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LÁGRIMAS DE AMOR

 
 
 
 
Lágrimas frementes de uma mulher no passado.
Visão onírica que su’alma ainda em vão ostenta;
Fascínio louco que na lembrança tenho guardado,
O amor-criança que seu egro coração alimenta.
 
Na vastidão do seu líbito vejo-o tão desgraçado;
Por nutrir esperança que julgo dilúcida tormenta,
Festival do supérfluo a conduz ao emaranhado
Dos sentimentos heus enleados na cata sedenta.
 
Infernal escopo que torna o encanto profanado,
Do esvelto corpo que a Natureza a contempla
Conquista outra desfaz seu intento desesperado,
 
Para na memória seja a renúncia uma ementa;
E com ampla consciência absolver o condenado.
Dos tantos espinhos sejam flores a vestimenta!
 
Rivadávia Leite
 


Rivadávia Leite
15/01/2008
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