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QUEM SABE?

Quem sabe
um dia a poesia
faça liberar do poeta
a essência verdadeira
do amor?

Quem sabe
ele e a alegria
façam acabar, como meta
a cadência sorrateira
dessa dor?

Quem sabe
se é dentro do poeta
que a poesia,
de forma natural
vai se fazer florescer?

Quem sabe
se ele agora interpreta
que toda agonia (anomalia)
dói como um punhal
que faz o coração emudecer?

Quem sabe
com o passar dos ais
apague da poesia
a maldita frase
que me diz terminal?

Quem sabe
seremos proximais
dor e algesia
de uma dita fase
eu atriz, poeta irracional?

Quem sabe
a dor seja passageira
poeta e poesia
se unam em processo
de comunhão?

Quem sabe
a flor da jardineira
que afeta a fantasia
assumam o recesso
e busquem o perdão?


METÁFORAS,
TENTO EXTIRPAR A FLOR... ONDE ESTOU.
RITA REIKKE
24/07/2007
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