Busquei na arquitetura da vida
erguer as bases do meu eu
macerada e desprotegida
buscavava o que se perdeu...
Juntava grãos de areia
para embasar minha torre
tão finos eram soprados
de minhas mãos se perdiam...
Olhava triste meu desejo
de na vida ter um amor
mas eis que de lampejo
a luz que brilhava se apagou!
Sempre tenho conselhos,
um olhar,
minhas mãos,
uma busca...
Vontade de ajudar...
e para mim mesma
uma flor não consigo ofertar!
A vida segue seu percurso
numa cotidiana bulimia
eu só sei que todo o discurso
ofusca e vomita o "bolo"
que nos engasga
fazendo qualquer castelo ruir...
..."é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã"..."porque se você parar pra pensar na verdade não há"...
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