Site de Poesias


NÃO DO PEDESTAL EU DESÇO!

Não me deixe caído na estrada,
Erga-me dê-me a tua mão!
Sei que já não represento nada,
Breve serei só recordação.
 
Já não tenho mais calor para dar,
Porque o meu inverno chegou
E só tenho lágrimas para chorar
Do passado nada mais me restou
 
Tive infância e juventude
Mocidade e tornei-me adulto.
Sonhei com a felicidade
Fiz dela o meu culto
 
Mas foi tudo em vão
Célere o tempo passou,
Foi como água que não se prende na mão
E a rés do chão é onde estou.
 
Já tive fausto, já causei sensação,
Mas acabou à primavera florida,
Logo em seguida chegou o verão
A seguir o outono estação deprimida
 
E agora que sinto o frio do inverno
O que faço eu? Sou folha seca ao sabor do vento,
Sou velho e ultrapassado, nada entendo do moderno.
Só sei falar do antigo, e do que fui só resta o lamento!
 
Ponha-me de pé, ainda tenho dignidade!
Com humildade eu reconheço,
Reconheço a minha realidade,
Não caio do pedestal! Não do pedestal, eu desço!
 


Fui! É o que me resta dizer, sem mágua! Só lágrimas de saudade de tudo que ficou no passado que cada vez mais se perde na distância faz-me reviver meus dias bons e ruins e que fazem parte do meu acervo.
Agradeço ao Criador a minha oportunidade e deploro se não tiver sabido aproveita-la. Vendo o verde das folhgens
ubirajara
17/01/2008
1 comentário

249 visualizações neste mês

sob licença creative commons
Você pode distribuir este poema, desde que:
  • Atribua créditos ao seu autor
  • Distribua-o sob essa mesma licença




Site de Poesias - Une Versos Paralelos