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A VIDA NÃO NOS DÁ TRÉGUA

Seriam bolhas de sabão que flutuavam ao sabor dos elementos,
Frutos de uma brincadeira inocente de criança?
Seriam meus sonhos que iam se perdendo no vento
E junto se esvaindo minhas esperanças?
 
Sinto o lento passar dos dias, que terrível modorra!
É como ver correr a água do rio, hora calma, hora turbulenta.
Apertar a água e impedi-la que por entre os dedos escorra,
Impossível, assim como reter o tempo e o sonho que se acalenta!
 
Vão-se as aves migratórias em busca de outras plagas...
Vão-se também nossos sonhos e anseios e mais a ilusão...
Vai solitário o veleiro levando a esperança ao sabor das vagas,
Só as aves que em revoada de outras terras voltarão.
 
Meu pensamento é o solitário veleiro enfrentando mar bravio,
Que por vezes soçobra diante das forças da águas.
Nossa alma está presa ao nosso corpo por um tênue fio,
Por isso também soçobramos à vida que não nos dá trégua.
 
Viver sem lutar é uma indignidade infame...
Ser bravo é com destemor enfrentar o combate...
O que empurra o veleiro a seguir é o vento no velame
E o bravo diante da peleja, mesmo tombado não se abate!


Têm momentos que dá para se sentir a vida se esvaindo. Nossos sonhos, nossas esperanças parecem plumas ao sabor vento, que vai levando-as, só Deus sabe para onde. Tentar segura-las impossível, porque são sentimentos! Na minha varanda vendo a vida passar!
ubirajara
04/06/2008
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