Revés
É uma incognita,
Uma grande questão
Ou uma simples exclamação?
No vasto cominhho que nós
Mesmos trilhamos,
Nos colocam ao eixo
Pois, pisado e pilado,
Não conseguimos sair
Pelas beiras e
Condensa-se numa grande seca
Onde se nada floresce
De enormes eiras
Tornando-se nosso refugio
Em dias trovejantes,
Pois bem, plante em seu terreno firme
E já arado,
Procure em vão
Quando a corvardia serve-te
De escudo para teu coração,
Mas, proteja-a em todos os horizontes
De tal forma que torne-se
Como as palmas de tua mão,
Pois, mesmo elas
Nos mostram caminhos distantes,
É o segredo nela que consiste nossa alma?
Todavia, pondo-se contra nós mesmos,
São eles,
Os medos de transcender.
Não culpo-a
Tampouco condeno-a,
Pois, ficar é permanecer.
Mas não necessariamente
Se connhecer.
14/03/2009
- 1 comentário
- 60 visualizações neste mês
-
- sob licença creative commons
-
Você pode distribuir este poema, desde que:
- Atribua créditos ao seu autor
- Não use-o comercialmente
- Distribua-o sob essa mesma licença