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ÀS VEZES CHORO...


Quero me fazer entender
minha forma de ser,
de viver,
de ser assim
como sou...

Quero me entender e fazer
nova forma de ver,
de dizer,
de ser sem fim,
como vou?...

Não consigo ser entendida,
correspondida,
sou clarim solitário
de uma só nota
água que não lava e nem brota.

Por não entender,
já não faço
não imprimo, me desfaço
antes mesmo de alcançar
e me canso.

Por tudo que vivo
agradeço
embora pareça
infortúnio é assim
que amadureço.

E por agradecer,
vivo o tudo!
Às vezes choro,
mas sempre passa!
A noite se faz dia 
e novamente me abraça.


Prosseguindo com Deus! Em casa.
RITA REIKKE
29/07/2007
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