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Pedaços de um homem

 
   
Já fui um homem 
Hoje estou em pedaços
Fui atingido em cheio
Por vários estilhaços


Estilhaços de um grande amor
Que cravou em meu peito
Me deixando assim...
Sem respirar direito


Preciso encontrar esse amor
Que explodiu dentro de mim
Em seguida foi embora
Deixando uma dor sem fim


Levou meu animo
Minha vitalidade
Fiquei neutralizado
Vegetando na realidade


Sufocou minha alegria
Minha juventude
Fiquei estático
Sem nenhuma atitude


Somente ela pode curar
Os males que me consomem
Só ela pode ressuscitar
Os pedaços desse homem


Oh! mulher encantada
Venha reviver o peito que crucificaste
Venha tirar as cicatrizes
Que em minha alma deixaste


Pago boa recompensa
Para quem der noticias
Da mulher que me prendeu
Com suas curvas e malícias


Para o que sinto
Não há sinônimos
Este é o clamor
De mais um dos desesperados anônimos


Anápolis-Goiás, Julho de 2007
José Milton Oliveira Santos
06/07/2007
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