O Sol já não brilha, o passarinho já não canta.
A besta ilusão de mansinho se desmancha.
Não vou mais me iludir novamente,
Já se desfaz o caminho da esperança.
Não vou mais tentar ser contente,
É uma canção que minha voz já não canta.
Olhe o passarinho... acabou de morrer...
Mas já não importa, pois ninguém vai ver...
Assim como o Sol, que não vai mais nascer...
Não vou mais agir gentilmente,
Isso é uma coisa que fere e que cansa.
Agora você pode ficar contente:
Já não sou mais o par da sua dança.
Poesia que já nasceu morta, oriunda de uma situação contrangedora e humilhante. Estava admirando uma garota da minha turma há muito tempo, e ela parecia receber bem as minhas demonstrações de carinho. Ridícula conclusão: em uma excursão para POA, quando tentei delicadamente beijá-la no escuro do ônibus, fugiu de meus lábios como se fossem vermes... e tive que ficar o resto da viagem inteira sentado ao seu lado, me sentindo muito humilhado... Felipe Miranda (Samirgal)
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