Dia 13 de maio deveria ser,
O dia da libertação de todos os escravizados.
São tantos que estão ainda a merecer,
De liberdade serem agraciados.
Não foi só o negro que foi escravo, não!
Neste mundo em que vivemos,
Sempre estivemos sob o jugo da escravidão,
Somos escravos do que representamos e do que temos.
O rico é escravo de suas posses!
O pobre fica escravo do poder do dinheiro!
A sociedade em seu todo por seus interesses,
Quem se diz dono de si, não é verdadeiro!
O homem impõe regras a si mesmo, não há senhor!
Entre os negros, tinha o escravo de dentro e o de fora,
Um que não se julgava escravo, era o feitor.
Tem escravos mais bem aquinhoados
Outros em escala decrescente.
A maior parte pelo destino abandonado,
E quem se diz dono se si, mente!
Somos escravos da cobiça e sempre querendo mais
Do orgulho, da vaidade e da ambição.
Das diferenças sociais e das raciais
Que pena, se temos todos a mesma condição!
Libertemo-nos quebremos os nossos grilhões!
“Libertas quae sera tamen’”.
Neste mundo, temos escravos aos bilhões,
Não devia, porque ninguém é de ninguém!
Vivemos nós escravos de nós mesmo, só que em condições diferente. Somos escravizados por nossos erros, por nossa sociedade, por nossos códigos e religiões, por nossas imperfeições, mas ainda temos esperança é só nos corrigirmos reconhecendo os valores reais da vida;
" Liberdade ainda que tarde" Em razão do dia
sob licença creative commons
Você pode distribuir este poema, desde que:
- Atribua créditos ao seu autor
- Distribua-o sob essa mesma licença