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Liberdade ao cubo

Liberdade ao cubo

Eu gritei.
Eu falei.
Estavam todos surdos;
Esse som bateu na barreira que eles próprios criaram e o eco foi: Socorro! Socorro!
Desci à uma cova profunda, um abismo;
Desci sozinha e me vi bem assim:
Coberta de lodo e de desespero.
E então gritei aos berros timidamente e longe de todos;
As paredes ouviram e calaram-se;
Abafaram os meus gemidos;
Comprimiram-me até de novo explodir n´ua loucura
Da largura, profundidade e altura maior que o mundo cheio de surdos, cegos e tolos;
Tacanhos de mente e de alma.
Incompreendida eu fui,
Incompreendida fiquei
No fundo da terra a clamar
Entre paredes torturantes gritando;
Fiquei assim por um espaço de tempo tão eterno que me perdi, sim, no tempo.
Só havia a lua;
Tinha medo do sol.
Uma dimensão infinita aos outros; sim, todos eles;
Mas não infinita a Você.
Você me cuidou.
Você me ouviu.
Eu clamei e estavas comigo,
Chorando minha dor como u´a amigo;
Velando os meus passos trementes;
De toda a minha alma consciente.
Eu vi a oração respondida
Libertando-me aos poucos;
O suficiente para eu entender
O quão longe eu andei.
Eu te peço: Liberta-me!
Eu te clamo: Alcança-me!
LIBERTA-ME, oh Deus!!!


13:30 São Paulo, SP, 20/03/2008
Rosely T. Sales
20/03/2008
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