro Irrequieto
Pássaro Irrequieto
(Célia de Lima)
Ah esse abraço suado,
de quem já cruzou os sete mares,
indo e vindo, da poltrona até o sofá...
Ah, esse beijo molhado
de quem fala pelos cotovelos
e ainda canta pelas cotovias...
Essa voz que me é canto
de pássaro irrequieto...
E esse azul que diz tanto
nesse olhar de céu aberto...
Ah esse momento suado
de moleque levado,
a me tirar do sério
da vida, do compasso do dia,
no espaço de um beijo,
no calor de um abraço.
Em casa, sorrindo, com as travessuras. Nossas.
24/06/2007
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