Nem sempre perfumes, muitas vezes fetidez,
odores, cheiro do passado que por aqui ficou
bafios impregnados que o tempo não dissipou,
exalante, esperando um dia a vida reavivar.
Nem sempre jardins, muitas vezes desertos,
escaldantes, áridos sem nada para oferecer,
desesperança, insipidez e sem um amanhecer,
errante, esperando um dia a vida reencontrar.
Nem sempre sorrisos, muitas vezes lágrimas,
sofridas, acres, tão amargas como o absinto,
dolorosas, tornando o que era belo indistinto,
nostálgicas, esperando um dia voltar a sonhar.
Rolam-me na face
Caem no chão
Secam com o vento
As lágrimas tristes
Do meu coração!
(Rogério Simões - http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt/50170.html) São Paulo
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