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O Guardião

Dividir dentro de mim, que sou um só
Uma história que corrompe o que amo
Dói na culpa e ao mesmo tempo na dó
Que tenho de mim e que vim carregando...

Se mato minha culpa e conto um segredo
Ao amigo mais querido e mais amado
Serei eu, um ser fantástico e alado?
Ou ainda continuarei sentindo esse medo?

Mas que aventura é essa, tão sombria?
Transformei o tudo num nada que eu não queria
E agora o céu não tem forças pra se levantar.

Se a liberdade invejou a minha alegria
Se me fez prisioneiro ou guardião, eu diria
Que só o meu bom amigo pode me libertar!


Dói contar a verdade, principalmente quando ela é feia, mas quando nos sentimos seguros o suficiente para dizermos a quem respeitamos e amamos de verdade, a dor cicatriza na medida em que se sente! Guarulhos / SP
Rodrigo Ferreira Santos
16/07/2008
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