Soneto de Uma Vida
Em minhas manhãs cambaleantes, me convida
A uma voz que surge, como o sol em dias nublado
Tão doces e revigorantes quanto o sabor de teus lábios molhado,
Que alegro-me tão breve como minha vida.
Eis que surge em voga perante meus olhos, e de joelhos
Firmo a mais bela das belas flores flamejantes
Que rogo dentre cabalísticos jardins, minhas aminésias constantes
Tão atroz como tocá-la levemente e em devaneios me pego ao espelho.
Mas não rogai em vão, nem tampouco necessita
Apenas tua voz e presença fazem dessas preces me rosário
E a razão de tudo paracer belo e o simples ressucita.
Me fazendo reviver algo jamais vivido
E na simplicidade contida nesses momentos,
A impressão que há tempos já conhecido.
William Baptistella
29/08/2009
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