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AQUI JAZ UM POETA DE FANCARIA

Até um dia, talvez eu volte!
Quem sabe o que farei,
Tentarei melhor sorte
E um dia mais feliz eu serei.
 
Vou por aí ao acaso,
Sem rumo definido,
Sem considerar em fracasso
Um momento mal sucedido
 
Outras plagas, outros rincões,
Novas esperanças  e sonhos menores.
Busca mais sutis, menos ilusões,
Humildade em aceitar  pequenos valores.
 
Viver a suprema ventura de ser real,
Não aceitar rótulos sem merecimento
Não confundir: Mau com mal,
Nem inspiração com momento.
 
Ao acaso aconteceu e foi só,
Não se repetiu e acabou a euforia.
Morreu ao nascer e já virou pó.
Aqui jaz um poeta de fancaria.
 
Tudo foi bom enquanto durou,
Foram momentos meus, só meus!
Mas que infelizmente acabou,
Levo saudades, adeus!
 


Foi uma morte prematura e que não merece lamentações. Não sofreu porque pouco viveu, portanto que esteja em paz.
Está asssim escrito na lápide de quem foi o que não era e era o que não foi. No velório do falecido
ubirajara
20/08/2007
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