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A Lágrima de um Poeta

Sinto o cheiro de morte
Sussurrando ao meu lado
Uma vadia serve o copo
Absinto sobre a mesa

Úmida taberna
Do outro lado, intelectuais
Putrefatos e enfadonhos
Celebram a morte
Nos braços de rameiras

Cai uma lágrima
Lamento e tormento
Sou o mais infeliz dos poetas
Oh! Por que escolhestes tamanho glutão?

Um punhal cravou em minhas costas
O que me sobra nesta noite?
Se não a lágrima caída num copo de absinto


Enivaldo Ramos
20/01/2006
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