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Presságios dois (Estado de coma)

Presságios dois (Estado de coma)

 
Palmos de terra sobre mim, no meu descanso,
Plantado como uma semente para germinar,
Assim que o grito de minha alma se tornar manso
Uma segunda chance terei para brotar...
 
Recostado no meu leito, revestido em plumas de ganso...
Confortável, porem inerte, me recuso a descansar...
No silêncio não há noites nem dias, nem acordar,
Só há quietude branda de um preguiçoso remanso.
 
Ouço lamúrias dos que não tiveram tempo para perdoar
Cativas estão suas almas, sem brilho, sem consolo e cor...
Subjulgadas pelo seu próprio crivo e maceradas pela dor
Por tanto; não as vejo na luz, sobre a nodoa as vejo pairar,
 
Nos canteiros orlados e frios, não há sol a bilhar...
Ouço passos apressados dos que ficam a remediar
Lágrimas são derramadas pelo que não tem remédio.
A saudade aperta o coração que se junta ao tédio.
 
Posso sentir o odor morno em minha face fria
Daqueles que choram minha precoce partida
Então se erguem preces, uma ultima Ave-Maria,
Postulando com muito fervor; na ultima despedida.


Do lirismo ao romantismo, da indignação política e social ao obscurantismo, tudo é parte integrante dos anseios de um coração indomado que não aceita rédeas nem cabrestos, nem tem o rabo preso aos convencionalismos ou a falsos pudores que engessam e amordaçam os indivíduos privando-os da liberdade de se expressarem. Caros amigos e leitores entrem e fiquem a vontade para comentar ou criticar. Obrigado a todos. No Hospital
Jose Aparecido Botacini
20/06/2008
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