Sou gaúcho, baiano, mineiro.
Sou italiano, japonês, brasileiro.
Muitos me chamam de vagabundo.
Digo apenas: Sou passageiro gaiato do mundo.
Não tenho visto, nem passaporte.
Mas já passei por todo tipo de transporte.
Não me preocupo nem com rumo, nem com carteira.
Se não passo pela alfandega, dou um pulo pela fronteira.
Sou de tudo um pouco, menos ladrão e argentino.
Isso não: mas quem sabe um dia acho meu destino.
A beira mar, Num praia dessas pra ricaço.
Ou sorrindo que nem bobo no seu abraço.
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