Seriam bolhas de sabão que flutuavam ao sabor dos elementos,
Frutos de uma brincadeira inocente de criança?
Seriam meus sonhos que iam se perdendo no vento
E junto se esvaindo minhas esperanças?
Sinto o lento passar dos dias, que terrível modorra!
É como ver correr a água do rio, hora calma, hora turbulenta.
Apertar a água e impedi-la que por entre os dedos escorra,
Impossível, assim como reter o tempo e o sonho que se acalenta!
Vão-se as aves migratórias em busca de outras plagas...
Vão-se também nossos sonhos e anseios e mais a ilusão...
Vai solitário o veleiro levando a esperança ao sabor das vagas,
Só as aves que em revoada de outras terras voltarão.
Meu pensamento é o solitário veleiro enfrentando mar bravio,
Que por vezes soçobra diante das forças da águas.
Nossa alma está presa ao nosso corpo por um tênue fio,
Por isso também soçobramos à vida que não nos dá trégua.
Viver sem lutar é uma indignidade infame...
Ser bravo é com destemor enfrentar o combate...
O que empurra o veleiro a seguir é o vento no velame
E o bravo diante da peleja, mesmo tombado não se abate!
Têm momentos que dá para se sentir a vida se esvaindo. Nossos sonhos, nossas esperanças parecem plumas ao sabor vento, que vai levando-as, só Deus sabe para onde. Tentar segura-las impossível, porque são sentimentos! Na minha varanda vendo a vida passar!
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