Não me deixe caído na estrada,
Erga-me dê-me a tua mão!
Sei que já não represento nada,
Breve serei só recordação.
Já não tenho mais calor para dar,
Porque o meu inverno chegou
E só tenho lágrimas para chorar
Do passado nada mais me restou
Tive infância e juventude
Mocidade e tornei-me adulto.
Sonhei com a felicidade
Fiz dela o meu culto
Mas foi tudo em vão
Célere o tempo passou,
Foi como água que não se prende na mão
E a rés do chão é onde estou.
Já tive fausto, já causei sensação,
Mas acabou à primavera florida,
Logo em seguida chegou o verão
A seguir o outono estação deprimida
E agora que sinto o frio do inverno
O que faço eu? Sou folha seca ao sabor do vento,
Sou velho e ultrapassado, nada entendo do moderno.
Só sei falar do antigo, e do que fui só resta o lamento!
Ponha-me de pé, ainda tenho dignidade!
Com humildade eu reconheço,
Reconheço a minha realidade,
Não caio do pedestal! Não do pedestal, eu desço!
Fui! É o que me resta dizer, sem mágua! Só lágrimas de saudade de tudo que ficou no passado que cada vez mais se perde na distância faz-me reviver meus dias bons e ruins e que fazem parte do meu acervo.
Agradeço ao Criador a minha oportunidade e deploro se não tiver sabido aproveita-la. Vendo o verde das folhgens
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