Meu corpo se mostra em formas...
Para ti e o universo
é de mim que eu apresento
mesmo quando penso o inverso...
Inegável gesto e sentimento
se apresentam não desmentem
é o meu corpo que fala...
Já sem voz
sua mão vem, na dor embala
e já foi atroz
nem sempre o coração se cala...
É tão forte e tão fraco...
Tão mudo e tão falante...
Falando afônico a ironia do ser...
Que finge para não transparecer
o amor que insistes calar
um amor aprisionado
que afugenta
um bom olhar...
Falando de amor guardado, calado, sofrido e triste...
falando de pessoas que pela dor de perdas amorosas se fecharam...
lacradinhas...invioláveis... Em casa depois de três dias sem vontade de escrever...
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