ou apenas alguns poetrix com a alma na natureza...
XVI
voa borboleta
o silêncio escorrega
nas asas azuis
11.03.2008
XV
inclina chorão
por sobre límpido rio
Narciso d’água
23.02.2008
XIV
na madrugada
o Silêncio ia pela rua
cheirando orvalho
10.02.2008
XIII
(um haicai outonal)
a solitária
folha marrom rodopia
com o vento vai...
07.02.2008
XII
um fio de noite
como punhal certeiro
fere-me de frio
25.01.2008
XI
ipê aplaude
o vento que assovia
canção de pardais
15.01.2008
X
você sorriu pra mim
com olhos de vaga-lume
meu primeiro amor
15.01.2008
IX
vento prosador
gosta de puxar prosa
com pardal cantor
15.01.2008
VIII
sombras nas folhas
tem cheirinho de mato
na beira do rio
15.01.2008
VII
silêncio pára
ouvindo a voz dos pardais
tarde de verão
15.01.2008
VI
com noite sem lua
quem fica namorando
é o vaga-lume
15.01.2008
V
no pé da pedra
pinga um rio cristalino
dourado de sol
15.01.2008
IV
o galo canta
cinco horas da tarde
é hora do mate
15.01.2008
III
(quintal)
quando vem a chuva
os caracóis
brotam da calçada
17.12.2007
II
(beira de muro)
uma pedra escutava
atentamente
as conversas de pardais
06.12.2007
I
(manhãs)
uma gota de sol
pingava orvalhada
do céu de mangueiras
27.11.2007
* comentando o Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo - Manoel de Barros
para mais poemas acesse: http://dianapilatti.blogspot.com/ Campo Grande - MS
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