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ESTRADA DA VIDA

 
Estou chegando ao fim da estrada da vida,
Aquilo que plantei foi o que colhi em lição;
Amores, dissabores, não havia outra saída,
Pois toda existência tem a sua justificação.
 
Tenho a consciência da missão cumprida,
Os líbitos despertados não foram em vão;
Fui ódio, quando da mais refrega renhida,
Fui amor, em melhor forma de expressão.
 
Experiência do mundo, jamais foi perdida,
Nos implexos momentos de consternação,
Sei que serei na minha precógnita partida,
 
A inópia de um rosto que sairá da multidão.
Aos meus desafetos irei sem a despedida,
Aos que me amaram, ficarei na recordação.
 


Rivadávia Leite
17/10/2007
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