Na grande construção
Com o livro na mão
Com os joelhos no chão
Numa pureza envolvente...
Você faz a oração
Come um pedaço de pão
Recebe do padre o perdão
E fica tão contente...
Ouve atento o sermão
Acompanha alegre a canção
Xinga e desdenha o pagão
Acha-o tão deprimente...
Vil teatro sem noção
Grande e sutil armação
Visando a colaboração
Financeira do crente...
Apesar da Inquisição
E da alta conspiração
Segue a bela religião
Com uma visão dormente...
mas não tema, irmão!
Não mostre desolação!
Acompanhe a embarcação
Que sabe onisciente:
Logo que acabe o sermão
Assim que se feche o portão
Você volta a ser, então,
O bom e velho prepotente...
Não é necessário comentar aqui meu eterno repúdio pela Igreja Católica em todos os seus aspectos... Felipe Miranda (Samirgal)
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