À distância entre nós,
Faz-se na indiferença
E não ouvimos nossa voz,
Nem nas malquerenças.
Não podes reclamar felicidade
Assim como não posso querer carinho
Entre nós não há reciprocidade,
Cada um de nós é sozinho.
Convivência estranha, coisa de loucos!
Tivemos um começo avassalador,
Todos os momentos para nós eram poucos
Almoçávamos e jantávamos, só amor!
E agora, somos dois estranhos no ninho!
Estamos bebendo na taça da solidão
E sangrando feridos por nossos espinhos,
Amargando o fim de uma doce paixão.
Melhor é nos despedirmos
E cada qual procurar novos caminhos,
Péssimo será se insistirmos.
Sem mágoa, brindemos com uma taça de vinho!
Paixão é como um banquete onde nos perdemos no meio de tanta fartura e procuramos nos fartar de toda as iguarias. Terminada a refeição olhamos para a mesa e não vemos mais a suntuosidade e sim o resto, as sobras que já não nos apetece mais. A paixão é a mesma coisa! Passado a euforia do momento,
satisfeito nossos instintos, o que era novidade perdeu seu encanto e virou rotina e coisa comum. Pesando o amor e a paixão
sob licença creative commons
Você pode distribuir este poema, desde que:
- Atribua créditos ao seu autor
- Distribua-o sob essa mesma licença