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Licor

Hoje eu queria ser
um cantor de alma
levada pelo vento,
em doce prelúdio...

E despertar em
versos esparsos...
Como se fosse
um raro licor...

E nos últimos
raios do poente
tocasse teus lábios...

Talvez o beijo
durasse mais
que o infinito...


Não sei como funciona, mas de repente, vem a vontade de escrever uma poesia.
Outras vezes, por mais que tentemos, nada fica bom...
Muitas vezes, escrevemos e não gostamos. E quardado fica esquecido...
Então, movidos por algo destituído de razão, ao reler outro dia
A poesia que nada valia...
Tem reflexos no coração...
Abel G. Saint'ell
02/11/2005
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