Pegue na minha mão
E me faça girar,
Tal se eu fosse pião.
Quero ver o céu redondo,
Quero o impulso do sonho,
Tal se eu me fosse do chão,
Como se eu fosse voar.
Mas gire-me até que o seu olho
Me confunda em torno do ar,
Me perca na sombra do vento,
Do vento que vento em seu rosto,
Num giro sem tempo e sem par.
http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=15394&categoria=7A junho de 2007
sob licença creative commons
Você pode distribuir este poema, desde que:
- Atribua créditos ao seu autor
- Não crie obras derivadas dele