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NAMORADOS DE OUTRORA

 
 
 
Noite calma, o silêncio orquestrava aquele lugar,
Um recanto bucólico para o amante em exultação,
Na dileção da donzela se enleava em conquistar,
Nos bancos da praça, a preferida do seu coração.
 
Eram flertes bem velados, um poema a declamar,
Ritual dos enamorados, a mais viridante sedução.
Do coreto se contemplava os casais indo passear,
De mãos-dadas e em pares, iam em toda direção.
 
Lirismo de uma época  que hoje passo a lembrar,
Deste lindo amor poético, em grande veneração,
Havia encanto, havia beleza, uma união a fulgurar,
 
Era o tempo das pucelas, convictas por devoção,
Nostalgia da pureza, da cândida virgem ao altar,
Vestalinas de agora! Por que esta transformação?!
 
Rivadávia Leite


Rivadávia Leite
15/07/2008
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