Acordava pela manhã em jejum.
Vestia a roupa amassada,
Há tanto tempo surrada,
Que tinha cheiro de atum.
O menino caía em prantos,
Queria ao menos comer o que plantava.
Sabia, no entanto,
Que em vão trabalhava.
Via ao longe crianças a brincar,
Porém, a elas, não podia se juntar.
Pois dia após dia, desde seu despertar,
Para seu capataz tinha ele que trabalhar.
Pela própria roupa amassada,
Há tanto tempo mofada,
Ele adoeceu.
Era um rapaz forte,
Não temia a morte,
Mas infelizmente faleceu.
E eram tantos os campos floridos,
E tantas crianças a brincar,
Que seu esmero foi recompensado:
Pôde ao menos descansar.
Minha primeira poesia, feita para apresentar um trabalho sobre escravidão, quando eu estava na 7ª série, acho...
Sempre tive asco do antigo sistema escravista. Ele mostra toda a podridão da natureza explorativa do mais fraco que o ser humano tem.
E apesar dos pesares, ainda há pessoas que "escravizam" outras, principalmente crianças... Felipe Miranda (Samirgal)
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