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EM RUÍNAS...

 

Busquei na arquitetura da vida

erguer as bases do meu eu

macerada e desprotegida

buscavava o que se perdeu...

 

 

 

Juntava grãos de areia

para embasar minha torre

tão finos eram soprados

de minhas mãos se perdiam...

 

 

 

Olhava triste meu desejo

de na vida ter um amor

mas eis que de lampejo

a luz que brilhava se apagou!

 

 

 

Sempre tenho conselhos,

um olhar,

minhas mãos,

uma busca...

Vontade de ajudar...

e para mim mesma

uma flor não consigo ofertar!

 

 

 

A vida segue seu percurso

numa cotidiana bulimia

eu só sei que todo o discurso

ofusca e vomita o "bolo"

que nos engasga

fazendo qualquer castelo ruir...

 


..."é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã"..."porque se você parar pra pensar na verdade não há"...
RITA REIKKE
09/08/2008
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