Site de Poesias


Sonho Alto

Sonho Alto

Nuvens de algodão, rebanhos de sonho:
Ovelhas pastando no firmamento,
Na minha ilusão tangidas, no vento
Bailando, balindo a dor que componho.
Na constituição de coisas que invento,
Vão representando o verso medonho:
No azul da amplidão, às nuvens imponho
Meus próprios comandos, meus regulamentos,
E dito suas formas, e as redefino,
Pra que elas retratem o meu destino;
Mas nuvens - e versos -, há quem os dome?
Recriam suas normas, sem dependências;
Se chegam ou partem, ruem a crença
Em um Universo sujeito ao homem...


Foto de muha... no Flickr:
http://www.flickr.com/photos/muha/546651740/
Ederson Peka
07/01/2008
3 comentários

733 visualizações neste mês

sob licença creative commons
Você pode distribuir este poema, desde que:
  • Atribua créditos ao seu autor
  • Distribua-o sob essa mesma licença



Site de Poesias - O Infinito ao Pé da Letra